Viver Sem Amanhã - Capítulo 24
*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 24 (28/05/2026)
[HABEEC/ESCRITÓRIO DE BAAL/NOITE]
*Baal retoma a ligação, consumido pelo ódio.*
*Del. Rolando:* Ainda está aí?
*Baal:* Já que você foi um covarde omisso, prepare-se. Sua família vai pagar caro. Vou moer cada um deles.
*Del. Rolando:* Não ouse tocar na minha família, seu verme desgraçado!
*Baal:* Vocês quiseram brincar com o capeta. Agora o capeta vai brincar com vocês. Vão se arrepender amargamente de ter saído do útero. Você, aquele médico de merda e aquela cadela maldita... descobrirão da pior forma que o diabo não conhece piedade. E eu vou mostrar, com prazer, que ninguém, absolutamente ninguém, pode se colocar contra um homem como eu.
*Furioso, Baal desliga na cara de Rolando e liga para Graco.*
*Graco:* Chefe... o que manda?
*Baal:* Vou deflagrar uma chacina. É hora da limpeza dos ratos. Matem o Delegado Rolando. Depois queimem a casa inteira e tragam-me o lixo do Efraim. Assim que terminarem o serviço, venham direto até mim. A Hera vai sangrar muito por ter me traído. Hoje essa prostituta vai engolir o pão que eu mesmo amassei.
*Baal olha pro horizonte através da janela.*
[CASA DE DEMÉTER/SALA DE ESTAR/NOITE]
*Faltou luz no bairro. Deméter sai do banho apenas de toalha e esbarra em Bosco no meio da sala.*
*Bosco:* Professor... desculpa. Não vi você.
*Prof. Deméter:* Tudo bem. Odeio quando falta luz.
*Bosco:* Vamos ficar assim? Eu tenho pavor de dormir sozinho no escuro.
*Prof. Deméter:* Eu durmo com você esta noite. Sem problema.
*Bosco:* Professor, já falamos da diferença de idade. O Moisés morreu faz pouco tempo... eu ainda não tirei ele da cabeça.
*Prof. Deméter:* Esquece ele. A vida segue. Eu sou louco por você e não é por eu ser mais velho que não podemos ficar. Você é um tesão, garoto.
*Bosco treme e evita contato visual.*
*Prof. Deméter:* Eu sei que você me quer também. Para de esconder. Eu te amo.
*Bosco avança e o cala com um beijo.*
`Música: "Let The World Burn" (Chris Grey)`
*Bosco:* Vem... vamos.
*Bosco arrasta Deméter pelo braço até no quarto.*
*Prof. Deméter*: Você não sabe o quanto eu esperei por esse momento. Vou te foder com vontade.
*Os dois se despem freneticamente e se jogam na cama.*
[PRESÍDIO/PARLATÓRIO/NOITE]
*Clémence sorri, enquanto Nelson não esboça felicidade.*
*Adv. Clémence*: Como você está, meu amor? Falei com o padre. Podemos casar aqui mesmo, só no papel. Concorda?
*Nelson:* Eu não vou me casar com você nunca. Você tentou me matar envenenado, sua louca.
*Adv. Clémence:* O quê? Eu? Jamais feriria você. Eu te amo, Nelson. Eu morreria por você.
*Nelson:* Mentira. Você me mataria só para ver a Aura sofrer.
*Adv. Clémence*: Eu odeio aquela porca problemática cheia de banhas, mas ela não é nada perto do que eu sinto.
*Nelson:* Clémence, eu estou marcado para morrer aqui dentro. Você diz que me ama, mas se deita com meu maior inimigo. O que você quer de mim, afinal?
*Adv. Clémence:* Nelson... meu bem, me escuta...
*Sem dizer nada, ela se levanta e sai, deixando Nelson sozinho.*
[APARTAMENTO DE HERA/SALA/NOITE]
*Ulisses surge na porta, suado e completamente transtornado pelas drogas. Hera tenta impedir sua entrada.*
*Hera:* Ulisses, olha seu estado. Vai tomar um banho, você está péssimo.
*Ela tenta fechar a porta, mas ele empurra, parte pra cima dela e a beija. Ela se desvencilha.*
*Hera:* Para! Eu estou cansada.
