Viver Sem Amanhã - Capítulo 06
*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 06 (04/05/2026)
[CAFETERIA/MANHÃ]
*Leocádia e Solano ocupam uma mesa ao fundo.*
*Leocádia:* Mate-a, e você será bem recompensado.
*Leocádia realiza uma transferência bancária pelo celular.*
*Solano:* A senhora sabe que pode contar comigo. São anos de parceria, dona Leocádia.
*Leocádia:* Realmente. Você me salvou no passado, e vai me salvar agora. Não sei o que seria de mim sem seu... braço forte.
*Solano:* Eu é que agradeço. Se hoje minha filha estuda em colégio de elite, não como mais angu e tenho onde cair morto, devo tudo à senhora.
*Leocádia:* É gratificante ver que transformei sua vida.
*Leocádia levanta-se, ajustando o casaco.*
*Leocádia:* Foi um prazer revê-lo. Espero que cumpra conforme o combinado. Afinal, não se desperdiçam mimos... se é que me entende.
*Solano (Ri, malicioso):* A senhora sabe mesmo como me satisfazer.
*Leocádia:* (Ri.) Só um lembrete: seja discreto. Meu nome não pode aparecer nem em pensamento. Confio em você, Solano.
*Solano:* Pode deixar, patroa. Ninguém saberá de nada.
*Leocádia sai sem olhar para trás. Solano solta uma gargalhada, atraindo olhares dos outros clientes.*
[MANSÃO MEDRANO/HALL/MANHÃ]
*Aura volta à mansão, debilitada, apoiada em Dalva.*
*Dalva:* Cuidado com o degrau, minha fia... vai devagarzinho, visse.
*Aura (Olhar vago):* Eu ainda não consigo acreditar, Dalva. Como tudo escapou das minhas mãos em tão pouco tempo?
`Trilha sonora: La Aurora (Eros Ramazzotti, Alicia Keys)`
*Dalva:* É o choque, menina. Logo tu se acostuma. Teu cérebro acaba até esquecendo...
*Aura:* Não sei... dói lembrar. Planejamos um futuro inteiro, sonhos, planos... e agora ele se foi. Me deixou aqui, nesse vazio. Sem nada.
*Dalva:* Remoer passado só amarga o coração, visse. Tenta fechar os óio pro que já passou.
*Aura:* Eu tento, mas é inevitável. Me ajuda a subir, nana?
*Dalva:* Claro. Vamo lá, minha fia.
*Aura se apoia pesadamente em Dalva enquanto sobem os degraus.*
[HABEEC/ESCRITÓRIO DE BAAL/MANHÃ]
*Cobalto e Baal estão frente a frente.*
*Baal:* Como foram os negócios no exterior? Rendendo o esperado?
*Cobalto:* Os números estão ótimos. Talvez eu nem volte neste semestre. Tem uma pessoa... estou me relacionando com uma mulher aqui.
*Baal:* Ora, finalmente! Quero conhecê-la.
*Cobalto:* Terá oportunidade. Agora, mudando de assunto: revisei os balanços três vezes, pai. As transferências para subsidiária não têm lastro contratual. Valores fracionados, sempre abaixo do limite de aprovação do conselho. Estranho, não?
*Baal (Tenso):* Está sugerindo que houve um erro contábil?
*Cobalto:* Não. Erros são acidentais. Estou afirmando que foi deliberado.
*Baal:* Cobalto, meça suas palavras antes de...
*Cobalto (Interrompe):* Eu cruzei tudo, pai. Datas, IPs, tokens de segurança. As ordens de pagamento partiram da sua conta de acesso.
*Baal:* Baixe o tom comigo! Esqueceu quem eu sou?
*Cobalto:* Aqui dentro eu sou o diretor financeiro, não seu filho. Explique: por que milhões saíram como “consultoria” para uma empresa de fachada?
*Baal:* E eu sou o presidente. Tudo está em perfeito estado. Nada sai desta empresa sem o meu aval.
*Cobalto:* Então explique?!
*Baal:* Há decisões estratégicas que você ainda não tem maturidade para entender.
