Viver Sem Amanhã - Capítulo 08

 


*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 08 (06/05/2026)

[URBAN SPAY/QUARTO DE HERA/TARDE]

*Hera entra no quarto, radiante, conversando sozinha.*

*Hera (Rindo):* Ai, Cobalto... você cai direitinho.

*Ela para abruptamente ao se deparar com tudo destruído. Olha à frente e vê Solano sentado em sua cama, folheando seus documentos.*

*Solano:* Boa tarde, bonequinha.

*Hera:* Quem é você? Por que está mexendo nas minhas coisas? Saia, ou chamo a polícia!

*Solano (Sarcástico):* A polícia? Tem certeza?

*Hera tenta correr para porta, mas Solano é mais rápido. Ele a prensa contra o batente, imobilizando seus braços para trás.*

*Hera:* Me solta! Quem te mandou aqui? O que você quer?

*Solano:* Fica quieta... ou eu ponho tudo a perder. Seu plano sujo, sua farsa... tudo.

*Hera:* Eu não sei do que você está falando!

*Solano à solta depois de um leve empurrão.*

*Solano:* Se eu for preso, você cai junto. Eu por invasão... você por falsidade ideológica.

*Hera confirma calando-se. Solano ri, triunfante.*

*Solano:* Como prefere no registro? Hera Von Zale... ou Delta Moraes?

*Hera:* Não vai dizer quem te pagou pra brincar de stalker? Fala!

*Solano:* Digamos que você não foi uma boa menina, Delta... foi descuidada.

*Hera, desesperada, desaba. Ajoelha-se aos pés dele, agarrando suas calças.*

*Hera (Chorando):* Eu te imploro... não conta nada. Eu faço o que você quiser. Tudo.

*Solano:* Tudo? Até o que um desconhecido pedir?

*Hera:* Sim... tudo. Eu mato, se for preciso!

*Solano a observa com desejo.*

*Solano:* Então levanta... e tira a roupa.

*Hera limpa o rosto com as mãos e se despe devagar. Solano a puxa bruscamente e a beija, prensando-a na parede.*

*Solano:* Você vai ser minha... como eu não te encontrei antes?

*Hera (Submissa, pelo medo):* Eu sou sua... só sua. Faz o que quiser comigo... seu cachorro.

*Solano morde o pescoço dela. Hera fecha os olhos; lágrimas escorrem. Ele a beija. Ela cede, olhos abertos.*

[CLÍNICA CLANDESTINA/TARDE]

*A menina Brigitte acorda numa maca. O médico está de costas, preparando instrumentos.*

*Brigitte:* Doutor... onde eu tô? Por que tem tanta gente estranha aqui?

*Dr. Efraim (Sem olhar):* Estamos cuidando de você. Relaxa.

*Brigitte:* Mas eu quero minha mãe... cadê ela?

*Dr. Efraim:* Ela está... resolvendo uns problemas. Você precisa ser forte.

*Brigitte:* Eu tô com medo... vocês estão cochichando. Por que amarraram meu braço? Eu não fiz nada de mal!

*Dr. Efraim:* É pra você não se machucar. Pessoas com medo se mexem demais.

*Brigitte:* Mas tá doendo muito. Me solta? Eu juro que não conto nada pra minha mãe! O senhor é médico... médico ajuda as pessoas, não ajuda?

*Efraim para. Seus ombros tremem. Ele lacrimeja.*

*Dr. Efraim:* Sim... era o que eu deveria fazer.

*Brigitte:* Então me ajuda... eu só não quero sentir dor. Onde estão os meus pais? Tio, acredita que ontem a gente foi no parquinho?

*Dr. Efraim (Sussurrando):* Que bom... tudo tem um preço alto demais, pequena. 

*Brigitte (Chorando):* Não gosto de tomar injeção sem minha mãe...