*Ulisses*: Prova que me ama! Me ama, porra!
*Ele tenta beijá-la novamente.*
*Hera:* Para, você está me machucando!
*Ulisses:* Cala a boca! Você vai transar comigo agora. Eu não consigo parar de pensar em você, caralho!
*Hera:* Mas eu não quero!
*Ulisses:* Você não tem que querer nada!
*Ele a ataca, mordendo seu pescoço. Exausta de lutar, ela recua.*
*Hera:* Eu queria te ver, mas não assim. Queria comemorar a queda do seu pai.
*Ulisses:* O Baal? O que você fez?
*Hera:* Denunciei ele. Acabou.
*Ulisses:* Puta que pariu. Você é foda. Agora sim temos que comemorar.
*Ele a beija à força novamente. Ela tenta se desvencilhar, mas não consegue.*
[PRESÍDIO/PARLATÓRIO/NOITE]
*Nelson e Aura se encaram fixamente, visivelmente abalados.*
`Música: "Como Mirarte" (Sebastian Yatra)`
*Aura:* Eu não ia embora, Nelson. Não sem você me olhar no olho e dizer por que está me empurrando para fora da sua vida. Eu não sou um rascunho.
*Nelson (Suspirando, rendido):* Eu sei... Você tem razão. Eu não parei de pensar em você nem por um minuto. Me arrependi no instante em que te mandei embora, achei que tinha te perdido para sempre.
*Aura:* Pois achou errado. Eu não vou te abandonar, meu amor. Nunca.
*Nelson:* Aura, escuta... eu estou correndo risco de vida. Tentaram me matar. Envenenaram minha comida. Um outro detento morreu no meu lugar.
*Aura:* O quê? Meu Deus... Nelson, você não pode ficar aqui nem mais um dia. Quem quer que seja, não vai parar no primeiro erro.
*Nelson:* Eu sei. Andei pensando... mas aqui eu sou um alvo fácil. O que eu faço?
*Aura (Pensa rápido, decidida):* Você vai ter que jogar o jogo da Clémence. Ela é sua única saída. Convence ela de que ela ganhou, que você está se apaixonando. Ela se gaba de ter influência, não é? Pois faça ela usar essa influência para te tirar daqui.
*Nelson:* É arriscado... mas não é só ela. Aura, eu tenho quase certeza que essa ordem veio do seu pai. Ele tem gente aqui dentro. Ele controla tudo e todos.
*Aura:* O meu pai não é dono do mundo. Ele comete erros, e é nisso que vamos focar. Só confia em mim e faz o que eu estou falando. Usa essa mulher. Transforma ela no nosso passaporte de saída. Mas, por favor... fica alerta. Não come nada sem conferir, não vacila na hora de dormir.
*Nelson:* Certo. Vou me redimir com ela assim que ela pisar aqui. Vou ser o homem que ela quer ver. Só quero sair daqui logo.
*Aura:* E vai sair. Eu te amo.
*Eles se levantam e se beijam com intensidade.*
[HABEEC/ESCRITÓRIO DE BAAL/NOITE]
*Clémence entra furiosa, batendo a porta. Ela encara Baal com ódio.*
*Baal:* Eu não mandei bater na porra da porta? Se veio falar daquele lixo do Nelson, dá no pé. Não tenho paciência.
*Adv. Clémence*: Eu já soube que você tentou matar o meu homem. Eu te avisei... para não se meter com ele!
*Ela o esbofeteia violentamente. Ele gargalha, virando o rosto.*
*Baal:* Sua piranha degenerada. Não ouse me ameaçar.
*Ele revida com dois bofetões, e a imobiliza por trás, torcendo seus pulsos. Sangue escorre pela boca.*
*Adv. Clémence:* Me solta, seu desgraçado! Você vai se arrepender, seu assassino maldito! Não mexe com meu homem! O Nelson é meu, só meu!
*Baal:* Você não é nada. Uma coitada. Marmita e depósito de presidiário.
