Sombras do Passado - Capítulo 13 | Edição Especial

 


*[⏳] ● CENA 01 ● CASA DE MADELEINE ● INTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*

[Coraline continua impaciente, aguardando uma explicação de Madeleine, que tenta inventar uma desculpa.]

Coraline (preocupada): E então, pai? Que manchas de sangue são essas?

Madeleine (tenso): Bom... Eu estava voltando para casa, quando... Quando encontrei um rapaz que fora atropelado. O motorista fugiu sem prestar socorros, e eu não poderia deixá-lo ali, sem ajuda. 

Coraline (desconfiando): E o que o senhor fez?

Madeleine: O levei até o hospital. Fizeram nele alguns curativos, e já está tudo bem. 

[Coraline parece não acreditar naquela história.]

Madeleine (tentando mudar de assunto): Traga um copo d'água para mim, filha.

Coraline (saindo): Está bem!

[Quando a filha está longe o suficiente para não lhe ouvir, Madeleine começa a sussurrar.]

Madeleine: Será melhor você não saber dessa história, minha filha. Mário não virá lhe procurar, e você irá pensar que ele o abandonou. |Suspira.| Iremos embora desta cidade o mais rápido possível. 

[A câmera foca no rosto decidido de Madeleine.]

*[⏳] ● CENA 02 ● HOSPITAL ● INTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*

[Após focar na frontaria do hospital em que Mário está internado, entre a vida e a morte, a câmera mostra Dinha, com semblante abatido, saindo do quarto onde o sobrinho se encontra. Ela anda até uma janela. Ao olhar para fora, a mulher começa a chorar.]

Dinha (entre soluços): Meu Deus... Salve o meu Mário... Eu lhe imploro!

[Neste momento, Moisés se aproxima por suas costas.]

Moisés (solene): Ma fille, como está Mário?

Dinha (dura): Mal! 

Moisés (se aproximando): Ele não irá mourir. A medicina deste país é infame, mas não permitirá que um Durand parta.

Dinha (secando as lágrimas): Eu acho bom que isto aconteça, Moisés, porque a culpa será sua, se ele morrer.

Moisés (sarcástico): Minha? Fui eu quem atirei em Mário?

Dinha (virando-se, com raiva): Foi o senhor quem fez ele sair de casa. Se não fosse tão monstruoso como é, nada disso teria acontecido.

Moisés (caçoando): Você está completamente louca! Pierre folle!

Dinha: CHEGA! Assim que Mário acordar, eu irei lhe revelar tudo! Toda a verdade sobre a origem dele e sobre o seu maldito passado!

Moisés (tenso): Se você fizer isto... |Sussurra.| Eu lhe mato!

Dinha (decidida): Vamos ver se o senhor terá coragem. 

[Ao dizer isto, ela volta para o quarto onde o sobrinho está, deixando Moisés tenso.]

*[⏳] ● CENA 03 ● CASA DE RAFAEL ● INTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*

[Rafael, muito abalado com tudo o que passara na noite que sucedera esta manhã, finalmente chega em casa, completamente destruído. Ao entrar, ele estranha ao ouvir um barulho vindo da cozinha.]

Rafael (desconfiando): Eleonor, você está aí?

[Após ninguém responder, ele decide se dirigir até lá. Ao chegar, seu espanto é grande ao ver Eleonor caída ao pé de uma cadeira, chorando. Ao seu lado há uma corda com um laço. Acontece que a jovem, desesperançosa com tudo o que tem lhe acontecido, tentara tirar a sua vida, mas falhou. Ao tentar se enforcar, a corda cedeu, lhe derrubando. O cenário é triste. Rafael se aproxima dela, chocado.]

Rafael (cauteloso): Eleonor? O que você fez?

Eleonor (abatida): Por favor... Me deixe sozinha!

