Viver Sem Amanhã - Capítulo 16
*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 16 (18/05/2026)
[HABEEC/GABINETE DE HERA/NOITE]
*Hera demonstra não aceitar o que Baal lhe propõe.*
*Baal* Vou te dar ajudar a subir na vida. Mas ao lado do meu filho, você será sempre um acessório. Quero você na mansão. Comigo. Esqueça o Cobalto. Ele é um peso morto, inútil.
*Hera:* Na mansão? Morando com você e a Leocádia?
*Baal:* Não vou te tocar, se é o que teme. Apenas quero que a Leocádia veja a mulher que a substituiu. Ela traiu minha confiança; agora vai pagar caro.
*Hera:* Você está me usando como arma... e destruindo o Cobalto no processo. É seu próprio filho, Baal!
*Baal:* Não te dei permissão para questionar. Você vai agir exatamente como eu determinei. Em breve, vamos oficializar nossa “relação”. Eu te aviso no momento certo.
*Hera (Acatando):* Tudo bem... senhor. Vou terminar com ele agora mesmo.
(CORTA PARA: APARTAMENTO DE HERA)
*Hera olha pelo horizonte. Cobalto entra, aparentemente muito feliz.*
*Cobalto:* E então? O que achou do presente? Esse apartamento é mesmo sua cara.
*Ele tenta abraçá-la por trás. Hera se esquiva.*
*Hera:* Cobalto... para. Preciso que você me ouça.
*Cobalto:* Você parece nervosa. O que houve?
*Hera (Sem olhar):* Cobalto... acabou. Eu não vou me casar com você.
*Hera tira o anel do dedo e joga no chão. Cobalto fica sem acreditar, enquanto ela chora.*
*Cobalto (Em choque):* O quê? Do que você está falando? Ontem mesmo nós...
*Hera:* Ontem eu estava mentindo! Eu nunca te amei, Cobalto. Foi uma ilusão, um capricho que durou tempo demais. Agora vai embora e me deixa em paz!
*Cobalto (Segura os ombros dela):* Você está mentindo agora! Eu vejo nos seus olhos, eu sinto seu corpo tremer. O que meu pai fez com você?
*Hera (Grita, desesperada):* NADAAAAA! Eu só cansei de você! Sai daqui!
*Cobalto (Cola sua testa na dela, chorando):* Por que está se destruindo assim? E nossos bons momentos? Eu te amo, Hera. E eu sei que você me ama.
*Hera (Empurra-o com força):* Sai! Agora!
`Música: "Vuélveme A Querer" (Thalia)`
*Hera o coloca para fora com empurrões. Ao fechar a porta, cai no chão. Do outro lado, Cobalto chama por seu nome, transtornado. Ambos choram.*
[MANSÃO MEDRANO/QUARTO DE BOSCO/NOITE]
*Aura e Bosco conversam, sentados na cama dele.*
*Aura:* Eu vou voltar pro meu apartamento, Bosco. Mas não vou em paz se você continuar mentindo. Me diz... você está se mutilando?
*Bosco:* Que bobagem, Aura. Claro que não.
*Aura:* Não mente para mim! Eu já perdi o Nelson, perdi meu bebê e, a Dalva... eu não suportaria perder você também.
*Num gesto de rendição, Bosco tira as roupas. Aura leva as mãos à boca, horrorizada. As pernas e os braços dele estão cobertos de cicatrizes e cortes profundos.*
*Bosco:* Só assim consigo amenizar a dor que sinto.
*Aura:* Ah, meu irmão... vem morar comigo. Vamos sair deste hospício.
*Bosco:* Não. Eu vou parar. Por você, eu prometo tentar. Não vou deixar mais ninguém me ferir.
*Aura:* Eu espero... e acredito no seu potencial. Conte comigo sempre.
*Bosco e Aura se abraçam.*
[MANSÃO MEDRANO/COZINHA/MANHÃ]
*Dia seguinte. Ulisses e Irlanda estão sentados à mesa.*
*Irlanda:* Ulisses, agora que você está sóbrio, precisamos conversar seriamente.