*Ele a força a olhar pra lua pela janela, sussurrando no ouvido dela.*
*Baal:* Tá vendo a lua? Você teria que percorrer essa distância para chegar aos pés da minha filha. Você é só uma puta vulgar, se humilhando por um macho que te despreza. Achou mesmo que eu ia matar minha filha por causa de você? Uma cadela sarnenta qualquer?
*Adv. Clémence:* Tính... tínhamos um acordo. Você não é homem, é um frouxo mentiroso.
*Baal:* Foi mal... eu não faço acordos com prostitutas. Sua rampeira, vagabunda suja, sem classe, que abre as pernas para qualquer um. Até eu te comi, sua cadela no cio. E sim, eu tentei matar o Nelson. E não foi a primeira vez. Já paguei para darem facadas nele antes. Avisa para ele não dormir hoje, ou vai acordar com a boca cheia de formiga numa vala.
*Adv. Clémence:* Você é um lixo. Como eu pude confiar em você?
*Baal:* Simples: você é tão podre quanto eu. Só que eu mando em você. Você é só uma cadela perdedora. Nunca vai ser feliz com o Nelson, porque meus filhos podem ser uns merdas, mas não aceitam cair para lixos como você. PROS-TI-TU-TA. RAMEIRA. Você nunca vai ser mulher de verdade.
*Ele a solta com desprezo. Ela está desesperada, quase chorando.*
*Baal:* Já ouviu o que queria. Agora vaza. Ou entra na lista da minha chacina também.
*Adv. Clémence:* Você vai pagar por cada bofetada, seu traidor de merda.
*Baal:* Olha para você, porra. Quem é que manda aqui?
*Adv. Clémence:* Sabe... ninguém me faz de otária e idiota, Baal. Se você é ruim, eu sou o dobro. Ninguém brinca com Clémence Louise.
*Baal:* O máximo que você fez foi se vender para mim ontem por pura inveja de um casalzinho medíocre. Toma cuidado. O Nelson é exemplo do que eu faço. Se eu quiser, você morre agora. Some da minha frente.
*Adv. Clémence:* Tudo bem. Mas avisa para aquela gorda suja e maldita da sua filha ficar longe do meu homem, ou eu acabo com ela.
*Baal:* Já terminou? Rua, puta!
*Ela sai bufando. Baal olha pros lados.*
[RUAS DE SÃO PAULO/ NOITE]
*O Delegado Rolando dirige em alta velocidade. Ele está completamente desequilibrado e suando frio.*
*Del. rolando:* Maldito... você não vai tocar no meus filhos. Eu vou te matar, Baal Medrano!
*De repente, o carro é cercado pelos capangas de Baal. O delegado para. Um tiroteio começa instantaneamente. Ele se abaixa.*
*Del. Rolando:* Malditos! Filhos da puta!
*Ele saca uma pistola e tenta reagir, mas é inútil.*
*Del. Rolando:* Comam bala, seus merdas!
*Os capangas não pensam duas vezes. Disparam com metralhadoras, fuzilando o carro sem dó. Rolando é crivado por centenas de balas. O corpo dele sacode violentamente enquanto sangue espirra pra todos os lados, encharcando o banco e o painel. Ele morre ali mesmo, preso no meio do metal retorcido. Os olhos reviram pela última vez, o rosto e o crânio completamente destruídos pelos tiros.*
*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 24 (28/05/2026)
[CASA DE DEMÉTER/QUARTO/NOITE]
*Deméter e Bosco estão deitados pós-sexo. Bosco com as mãos no peito dele.*
*Prof. Deméter:* Está tudo bem?
*Bosco:* Sim... Foi incrível. Mas eu ainda sinto falta do Moisés.
*Prof. Deméter:* Eu sei que é difícil, porém com o tempo você se acostuma. Ele foi seu grande amor, não foi?
*Bosco:* Sim. Foi o homem que me deu coragem de ser quem eu sou. Por ele, eu bati de frente com a minha família.
*Prof. Deméter:* Entendo. Mas me tira uma dúvida... por que você tem tantas cicatrizes nos braços e na virilha?
*Bosco:* Dói até de lembrar. Eu me cortava por sofrer. Fui rejeitado a vida toda. Meus pais me olhavam com nojo, sem eu nunca ter feito nada além de existir. Ser gay no mundo é não ter paz nunca. Tentei até me matar quando fui exposto... mas acordei. Entendi que nós temos que lutar. Não dá para aceitar migalha. Somos seres humanos, e no fundo, somos muito maiores que eles.
