Viver Sem Amanhã - Capítulo 10
*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 10 (08/05/2026)
[CALÇADA/ESQUINA/MANHÃ]
*Clémence encara Baal com desdém.*
*Adv. Clémence:* Guarde seu dinheiro, Baal. Eu não tenho preço. E suborno dá cadeia... se eu quisesse, você saía daqui algemado agora mesmo.
*Baal (Rindo):* Todos temos um preço, Clémence. Eu sei exatamente o que você quer... e você vai conseguir.
*Adv. Clémence:* Como pode ter tanta certeza do que afirma? Sou uma mulher íntegra, guiada pelos meus princípios.
*Baal:* Ótimo, então você decidiu condenar Nelson Valadares? Pois saiba: se não se afastar dele, vai arcar com as consequências. Ele precisa sofrer e, muito, para pagar o que me deve. Há uma dívida entre nós. E, se ele aparecer morto, você será a única culpada.
*Adv. Clémence:* Chega, senhor. Não me ameace. Já passou da idade de brincar de vilão.
*Baal sorri, tira um cartão do bolso e estende para Clémence.*
*Baal:* Meu contato. Se você mudar de ideia, me procure.
*Adv. Clémence:* Eu não vou precisar de você para absolutamente nada.
*Baal:* Vai sim... está escrito. Enfim, meu tempo aqui acabou.
*Baal entra no carro, deixando Clémence confusa.*
[MANSÃO MEDRANO/HALL/MANHÃ]
*Leocádia anda com seu celular no ouvido. Atende Solano.*
*Leocádia:* Solano... Já limpou o lixo? Quero aquela prostituta imunda na sarjeta. Agora.
*Solano:* Eu estava pensando que talvez...
*Leocádia:* Não te pago para pensar. Elimine-a. Dou uma semana de prazo.
*Ela desliga. Bosco desce as escadas, tentando esconder os hematomas no rosto. Leocádia o intercepta.*
*Leocádia:* O que houve com seu rosto, Bosco? O que fizeram com você?
*Bosco:* Não foi nada, mamãe...
*Leocádia (Tocando os hematomas):* Não minta para mim. Quem te deixou assim?
*Bosco:* Meu pai. Ele tentou me forçar a ficar com uma mulher num bordel. Como eu me recusei, ele me espancou.
*Leocádia (Fria):* Ah, é? Então o Baal agiu certo.
*Aura e Dalva descem as escadas e param ao ouvir.*
*Leocádia:* Ele te corrigiu apenas. Você está afeminado demais, Bosco. Não pode se comportar como uma bicha.
*Aura:* Cala a boca, mãe! Você tem noção do que está dizendo?
*Bosco se vira. Aura e Dalva recuam ao ver o rosto dele. Dalva sufoca um grito.*
*Dalva:* Meu Deus... o que fizeram com meu menino?
*Leocádia:* Começou o teatro da criada porca.
*Aura:* Foi nosso pai que fez isso, Bosco?
*Bosco:* Foi. Mas relevem.
*Aura (Para Leocádia):* Que tipo de mãe é você? Você aplaude uma brutalidade contra seu próprio filho? Somos sangue do seu sangue! Tente ser mãe uma vez na vida!
*Leocádia:* Baal está tentando salvar o que resta da masculinidade do Bosco.
*Dalva:* Desgraçada! Tu nunca foi mãe, tu é uma peste, seu cão!
*Num impulso, Dalva tenta esbofetear Leocádia, que segura sua mão.*
*Aura:* Nana, nãooooo!
*Leocádia (Fervendo):* Como? Criada maldita! Quem você pensa que é?
*Leocádia dá um tapa em Dalva, que fica sem reação.*
*Leocádia:* Toma! E aprenda seu lugar de serviçal!
*Bosco:* Parem! O único culpado é o Baal. E eu já entendi: não tenho pai nem mãe. Me contentei com migalhas de afeto a vida toda. Chega.
*Aura abraça o irmão, chorando.*
*Aura:* Sinto muito... eu devia ter te protegido. Sou uma inútil.
