Viver Sem Amanhã - Capítulo 15
*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 15 (15/05/2026)
[GALPÃO ABANDONADO/ NOITE]
*Muito sangue se espalha pelo chão. Saúl se contorce, gritando, enquanto Baal apenas ri. Graco o observa aflito.*
*Baal:* (Ri.) A vaca da Leocádia também vai pagar caro. É o que acontece com quem tenta construir atalhos no meu caminho, Saúl.
*Baal passa o taco de beisebol para Graco.*
*Graco:* O que o senhor quer que eu faça?
*Baal:* Termine o que comecei. Enfie com vontade.
*Graco:* Mas senhor... ele já está perdendo muito sangue. Não dura dez minutos.
*Baal:* Você está tentando me peitar? Contradizer minhas ordens? Mexa-se. Faça o que eu estou mandando. Acabe com ele... a menos que você também queira morrer.
*Baal vira de costas e sai dali. Saúl, quase inconsciente, mal consegue reagir. Seus pés estão cobertos de sangue e ele escorrega. Graco se aproxima lentamente por trás e enfia o taco no seu ânus com brutalidade. Saúl grita em desespero enquanto seu ânus e reto são completamente dilacerados.*
[HOTEL URBAN SPAY/NOITE]
*Hera entra no hotel. Cobalto está parado, aguardando-a.*
*Hera:* Meu amor. Você estava aqui?
*Cobalto:* Onde esteve? Estou te esperando há uma eternidade.
*Hera:* Vou repetir: não estou com você para que monitore meus passos.
*Cobalto:* Já que não quer dizer, tudo bem.
*Hera:* Me desculpe, amor. Mas eu detesto que questionem minhas decisões. Tente entender meu lado.
*Cobalto:* Prometo tentar. (Ri.)
*Cobalto retira uma chave do bolso da calça.*
*Cobalto:* Estenda a mão, minha linda.
*Hera:* Como? Não vai me vir com nenhuma brincadeira de mau gosto, vai?
*Cobalto:* Sabe que eu não faria nada para te machucar.
*Ele coloca a chave na palma de Hera e fecha os dedos dela com os seus.*
*Cobalto:* É seu. Eu te amo, meu amor.
*Hera:* Meu o quê? Não estou entendendo. (Ri.)
*Cobalto:* Eu comprei um apartamento para você.
*Hera:* Sério? Meu Deus! Eu te amo!
*Hera o abraça, logo se beijam.*
*Cobalto:* Mas não terminou por aqui. Um apê vazio não faz sentido.
*Hera:* Ah, não? Como assim?
*Cobalto se ajoelha diante dela, e retira um anel cravejado do bolso.*
*Hera:* Não... você não vai fazer...
*Cobalto:* Dona Hera Von Zale, aceita se casar com este pobre apaixonado desengonçado que te ama mais que tudo no mundo?
*Hera (Em lágrimas):* Ai... eu nem tenho palavras... aceito. Aceitaria mil vezes!
`Música: "Vuélveme A Querer" (Thalia)`
*Eles se beijam intensamente. Ele desliza as mãos pela cintura dela, aproximando seus corpos devagar. Ele tira o vestido dela suavemente. Ela sorri. Ele beija e suga seu pescoço, enquanto também se desfaz das próprias roupas, ficando apenas de sunga. Ainda presos um ao outro, eles apagam as luzes e caminham lentamente até na cama. Ele a deita com cuidado sobre os lençóis, acariciando seu rosto antes de se acomodar sobre ela. No sofá, o celular de Hera vibra sem parar. É Solano. Cenas se alternam em flashes curtos: as mãos dela percorrendo lentamente as costas dele; os dedos dele entrelaçados aos dela no lençol; Hera fechando os olhos enquanto ele beija seu pescoço com delicadeza; os dois abraçados, movendo-se devagar, completamente perdidos um no outro, enquanto ela geme.*
[MANSÃO MEDRANO/QUARTO DE ULISSES/NOITE]
*Ulisses entra e tranca a porta atrás de si. Irlanda se assusta.*
*Ulisses:* Meu amor...
