Viver Sem Amanhã - Capítulo 17

 


*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 17 (19/05/2026)

[MANSÃO MEDRANO/HALL/MANHÃ]

*Ulisses e Hera estão parados quando Irlanda entra, desolada.*

*Ulisses:* Onde você estava? Dormiu fora por quê?

*Irlanda:* Meu Deus, que nojo de vocês... Vocês são dois porcos! Como têm coragem de me cobrar satisfação?

*Hera (Cínica):* Mas amiga... Você deveria ter voltado ontem. Por acaso dormiu com o Mauro?

*Ulisses:* Quem é Mauro?

*Irlanda:* Não me chama de amiga, sua vadia! Você armou tudo, não foi? 

*Ulisses:* Do que você está falando, Irlanda?

*Irlanda:* Você não tem direito de me pedir explicações. Transformou minha vida num inferno. Mas eu me cansei.

*Irlanda sai em disparada. Ulisses olha para Hera, incrédulo.*

*Ulisses:* Está vendo o que você causou?

*Hera:* Deixa ela ir. Tá chocada. Logo volta rastejando.

*Ulisses (Para si mesmo):* Nós passamos do limite...

*Hera:* Vai se lamentar agora? Já passou, meu bem. Aceite.

*Ulisses sai para tentar impedir que Irlanda vá. Hera ri cruelmente.*

[HOSPITAL/QUARTO DE BOSCO/MANHÃ]

*Bosco está desperto na cama. Aura segura sua mão.*

*Aura:* O médico deu alta, mas eu preciso da verdade: por que você tentou se matar? Você me deu sua palavra!

*Bosco:* Espalharam um vídeo íntimo meu, Aura. Todos na universidade viram.

*Aura:* Mas é gravíssimo, Bosco! Quem filmou você?

*Bosco:* Eu não sei... só sinto vergonha. Não entendo por que alguém faria tamanha maldade.

*Aura:* Vergonha tem que ter quem filmou. Vamos prestar queixa agora.

*Bosco:* Não. Eu vou resolver do meu jeito. Vou exigir que Rás e Setembro sejam expulsos. Eles acabaram comigo, agora eu acabo com eles.

*Aura:* Tudo bem. Saiba que eu estou aqui com você, para tudo.

*​Bosco:* Eu sei. Obrigado, irmã. Te amo. Cadê a mamãe? E o pai?

*Aura:* Ela disse que precisava sair. O papai nem se deu ao trabalho de vir, como sempre. Não podemos mais depender deles, Bosco. Eles já deixaram claro que não se importam conosco.

[JOALHERIA/MANHÃ]

*Leocádia aponta pra um colar cravejado.*

*Leocádia:* Preciso de novos ares... e novos colares. Este de vinte mil é perfeito.

*Ela se dirige ao caixa para pagar, enquanto olha cobiçosa para outras joias.*

*Caixa:* Recusado, senhora.

*Leocádia:* Impossível. Tente novamente. Será que o Baal teve o desplante de cancelar meus cartões?

*Caixa:* Recusado novamente. Deseja outra forma de pagamento?

*Leocádia:* Calma. Eu pago com meu dinheiro pessoal. 

*Após pagar para não passar vergonha, Leocádia sai da loja. Assim que se vê sozinha, ela explode.*

*Leocádia:* Esse desgraçado quer me ver na lama, usando bijuterias, trapos e farrapos? Ele não me conhece. 

*Leocádia se descabelada e morde os próprios punhos.*

[APARTAMENTO DE HERA/SALA/MANHÃ]

*Hera e Solano brindam com champanhe no apartamento dela.*

*Hera:* A "mendiga" foi escorraçada do palácio. Agora preciso instigar mais ódio entre o Baal e o Ulisses. Quero ver sangue derramado entre pai e filho.

*Solano:* Sua maldade me fascina, Hera. Eu te amo.