*Ele chora em silêncio. Sem alternativas, aplica o sedativo. Ela apaga. Respira fundo, pega o bisturi e posiciona no abdômen da criança. Corta. Sangue jorra*

[HABEEC/ESCRITÓRIO DE BAAL/TARDE]

*Cobalto entra e vasculha os arquivos na ausência de Baal. Encontra uma pasta empoeirada.*

*Cobalto (Para si):* Não está havendo erros... empresas fantasmas, valores idênticos. Quem fez essas transações sabia exatamente como esconder rastros.

*Ele encara uma assinatura recorrente num documento.*

*Cobalto:* Baal Medrano... sempre você. Como eu fui cego durante tanto tempo? Não se trata apenas de fraude financeira... tem um esquema maior por trás. Gente grande.

*Ele fecha a pasta; suor frio escorre.*

*Cobalto:* Envolvido com o quê, exatamente? O que você faz, Baal? Não... melhor nem imaginar. Quanto menos eu souber... melhor.

[GALPÃO ABANDONADO/TARDE]

*Luzes fluorescentes piscam. Baal abre uma maleta térmica. Dentro, um coração humano preservado em gelo. É o coração da menina Brigitte.*

*Baal:* Aqui está. Compatível e fresco. Espero que entenda o valor de conseguir um coração humano em tempo recorde.

*Dionísio (Trêmulo):* Vai salvar minha filha? Eu me tornei um criminoso por este coração... me diga que vai funcionar!

*Baal:* Resultados, meu caro. Eu entrego resultados, não promessas de hospitais públicos.

*Dionísio:* Eu quero que vocês realizem o transplante agora. Sem riscos de transporte.

*Baal:* Quer o “milagre completo”? Tem um custo adicional.

*Dionísio:* Eu pago o que for! Só não me deixe sair daqui sem esperança... não temos mais tempo. Minha filha está morrendo!

*Baal sorri e estala os dedos.*

*Baal:* Graco, prepare a sala. Tudo esterilizado. Chame o doutor Efraim. Diga que é um “VIP”.

*Dionísio (Olhando ao redor):* Lugar fétido... imundo.

*Baal:* Ainda assim, fomos os únicos que te disseram 'sim' imediatamente, enquanto outros te mandavam esperar.

*Dionísio:* Se tudo sair do controle... se você estiver me enganando...

*Baal:* Você não está em posição de ameaçar. Mas fique calmo: eu vendo possibilidades... e sua filha vai resistir.

*Dionísio:* Ela é tudo que eu tenho... se der certo, eu te devo minha vida. Mas, se não der...

*Baal:* Se não der, você não terá mais nada para cobrar. Agora respire. Ela vai entrar na sala de cirurgia... e sair renovada.

*Seguranças retiram uma menina adormecida de uma van.*

[MANSÃO MEDRANO/HALL/TARDE]

*Leocádia desce as escadas, arrogante como sempre.*

*Leocádia:* Dalva! O Baal te falou pra onde ia? Desde ontem ele não apareceu mais.

*Dalva:* Num sei não, sinhora... e por que tá interessada agora, oxente?

*Leocádia:* Não me importo. Quero que vocês dois se implodam. Criada suja e estúpida.

*Ulisses e Irlanda entram com malas, exaustos.*

*Leocádia:* Mas o que está havendo aqui?

*Ulisses:* Sem drama, mãe. Irlanda veio morar conosco.

*Leocádia:* Essa mendiga? No meu chão? Devolva ela pro bueiro de onde saiu!

*Irlanda:* Não admito mais um insulto. Eu não queria estar aqui, senhora. Conviver com alguém tão amarga é castigo, não privilégio.

*Leocádia:* Cale a boca, sua atrevida!

*Leocádia estapeia Irlanda. Ela avança, mas Ulisses a segura.*

*Ulisses:* Chega! As duas!

*Irlanda:* Sua monstro! Minha mãe acabou de morrer... tenha um pingo de humanidade!

*Ulisses (Para Dalva):* Dalva, leve as malas pro meu quarto. Irlanda precisa descansar, acabamos de sair do enterro.