*Cobalto:* Então me faça entender. Porque, do meu ponto de vista, chama-se desvio de capital.
*Baal:* Resolvemos isso internamente. Como família.
*Cobalto:* Internamente? Quando a fraude vem da presidência?
*Baal:* Está disposto a me acusar formalmente, Cobalto? A destruir sua própria família?
*Cobalto:* Estou disposto a não ser seu cúmplice.
*Baal:* Você está cruzando fronteiras perigosas.
*Cobalto:* Não, pai. Quem cruzou foi você. Mas não se preocupe, não pretendo te ferrar.
*Cobalto sai. Baal explode, jogando um objeto da mesa no chão.*
[UNIVERSIDADE/CORREDOR/TARDE]
*Professor Deméter caminha rápido. Bosco o alcança, ofegante.*
*Bosco:* Professor! Por favor, espera!
*Prof. Deméter (Para, suspira):* Bosco... está sem fôlego. O que houve?
*Bosco:* Por que o senhor me colocou pra fazer dupla com o Moisés? Logo ele?
*Prof. Deméter:* Justamente por isso. Eu vejo o que você passa, Bosco. O bullying, os olhares... Mas se esconder nos cantos não vai te proteger.
*Bosco:* Eu não estou me escondendo. Só quero paz.
*Prof. Deméter:* Escute bem: ser quem você é não te faz menor que ninguém. Ninguém tem direito de ditar como você deve viver sua identidade.
*Bosco (Baixinho):* Eu tenho medo. Meus pais nunca entenderiam.
*Prof. Deméter:* Se você permitir, posso conversar com eles. Posso mediar a situação.
*Bosco:* Não! Deixa como está. Não quero mais problemas.
*Prof. Deméter:* Entendo... perfeitamente. Sabe, Bosco... eu amei um homem na juventude. Ele faleceu muito cedo. Desde então, minha vida não têm sido fácil. Mas eu lutei, Bosco. Lutei contra todos para ser feliz ao lado dele. Estar aqui hoje, sendo quem sou, é o que me mantém são. Não deixe que apaguem seu brilho. Você é um rapaz muito lindo.
*Deméter sai. Bosco permanece parado no corredor, processando as palavras.*
[PERIFERIA/CASA DE IRLANDA/TARDE]
*Irlanda embala bombons. Prudência entra tropeçando, visivelmente embriagada.*
*Prudência (Rindo alto):* Hoje o mundo é pequeno pra mim! Hi, hi, hi!
*Irlanda (Decepcionada):* De novo, mãe? Nesse estado?
*Prudência (Põe o dedo nos lábios dela):* Shhh... é alegria de viver, menina!
*Prudência tateia o decote, tira notas e joga sobre a mesa.*
*Prudência:* Toma. Quinhentos reais. Chega de vender bombom no sol.
*Irlanda (Recua):* Eu não quero dinheiro sujo. Muito dinheiro em espécime sempre vem de chantagem.
*Irlanda joga as notas no chão.*
*Prudência:* Ficou louca?! Sabe o quanto eu suei por isso?
*Irlanda:* Suado em que falcatrua? Eu não vou ser cúmplice da sua sujeirada, dona Prudência!
*Prudência (Dá de ombros):* Pior pra você. Vai continuar na miséria por orgulho.
*Prudência sai cambaleando para o quarto. Irlanda observa os bombons na mesa, com os olhos marejados.*
[RUAS DE SÃO PAULO/CARRO DE BAAL/TARDE]
*Baal digita no celular, enquanto Graco dirige.*
*Baal:* "Se mandou mensagem para este número, já sabe como eu opero. Diga."
*Dionísio:* "Preciso de dois rins. Estado impecável. Exames de compatibilidade consistentes e, acima de tudo, origem irremanente. Não compro órgãos, exijo também segurança."
*Baal:* "Você ligou para o homem certo. Eu entrego soluções definitivas."
*Dionísio:* "Assim espero. Qualquer falha, técnica ou de exposição, transformará nossa relação comercial em algo... muito mais pessoal e doloroso."