*Hera:* Próximo passo: Leocádia. O Baal já sabe do caso dela com o Saúl. Ela vai ser chutada. Eu sei que você sabe tudo que ela fez e faz. Portanto, quero que você a chantageie. Tire cada centavo que ela roubou do marido durante esses anos. Quero que, quando ele a jogar na rua, ela não tenha um centavo. Quero vê-la rastejando.

*Solano:* Claro, minha princesa. Vou deixar aquela mulher sem o dinheiro do pão. Ela é uma ladra de mão cheia. Mas vai terminar na miséria.

*Hera:* Eu amo. Olha, além de velha, é gatuna... Que decadência.

*O celular de Hera toca. É Cobalto.*

*Solano:* O apaixonado está ligando. Vai atender?

*Hera:* Não. Eu já disse que terminei com ele por você, Solano. Não estrague nosso momento.

*Solano:* Ah é? Prova. Vem cá...

*​Eles se abraçam. Logo ela se afasta, lacrimejando.*

*​Hera:* Preciso sair agora, Solano. Não posso parar.

*Eles se levantam, ela passa as mãos no rosto.*

[TRIBUNAL/TARDE]

*O julgamento de Nelson acontece. Ele está inquieto.*

*Juiz:* Silêncio no tribunal. Iniciamos a fase de alegações finais. Doutora Clémence, pode continuar.

*Adv. Clémence (Caminhando):* Excelência, as provas apresentadas contra meu cliente são inconsistentes. Estamos diante de uma farsa para proteger os verdadeiros articuladores do esquema.

*Promotor:* Objeção! Isso não passa de uma tentativa da defesa de distorcer os fatos.

*Adv. Clémence:* Protesto, Excelência! Meu cliente está sendo sacrificado para encobrir os verdadeiros responsáveis. Há movimentações financeiras ocultas apontando para outras contas jamais analisadas pela promotoria.

*Promotor:* Provas incompletas e sem lastro documental!

*Adv. Clémence:* Incompletas porque foram deliberadamente escondidas!

*Juiz:* Ordem! Doutora Clémence, limite-se aos autos. Sr. Promotor, suas considerações finais.

*Promotor (Levanta-se com autoridade):* Excelência, o réu agiu de forma consciente e reiterada. A tentativa da defesa de levantar dúvidas não passa de construção. Nelson não é uma vítima; é o agente direto dos crimes. O Ministério Público requer a condenação imediata em regime fechado. Que este tribunal reafirme que não tolera desvios travestidos de inocência.

*​O Juiz ajusta seus óculos, analisa brevemente os papéis.*

*Juiz:* Considerando as provas constantes nos autos... este tribunal julga o réu culpado. Fixo a pena em regime fechado, conforme requerido.

*Nelson começa a chorar silenciosamente. Clémence senta-se ao lado dele.*

*Nelson:* Você fez tudo... e não adiantou nada.

*Adv. Clémence (Segurando as mãos dele):* Adiantou sim. Agora eu sei onde procurar.

*Nelson:* Eu não tenho mais nada, doutora. Todos estão comprados.

*Adv. Clémence:* Você tem sua verdade. E eu vou estar com você. Escute bem: eu vou usar de meios ilegais se precisar, mas você vai sair daqui. Eu te amo.

*Nelson se esquiva do toque dela. Clémence se levanta.*

*Adv Clémence:* Não terminou aqui. Apenas começou. Agora, nossa luta deixa de ser legal... e passa a ser pessoal.

*Clémence olha pra ele fixamente.*

[PERIFERIA/CASA DE IRLANDA/TARDE]

*Irlanda entra no antigo quarto.*

*Irlanda:* Lar doce lar. Como pude sair daqui para aquele inferno? Aqui sou livre.

*Ela para por um instante e pensa em Ulisses com ódio.*

*Irlanda:* Maldito. Só brincou comigo. Vou recomeçar do zero. Volto a vender bombons, mas do seu dinheiro eu não preciso.

