Viver Sem Amanhã - Capítulo 18
*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 18 (20/05/2026)
[MANSÃO MEDRANO/SALA DE JANTAR/NOITE]
*Cobalto encara o pai, em choque.*
*Cobalto:* Não posso acreditar no que estou ouvindo. Como foi capaz, pai? Como pôde tirar minha mulher?
*Hera:* Eu nunca fui sua, Cobalto. Tivemos um caso passageiro. Apenas noites que não significaram nada mais.
*Leocádia:* Obviamente. Mulheres aproveitadoras como você sempre correm para quem tem mais dinheiro.
*Hera:* Se a senhora acha que vai me tirar do sério, está enganada. Eu finalmente vou me dar bem, ao lado do homem que amo. Aceite, sua velha ressentida. Você é apenas um amontoado de pelancas inconformada por ter sido substituída por uma mais nova.
*Ulisses:* Aproveitando que vocês estão aqui, onde está o tio Saúl, pai? Ele também foi um obstáculo no seu caminho?
*Baal:* Talvez... seu tio está queimando no inferno. Tentou jogar sujo e pagou caro. E se serve de consolo... Leocádia era amante dele. Essa prostituta velha me traiu com meu próprio irmão.
*Leocádia:* Mentira! Meus filhos, não acreditem nele!
*Ulisses (Rindo):* Então vocês dois...
*Aura:* O quê? Mãe? O que você fez com ele?
*Bosco:* Inacreditável. Quanta imundície. Sinto asco de vocês.
*Cobalto:* Meu Deus... Vocês são dois monstros.
*Baal:* Chega de drama. Vão ter que conviver com a Hera aqui dia após dia. Aceitem que ela soube ser a mulher que essa velha cheia de dobras e pelancas, nunca foi. Nem mulher de verdade, nem mulher na cama.
*Cobalto se levanta e anda até o pai.*
*Cobalto:* Você é um ser desprezível. Pior do que eu imaginava. Como teve coragem? Você sabia o que eu sentia. Eu amo a Hera.
*Baal:* Lamento, mas não me importa. Hera é a mulher que eu escolhi e não aceito ser desacatado na minha própria casa.
*Hera observa Cobalto, entristecida.*
*Hera (Em pensamento):* "Eu ainda te amo, Cobalto. Mas não posso sacrificar minha vingança por um capricho seu."
*Cobalto (Para Baal):* Eu te odeio. Espero que você queime vivo e no inferno. Que morra solitário e sem ninguém ao lado. Você me enoja, seu desgraçado!
*Baal:* Ah, é? Vou te ensinar a ser homem.
*Baal desfere um soco violento em Cobalto, que cai. Cobalto reage, empurrando-o na mesa. Pratos quebras. Baal chuta o estômago do filho e, quando ele cai, começa a esmurrá-lo sem piedade.*
*Leocádia:* Parem! Meu Deus, parem!
*Ulisses:* Parecem dois cachorros brigando por uma cadela no cio.
*Aura:* Ulisses, separa os dois! Eles vão se matar!
*Bosco:* Chega! Por favor!
*Hera:* Ulisses, não fique aí parado!
*Baal (Socando Cobalto):* Você vai aprender quem manda aqui! Eu ainda sou seu pai!
*Ulisses finalmente intervém, tirando Baal de cima de Cobalto. Todos estão horrorizados.*
*Hera:* Já basta, Baal.
*Baal:* É para você aprender a me obedecer. Você me deve a vida.
*Cobalto levanta-se, sangue escorrendo pelo nariz e pela boca.*
*Cobalto:* Eu não te devo nada. Eu amaldiçoo o dia em que nasci seu filho. Agora te odeio com todo meu ser. Que você e essa cadela imunda tenham um fim digno da monstruosidade de vocês.
*Hera encara Cobalto com os olhos marejados.*
*Leocádia:* Viu o que você fez? Jogou pai e filho um contra o outro. Sua vagabunda de boteco! Você quer destruir nossa família!