*Prof. Deméter:* É assim que se fala. Eu vou ser seu escudo, daqui pra frente. Te amo.
`Música: "Let The World Burn" (Sebastian Yatra)`
*Deméter o beija e o abraça forte.*
[RUAS DE SÃO PAULO/CALÇADAS/NOITE]
*Irlanda caminha exausta, voltando para casa e, segurando uma caixa térmica. Com uma mão, ela toca a barriga, e sorri para si mesma.*
*Irlanda (Sussurrando):* Longe de tudo e de todos... só nós dois. Nosso futuro vai ser foda, meu amor. A mamãe tá aqui.
*De repente, um homem surge na frente dela.*
*Homem:* Ei, eu te conheço da internet.
*Irlanda (Rindo):* Ah, é? Espero que esteja gostando do que eu posto.
*Homem:* Gostando? Eu tenho é nojo. Sua aidética! Gente como você não devia nem pisar na rua, quanto mais vender comida. Quer contaminar todos?
*Irlanda:* Ei, abaixa seu tom. Eu não vou permitir que você fale assim comigo.
*Homem:* Não vai permitir o quê? Se ponha no seu lugar! Você é um perigo público. Devia ter vergonha na cara, botar dez luvas em cada mão ou trabalhar escondida. Você está cometendo um delito.
*Pessoas se aproximam e observam.*
*Homem (Gritando para os passantes):* Olhem bem, pessoal! Essa moça aqui é aidética. Quer contaminar um por um. Seus idiotas, comprem na mão dela e terminem definhando num hospital!
*Irlanda (Dá um passo à frente):* Eu vivo com HIV, sim, e isso não me faz menor que você nem perigosa para ninguém! Eu me cuido, me trato pelo SUS porque não tive vida fácil que você deve ter tido. Eu sou humana. O vírus não me define, mas seu preconceito diz exatamente quem você é. O HIV eu trato com remédio, já sua ignorância é incurável. Eu não tenho vergonha da minha vida, e tenho orgulho de ter HIV. Passar bem, e espero que você nunca precise da empatia que não tem.
*Ela vira de costas e sai. O homem, sem argumentos, faz uma "banana" com os braços, bufando sozinho.*
[PRESÍDIO/PARLATÓRIO/NOITE]
*Clémence encara Nelson com obsessão.*
*Adv. Clémence:* Falei com o Baal. Ele realmente queria sua cabeça.
*Nelson:* Eu já imaginava... mas que se foda ele. Clémence, eu demorei para perceber que estava me apaixonando por você. Aquela ridícula da Aura não chega aos seus pés. Você... você deixa qualquer homem louco..
*Adv. Clémence:* Você tá falando sério? Era tudo que eu precisava ouvir, meu amor.
*Ela o beija desesperadamente. Ele se esforça para manter a fachada.*
*Adv. Clémence:* Ainda bem que você acordou. Aquela vagabunda não merece nem seu olhar. Eu te amo, Nelson. Você é propriedade minha.
*Nelson:* Eu devia estar louco para te trocar por aquela gorda. Na velhice, as pernas dela vão parecer um mapa-múndi de tanta varize! (Ri.)
*Eles caem na gargalhada. Nelson finge compactuar.*
*Nelson:* Mas falando sério: eu preciso sair daqui. Este lugar já não é seguro para mim!
*Adv. Clémence*: Fica tranquilo. Vou fazer até o impossível. Você vai sair daqui antes do que imagina. Confia em mim, sua mulher.
*Nelson:* E aí... seremos só nós dois. Finalmente.