*Baal:* "Relaxe. Aqui, quem erra não tem segunda chance."
*Dionísio:* "Ótimo. Condições: acesso aos exames e um prazo objetivo. Não trabalho com dúvidas."
*Baal:* "Setenta e duas horas. Nem um minuto a mais. O que você pediu estará na mesa, exatamente como encomendado."
*Dionísio:* "E o preço?"
*Baal:* "Trezentos mil cada. Integral e antecipado."
*Dionísio:* "Integral antes da entrega? É apostar alto."
*Baal:* "Minha garantia é minha reputação. Ou aceita, ou desliga."
*Dionísio:* "Sessenta por cento agora, o restante após a verificação."
*Baal (Sorri de canto):* "Agora começamos a nos entender."
*Dionísio:* "Acordo fechado. Aguardo as instruções."
*Baal desliga e encara Graco ao volante, rindo.*
*Baal:* Graco! Tenho um novo trabalho.
*VIVER SEM AMANHÃ*
> Capítulo 06 (04/05/2026)
[PRESÍDIO/PARLATÓRIO/TARDE]
*Nelson é arrastado pelos policiais e jogado na cadeira.*
*Adv. Clémence:* Nelson Valadares? Dra. Clémence Louise. Advogada constituída.
*Nelson:* Advogada? Quem pagou para você estar aqui?
*Adv. Clémence:* Uma conhecida. Fui contratada ontem.
*Nelson (Sentando-se):* Conhecida? Bom, me escuta, doutora, eu não fiz nada. Estão me enterrando vivo por um crime que eu sequer entendi direito.
*Adv. Clémence (Abre o dossiê):* Eu sei. Acabei de ler seu inquérito. Não tem ponta com nó, Nelson. Foram muitas armações feitas para te calar.
*Nelson:* Você acha que eles precisam de provas?!Quando o acusador é quem dita as regras do jogo, ele não precisa de justiça, ele precisa de um culpado. E eu sou o escolhido da vez.
*Adv. Clémence:* Então vamos mudar as regras. Me conte exatamente o que você ouviu. Sem omissões.
*Nelson (Recuando):* Doutora, meu filho está lá fora. Se eu disser, ele morre. Como eu vou saber se a senhora não é só mais uma?
*Adv. Clémence:* Olhe para você, Nelson. Veja seu rosto. Eles já quebraram sua dignidade. Se você não falar, eles vão te destruir por completo. Eu sou sua única chance.
*Nelson:* A senhora tem razão! Eu ouvi o Baal. Ele estava negociando... órgãos. Não era blefe.
*Adv Clémence (Anota rapidamente):* Gravações? Fotos? Registro que eu possa levar a um juiz que não esteja no bolso dele?
*Nelson (Ri sem humor):*
Eu só ouvi, doutora. Foi suficiente para ele garantir que eu fosse silenciado.
*Adv. Clémence:* As palavras de um detento contra um homem como ele não servem de nada. Precisamos de uma brecha. Se o que você diz é verdade, há rastros. E eu vou tentar procurar.
*Nelson:* A senhora não entende... aquele homem não é um homem qualquer. Ele é um monstro.
*Adv. Clémence (Levanta-se, ajustando sua bolsa):* Para lei, monstros não existem, Nelson. Eu não trabalho com incertezas. Ou nós vencemos, ou expomos todo sistema até colapsar.
*Um policial bate no ferro da porta.*
*Policial 1:* Tempo esgotado!
*Clémence sai. Um outro policial a observa e digita freneticamente no celular.*
*Agente 2:* "Nelson Valadares já tem defesa. Avise Baal Medrano agora."
[MANSÃO MEDRANO/QUARTO DE AURA/TARDE]
`Trilha sonora: Loca por Ti (Shakira)`
*Aura:* Dói, nana... dói acreditar que ele me usou por tanto tempo. Eu queria acordar desse pesadelo.
*Dalva (Acariciando o cabelo dela):* O tempo cura, minha menina... ou, pelo menos, deixa a gente mais calejada, visse?
*Leocádia entra, exalando perfume caro e indiferença.*
*Leocádia:* Já de pé, Aura? Ótimo. Detesto gente prostrada. Tava pensando num jantar especial.
