Especial Copa Fogosa (2026)
*Especial Copa Fogosa | Cobertura Oficial da TV Fogosa — Episódio único*
FADE-IN
[A câmera revela o estágio e dois times disputando: o time "Fogosa" e um time não identificado que começa com a letra "L". Na arquibancada, está: Joana (Dira Paes) — da web-novela Rocambole (2025) — e Graça (Gabz), da web-novela Eternamente (2025). A vilã da divertida trama de Júlio César traja uma saia longa e preta e uma blusa escrita "Rocambole"; já a antagonista da obra criada pela renomada Jessie K. Uaka, usa seu clássico cropped do Brasil, um short jeans e sandálias havaianas. Um instrumental de futebol tem início.]
Joana (eufórica): VAI, VAI, VAI, VAI!
Graça (tensa): JOANA, ELE É DO OUTRO TIME!
Joana (sinaliza): VEM, VEM, VEM!
[O instrumental segue tocando, baixinho.]
Joana (falando alto): Eu acho um absurdo... vinte e dois jogadores correndo atrás de uma bola. Por que eles não se juntam e compram vinte e duas bolas? EVITAVA confusão, EVITAVA xingamento...-
Graça (interrompe): Joana! Joana... Por que você não corta a sua cabeça e dá para eles usarem como bola?
Joana (vira de ombros): Hum. Eu até pediria a sua ajuda, mas a sua especialidade é transplantar corações!
Graça (resmunga): Joana...
Joana (repara): E essa cicatriz aí na tua barriga?
Graça (sem graça): São cicatrizes deixadas pelo tempo e que vão ficar comigo... ETERNAMENTE!
⌛FLASHBACK⌛
[Em rápidos frames fragmentados, vemos Heloísa (Sheron Menezzes) esfaqueando Graça no aterro sanitário — sequência da web-novela Eternamente.]
⌛FIM DO FLASHBACK⌛
[A câmera focaliza no rosto de Graça. Logo depois, a câmera focaliza num ponto específico do estádio enquanto os jogadores jogam: um mini-palco; nele, as trigêmeas Lacroix (Fernanda Torres) cantam e dançam como líderes de torcida. Elas trajam roupas iguais: blusas e saias brilhantes com cores da bandeira da França.
Trigêmea Lacroix: Olha como ela tá jogando, olha como ela tá jogando, olha como ela tá jogando, olha bem...
[A câmera volta focar na arquibancada. Carina (Andreia Horta), que utiliza um tapa-olho no lugar do olho esquerdo, de Silêncio Fatal (2025) se aproxima de Vitória (Letícia Sabatella), de Vidas Roubadas (2025)]
Carina (gentil): E aí, Vitória.
Andréia (rude): Na verdade sou Andréia.
Carina (fica vermelha): Ah, perdão.
Vitória (sorri): Na verdade, sou Vitória.
Carina (revira os olhos): Ah, não. Essa brincadeira de novo...
Andréia/Vitória (sussurra no ouvido): Na verdade sou a Sônia de Ecos de Eros...
Carina (sorri de canto): Pelo menos dessa vez inovou na brincadeira.
Andréia/Vitória/Sônia (curiosa): E esse tapa-olho aí?
Carina (fica séria): Nem te conto, menina!
Andréia/Vitória/Sônia/sei lá: Me sinto desnuda.
Carina (muda de assunto): E aí, quem vai jogar amanhã? TV Fogosa tá vencendo...
Letícia Sabatella: Pois é, mulher. Se eu não me engano... Irlanda e Tailândia.
Leocádia (surgindo do absoluto nada): Irlanda... detesto esse nome!
Carina (surpresa): Do neida?
[Para surpresa das três, uma figura surge na arquibancada desfilando, se estivesse numa abertura de novela mexicana, fazendo caras e bocas. Ao som da música Erva Venenosa, Hera/Delta (Camila Queiroz), da web-novela Viver sem Amanhã, surge com o seu clássico vestido branco.]
Letícia Sabatella (debochada): Olha só, se não é a Hera venenosa... ou diria asa delta?