*Clémence toca o rosto dele com as duas mãos e ri.*
[CRATERA/NOITE]
*A câmera desliza devagar pelas paredes. De repente, foca em Setembro. Ele está de pé, completamente destruído. Metade do rosto já é cadavérico: a pele da bochecha esquerda desapareceu, expondo a arcada dentária amarelada e parte do maxilar. Pus amarelo-esverdeado escorre pela boca entreaberta. A câmera começa a descer lentamente pelo corpo. No pescoço, várias feridas profundas pulsam. Larvas de mosca-varejeira se mexem ativamente dentro das feridas, contorcendo-se enquanto sangue escorre em cascata pela clavícula. No abdômen, dezenas de buracos irregulares perfuram a barriga, com trechos do intestino. Bolhas enormes estouram lentamente, liberando líquido e pedaços de tecido. Nos braços, a necrose já se espalha por completo. A pele está preta e solta, pendurada em tiras, revelando músculos que se liquefazem numa massa gosmenta cinza-esverdeada. A câmera continua descendo. Na região genital, o pênis está completamente sem pele, preso ao corpo apenas por um tendão esbranquiçado. Urina escura misturada com pus escorre sem parar. Na perna esquerda, claramente quebrada e torcida num ângulo grotesco, a proliferação de berne é intensa. Dezenas de larvas brancas se agitam dentro da carne aberta, enquanto sangue escuro e pus jorram lentamente pela ferida. Setembro está completamente podre. Seus olhos, um deles já opaco, permanecem abertos em terror silencioso. Ele tenta falar, mas não consegue. Treme sem parar, enquanto é devorado vivo.*
[APARTAMENTO DE HERA/NOITE]
*Baal entra no prédio. No carro, Graco e os capangas aguardam. Ao pisar no apê, ele ouve os gemidos de Hera.*
*Baal (Para si):* Então você está aí... Seu tempo acabou. Sua vida termina hoje, prostituta barata. Você vai conhecer quem eu sou de verdade.
(CORTA PARA: QUARTO)
*Baal abre a porta lentamente. Ulisses e Hera não percebem. Ele está por cima dela. Eles transam freneticamente, envoltos nos lençóis, enquanto Baal os observa, sério.*
*Baal:* Boo! Hora de morrer, vermes!
*Hera e Ulisses param imediatamente e olham pra Baal, assustados.*
*Hera:* Baal, pelo amor de Deus, vamos conversar!
*Baal:* Então era aqui? Vocês estavam me traindo?
*Ulisses:* Gostou da surpresa, papai? Eu queria que você visse. Perdeu a mulher pro filho que você tanto despreza. A Hera nunca foi sua, nem do Cobalto. Eu venci vocês! Perdedores!
*Baal:* Cala a boca, bastardo vigarista!
*Baal avança, agarra Hera pelos cabelos e a arrasta da cama com força. Coberta por um lençol, ela grita. Ulisses pula da cama, apenas de cueca.*
*Ulisses:* Para com isso! Você vai machucar ela!
*Baal:* Não se mete! Ela vai pagar por ser uma traidora marginal.
*Hera (Chorando, tentando soltar as mãos dele):* Me solta! Por favor! Está doendo!
*Baal:* Cala a boca! Agora você vai ver o que acontece com quem brinca comigo.
*Baal vira de costas, arrastando-a. Ulisses acerta um chute nas costas de Baal, que se vira e revida com um soco. Os dois caem no chão, trocando golpes. Hera consegue se levantar, veste o vestido às pressas e foge do quarto, desesperada.*
(CORTA PARA: SALA DE ESTAR)
*Hera (Gritando):* SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA!
*Ao notar a fuga, Baal saca uma arma e atira no próprio filho. Ulisses cai, atingido na barriga. Ele pressiona o ferimento, olha pras mãos cheias de sangue e desmaia aos poucos.*
*Baal:* Bastardo imprestável. Eu devia ter te matado no berço. Mas o meu negócio agora é com ela. Aproveite sua morte, filhão.
*Baal ignora Ulisses agonizando e corre pro corredor. Ele alcança Hera perto do elevador, segurando-a novamente pelos cabelos.*
*Baal:* Aonde pensa que vai?
*Hera:* Pelo amor de Deus... me perdoa! Eu te imploro!
*Baal:* Golpista maldita. Você vai queimar de um jeito que nunca imaginou. Acabou para você.
*Hera:* Piedade, Baal!
*Ele a arrasta para dentro do elevador, mantendo-a imobilizada por trás. As portas se fecham.*
> FIM DO VISÉGIMO QUARTO CAPÍTULO