*Ela caminha pro quarto de Prudência. Mas se sente mal.*

*Irlanda* Ai! Que dor... Calma, Irlanda. Foi só uma pontada.

*Ao entrar, ela tropeça na mala de dinheiro no chão.*

*Irlanda:* Esse dinheiro ainda está aqui? Chega de sujeira.

*Ela arrasta a mala até lá fora, despeja álcool sobre as notas e risca um fósforo.*

*Irlanda:* Dinheiro desonesto não. Eu sou pobre, mas sou honrada!

*O dinheiro queima e ela observa, rindo.*

[MANSÃO MEDRANO/QUARTO DE ULISSES/NOITE]

*Hera entra, trancando a porta por trás. Ulisses está vulnerável.*

*Ulisses:* O que você quer agora, Hera?

*Hera:* O que você sempre quis. Esqueça a Irlanda, ela é passado. Olhe para mim.

*Ulisses* Eu estou preocupado com ela... ela não tem nada.

*Hera:* Não vamos falar dela agora. Aproveite meu corpo. Sou toda sua. Faça de mim o que quiser.

*Eles se beijam intensamente. Logo ele a derruba na cama.*



*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 17 (19/06/2026)

[HABEEC/ESCRITÓRIO DE BAAL/TARDE]

*Cobalto surge devastado pelo fim de seu relacionamento.*

*Cobalto:* Boa tarde, pai. Perdão pela demora, eu estava...

*Baal:* Você está bêbado, Cobalto? Onde esteve? Impossível trabalhar nessas condições. Você está cheirando mal. Olha seu estado?

*Cobalto:* Já basta... Eu estava tentando afogar minhas lágrimas no álcool para esquecer. A Hera me deixou, pai. Ela era tudo para mim.

*Baal*: Não acredito que está chorando por aquela mulher. Uma messalina, uma vagabunda.

*Cobalto:* Não fale assim dela.

*Baal:* Chega. Vá para casa, tome um banho e descanse. Você é inútil nesse estado.

*Cobalto:* Tá... tá... tudo bem.

*Baal:* Esteja na mansão amanhã às nove. E sóbrio. Não quero vê-lo bêbado. Vou convocar todos, tomei uma decisão importante e preciso da presença de vocês.

*Cobalto:* Está bem... eu estarei lá.

*Baal:* Certo. Agora saia.

*Cobalto sai. Baal respira fundo.*

*Baal:* (Ri.) Que decadência. Vamos ver como ele reage quando souber quem é a minha noiva.

[MANSÃO MEDRANO/HALL/TARDE]

*Aura e Bosco entram na mansão; ele caminha com dificuldade, apoiado nela.*

*Leocádia:* Ainda bem que chegaram.

*Bosco:* A senhora é muito dissimulada. Não tenho tempo para suas falsidades.

*Leocádia:* Meu filho, eu realmente me preocupo com você.

*Bosco:* Mentirosa! Aura, vou subir. Sinto asco só de olhar para essa mulher.

*Bosco sobe. As duas permanecem na sala.*

*Aura:* Onde você estava?

*Leocádia:* Seu pai cancelou meus cartões. Ele quer me ver na miséria. Você precisa convencê-lo a...

*Aura:* Não me envolva nos problemas de vocês. Só vim trazer o Bosco. Não quero saber de você, nem dele.

*Hera surge descendo as escadas. Aura olha para ela.*

*Aura:* Hera? O que faz aqui?

*Leocádia:* Era só o que faltava...

*Hera:* Vim falar com o Ulisses. A Irlanda foi embora sem se despedir e ele está preocupado.

*Aura:* Aquela garota precisava de amparo.

*Leocádia (Para Hera):* Só falta você sumir das nossas vidas também. Se terminar num bordel, estará em seu habitat natural, pois foi de lá que você saiu.

*Hera:* Se eu fosse você, ficaria quieta. Arrume suas tralhas, sua vida boa está acabando. Esteja pronta para amanhã, sua velha flácida. Você não perde por esperar.