*Irlanda:* Você está bêbado de novo, Ulisses?
*Ulisses:* Já vai encher? Você não consegue me dar um minuto de paz? Sério?
*Irlanda:* Ulisses, eu estou no meu limite. Estou enclausurada neste quarto desde ontem. Não suporto mais sua bebedeira. Já foi um martírio tolerar minha mãe assim, agora você?
*Ulisses:* Você deveria me agradecer de joelhos! Eu te resgatei do lodo, te dei uma vida digna. Você não era nada antes de mim! Nada! Apenas uma vendedora de bombons suja de periferia!
*Ulisses agarra Irlanda à força, e ela o esbofeteia.*
*Irlanda:* Eu prefiro mil vezes a vida que eu tinha antes de te conhecer. Lá na periferia, eu era infinitamente mais feliz do que ao lado de um bêbado do seu feitio!
*Ela tenta sair, mas ele a agarra pelo braço.*
*Ulisses:* Nós ainda não terminamos. Ninguém vira as costas para mim!
*Irlanda:* Você está me machucando! Solta meu braço!
*Ulisses:* Você tem que se curvar aos meus pés.
*Irlanda (Gritando):* ME SOLTAAAAAA!
*Irlanda se solta com um empurrão e corre pra suíte.*
(CORTA PARA: QUARTO DE BOSCO)
*Debaixo do chuveiro, Bosco se mutila. Sangue se mistura à água. Ele morde os lábios para conter o urro de dor. Aura entra no quarto subitamente.*
*Aura:* Bosco? Posso dormir com você hoje?
*Ele grita. Ela escuta e se desespera.*
*Aura:* Bosco? Tudo bem?
*Ele desliga o chuveiro rapidamente, tentando disfarçar.*
*Bosco:* Nada, Aura. Está tudo bem. Como você entrou? Ah, droga!
*Aura:* Bosco, o que está acontecendo aí dentro?
*Bosco:* Já disse que nada! O que houve?
*Aura:* Eu ia perguntar se podia ficar aqui hoje... mas você...
*Aura caminha pelo quarto lentamente. Ela encontra uma toalha branca no chão, encharcada de sangue. Ela leva as mãos à boca.*
*Aura (Em pensamento):* "Meu Deus... o que está havendo aqui?"
*Ela vê gotas de sangue no chão, seguindo em direção à cama dele.*
*Aura (Sussurrando):* Não... Não pode ser...
*Ela se aproxima da cama dele e puxa lentamente os lençóis. Então vê uma enorme mancha de sangue seco. Desesperada, leva a mão à boca.*
*Aura:* O que você está fazendo com sua vida?
*Em choque, ela sai do quarto. No corredor, chora compulsivamente.*
*Aura:* Não... Bosco... não pode ser...
*Ela escuta os gritos de Ulisses e Irlanda. Pressiona as têmporas com os dedos e sai dali.*
*Aura:* Eu não aguento mais! Chegaaaa!
(CORTA PARA: QUARTO DE BAAL E LEOCÁDIA)
*Leocádia está prostrada, sussurrando.*
*Leocádia:* Preciso me livrar daquela mendiga.
*Baal entra no quarto em silêncio absoluto. Ela fica intrigada. Ele caminha até ela, ri e a esbofeteia. Em seguida, a ergue, agarrando-a pelos cabelos.*
*Leocádia (Soluçando):* Me solta! Por favor, pare!
*Baal:* Eu vou te pulverizar, Leocádia. Você não tem ideia do que te espera. Prostituta velha, acabada, traidora de meia tigela... Judas nunca teria inveja de você. Nem pra trair direito serve. Vai pagar cada centavo pelo que me fez!
*Ele a joga na cama. Ela está desesperada, fingindo chorar. Então, ele sobe sobre ela e aperta seu pescoço.*
*Leocádia:* Para, Baal! Por favor!