*Ulisses:* Que família, Leocádia? Pare de viver uma ilusão. Vocês sempre nos negligenciaram. Me espancavam na infância por gostar de culinária, renegam o Bosco por ele ser gay, exilaram o Cobalto pra estudar no exterior e tentaram vender a Aura para homens milionários como mercadoria. Quando ela escolheu um pobre, vocês o humilharam. Nunca fomos uma família.
*Hera:* Chega. Serei clara: eu me apaixonei pelo Baal. Ninguém manda nos sentimentos.
*Cobalto:* Na cama, você dizia que me amava...
*Leocádia:* Quanta hipocrisia! Você só quer dinheiro. É uma alpinista social de marca maior.
*Aura:* Hera, eu te amo, você sabe. Mas tem certeza do que quer?
*Hera:* Eu tenho, Aura. Eu amo seu pai e não vou abrir mão dele.
*Cobalto:* Dizia o mesmo nos meus braços, beijando minha boca.
*Baal:* Seu desgraçado!
*Baal tenta acertar outro soco, mas Hera intervém.*
*Hera:* Eu nunca te amei, Cobalto. Tivemos noites de prazer e nada mais. Entenda de uma vez: você nunca significou nada para mim. Compreende agora?
*Cobalto:* Você me usou. Me fez acreditar em casamento. Brincou com meus sentimentos.
*Hera:* Não sou responsável pelo que você sentiu. Não tenho culpa de ter me apaixonado pelo seu pai.
*Cobalto (Chorando):* Você é uma mentirosa compulsiva. Que os dois ardam juntos. Eu quero que vocês morram, seus miseráveis. Vocês vão se arrepender de cada ferida que me causaram.
*Cobalto sai, caminhando de costas, enquanto Hera lacrimeja.*
*Hera (Sussurrando):* Cobalto... por favor...
*Baal:* Deixe-o. É só ressentimento. Amanhã ele esquece.
*Ulisses:* Você não cansa de destruir vidas, Baal?
*Baal:* Não aceito questionamentos. Eu mando aqui. Este assunto está encerrado. Hera será minha mulher e ponto final.
*Hera e Baal sentam-se à mesa. Leocádia levanta-se, indignada.*
*Leocádia:* Eu não fico mais um minuto à mesa com vocês.
*Leocádia sai. Hera está visivelmente arrependida.*
`Música: "Saudades, Elder" (Johnny Hooker)`
*Hera (Em pensamento):* "Cobalto, meu amor... um dia você vai entender."
[LABORATÓRIO DE EXAMES/MANHÃ]
*No dia seguinte, Irlanda aguarda sentada, apreensiva. De repente, o profissional entra com uma seringa na mão.*
*Médico:* Bom dia. O que você está sentindo exatamente?
*Irlanda:* Febre, fadiga, dores pelo corpo e na língua... Tenho tido tonturas constantes.
*Ele coleta sangue de Irlanda.*
*Médico:* Vamos investigar. Pode relaxar o braço?!
*Após etiquetar os tubos, ele a orienta pro próximo passo.*
*Médico:* Agora, deite-se pra tomografia.
*Ele analisa dados preliminares.*
*Médico:* Ao que tudo indica, você pode estar grávida.
*Irlanda:* O quê? Não pode ser...
*Médico:* Peço repouso absoluto. O embrião está em fase inicial. No entanto, os sintomas que descreveu não são apenas da gravidez. Os resultados definitivos saem na próxima quinta-feira.
*Irlanda:* Espero que não seja nada sério.
*Médico:* Toda mulher gosta de ser mãe, com você não será diferente. Vamos descobrir o que está acontecendo e cuidar de você.
*Ele sorri ao olhar para ela.*
[CLÍNICA CLANDESTINA/MANHÃ]
*Hera entra discretamente numa das clínicas clandestinas de tráfico de órgãos de Baal. Numa sala reservada, veste-se como funcionária. Em seguida, invade outra sala e desativa as câmeras de segurança da principal sala cirúrgica antes de entrar no local.*
*Hera (Para si):* Preciso ser rápida.