*Hera sai, deixando Leocádia em choque.*

[UNIVERSIDADE/DIRETORIA/MANHÃ]

*Dia seguinte. Bosco entra na sala do reitor após ser hostilizado nos corredores.*

*Bosco:* Com licença. Bom dia.

*Reitor:* Bom dia, Bosco. Você parece determinado hoje.

*Bosco:* Na verdade, reitor, vim pedir a expulsão de dois alunos: Setembro e Rás. O senhor sabe bem quem são.

*Reitor:* Eles são problemáticos, de fato. Mas o que aconteceu exatamente?

*Bosco:* Expuseram um vídeo íntimo meu. Não sei como ainda tenho coragem de estar aqui. Todos me viram nu.

*Reitor:* Bom, eu preciso ver...

*Bosco (Interrompendo):* Meu pai é um homem influente e paga uma fortuna para eu estudar aqui. Eu poderia estar no exterior, mas escolhi esta instituição. Não permitirei que esses marginais continuem me humilhando.

*Reitor:* Você tem razão. Tomaremos providências cabíveis imediatamente.

*Bosco:* Espero que sim. Cansei de ser humilhado.

(CORTA PARA: CORREDOR DA UNIVERSIDADE)

*O reitor confronta Rás e Setembro.*

*Reitor:* Vocês têm noção da gravidade do que fizeram?

*Rás:* Só estávamos brincando com o panaca do Bosco.

*Reitor:* Expor um colega e proferir ofensas homofóbicas não é brincadeira. Há provas e testemunhas. Vocês estão expulsos.

*Rás:* Então... acabou?

*Reitor:* Saiam agora daqui.

*Ao saírem, os dois avistam Bosco.*

*Rás:* Olha lá o viadinho desgraçado.

*Setembro:* Ei, Bosco, nós vamos te pegar na saída, seu filho da puta!

*Rás (Com as mãos nos testículos):* Mama aqui, baitola dos infernos.

*Setembro:* Nós não terminamos. 

*Bosco aponta o dedo do meio para eles. Ele anda. Ao virar o corredor, esbarra em Moisés.*

*Moisés:* Oi. Tudo bem?

*Bosco:* Você está me perseguindo? O que você quer, Moisés? Eu não fui claro o suficiente?

*Moisés:* Soube que Rás e Setembro poderiam ser expulsos.

*Bosco:* E foram. E daí? Acabou?

*Moisés:* Bosco, eu te amo. Por favor, não me deixa.

*Bosco:* De novo? Depois de tudo que você aprontou, realmente acredita que há possibilidade de ficarmos juntos?

*Moisés:* Eu jamais me aliaria a eles para expor vídeos íntimos de quem quer que seja.

*Bosco:* Terminou seu discurso? Você não me convence mais.

*Moisés:* Me dê uma segunda chance. Eu prometo reparar meus erros.

*Bosco:* Moisés, não somos iguais. Nossos mundos são diferentes. Você gosta de garotas; deveria encontrar alguém que se apaixone por você. Comigo, você não vai conseguir nada.

*Bosco tenta avançar, mas Moisés segura seu braço.*

*Bosco:* Ei, solta meu braço.

*Moisés:* Eu não quero garota nenhuma. Eu quero você porque eu te amo. Vou te dar tempo para pensar e refletir. Você não pode simplesmente acabar com nossa história assim.

*Bosco:* Que história? Eu já pensei e minha decisão está tomada. Escolhi não me envolver com você.

*Moisés:* Tudo bem... só não negue o que sente por mim.

*Bosco:* Eu nego, sim. Passar bem. Eu te odeio, Moisés. Agora me solta.

`Música: "Spies" (Robbie Williams)`

*Bosco sai chorando. Moisés também chora.*

[GALPÃO ABANDONADO/MANHÃ]

*Baal e Hera chegam ao local sombrio.*

*Hera:* Por que me trouxe aqui?