*Ulisses:* Já vai começar?
*Irlanda:* Sim. Você me manteve trancada no quarto por dois dias. Cárcere privado é crime. Quando você bebe, torna-se outra pessoa, e eu não aceito mais viver ao lado de um alcoólatra. Ou você para definitivamente, ou eu vou embora. E, acredite, farei sem olhar para trás. Não suporto mais tanta bebedeira.
*Ulisses:* É... você está certa. Eu perco o controle quando bebo.
*Irlanda:* Às vezes sinto que você só me trouxe para cá para se vingar da sua mãe. Ainda não engoli que você comprou aquele vestido. Eu te amo de verdade, mas não sinto reciprocidade. Me diga a verdade, Ulisses: você apenas me usou durante todo esse tempo?
*Ulisses:* Não, meu amor. Eu realmente amo você. Por favor, acredite em mim.
*Irlanda apoia as mãos na mesa. Ele cobre as dela com as suas.*
[UNIVERSIDADE/CORREDORES/MANHÃ]
*Bosco caminha pelo corredor, enquanto alunos o observam. Risadas, cochichos e celulares apontados para ele.*
*Estudante 1:* Olha lá o "protagonista" do vídeo! Que performance, hein?
*Estudante 2:* Esse aí queima!
*Estudante 3:* Não sabia que você gostava de câmeras!
*Bosco (Sussurra):* O que está acontecendo?
*Moisés surge na multidão, desesperado.*
*Moisés:* Bosco! Sai daqui agora!
*Bosco:* Por que todos estão rindo de mim, Moisés?
*Moisés:* O Rás e o Setembro... eles vazaram um vídeo íntimo seu. Todos os estudantes tiveram acesso.
*Bosco se desespera. Uma roda de alunos se fecha ao redor dele, batendo palmas ritmadas e gritando insultos homofóbicos.*
*Bosco (Para Moisés):* Você sabia... você deixou acontecer.
*Moisés (Tenta abraçá-lo):* Me deixa explicar, eu tentei impedir...
*Bosco esbofeteia Moisés violentamente.*
*Bosco* Você não presta, Moisés! Você omitiu, é tão culpado quanto! Eu estava me apaixonando por você, mas agora te odeio! Vou processar cada um de vocês!
*Bosco corre enquanto os estudantes jogam bolinhas de papel e gritam ofensas. Do lado de fora, ele grita. No pátio, Moisés esmurra uma parede até seus dedos sangrarem.*
[GALPÃO ABANDONADO/ENTARDECER]
*Baal recebe um comprador italiano aparentemente nervoso. Ele entra cercado por seguranças.*
*Comprador (Surtando):* _Assassino! Mia figlia è morta perché la consegna dei collutori è arrivata in ritardo!_ (Assassino! Minha filha morreu porque você atrasou na entrega dos rins!)
*Baal:* _Mi dispiace, Thomy. Ho avuto alcuni problemi di sistema imprevisti. Fa parte del mestiere. Mi dispiace molto per te, ma non posso farci niente._ (Lamento, Thomy. Tive imprevistos sistêmicos. Faz parte do negócio. Sinto muito por você, mas não posso fazer nada.)
*Comprador (Saca uma arma):* _Mia figlia è morta, Baal! Aveva 8 anni! È morta in attesa di un organo! Ti ucciderò!_ (Minha filha morreu, Baal! Ela tinha 8 anos! Ela morreu esperando por um órgão! Eu vou te matar!)
*O homem se descabela, completamente louco.*
*Baal:* _È morta perché era biologicamente inferiore. Se non poteva aspettare, non era destinata a vivere. Il mercato non ha colpa della debolezza del tuo dannato topolino. Quella feccia. Se tu, Thomy, avessi avuto rapporti sessuali come si deve, non avresti una figlia così problematica._ (Ela morreu porque era biologicamente inferior. Se ela não aguentou esperar, não estava destinada a viver. O mercado não tem culpa da fraqueza da sua maldita ratinha. Aquela gosminha. Se você, Thomy, tivesse transado direito, não teria uma filha tão problemática.)