*Ele começa a esbofeteá-la repetidamente, cego de ódio.*
*Baal:* Vadia! Velha nojenta! Vai se arrepender de me trair!
*Baal grita enquanto enforca e humilha Leocádia. Ela tenta se soltar, mas não consegue. Debate as pernas desesperadamente, tentando escapar.*
(CORTA PARA: QUARTO DE AURA)
*Aura está encolhida na cama, chorando, com as mãos nos ouvidos. Fragmentos de tragédias passam pela sua mente.*
(CORTA PARA: QUARTO DE BAAL E LEOCÁDIA)
*Leocádia chora deitada na cama, com hematomas da agressão pelo rosto. Baal se levanta, cansado.*
*Leocádia:* Eu só queria ser amada. Nada mais. Vi no homem errado meu paraíso.
*Baal:* Amorzinho, nem tudo está perdido.
*Ele decide ir até o closet. Começa a retirar pilhas de roupas e joias de Leocádia. Ao vê-lo saindo, ela se levanta, preocupada.*
*Leocádia:* O que pensa que está fazendo?
*Baal:* Você vai saber muito em breve.
*Ele caminha para fora carregando os pertences de Leocádia. Ela o segue, desesperada.*
*Leocádia:* Baal, devolva minhas coisas!
*Baal:* Agora quer? Não terá.
*Eles saem da mansão e entram num terreno baldio nos fundos da propriedade. Leocádia está descalça e descabelada, seguindo-o. O carro dela está parado no centro do terreno, encharcado de gasolina. Baal coloca tudo dentro do veículo.*
*Leocádia:* O que vai fazer? Para!
*Baal (Aproximando-se dela):* Eu vou te destruir. Seu amante já era. O desgraçado teve o fim que mereceu. Agora vou te ensinar a se comportar como mulher de verdade. Vai pagar caro por ter me traído, amorzinho.
*Baal acende um isqueiro e joga no capô do carro. Fogo sobe imediatamente.*
*Leocádia (Gritando):* NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO!
*Baal:* Você teve tudo graças a mim. Eu te tirei da vidinha medíocre que levava. E da forma que te tirei, posso te devolver.
*Leocádia:* Para, eu imploro!
*Baal:* Você não dorme no quarto hoje. Se quiser dormir no quarto de hóspedes, faça bom proveito.
*Leocádia:* Baal, para. Vamos conversar.
*Baal:* Eu não tenho nada para conversar com uma prostituta velha e capenga.
*Baal vira as costas e vai embora. Leocádia leva a mão ao pescoço, tossindo por causa da fumaça, enquanto observa seu carro em chamas.*
*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 15 (15/05/2026)
[UNIVERSIDADE/BANHEIRO/MANHÃ]
*Dia seguinte. Bosco lava as mãos se olhando no espelho. Moisés entra.*
*Moisés:* Bosco. Precisamos conversar.
*Bosco (Sem olhar):* Moisés, olha...
`Música: "Spies" (Robbie Williams)`
*Moisés se aproxima dele, não o deixa terminar e o beija. Depois, mantém os rostos colados. Bosco tenta se afastar, mas ele o prende contra o lavatório.*
*Moisés:* Eu te amo, Bosco! Eu vivi preso numa farsa durante dezenove anos. Achei que era hétero, achei que o que eu sentia era amizade, mas eu estou perdidamente, loucamente apaixonado por você!
*Bosco:* Moisés... o que você está fazendo? A gente está na faculdade, seus amigos...
*Bosco está em choque. Rás e Setembro entram no banheiro e flagram os dois muito próximos.*
*Setembro:* Que espetáculo deprimente, Moisés. Agora resolveu virar cadelinha desse "viadinho"?
*Moisés:* Não fale assim dele. O Bosco é muito melhor que vocês dois juntos.
*Rás:* (Ri.) Vai pular do barco agora, Moisés? Vai virar as costas para os seus amigos?
*Bosco:* Com licença. Não sou entretenimento para gente baixa.
*Bosco sai rapidamente. Setembro encara Moisés com agressividade.*
*Setembro:* Ficou maluco, irmão? Se afastou de todos para ficar bajulando esse moleque.