*Bosco:* A culpa não é sua. Mas a partir de hoje, não sou mais um saco de pancadas. Quem tentar me ferir, vai ser dilacerado. Inclui você e o papai, Leocádia.
*Leocádia:* Estou farta do choro de vocês. Farta de todos vocês! Vão se fazer de vítimas em outro lugar! Sumam da minha frente!
*Leocádia sai pisando duro. Dalva, Aura e Bosco se abraçam.*
*Aura:* Bosco, eu vou ao apartamento. Quer ir comigo?
*Bosco:* Sim. Preciso esquecer o que houve. Não tô me sentindo bem.
[RUAS DE SÃO PAULO/CARRO/MANHÃ]
*Ulisses dirige. Irlanda olha pela janela, melancólica.*
*Irlanda:* Eu precisava sair... respirar. Tentar esquecer que minha mãe se foi.
*Ulisses:* Calma. Você acaba se acostumando com o tempo.
*De repente, um cachorro atravessa a pista. Ulisses, em vez de frear, pisa no acelerador.*
*Irlanda (Gritando):* ULISSES!FREIAAAAAA!O CACHORRO!
*Ulisses para o carro logo depois. Irlanda desce desesperada.*
*Irlanda:* Meu Deus... pobrezinho... ele ainda está vivo!
*Ulisses (Descendo calmamente):* É só um vira-lata, Irlanda. Ninguém liga.
*Irlanda:* Ele sente dor como nós! Não podemos abandoná-lo!
*Ulisses olha pro cão e vê uma oportunidade perfeita de torturar Leocádia.*
*Ulisses:* Você tem razão. Coloque o bicho no porta-malas. Vamos levar ao veterinário e depois ele vai conosco.
*Irlanda:* Lá não! Sua mãe vai enlouquecer!
*Ulisses:* Leocádia não manda em nada. Relaxa.
[HOTEL URBAN SPAY/QUARTO DE HERA/TARDE]
*Solano tenta beijar Hera, mas ela o afasta.*
*Solano:* Você me deixa louco...
*Hera:* Agora não, Solano. Tenho uma missão para você.
*Solano:* Então fala. Sabe que eu faço tudo por você.
*Hera:* Bom, quero que consiga abortivos. Preciso me livrar de um bastardo.
*Solano (Rindo):* Só? É fácil. Em vinte e quatro horas entrego na sua mão.
*Hera:* Eu te amo! Você é o único com quem posso contar.
*Hera o beija desesperadamente.*
[HABEEC/ESCRITÓRIO DE BAAL/TARDE]
*Cobalto entra discreto. Revira a mesa de Baal, liga o computador. O telefone fixo toca muitas vezes.*
*Cobalto:* Pai... quem são essas pessoas te ligando? Por que tanto mistério?
*Cobalto vasculha a lixeira. Encontra papéis picados, mas legíveis.*
*Cobalto:* Contratos? Não… são listas. Nomes riscados, valores fora de padrão… O que você está fazendo, pai? Achei que te conhecia. Mas não.
[APARTAMENTO DE AURA E NELSON/TARDE]
*Aura e Bosco entram. Ele nota as alianças de casamento na mesa.*
`Trilha sonora: "La Aurora" (Eros Ramazzotti, Alicia Keys)`
*Bosco:* As alianças ainda estão aqui.
*Aura:* Eu nem tinha notado.
*Bosco:* Você ainda sente falta dele, não sente?
*Aura (Limpando uma lágrima):* Às vezes. Mas ele seguiu em frente. Encontrou uma melhor. Enfim, só estou esperando terminarem a reforma pra vir de vez pra cá.
*Bosco:* Tem certeza? Morar sozinha aqui, lembrando... pode ser pior.
*Aura:* Aqui vai ser meu lugar de cura, Bosco. Não aguento mais ficar um ano morando na mansão.
*Aura sente tontura e corre pro banheiro, enjoada. Bosco vai atrás, preocupado.*
*Bosco:* O que foi? Você está pálida!