*Leocádia:* Ponha essa cadela na rua agora!

*Ulisses arrasta Irlanda escada acima.*

*Irlanda:* Me solta! Eu vou acabar com essa mulher!

*Ulisses:* Vamos, Irlanda... por favor.

*Dalva:* A senhora realmente num tem coração, não, visse?

*Leocádia:* Não ligo para você. Volte pras panelas, ou será a próxima que vai dormir na rua.

*Leocádia sai. Aura aparece no topo da escada.*

*Aura:* Nana... o que aconteceu?

*Dalva:* Mais caos, minha fia... sua mãe perdeu foi o pouco de juízo que ainda tinha, visse?

`Trilha sonora: "La Aurora" (Eros Ramazzotti, Alicia Keys)`

*Aura:* Eu vou ao apartamento... preciso de ar. Quer ir comigo?

*Dalva (Triste):* Se avexe não... tenho que ajeitar as mala da menina Irlanda. Vá, minha bichinha... se cuide, visse?

*Elas se abraçam. Aura sai.*

[URBAN SPAY/QUARTO DE HERA/TARDE]

*Desnudos, Solano beija as costas de Hera, enquanto ela ri.*

*Solano:* Você é incrível... estou fascinado por você.

*Hera:* Você também... depois de você, Cobalto Medrano parece um amador.

*Solano:* Reconhecimento justo. Nenhum Medrano está à sua altura.

*Ele se levanta, abre um champanhe e serve as taças.*

*Hera:* Ainda pretende me delatar?

*Solano:* Não. Tenho planos mais lucrativos pra nós.

*Hera:* É? Então me conta...

*Solano:* A partir de hoje, sou seu soldado. Faço tudo que você mandar.

*Hera:* Tudo mesmo? Gosto de homens decididos.

*Solano:* Sim, minha rainha. Você é só minha.

*Hera:* Comece me dizendo: quem te mandou aqui?

*Solano:* Eu te protejo de tudo e todos... mas não questione meus métodos.

*Hera:* É assim? Então a porta tá aberta. Pode ir embora.

*Solano:* Leocádia de Andradas. Foi ela. Eu trabalho pra ela.

*Hera:* Então aquela mulher resolveu atravessar meu caminho...

*Solano:* Sim. E se quer um conselho: fique longe. Leocádia é um monstro. Não joga limpo... usa artimanhas rasteiras pra conseguir o que quer.

*Hera:* Eu posso ser pior. Vou mostrar do que sou capaz.

*Solano:* Não seja rebelde... me ouça.

*Hera:* Tá tudo sob controle. Confia em mim.

`Música: "Remember Me Well" (Tim MCGraw)`

*Eles brindam, selando um acordo.*



*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 08 (06/05/2026)

[ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA/TARDE]

*No escritório, Clémence examina documentos. Um assistente se aproxima, trazendo novos arquivos.*

*Assistente:* Os registros financeiros que incriminam Nelson Valadares… passaram pela mesma auditoria.

*Adv. Clémence:* Nome? Tudo está em jogo agora.

*Assistente:* Uma empresa terceirizada. Há ligação… indireta com Baal.

*Adv. Clémence:* Vinculação indireta é juridicamente insuficiente. Necessito de um elemento que estabeleça conexão direta e inequívoca.

*Assistente:* Pode levar tempo.

*Adv. Clémence:* Nelson não pode esperar por muito tempo.

*O celular toca. Clémence atende, mantendo a compostura.*

*Voz:* Doutora Clémence… a senhora está investigando no lugar errado.

*Adv. Clémence:* Engraçado… e ainda assim você sentiu necessidade de me ligar.

*Voz:* Considere-se alertada. Pare enquanto pode.

*Adv. Clémence:* Ou o quê? Não tenho medo.

*Voz:* Ou descobrirá da pior forma possível.