Hera (fria): Haha, muito engraçada você!
Carina (piadista): Seu vestido está tão branquinho... Não gostaria de sujar de sangue da cor de vermelho escarlate? (Ri).
Hera (baixa): Só se for com sangue do seu olho esquerdo... Ah, é mesmo! Você não tem mais!
Carina (fria): Engraçadinha.
Leocádia (olha para a ex-nora): O que faz aqui, prostituta?
Hera (cínica): Vim assistir o jogo, velha estriada.
[Um clima de suspense tem início. Hera observe o jogo. Lentamente, Leocádia (Adriana Esteves), também de Viver sem Amanhã, se aproxima da rival. Carina e Letícia Sabatella observam atentamente. O suspense explode. Leocádia tenta empurrar Hera, mas ela desvia a tempo, e fica pendurada, prestes a cair no campo de futebol em pleno jogo.]
Leocádia (desesperada): POR FAVOR, HERA, ME AJUDE!
Hera (sádica): E por que eu te ajudaria?
Leocádia (pendurada): Só eu posso detê-lo. Contratei um homem para lhe estuprar como vingança.
Hera: Só um? Como você é pobre. Aguento cem.
Leocádia: Estou falida.
[Venenosa (ê, ê), Hera derruba Leocádia, que cai no campo, sendo atropelada por vários jogadores que correm em euforia atrás da bola. Carina e Andréia/Vitória observam, atônitos. Quando Hera se vira, dá de cara com Jandir de Eternamente. O clima pesa.]
Jandir (com um olhar assustador, sorriso diabólico): Oi, docinho. Você não é tão novinha, mas é gostosa. Sim, Leocádia me contratou.
Carina: Fudeu.
Andréia/Vitória/Sônia: Vamos embora!
[Carina e Letícia Sabatella correm dali. Hera também foge. Jandir vai atrás dela. Em outro ponto, vemos os mascotes dançando e rebolando enquanto a bola canta: Fluque (Meu Bem Maior), Esmeralda (Rocambole) e Púrpura (Alma Penada) — obviamente, atores fantasiados. Enquanto isso, na arquibancada, Madalena (Natália do Vale), de Cidade do Bem (2026), reza enquanto segura uma bíblia.]
Madalena (finalizando a reza): Que a TV La-, digo, que a TV Fogosa vença esse jogo, amém!
[De repente, Carijó (Larissa Bocchino), da web-novela homônima que vai estrear este ano, aparece com uma galinha no sovaco.]
Carijó: Vôti, quem diacho já viu... Uma freira em estádio e rezano por time de futibol?
Madalena (fria): Cala a boca, atrevida! Deus vai abençoar sim este jogo!
Carijó (fazendo carinho na sua galinha Catarina): Oxente, velha carniceira!
[Irritada, Carijó se retira dali com sua galinha e deixa Madalena. Em outro ponto do estádio, Sacerdotisa toca tambor, vestindo a camisa da TV Fogosa, compondo a trilha sonora da copa. Ao mesmo tempo, Pureza (Clara Moneke), também da web-novela homônima que estreia este ano, observa a copa com emoção.]
Pureza (emocionada): Nunca vi algo tão diferente... Mas também né? Minha novela vai se passar em 1850.
[De repente, Dalva (Edvana Carvalho), de Viver sem Amanhã, surge vendendo pipoca.]
Dalva (gritando): OIA A PIPOCA!
Pureza (tapa os ouvidos): Ai, vosmecê queres me deixar surda?
Dalva (sorri largamente): Oxe, fia, que galeto é esse? E esses trapo véio?
Pureza (simpatiza): Sou uma personagem de época.
Dalva: Ata.
Pureza: Admiro seu trabalho. Vossa pessoa é uma mulher negra livre.
Dalva: Eita, muié. Num se avexe não. Ainda tenho que engolir muita porra calada em pleno 2026, visse.
Pureza (reflete): Eu imagino.
Dalva: Posso ti dar um abraço, posso?
Pureza: Claro.
[Pureza e Dalva se abraçam num clima de fofura.]