*Aura:* Não é nada... preciso fazer uns exames. Têm dias que não me sinto bem.
*Bosco (Meio a sério):* E se você estiver grávida?
*Aura:* Bosco! Todas as vezes que estive com aquele homem, nós nos cuidamos. Não tem como.
*Bosco ri. Aura não reage; tomada pela dúvida.*
[MANSÃO MEDRANO/COZINHA/TARDE]
*Dalva está sentada, pensativa*
*Dalva:* Faz mais de vinte anos que aquele desgraçado me estuprou.
<<<<<<FLASHBACK>>>>>>
[MANSÃO MEDRANO/ESCADARIA/NOITE]
*Baal chega embriagado. Dalva está desperta. Ele a observa com segundas intenções. Ela recua, tenta escapar, mas ele a segura e a empurra na escada. Ele a violenta. Leocádia vê tudo pela fresta, paralisada. Escuro absoluto.*
*Dalva (Chorando):* Me solte, homem! O senhor tá bêbado! Pense nos seus filhos! O senhor é meu patrão! Num tem nada entre nós, não! O senhor não tá em si… pelo amor de Deus!
*Baal:* Fica quieta! Eu já te quero há muito tempo. Tudo que eu desejo, eu consigo.
*Dalva (Gritando):* NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOO!
<<<FIM DO FLASHBACK>>>
*Dalva (Chorando):* Minha fia, nem um dia se passa sem minha lembrança de tu, minha Otacília. Só permaneci aqui pelos meus meninos. Não podia largar eles com esses monstros. Mas ninguém mexe com eles. Bosco ninguém encosta mais.
*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 10 (08/05/2026)
[MANSÃO MEDRANO/HALL/TARDE]
*Ulisses entra carregando um vira-lata debilitado. Irlanda vem logo atrás, apreensiva. Leocádia olha para eles.*
*Leocádia:* Mas o que está havendo aqui?!
*Ulisses (Cínico):* Atropelei o bicho, "mãe". E como somos uma família cristã e caridosa, eu e Irlanda decidimos adotá-lo. Não é, querida?
*Irlanda:* Não podíamos deixá-lo morrer no asfalto, senhora. O animal está sofrendo.
*Leocádia (Surta):* Você não dá um passo sem querer me atingir, não é, Ulisses? Eu não quero esse saco de pulgas imundo sujando meus tapetes! Foraaaaaaa!
*Leocádia avança para arrancar o cão dos braços dele. Ulisses se esquiva.*
*Ulisses:* Cuidado, mamãe. Ele pode morder... e eu também. (Ri.)
*Irlanda:* Já chega! Tenha piedade, senhora!
*Cega de ódio, Leocádia começa a desferir tapas em Ulisses. Ele não reage fisicamente, apenas sorri, o que a deixa ainda mais descontrolada.*
*Irlanda:* Parem! Os dois!
*Leocádia:* Desgraçado! Maldito! Some da minha vidaaaaa!
*Ulisses (Entrega o cão para Irlanda, frio):* Leve-o para cima, Irlanda. Preciso conversar com essa "dama".
*Irlanda sobe, tensa. Ulisses encara a mãe com ódio.*
*Leocádia:* O que você quer? Me ver louca?
*Ulisses:* Quero te ver sangrando em carne viva. Já percebeu que estamos chegando ao limite, não é?
*Leocádia:* Se eu soubesse o monstro que você se tornaria, teria te abandonado num orfanato.
*Ulisses:* (Ri) Então por que não termina o serviço agora? Conserte seu erro, mamãezinha. Antes que eu conserte os meus... começando por você e pelo Baal. Cada tapa terá um preço. E a fatura está vencendo.
*Ulisses sai. Leocádia se descabela, consumida pelo ódio.*
[PRESÍDIO/PARLATÓRIO/TARDE]
*Nelson é trazido, algemado. Hera o observa.*
*Nelson:* Perdão... eu deveria te conhecer? Ou você é apenas mais uma advogada de porta de cadeia? (Ri.)