*A ligação é encerrada. Clémence mantém-se imóvel por um instante.*

*Adv. Clémence (baixo, firme):* Perfeito… agora tenho certeza de que estou no caminho certo.

(CORTA PARA: ESCRITÓRIO DE BAAL)

*Baal serve uísque, visivelmente entretido.*

*Baal (Rindo):* Determinada… eu admito. Mas não suficiente para vencer.

*Capanga:* Devemos agir?

*Baal:* Ainda não. Ela não representa perigo… por enquanto. Mas, se insistir em cavar fundo demais… não haverá alternativa senão silenciá-la de vez.

[APARTAMENTO DE NELSON E AURA/ENTARDECER]

`Trilha sonora: "Loca por Ti" (Shakira)`

*Aura entra. Sente como se Nelson ainda estivesse presente. Ela caminha devagar, olhando ao redor. Para diante de um porta-retrato: os dois, abraçados. Ela chora compulsivamente. Então pega o quadro e joga no chão. Sem dizer nada, ela entra num frenesi destrutivo, derrubando livros, puxando cortinas, empurrando objetos. Age no impulso.*

*Aura (Aos gritos):* Por quê, Nelson?! Por quê você me destruiu assim?!

*Ela escorrega pela parede, com as mãos feridas pelos cacos, e se cai no chão.*

[CEMITÉRIO/ENTARDECER]

*Leocádia caminha entre túmulos. Para diante do túmulo de Prudência.*

*Leocádia (Rindo baixo):* Morreu como viveu... um fracasso. Bebeu até a última gota da própria desgraça, sem que Baal soubesse de nada.

*Ela debocha enquanto pisa no túmulo.*

*Leocádia:* Desfrute agora, sua maldita. Chantagista imunda. Nem mármore fino você merece.

*Ela cospe na lápide e gargalha cruelmente.*

*Leocádia:* A próxima a acertar as contas comigo é sua bastarda.

*Leocádia pega seu celular e digita. Solano atende.*

*Leocádia:* E então? Como foi?

*Solano:* Limpo, patroa. Revirei tudo. Hera não deixou rastro.

*Leocádia:* Ela é astuta... mas eu sou a arquiteta do caos. Chega de buscas. Execute Hera Von Zale. Quero essa prostituta suja debaixo da terra.

*Solano:* O quê? Leocádia, calma... também não é pra tanto.

*Leocádia:* Eu não pago você para ter calma! Eu mando, você executa.

*Ela desliga na cara dele.*

(CORTA PARA: QUARTO DE HERA)

*Solano, sem camisa. Hera está abraçada a ele, ouvindo tudo. Eles caem na gargalhada.*

*Hera:* Então essa velha estriada e acabada quer minha cabeça? (Ri) Vou mostrar pra ela que eu também sei provocar caos e desunião. Prepara-se, Leocádia De Andradas, você vai me conhecer.

[GALPÃO CLANDESTINO/ENTARDECER]

*Saúl entra. O vendedor limpa uma peça metálica.*

*Saúl:* Disseram-me que você resolve problemas... definitivos.

*Vendedor:* Depende do tamanho do problema... e do peso do seu bolso. O que procura?

*Saúl:* BOOOM! UM estrondo que apague rastros e o alvo simultaneamente.

*Vendedor (Sorrindo):* Granada? C-4? Meu camarada!

*Saúl:* Nada que deixe fragmentos óbvios. Quero uma bomba. Artesanal, com temporizador digital

*Vendedor:* Entendi, meu xará. Quatro mil. Metade agora.

*Saúl saca seu celular, efetua o pagamento e mostra o recibo ao vendedor.*

*Saúl:* Amanhã, às 23h. Estamos entendidos?

*Vendedor (Confere o dinheiro):* Fechado. O cliente sempre tem razão.

*Saúl sai. O vendedor assovia.*

(CORTA PARA: SAÚL ENTRA NO CARRO)

*Saúl:* Acabou, Baal... vou te mandar direto pro colo do capeta, irmãozinho.