*Ela retira uma microcâmera da bolsa e instala estrategicamente numa das tomadas, apontando diretamente pra mesa onde Efraim trabalha. Do lado de fora, Graco aparece para monitorar.*
*Hera:* Ótimo. Com tantas tomadas, ele jamais perceberá.
*Ela testa a conexão pelo celular. Tudo funciona. Ao sair, dá de cara com Graco.*
*Graco:* Hera? O que faz aqui sozinha? Vestida assim? O Baal sabe?
*Hera (Aproximando-se, fingindo vulnerabilidade):* Graco, eu preciso de um abraço. Eu e o Cobalto terminamos... estou carente.
*Ela se joga nos braços dele, seduzindo-o.*
*Hera:* Eu preciso de você agora.
*Graco:* Mas o chefe disse que vocês...
*Hera:* Por favor, esqueça ele. Eu e você podemos...
*Hera beija Graco para distraí-lo e os dois entram numa sala lateral.*
[UNIVERSIDADE/PÁTIO/MANHÃ]
*Bosco caminha quando é abordado por Moisés.*
*Moisés:* Ei, Bosco. Parabéns pela nota, você é muito inteligente.
*Bosco:* Obrigado, Moisés. Agora, por favor, pare de me seguir.
*Moisés:* Não faça assim. Eu sei que você me ama.
*Bosco:* Vai se rastejar até quando? Procure uma garota que te faça bem, Moisés. Eu não posso te corresponder.
*Moisés:* Mas é você quem eu amo!
*Bosco:* Então reprima o que sente. Eu não te pertenço.
*Bosco tenta sair, mas Moisés o segura pelo braço e o beija à força.*
`Música: "Spies" (Robbie Williams)`
*Bosco:* Você não devia ter feito isso.
*Moisés:* Eu não ligo mais. Dane-se o que meus amigos vão pensar.
*Bosco:* Não é só sobre você. Não me beija nunca mais.
*Bosco sai apressado, deixando Moisés para trás.*
[MANSÃO MEDRANO/QUARTO DE HÓSPEDES/MANHÃ]
*O celular de Leocádia toca. Número desconhecido.*
*Leocádia:* Quem é?
*Solano:* Quanto tempo, patroa. Você me bloqueou, então tive que tentar por outro número. Optei por não aparecer na mansão e...
*Leocádia:* Você? O que quer agora?
*Solano:* Serei direto: quero mais dinheiro. Vou para Paris com a Hera.
*Leocádia:* Aquela demônia não te ama! Não te dou mais um centavo. Você recebeu muito bem quando matou a vaca da Prudência. O que fez com meio milhão?
*Solano:* Acabou. Se não pagar, vou direto contar pro Baal.
*Leocádia:* Não se atreva, seu maldito!
*Solano:* Mais um milhão. É o preço do meu silêncio.
*Leocádia:* Eu não tenho esse valor!
*Solano:* Sei que está roubando o Baal há anos através da Habeec. Não minta para mim.
*Leocádia:* Está bem. Me mande seu Pix novamente.
*Solano:* Quero em espécime. E quero te ver pessoalmente. Me encontre no endereço que vou enviar.
[APARTAMENTO DE HERA/TARDE]
*Hera acessa as imagens da microcâmera em seu notebook. Na tela, surge Baal arrastando uma mulher pelos cabelos.*
*Hera:* Desgraçado. Trata mulheres como um pedaço de carne.
*Ela inicia a gravação. Efraim seda a vítima e, com um bisturi, começa o procedimento de extração. Baal observa tudo.*
*Hera:* Continue. Será meu álibi. É aqui que você cai, assassino desgraçado.
*Hera grava cada detalhe. Finalmente, ela tem provas necessárias para destruir Baal.*
*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 18 (20/05/2026)
[RUAS DE SÃO PAULO/ENTARDECER]
*Ulisses dirige pela cidade até avistar Irlanda vendendo bombons no semáforo. Ele estaciona e desce do carro.*
*Ulisses:* Irlanda, meu amor.
*Irlanda:* Ulisses! O que você quer comigo?
`Música: "Quem De Nós Dois" (Laura Pausini)`
*Ulisses:* Me desculpa. Volta pro nosso ninho de amor?