*Aura:* Mãe, eu não tenho clima para celebrações...
*Leocádia:* Você se acostuma. Reações dramáticas não resolvem nada. Vou organizar um jantar para hoje. Reuniremos a família para celebrar seu “retorno”. Dalva, organize o cardápio.
*Leocádia sai. Dalva e Aura se olham.*
*Dalva:* Essa muié num quer celebrar sua volta coisa nenhuma, não... é pura falsidade, visse.
[URBAN SPAY/QUARTO DE HERA/NOITE]
*Cobalto e Hera se beijam intensamente.*
*Hera:* Pensei que ainda estivesse na empresa, amor.
*Cobalto:* Saí mais cedo. Tenho um motivo especial. Hera, hoje é o dia. Quero te apresentar oficialmente à minha família.
*Hera (Surpresa):* Hoje? Conhecer os Medrano?
*Cobalto:* Você é a mulher da minha vida. Está na hora de ocupar seu lugar à mesa. Esteja pronta às sete.
*Cobalto sai. Hera fica pensativa.*
*Hera (Em pensamento):* "Finalmente. Hoje ficarei cara a cara com Baal Medrano. Ele não perde por esperar."
[PERIFERIA/CASA DE IRLANDA/NOITE]
*Ulisses bate à porta. Irlanda abre, exausta.*
*Irlanda:* Ulisses, já falamos sobre...
*Ulisses:* Eu não consigo mais fingir. Eu te amo, Irlanda. E hoje todos vão saber. Você vai conhecer minha família.
*Irlanda (Se afastando):* Ulisses, sua família vai me triturar. Sem contar que nem estamos namorando.
*Ulisses:* Minha família que se exploda. Quero você ao meu lado, na mesa principal da mansão, hoje à noite.
*Irlanda (rindo de nervoso):* Eu não tenho nem roupa!
*Ulisses (puxando-a para um abraço):* Você é a mulher mais linda que eu já vi. Roupa é somente um detalhe que eles não merecem notar.
*Irlanda:* Por que tanta insistência? Nós não temos nada um com o outro.
*Ulisses:* Mas ainda vamos ter.
*Ulisses a beija. Dessa vez, ela se entrega.*
[PRESÍDIO/CELA/NOITE]
*O carcereiro avança pelo corredor entregando marmitas. Quando para diante de Nelson, um detento intervém e acerta a bandeja com um chute. Comida se esparrama pelo chão.*
*Detento 2:* Opa! Olha o banquete do engravatado.
*Nelson:* Por favor, me deixem em paz! Eu não fiz nada contra vocês!
*Detento 1 (Rindo):* Você cheira dinheiro, Nelson. Esse é seu erro.
*Carcereiro (Batendo o cassetete na grade):* O que está havendo aí? Valadares, limpa a porra da sujeira. Agora!
*Nelson:* Eles me empurraram...
*Carcereiro:* Eu vi o chão sujo. E vi você parado. Resolve.
*Detento 2:* Tá esperando o quê? Limpa o chão com a língua se for preciso. Aqui você não é ninguém.
*Nelson se ajoelha. Enquanto ele tenta recolher o arroz, os detentos o agarram e esfregam seu rosto na comida.*
*Detento 2:* Come tudo, seu porco.
*Detento 1:* Coma sua lavagem, imundo.
[MANSÃO MEDRANO/JARDIM/NOITE]
*Irlanda e Ulisses chegam pro jantar. Ao descerem do carro, ele mantém a mão dela entrelaçada na sua.*
*Irlanda:* Parece um palácio. Eu não deveria ter aceitado, Ulisses. Não pertenço a esse cenário.
*Ulisses:* Relaxa. É só cimento e arrogância.
*Irlanda:* Não sei nem como vou me portar.
*Ulisses:* Sabia que você tá linda? Te amo!