*Comprador* _Dannazione! Stai zitto! Rivoglio i miei soldi. Fino all'ultimo centesimo! O ti faccio saltare la testa in questo preciso istante! Non ho più niente da perdere!_ (Maldito! Cala a boca! Eu quero meu dinheiro de volta. Cada centavo! Ou eu estouro seu crânio agora! Eu não tenho mais nada a perder!)
*Os capangas de Baal engatilham fuzis. Os homens de Thomy também.*
*Baal:* _Desideri un rimborso? Nessun problema. Rispetto sempre i miei impegni. Sono un uomo di parola._ (Você quer reembolso? Tudo bem. Eu sempre honro minhas dívidas. Eu sou um homem de palavra.)
*Rapidamente, Baal saca uma arma e atira três vezes no peito do italiano.*
*Baal (Rindo entre os tiros):* Aí está seu reembolso!
*Ele se abaixa enquanto os homens de Thomy trocam tiros com seus capangas.*
[MANSÃO MEDRANO/QUARTO DE ULISSES E IRLANDA/NOITE]
*Hera entra sem bater, fingindo estar alegre.*
*Irlanda:* Hera? Veio me ver?
*Hera:* Sim. Como a Aura não está, eu vim te chamar para sair.
*Irlanda:* Hera... é que...
*Hera:* Vamos, mulher! Chega de mofo. Noite das meninas!
*Irlanda:* Hera? Que surpresa... eu adoraria, mas estou tão indisposta.
*Hera (Puxa Irlanda pelo braço):* Bobagem! Você está plena. Você precisa de ar, de vida! Deixe o Ulisses e suas regras para trás. Você é livre. Precisa se libertar.
*Ulisses surge na porta com os braços cruzados.*
*Ulisses:* Ela não vai. Ela está sob meus cuidados. A Irlanda está doente.
*Hera (Morde o lábio, aproximando-se de Ulisses):* Ah, Ulisses... deixe de ser possessivo. Eu terminei com seu irmão. Estou livre... e entediada. Preciso de diversão. Você não quer me ver... divertida, quer? Eu sei que você gosta.
*Hera ajusta o decote e, com as mãos, realça os próprios seios, provocando Ulisses. Ele a observa, visivelmente excitado. Ela continua se insinuando com gestos sutis, enquanto Irlanda, de costas, não percebe nada.*
*Irlanda (Irritada):* Chega! Eu vou sim. Ulisses, eu não sou sua prisioneira.
*Hera:* Viu? Ela tem voz própria. Tchauzinho, cunhado.
*As duas saem. Ulisses fica parado sem entender.*
*Ulisses (Para si mesmo, rindo):* Essa vadia... ela estava mesmo me cantando na frente da Irlanda?
*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 16 (18/05/2026)
[BOTEQUIM/NOITE]
`Música: "Saudades, Elder" (Johnny Hooker)`
*Cobalto está debruçado no balcão, bebendo.*
*Cobalto:* Mais uma. Por favor.
*O dono do bar serve mais uma dose.*
*Cobalto:* Ei, amigo... chega aí. Você já amou alguém?
*Dono do bar:* Amar, eu amei. Mas ela me trocou por um cara rico. Sofri muito. Desde então nunca mais me relacionei.
*Cobalto:* E levou quanto tempo para esquecer?
*Dono do bar:* A gente não esquece, entende? Fica tatuado na alma. Trinta anos se passaram e ainda lembro dela.
*Cobalto:* Sinto muito. Está acontecendo comigo. Desilusão total.
*Dono do bar:* Escute aqui, camarada: você é jovem demais para sofrer por mulher. Elas não merecem. Logo você acorda e parte para outra.
*Cobalto:* Mas eu não quero outra. É ela. Só ela. Mesmo assim, obrigado pelo conselho. Senta aí, vamos beber. Eu pago.