*Hera:* Me chamo Hera Von Zale. Eu precisava te ver. Pensei bastante antes de vir até aqui. Digamos que temos um inimigo em comum: Baal Medrano.
*Nelson:* Foi ele quem te mandou? Mais um jogo psicológico?
*Hera:* Não, Nelson. Ele destruiu minha família, minha vida. Não estou aqui para te testar. Não faço parte do jogo dele. Eu quero destruí-lo. E preciso do seu apoio.
*Ela estende a mão. Nelson recua.*
*Nelson:* Lamento… Minha esposa está grávida. Ele ameaçou matar nosso filho. Se você estiver envolvida com ele, estará colocando um inocente em perigo. Mas por que eu deveria confiar numa desconhecida?
*Hera (Em pensamento):* "Então aquela vaca maldita está realmente grávida."
*Nelson:* Algum problema?
*Hera* Não, Nelson. Você não tem muitas opções. Ou confia em mim, ou vai acabar morrendo aqui dentro, enquanto ele segue livre e você continua preso. Eu mandei a Clémence para te ajudar na sua defesa. Do lado de fora, teremos mais força. Agora preciso que me diga tudo que você sabe.
*Nelson olha para os guardas e então sussurra.*
*Nelson:* Ele não é só um bandido comum, Hera. O Baal... ele trafica gente. Baal Medrano é um traficante de órgãos.
*Hera empalidece e arregala os olhos.*
*Hera (Em choque):* Minha irmã... meu Deus... não pode ser...
*Nelson:* Sim… ele enriqueceu às custas da dor dos outros.
*Hera:* Não me espanta. Me conte tudo. Termine.
*Nelson:* Não sei mais nada sobre ele. E mesmo se soubesse, não ia dizer. Carcereiros!
*Hera:* Você tem que falar. Juntos podemos acabar com ele.
*Nelson:* Guerra perdida, Hera. Baal comprou todos. Não há muito que possamos fazer contra ele. Se eu pudesse te aconselhar como amigo, diria: afaste-se dele. Esse homem é extremamente perigoso e, muito sujo.
*Nelson é levado. Hera permanece imóvel.*
*Hera:* Não vejo mais necessidade em continuar te defendendo. Vou destruir Baal Medrano sozinha, sem apoio de ninguém.
[HABEEC/ESCRITÓRIO DE BAAL/NOITE]
*Baal observa São Paulo pela janela. Graco entra, fechando a porta.*
*Baal:* As entregas foram feitas?
*Graco:* Sim. Contratos assinados e mercadoria despachada. O dinheiro já está em contas fantasmas no exterior. O Cobalto nunca vai rastrear.
*Baal:* Ótimo. E aquela mulher, a Hera? Descobriu o que ela esconde?
*Graco:* Não. Ela é apenas mais uma alpinista social de quinta categoria. Pistoleira qualquer. Só quer dinheiro e status. Nada que você não consiga controlar.
*Baal:* Pessoas gananciosas são previsíveis. Mantenha os olhos nela. Se ela for útil, eu a mantenho por perto. Se não... vira peça de reposição.
[MANSÃO MEDRANO/QUARTO DE BAAL E LEOCÁDIA/NOITE]
*Leocádia entra no quarto e para. Ulisses, Irlanda e o cachorro estão deitados em sua cama. Ele apenas de cueca.*
*Leocádia (Gritando):* FORA! SAIAM DA MINHA CAMA!
*Ela avança e puxa Irlanda pelos cabelos, jogando-a no chão. Em seguida, pega o cachorro que e o joga no chão.*
*Ulisses (Gargalhando):* Cuidado com a pressão, mamãe!
*Leocádia:* Você é um verme! Quer me enlouquecer? Leve essa mendiga daqui!
*Irlanda (Limpando o rosto):* Ulisses, você disse que tinha percevejos no nosso quarto! Que esse quarto era de hóspedes... Eu até estranhei na hora. Você me usou só pra afrontar sua mãe?