*Ulisses e Irlanda trocam um beijo, ainda sorrindo. Em seguida, entram juntos.*
(CORTA PARA: SALA DE JANTAR)
*A mesa está posta. Tudo em perfeito estado. Música clássica ao fundo. Irlanda cumprimenta Aura, Bosco e Saúl.*
(CORTA PARA: QUARTO DE BAAL E LEOCÁDIA)
*Leocádia:* Uma raridade. O dono do mundo decidiu jantar em casa.
*Baal (Ajustando a gravata):* Alguém precisa manter nossa fortuna, Leocádia.
*Leocádia:* Mesmo mantra de sempre.
*Baal faz os últimos ajustes na roupa antes de deixar o quarto.*
(CORTA PARA: ESCADARIA E HALL)
*Baal (Descendo os degraus):* Boa noite, família.
*Saúl:* Finalmente, o lobo alfa resolveu aparecer. Deixou o trabalho sujo nas mãos de quem hoje, Baal?
*Baal:* Não vou me desgastar com você, Saúl.
*Baal observa Irlanda sentada à mesa.*
*Baal:* E essa menina? Quem é?
*Ulisses (Rápido):* É minha namorada.
*Irlanda (Firme, corrigindo):* Na verdade, somos apenas amigos. Olá, Senhor Baal.
*Baal:* (Ri)! Pelo menos é educada. Tem espinha dorsal. O oposto do Ulisses, que desconhece esse termo.
*Leocádia surge no topo da escada. Ela observa Irlanda com desprezo.*
*Leocádia:* Boa noite a todos. Percebo que temos convidados especiais.
*Todos:* Boa noite!
*Saúl:* Cunhadinha... deslumbrante como sempre.
*Dalva observa o cinismo de Saúl, mas permanece imóvel e calada.*
*Leocádia (Sem olhar para ele):* Economize seu vocabulário, Saúl. E essa aí? O que faz aqui? Cansou do angu, queridinha?
*Aura:* Mãe, não comece...
*Leocádia:* Quem é você? De onde veio essa... extração tão óbvia?
*Ulisses:* É minha namorada. Ela é a futura senhora desta mansão.
*Leocádia:* Por favor, Ulisses! Já não basta a Aura querendo se vender para aquele morto de fome? Agora você me traz uma... garota de subúrbio?
*Aura:* Quando duas pessoas se amam, não ligam para sobrenomes, mãe. Eu amei o Nelson, não um título.
*Baal (Revirando os olhos):* Já basta!
*Ulisses:* Mais respeito com a Irlanda. Nós vamos nos casar. E escreva o que eu digo: o herdeiro que você tanto quer virá de mim.
*Irlanda:* Não precisa me defender, Ulisses. Sua mãe está coberta de razão. Eu sei exatamente quem eu sou e onde estou.
*Leocádia:* Pelo menos a “favelada” tem autoconsciência.
*Saúl gargalha, enquanto todos se encaram com ódio. De repente, Cobalto e Hera chegam, entrando pela porta da frente. Hera irradia elegância. A câmera foca no seu caminhar lento.*
`Trilha sonora: Prostitute (Guns N' Roses)`
*Leocádia:* Finalmente...
*Todos congelam e observam Hera. Sua beleza é magnética e fascinante.*
*Cobalto e Hera:* Boa noite a todos.
*Os cumprimentos são mútuos, mas Baal e Leocádia permanecem estáticos. Baal caminha lentamente até Hera.*
*Baal:* Quem é a moça, Cobalto?
*Hera treme imperceptivelmente. Ela e Baal se encaram.*
*Baal:* O gato comeu sua língua, menina?
*Hera (Em pensamento):* "Assassino... se eu pudesse, rasgaria seu pescoço agora."
*Ela respira fundo e estende a mão com elegância.*
*Hera:* Boa noite, grandioso Baal Medrano. Sonhava em conhecê-lo.
*Baal:* É mesmo? Sem protocolos. Qual seu nome? Suponho que venha de uma família nobre.
*Hera:* Hera Von Zale. E sim, Senhor Baal... eu sou de berço.
*Hera e Baal se encaram, imóveis. A tensão paira no ar. O olhar dela, carregado de ódio, é eletrizante.*
> FIM DO SEXTO CAPÍTULO