*Dono do bar:* Tá podendo, hein?
[CASA NOTURNA/NOITE]
*Música alta. Hera entra puxando Irlanda pela mão.*
`Música: "Eurossumer" (Zara Larsson)`
*Irlanda:* Você não disse que viria para cá! Eu nunca vim num lugar assim.
*Hera:* Relaxa e aproveita, Irlanda.
*Irlanda:* A música está alta demais, eu não consigo pensar!
*Hera (Rindo):* Deixa de ser boba! Vamos beber para você se soltar.
*Elas vão ao balcão. Hera pede pro bartender.*
*Hera:* Uma tequila e um mojito.
*Irlanda:* Não, Hera! Eu não bebo álcool.
*Hera:* Relaxa. Só hoje. Noite das garotas, esqueceu?
*O Bartender serve. Elas bebem. Irlanda experimenta e acaba gostando.*
*Irlanda:* É... até que é gostoso.
*De repente, um homem se aproxima: Mauro. Hera finge surpresa.*
*Hera:* Mauro! Quanto tempo!
*Eles trocam beijos protocolares.*
*Hera:* Irlanda, este é o Mauro. Um grande amigo.
*Irlanda:* Prazer, Mauro. Pode me chamar de Landa.
*Irlanda coloca sua bebida no balcão. Ela e Mauro trocam beijos protocolares. Enquanto ele se distrai, Hera abre sua bolsa com agilidade e despeja um pó branco no copo da amiga.*
*Hera (Sorrindo):* Vou deixar vocês dois se conhecerem melhor. Preciso dançar!
*Irlanda:* Hera, espera!
*Mauro:* Calma, Landa. Eu cuido de você.
`Música: "Empty Skies" (Switch Disco, Korolova)`
*Hera entra na pista e se mistura à multidão, observando de longe. Ela dança.*
[MANSÃO MEDRANO/ QUARTO DE BOSCO/NOITE]
*Aura entra no quarto. Bosco está deitado, imóvel.*
*Aura:* Bosco? Irmão, como foi seu dia?
*Sem resposta. Ela se aproxima, estranhando.*
*Aura:* Acorda, você não dorme tão cedo... Bosco?
*Ela então toca nele e, ao perceber que está desmaiado, o vira. Puxa os lençóis, encharcados de sangue. Seus pulsos estão profundamente cortados, enquanto ele permanece inconsciente. Aura se desespera e começa a gritar.*
*Aura (Gritando):* IRMÃO! REAGE, POR FAVOR! ALGUÉM ME AJUDAAAAA! LEOCÁDIA! ULISSES!
*Leocádia e Ulisses entram no quarto, em pânico.*
*Aura:* Me ajudem! Ele tentou se matar!
*Ulisses:* Meu Deus! Precisamos levá-lo agora!
*Leocádia:* Bosco... o que você fez com sua vida?
*Ulisses pega Bosco nos braços e corre. No hall, dão de cara com Baal.*
(CORTA PARA: HALL DA MANSÃO)
*Baal:* Vocês enlouqueceram de vez?
*Aura:* Não temos tempo, pai! O Bosco tentou suicídio. Precisamos ir...
*Baal:* Eu não vou sair daqui. Se ele for forte, sobrevive. Se não for, só lamento.
*Baal sobe as escadas. Ulisses, Aura e Leocádia saem às pressas.*
[MOTEL CLANDESTINO/NOITE]
*Mauro joga Irlanda, já dopada, na cama. Ele liga para Hera.*
*Mauro:* Alô? Tá me ouvindo?
*Hera:* E então? Como está a mendiga?
*Mauro:* Dopada. Vou comer ela agora. Mas antes me manda o restante do dinheiro.
*Hera:* Vou mandar por pix. Escute bem: use a garota e suma. Não deixe rastros. Estou mandando um extra para calar qualquer intrometido. Suponho que essa vaca seja virgem... o namoradinho vai adorar saber que foi traído.
*Mauro:* Combinado. Depois, eu desapareço.