*Baal:* Quero que entenda como cheguei onde estou. Bom, Hera, quando meus pais morreram, eu assumi tudo. Meu irmão, o Saúl, me odiava. Ele era um maldito invejoso. Achava que eu estava ficando com maior parte da herança. (Ri.)

*Hera (Ignorando):* Que cheiro insuportável é esse?

*Baal:* Apenas escute. Fui sequestrado e perdi tudo. Para me reerguer, entrei no mercado negro. Percebi que tráfico de órgãos era uma mina de ouro. As pessoas não valem nada, Hera. Os inferiores devem servir aos fortes.

*Baal remove um pano que cobre o corpo de Saúl. O cadáver apodrecido, de pele esverdeada e infestado de larvas, exala um odor insuportável. Uma poça de necrochorume escorre pelo chão. Hera grita em choque enquanto moscas circulam ao redor.*

*Hera:* O que você fez?!

*Baal:* Ele mereceu. No fim, é apenas carne podre. Quero que esteja ciente, quem se mete com Baal Medrano, termina assim. Continuando... foram trinta anos como carniceiro. Crianças são mais lucrativas, órgãos perfeitos. Agora você é minha aliada. Posso confiar em você?

*Hera:* Pode confiar... eu farei tudo que o senhor mandar.

*Baal se contenta e Hera finge o apoiar.*

[RUAS DE SÃO PAULO/ENTARDECER]

*Irlanda está parada na calçada, segurando uma cesta de bombons. Um homem aparece.*

*Irlanda (Risonha):* Boa tarde. Não quer um bombom para alegrar seu dia? Me ajudaria muito.

*Homem (Entregando uma nota):* Quero. Tome cem reais.

*Irlanda:* Não posso aceitar. Cada um vale cinco. Quero recomeçar com meu próprio esforço.

*Homem:* Não se faça de difícil. Venha comigo, posso te proporcionar vida de rainha.

*Irlanda:* Onde quer chegar? Não estou compreendendo.

*O homem desabotoa as calças e começa a rir.*

*Homem:* E aí? Gosta? Vem comigo e será uma princesa.

*Irlanda:* Seu nojento! Respeite-me, eu poderia ser sua filha!

*Ela foge correndo. Ao dobrar a esquina, sente fortes dores abdominais.*

*Irlanda:* Ah... de novo não. Preciso ver um médico.

[MANSÃO MEDRANO/SALA DE JANTAR/NOITE]

*Todos estão reunidos à mesa.*

*Ulisses:* Que horas o Baal chega? Não tenho tempo para bobagens desse senhor.

*Aura:* Ele disse que viria às nove. Estou curiosa para saber do que se trata.

*Leocádia:* Certamente anunciará nosso divórcio.

*Cobalto:* Anos de casamento jogados no lixo...

*Ulisses:* Ótimo. Assim não precisarei mais olhar para sua cara, Leocádia.

*Leocádia:* Eu preciso que vocês, meus filhos, fiquem do meu lado. Menos você, Ulisses, de quem não espero nada.

*Baal e Hera entram no recinto. Cobalto se choca.*

*Cobalto:* Hera? O que faz aqui?

*Leocádia:* O que essa mulher tem a ver com nossa família?

*Baal:* Silêncio. Serei direto. Meu casamento com você, Leocádia, acabou. Para quem não sabe, essa vadia me traiu com um miserável e sairá daqui com as mãos abanando.

*Ulisses:* O que já era de se esperar...

*Baal:* Eu vou me casar novamente. Conheçam a nova matriarca desta família: Hera Von Zale será minha esposa.

*Todos se encaram, surpresos.*

*Cobalto:* O quê? É brincadeira, meu amor?

*Hera:* Não! Não estou de brincadeira, Cobalto. Eu vou me casar com seu pai.

*Leocádia (Levantando-se):* Só por cima do meu cadáver!

*Cobalto começa a chorar e olha pra baixo.*

> FIM DO DÉCIMO SÉTIMO CAPÍTULO