*Moisés:* Me solta! Minha vida não é um dos seus joguinhos!
*Moisés sai irritado. Rás e Setembro ficam a sós.*
*Rás:* Você acha que eles...
*Setembro:* Não! Eu conheço o Moisés desde moleque. Ele sempre foi das garotas.
*Rás:* Não sei... ele está muito diferente. Muito na defensiva quando falamos do Bosco.
*Setembro olha fixamente pra Rás e fica intrigado.*
[MANSÃO MEDRANO/QUARTO DE HÓSPEDES/MANHÃ]
*Leocádia acorda e sai do quarto com a mão na cabeça. Ela está de robe e dá de cara com Aura.*
*Aura:* Mãe? Por que dormiu aqui no quarto de visitas?
*Leocádia:* Esqueça. Eu e seu pai nos desentendemos ontem.
*Aura:* Os seguranças me contaram que ele queimou seu carro. O que está acontecendo entre vocês?
*Leocádia:* Já disse que não aconteceu nada. Pare de me interrogar.
*Aura:* Se não quer falar, tudo bem. Só vim avisar que terminaram a reforma do meu apartamento. Talvez eu me mudo para lá ainda hoje.
*Leocádia:* Faça o que for melhor para você. Vem cá, sabe me dizer se a cozinheira nova já preparou meus ovos beneditinos?
*Baal aparece por trás de Leocádia e as interrompe.*
*Baal:* Seus ovos beneditinos você mesma vai preparar. Daqui pra frente, se quiser comer, suja as mãos. Se quiser roupa limpa, lava. Ninguém mais trabalha pra você. Vou te tirar tudo, anciã putrefata. Sua era de mordomia e submissão acabou.
*Aura:* Pai, o senhor não pode fazer...
*Baal (Interrompendo):* Não se meta, Aura!
*Baal sai. Aura encara Leocádia enquanto ela lacrimeja.*
[UNIVERSIDADE/PÁTIO/MANHÃ]
*Hera caminha enquanto troca áudios com Solano.*
*Solano:* Tá fugindo de mim por quê, vadia?
*Hera:* O Cobalto não sai do meu pé, Solano. Tenho que fingir a namorada dedicada.
*Solano:* Novidade. Só liguei para avisar: o abusador já foi contratado.
*Hera:* Sério? Você é demais. Nem sei como agradecer.
*Solano:* Agradeça ficando comigo. Quando nos vemos?
*Hera:* Em breve. Eu sempre cumpro meus acordos.
*Hera envia uma foto sensual para ele.*
*Solano:* Hum... que delícia.
*Então Hera caminha pelos corredores e conversa com alguns alunos de passagem. Uma menina aponta discretamente para Rás, Moisés e Setembro. Hera vai até eles.*
*Hera:* Boa tarde, meninos.
*Rás, Moisés e Setembro:* Boa tarde, senhora!
*Hera:* "Senhora"? (Ri.) Quem de vocês são Rás e Setembro?
*Setembro (Apontando):* Somos nós. O que você quer com a gente?
*Hera:* Preciso conversar em particular com os dois.
*Moisés:* Entendido. Com licença.
*Moisés se retira, desconfiado. Hera acessa seus arquivos no celular.*
*Rás:* Não estou captando... o que você quer?
*Setembro:* É, estamos boiando.
*Hera mostra a eles o vídeo onde Bosco aparece nu.*
*Hera:* E então? O que me dizem?
*Setembro:* É o Bosco? Onde diabos você conseguiu esse vídeo?
*Hera:* (Ri.) Eu sei que vocês adorariam ver esse viadinho raquítico bem longe daqui.
*Rás:* Aquela bichinha do Bosco tem mais é que sumir do mapa.
*Hera:* Não pensem assim. Mas eu vou dar uma mãozinha para vocês. Me chamo Hera Von Zale.
*Setembro:* Prazer, senhora. Mas ainda não entendi onde quer chegar.