*Ele desliga e tira suas roupas. Irlanda balbucia, quase inconsciente.*
*Irlanda:* Onde... onde eu estou?
*Mauro:* No paraíso, bebê.
*Ele deita sobre ela. Irlanda tenta empurrá-lo, sem forças.*
*Irlanda:* Não... me solta... por favor...
*Mauro:* Calma... eu prometo que vai ser gostoso.
*Mauro começa a se aproveitar de Irlanda dopada.*
[HOSPITAL/CORREDOR/MADRUGADA]
*Leocádia, Aura e Ulisses estão inquietos, preocupados com Bosco.*
*Ulisses:* Você é a culpada, Leocádia! Você nunca foi mãe para ele.
*Leocádia:* Não me culpe pela depressão dele. Fizemos o que achamos melhor.
*Aura:* O Ulisses tem razão. Vocês sempre nos trataram como troféus, não como seres humanos. Você sabia que ele se mutilava?
*Ulisses (Chocado):* O quê?
*Aura:* Sim! Por falta de afeto. Por medo. O Baal batia nele! O Bosco só tem dezenove anos, é um menino. Vocês tiraram a liberdade dele!
*Leocádia:* Fizemos o que era conveniente!
*Ulisses:* Conveniente? Você tentou "curar" o garoto! Homossexualidade não é doença!
*Aura:* Aceita, mãe: o Bosco é gay. Estamos em dois mil e vinte e seis! Só vocês ainda vivem na era medieval!
*Ulisses:* Eu amo meu irmão exatamente como ele é.
*Aura:* Amamos! Ele nunca estará sozinho!
*Leocádia:* Chega! Não aceito rótulos nem sermões. Eu ainda sou a mãe de vocês e exijo respeito!
*Leocádia sai, ríspida. Aura e Ulisses se abraçam, exaustos.*
[MOTEL CLANDESTINO/AMANHECER]
*Irlanda acorda no motel, vê sangue no lençol e entra em pânico*
*Irlanda:* Não... o que houve? Onde eu estou?
*Ela não lembra de nada, se veste e sai do local rapidamente.*
[MANSÃO MEDRANO/HALL/MANHÃ]
*Hera entra triunfante. Não tem ninguém. De repente, Ulisses chega exausto.*
*Ulisses:* Hera? Onde você estava? Cadê a Irlanda?
*Hera:* Sério que sua primeira preocupação é aquela mendiga? Me poupe.
*Hera se aproxima, seduzindo ele. Ele tenta resistir, mas ela insiste.*
*Ulisses:* Eu a amo. Tenho direito de saber onde ela está.
*Hera:* Você tem direito a muito mais, Ulisses. E, sendo sincera... você é muito mais interessante que seu irmão.
*Ulisses:* Você é podre. Aquela vaca velha da Leocádia estava certa sobre você.
*Hera:* Esqueça aquela velha. Estamos sozinhos.
*Ela coloca os braços nos ombros dele.*
*Ulisses:* Para! O Bosco quase morreu ontem, ele está no hospital! Não tenho cabeça!
*Hera:* Coitadinho... espero que ele melhore. Mas agora... foca em mim. Sente minha cintura. Gosto de mãos fortes.
*Ulisses (Caindo na armadilha):* Você não existe...
*Hera:* Você é o homem mais hipnotizante que já vi. Estou fascinada.
*Ulisses (Sussurrando):* E a Irlanda?
*Hera:* Esqueça ela. Ninguém se importa com a mendiga que vendia bombom. (Ri.)
*Ela o beija. Ulisses acaba cedendo. Nesse momento, Irlanda aparece e vê os dois.*
*Irlanda:* Ulisses... Hera?
*Eles se separam bruscamente.*
*Ulisses:* Meu amor!
*Hera:* Amiga! Que bom que você voltou!
*Hera e Ulisses olham para Irlanda, fingindo que nada aconteceu. Ela fica furiosa.*
> FIM DO DÉCIMO SEXTO CAPÍTULO