*Ulisses (Levanta-se, ficando frente a frente com a mãe):* Eu só acho que este quarto é mais... aconchegante. Prepare-se, Leocádia. Você ainda vai chorar lágrimas de sangue antes de eu terminar.
[DELEGACIA DE POLÍCIA/NOITE]
*Um policial interrompe o Delegado Rolando ao celular.*
*Policial:* Delegado Rolando, casos de tráfico de órgãos aumentaram muito nas últimas semanas. Deve ter alguém grande envolvido.
*Del. Rolando:* Garoto, eu vi os relatórios. Ainda assim, pode ser só leitura inflada dos dados. Não quero esse assunto circulando fora daqui.
*Policial:* Mas tem gente fazendo ocorrências em diferentes bairros e municípios. Há consistência nas denúncias. Moradores relatam vítimas deixadas em situação grave dentro de casa, uns com sequelas e outros sem parte dos seus órgãos. Muitos não resistem, maioria nem volta pra casa. Recentemente, houve também o desaparecimento de uma criança, Brigitte, que foi sequestrada a caminho da escola. Não podemos ficar parados.
*Del. Rolando:* Chega. Consistência não é prova. E não autorizo investigações paralelas sem meu consentimento.
*Policial* Mas Delegado, são centenas de pessoas!
*Del. Rolando (Ameaçador):* Dane-se. Essas pessoas só querem mídia. Não desacate minhas ordens.
*Policial:* Entendido... o senhor tem razão.
[URBAN SPAY/QUARTO DE HERA/NOITE]
*Hera faz cafuné em Cobalto, que está com a cabeça em suas pernas enquanto assistem TV. Ela pega o celular e troca mensagens com Clémence.*
*Hera:* "Não vou continuar pagando sua defesa no caso do Nelson. Ele não vai mais ter mais minha ajuda."
*Adv. Clémence:* "O que aconteceu entre vocês?"
*Hera:* "Nada relevante. Só estou entrando em contato para pedir que abandone o caso dele."
*Adv. Clémence:* "Não, Hera. Mesmo que vocês estejam em conflito, vou seguir defendendo ele. Já comecei e agora vou terminar."
*Hera:* "Então faça como quiser. Mas não conte comigo."
[MANSÃO MEDRANO/QUARTO DE ULISSES/NOITE]
*Ulisses e Irlanda discutem.*
*Irlanda:* Você me usou como um joguete contra sua mãe. Eu não sou escudo, Ulisses!
*Ulisses:* Eu te amo, Irlanda. Tudo que eu faço é por nós.
*Ele a beija à força. Ela o empurra, enojada.*
*Irlanda:* Eu não sou sua propriedade!
*Ulisses:* Enquanto estiver sob meu teto, você vai me servir. Se não quiser, na rua está cheia de mulheres mais agradecidas.
*Ele sai e tranca a porta por fora. Irlanda grita, desesperada.*
`Trilha sonora: "Eurossumer" (Zara Larsson)`
*Cenas da cidade se alternam em câmera lenta.*
[MANSÃO MEDRANO/JARDIM/MADRUGADA]
*Saúl entra na mansão e cumprimenta os seguranças na portaria.*
*Saúl:* Podem ir embora. Descansem por hoje.
*Os dois se entreolham, hesitantes.*
*Segurança 1:* Com todo respeito, senhor Saúl… mas o patrão não autorizou.
*Saúl:* Estou mandando. Vocês obedecem. Vão descansar. Já passaram muito tempo de plantão. Fiquem com suas famílias hoje.
*Segurança 2:* Mas o senhor Baal…
*Saúl:* Façam o que estou ordenando. Ou saem agora mesmo.
*Os dois acabam cedendo e se retiram.*
(CORTA PARA: GARAGEM)
*Saúl usa um bastão para desviar a posição das câmeras de segurança.*
*Saúl (Abrindo uma maleta cheia de explosivos e fiação):* Vinte e quatro horas para seu fim, desgraçado.
*Ele instala os explosivos no porta-malas do carro de Baal.*
*Saúl:* Game over, maninho. O show vai começar.
> FIM DO DÉCIMO CAPÍTULO