[MANSÃO MEDRANO/QUARTO DE ULISSES/NOITE]

*Ulisses observa Irlanda. Ela veste um vestido esburacado, gasto.*

*Ulisses:* Você não vai circular por esta mansão vestida como uma mendiga.

*Irlanda:* É o que eu tenho, Ulisses! Eu vendia bombom, não joias!

*Ulisses (Segura-a com força):* Pois agora você é uma Medrano. E vai se comportar como tal. Vamos ao shopping. Agora.

*Irlanda:* Me solta! Eu não sou sua propriedade! Se vamos às compras, me trate como uma mulher de verdade!

*Ulisses (Puxando-a):* Enquanto carregar meu sobrenome, fará o que eu mandar.

(CORTA PARA: ULISSES ARRASTANDO IRLANDA ESCADA ABAIXO)

*Dalva surge no hall, assustada.*

*Dalva:* Ô, Ulisses! Solte a bichinha, homem! Tu tá machucando ela!

*Ulisses:* Cale a boca, sua serviçal! Quer ir pra rua? Continue se metendo.

*Ele arrasta Irlanda, aos prantos, até lá fora.*

[PRESÍDIO/PARLATÓRIO/NOITE]

*Clémence retorna ao presídio, munida de novos questionamentos.*

*Adv. Clémence:* Necessito de nomes. Quem estava com o Baal no dia?

*Nelson:* Não me recordo ao certo. Tampouco sei identificá-los.

*Adv. Clémence:* Nenhum traço distintivo? Modo de falar, termo recorrente, qualquer detalhe específico?

*Nelson:* Mencionaram “remessas”. E… um comprador.

*Adv. Clémence:* Que comprador?

*Nelson:* Não sei quem é. Mas o trataram como alguém já integrado ao esquema.

*Adv. Clémence:* Então trata-se de uma operação em curso. Onde há continuidade, há rastros: registros contábeis, movimentações, pacientes inexistentes…

*Nelson:* Acredita, de fato, que conseguirá provar?

*Adv. Clémence:* Não se trata de acreditar. Trata-se de provar.

*Nelson:* E se falhar… eu me preocupo com a senhora.

*Adv. Clémence:* Meu bem, para você, já houve falha. Agora, é minha vez de arriscar.

`Trilha sonora: "La Mia Storia Con Te" (Alessandra Amoroso)`

*Eles se olham. Ela ri de lado.*

[HABEEC/ESCRITÓRIO DE BAAL/NOITE]

*Hera entra no gabinete de Baal sem bater. Ele analisa papéis na mesa.*

*Hera:* Boa noite, sogrinho... sentiu minha falta?

*Baal (Sem erguer os olhos):* Bata antes. O que quer aqui?

*Hera (Senta na mesa, cruzando as pernas):* Quero um homem superior ao Cobalto. Ele é... limitado. Cansei de brincar com o filho quando o pai é muito mais interessante.

*Ela o puxa pela gravata, seduzindo-o.*

*Baal:* Você é patética. Acha que seu jogo de sedução funciona comigo?

*Hera (Sussurra):* Eu sei que você quer... é só dizer “sim”.

*Ela tenta sentar no colo dele. Num movimento rápido, Baal a empurra. Ela cai. Antes que se levante, ele desfere um tapa violento.*

*Baal:* Sua rostituta! Rampeira! Você acha que pode entrar aqui e tentar me seduzir?

*Ele chuta a barriga dela. Hera se encolhe, sem ar. Cai no chão. Baal pisa no rosto dela.*

*Baal:* Deite aos meus pés, lacaia imunda. Repita o que você é.

*Hera (Chorando):* Eu... eu sou sua lacaia, senhor Baal...

*Baal:* Mais alto! O que você é?

*Hera:* Sou uma prostituta sem dignidade... eu tentei seduzir meu senhor... estou profundamente arrependida.

*Baal sorri, mantendo o pé no rosto dela.*

> FIM DO OITAVO CAPÍTULO