*Irlanda:* Eu sofri demais por te amar, Ulisses. Não quero nunca mais ver sua cara.
*Ulisses:* Você não pode me desprezar. Foi a Hera quem me beijou.
*Irlanda:* Cafajeste. Ainda tenta imputar toda a culpa nela. Homens realmente não prestam, minha mãe sempre avisou.
*Ulisses:* Vai jogar nossa história fora por causa de bobagens?
*Irlanda:* Que história? Histórico de agressões? Meus dias ao seu lado foram de caos. Estou melhor assim. Não me procure nunca mais.
*Irlanda tenta se afastar, mas Ulisses a segura pelo braço.*
*Ulisses:* Calma... precisamos conversar.
*Irlanda:* Me solta!
*Irlanda morde o braço de Ulisses e corre.*
*Ulisses:* Ai! Maldita... me mordeu!
*Ulisses balança o braço com expressão de dor.*
[MANSÃO MEDRANO/HALL/ENTARDECER]
*Hera entra decidida. Passos lentos.*
*Hera (Em pensamento):* "Irmã... pai... eu já comecei minha vingança. Quase atingindo o ápice. Agora você vai odiar seus pais, Aura. Prepare-se para saber o que eles fizeram com Nelson Valadares."
*Leocádia surge, provocando a rival.*
*Leocádia:* Olha só... a aproveitadora assumindo pose de dona.
*Hera:* Ainda não aceitou seu desfecho, sua geriatra descartável?
*Leocádia:* Lembre-se que relações antes do casamento são imorais e vulgares. Mas de imoralidade você entende, sua rampeira. Criatura baixa.
*Hera:* E a senhora entende de moral? Deitou-se com o próprio cunhado sem pudor. Me impressiona uma idosa como você agir desta forma. Está senil demais para se envolver com homens. Uma anciã desdentada como você devia ter vergonha na cara.
*Leocádia:* Você não me ofende. Eu não sinto vergonha em ter cinquenta e cinco anos. Estamos quites. Você passou por pai, filho e até pelo meu capanga. Seu nível é tão baixo que sinto pena. É o esperado de uma meretriz suja feito você.
*Hera:* Afirmo o mesmo da senhora. Ainda vou vê-la sair por essa porta implorando perdão aos meus pés. Não perde por esperar.
*Leocádia:* Cuidado com suas intimidações. Não sabe o que te acontecerá se tentar me destruir.
*Hera:* Não tenho medo. Guarde suas advertências. E eu posso ser muito pior do que pareço.
*Leocádia:* Mostrou as garras. Gosto assim. Prepare-se, eu vou te apresentar ao limbo.
*Hera:* Pois tente. Detesto palavras ao vento, prefiro ação.
*Leocádia:* Não tenho pressa. Você terá o que merece. Aguarde os próximos capítulos.
*Hera:* Ótimo. A propósito, a Aura está?
*Leocádia:* Está. Já vai envenenar minha filha contra mim?
*Hera:* Não preciso. Você se colocou nessa posição a partir do momento que mentiu para ela sobre o Nelson.
*Leocádia:* O quê? Como você sabe?
*Hera sobe as escadas, deixando Leocádia intrigada.*
[HABEEC/ESCRITÓRIO DE BAAL/ENTARDECER]
*Cobalto entra embriagado e desalinhado.*
*Cobalto:* Traidor miserável. Vim acertar as contas.
*Baal:* Bêbado de novo? Aceite que a Hera não te quis. Perdedor.
*Cobalto:* Que tipo de pai é você? Um monstro que se envolve com a mulher do próprio filho?
*Baal:* Ela nunca foi sua. Não tolero rebeldia. Me respeite ou caia fora.
*Cobalto:* Respeito? Seu filho da puta!
*Cobalto saca uma arma e aponta para Baal.*
*Cobalto:* Agora implora pela vida.
*Baal:* Abaixa esse revólver. Não seja ridículo.
*Cobalto:* Você me tirou tudo. Você é um monstro.
*Baal:* Não tirei nada que fosse seu. Vai ter coragem de atirar no seu pai?