*Hera:* É muito simples: eu quero que vocês espalhem esse vídeo para todos os alunos. Façam chegar em cada celular. Compartilhem nos grupos. Quero o viadinho oprimido e exposto diante de todos.
*Rás:* (Ri.) E como saberemos que você não é infiltrada do FBI?
*Hera:* Eu tenho cara de agente, garoto? É pegar ou largar. Posso confiar em vocês, ou vão amarelar logo na linha de chegada?
*Setembro e Rás gargalham, maliciosos. Moisés observa de longe.*
[PRESÍDIO/PARLATÓRIO/MANHÃ]
*Nelson e Clémence conversam frente a frente.*
*Nelson:* Doutora, tentaram me matar ontem. Foi ordem do Baal, eu sei. Não vou durar muito aqui dentro.
*Adv. Clémence:* Calma. Vou tentar conseguir uma cela individual até no dia do julgamento. Confie em mim.
*Nelson:* Eu estou encurralado, doutora. Os detentos são agressivos, eu não tenho saída.
*Adv. Clémence:* Você é réu primário, vai ser mais fácil. Nem que eu precise fazer acordos ilícitos, você vai sair daqui.
*Clémence segura a mão de Nelson, emocionada.*
*Adv. Clémence:* Nelson... eu não estou lutando por você apenas pelo trabalho. Você não percebeu como eu te olho? Eu fico trêmula quando te vejo.
*Nelson (Atordoado):* Doutora, é melhor pararmos por aqui...
*Adv. Clémence:* Eu te amo, Nelson. Não consigo mais esconder. Eu daria minha vida por você.
*Nelson:* Nossa relação é estritamente profissional. Eu respeito a senhora, mas eu amo outra mulher. Pelo seu bem, tente entender.
*Clémence chora. Nelson olha para ela, comovido.*
`Música: "Rearview" (Andra Day)`
*Cenas se alternam: Aura está no apartamento; Irlanda toma vitaminas em cápsulas; Ulisses bebe num bar; Leocádia chora ajoelhada; Cobalto revisa papéis; Clémence e Nelson se despedem; Moisés e Bosco pensam um no outro. Anoitece.*
[HABEEC/GABINETE DE HERA/NOITE]
*Hera está sentada mexendo no computador. Baal entra de surpresa.*
*Hera:* Senhor Medrano! Que susto...
*Baal:* O que estava fazendo?
*Hera:* Estava apenas revisando balancetes.
*Baal:* Ótimo. Vou ser direto. Vi que cuidou bem do financeiro na minha ausência. Você é confiável e está na hora de saber quem é "Baal Medrano"!
*Hera (Em pensamento):* "Assassino desgraçado!"
*Ela se levanta lentamente o encarando.*
*Hera:* Pode falar, senhor. Sou toda ouvidos.
*Baal:* Hera, meu patrimônio não veio de ações na bolsa. Eu sou um carniceiro. Eu construí meu império sobre sangue. Sou traficante de órgãos.
*Hera arregala os olhos, fingindo surpresa.*
*Baal:* O idiota do meu genro era um incompetente. Agora, você será meu braço financeiro nessa operação. Você vai gerir tudo.
*Hera:* O senhor sabe que eu só tenho medo da pobreza.
*Baal* Excelente. Mas há um preço. Quero que você termine com o Cobalto. Agora.
*Hera:* O quê? Eu não posso. Eu amo seu filho.
*Baal (Rindo cruelmente):* Eu estou mandando. Você vai deixar o Cobalto para ficar comigo. Vou te dar a posição que você sempre quis.
*Hera:* E o Cobalto? Ele vai sofrer.
*Baal:* Não me interessa! Você realmente se importa com aquele panaca?
*Hera lacrimeja, com ódio de Baal.*
*Baal:* Juntos vamos destruir Leocádia De Andradas. Eu decido sua vida agora. Eu sou seu dono.
*Hera encara Baal enquanto eplode por dentro.*
> FIM DO DÉCIMO QUINTO CAPÍTULO