*Cobalto:* Você não é meu pai. Vou te matar agora.
*Baal:* Então atira, Cobalto.
*Baal caminha até ele e encosta a testa no cano da arma.*
*Baal:* Dispara. Seja homem uma vez na vida. Acaba logo. Vaaai!
*Cobalto (Chorando):* Eu não posso...
*Baal:* Inútil. Não serve nem para puxar um gatilho. Me arrependo do dia em que te gerei, seu verme.
*Baal acerta um soco em Cobalto, que cai. Baal começa a chutá-lo.*
*Baal:* Levanta e me enfrenta! Imprestável! Será que você ao menos conseguiu fazer a Hera se sentir mulher um dia?
*Cobalto:* Para... por favor!
*Baal:* Você não é um homem autêntico. Não consegue ser. Seu entulho. Bastaaaaa.
*Baal volta para sua mesa, frio.*
*Baal:* Saia daqui antes que eu perca minha paciência de vez.
*Cobalto*: Você vai pagar caro. Monstro.
*Baal e Cobalto se encaram antes dele sair.*
[PRESÍDIO/PARLATÓRIO/NOITE]
*Nelson e Clémence conversam.*
`Música: "La Mia Storia Con Te" (Alessandra Amoroso)`
*Nelson:* doutora, fui claro. Não sinto nada por você e não quero te iludir. Sou grato pela ajuda, mas amo outra mulher.
*Adv. Clémence:* Não vou abrir mão do seu amor. Vou lutar por você até meu último fôlego.
*Nelson:* Infelizmente não é recíproco. Sei como dói amar sozinho e, não quero te dar esperanças.
*Adv. Clémence:* Você nem me deu chance de mostrar quem sou. Não se importa com meus sentimentos.
*Nelson:* Eu me importo, mas nossa relação não tem futuro. Entenda.
*Adv. Clémence:* Só vou desistir quando você me der uma oportunidade.
*Nelson:* Não haverá oportunidade. Eu te amo, mas não dessa maneira.
*Adv. Clémence:* Lamentável... enfim.
[HABEEC/ESCRITÓRIO DE BAAL/NOITE]
*O Contador entra segurando relatórios.*
*Contador:* Boa tarde, Senhor Baal. Trouxe os documentos.
*Baal (Analisando):* Não faz sentido... os números não batem de novo.
*Contador:* Eu revisei três vezes. Há transferências milionárias sem origem clara.
*Baal:* Alguém está desviando dinheiro. Eu até desconfio de quem seja, mas não posso provar.
*Contador:* Os acessos foram autorizados por um executivo. E seu login foi usado na maioria das transações.
*Baal:* O quê?! Impossível! Eu nunca autorizei transferências!
*Contador:* Eu compreendo. Pode ter sido um ingresso indevido… ou alguém tentando te culpar.
*Baal:* Precisamos agir em sigilo. Quem me roubou cometeu um erro. E vai pagar.
*Baal permanece intrigado enquanto o contador olha pra ele.*
[MANSÃO MEDRANO/QUARTO DE AURA/NOITE]
*Hera entra séria, Aura estranha.*
*Hera:* Aura, chega de mentiras. Você precisa saber.
*Aura:* Hera? O que houve? Você parece aflita.
*Hera:* Não posso mais esconder segredos. Como sua amiga, preciso contar a verdade.
*Aura:* Do que está falando?
*Hera:* É sobre o Nelson...
*Aura:* Não quero saber desse cafajeste. Ele que aproveite com a outra.
*Hera:* O Nelson não fugiu com ninguém. Ele te ama, Aura!
*Aura:* Como? Ele me abandonou no altar pelo meu dinheiro!
*Hera:* O Nelson foi preso! Está detido por um crime que não cometeu. O Baal abafou tudo na mídia para você acreditar nas mentiras da sua mãe. Pouquíssimos repórteres tiveram acesso ao escândalo.
*Aura:* O quê? Não... não pode ser!
*Aura fica sem acreditar. Hera tenta convencê-la.*
> FIM DO DÉCIMO OITAVO CAPÍTULO