Rafael (compreensivo): Está bem, mas... Galileu, ou até mesmo sua mãe, não gostariam de vê-la assim. Você precisa superar, Eleonor. Não é fazendo uma besteira que tudo irá se resolver. 

[Ao dizer isto, ele finalmente sai. A câmera foca no rosto de Eleonor, que começa a chorar de forma dolorosa.]

*[⏳] ● CENA 04 ● CASA DE MADELEINE ● INTERNO ● TARDE ● [⏳]*

[Alguém está batendo incessantemente a porta, quando Coraline corre para abrir, pensando ser Mário.]

Coraline (ansiosa): MÁRIO!

[Entretanto, ao chegar lá, ela se frustra ao dar de cara com Rafael, que lhe aguarda, parecendo abatido.]

Coraline (ansiosa): Rafael!? O que aconteceu?

[Neste momento, Madeleine também se aproxima.]

Madeleine (tenso): O que este rapaz quer, Coraline?

Rafael (direto): Eu não vou demorar. |Olha para Coraline, tentando arrumar coragem para lhe dar uma notícia.| Coraline... Mário foi baleado. O seu estado é muito grave.

[Ao ouvir isto, Coraline empalidece. Com os olhos esbugalhados, ela começa a ficar sem ar.]

Coraline (desesperada): NÃO! |Começa a chorar.| Mário... Não...

[Enquanto ela cai ao chão, soluçando, e Madeleine tenta lhe consolar, Rafael se retira. A câmera se afasta, ao som de um instrumental melancólico.]

*[⏳] ● CENA 05 ● HOSPITAL ● INTERNO ● TARDE ● [⏳]*

[Mais tarde, naquele mesmo dia, após muito insistir, Madeleine finalmente permite que Coraline visite o seu amado. No quarto em que Mário está internado, sem perspectiva de vida, é mostrado a porta se abrindo lentamente. Se trata de Coraline. Os olhos da moça se enchem de lágrimas quando ela vê o rapaz naquele estado. Somente os dois estão presentes, pois Dinha precisara sair.]

Coraline (com a voz embargada, se aproximando): Mário... Meu amor!

[Enquanto mais lágrimas descem pelo seu rosto, a moça senta-se ao seu lado, completamente destruída, e começa a acariciar o seu rosto.]

Coraline (entre soluços): Eu não posso perdê-lo... Não posso! |Se aproxima do rosto pálido do rapaz.| Você me apresentou o amor, Mário... Mesmo com as nossas diferenças... O meu pai, que sempre se impôs... Eu não me privei de te amar. 

[Neste momento, um instrumental melancólico permeia a cena.]

Coraline (sussurrando): Eu já não sei o que seria de mim sem você... Você já faz parte de minha vida. Eu... Eu te amo, Mário! E este amor nunca morrerá... Eu juro!

[No mesmo instante, no pico do instrumental, Coraline aproxima os seus lábios da boca de Mário, lentamente. Ela fecha os olhos e lhe dá um apaixonado beijo, enquanto suas lágrimas molham o rosto do rapaz. De repente, para a surpresa de todos, os olhos do neto de Moisés começam a se entreabrir. Ao perceber isto, uma emoção indescritível toma conta de Coraline.]

_🎶 • Ontem Ao Luar • Rubel_

Coraline (não conseguindo conter a felicidade): Mário... MÁRIO! MEU AMOR, VOCÊ DESPERTOU!

[Mesmo com o sinal de que está se recuperando, Mário não consegue falar nada, devido ao seu estado, mas isto não impede que Coraline se encha de esperanças de que o amado irá sobreviver. Enquanto a tela escurece lentamente, ela, chorando de emoção, abraça o jovem.]

*[⏳] ● CENA 06 ● CASA DE MADELEINE ● INTERNO ● NOITE ● [⏳]*

[A câmera foca na fachada da casa de Madeleine. A noite já está caindo quando Coraline chega do hospital. Madeleine, parecendo inquieto, a aguarda ansiosamente.]

Madeleine (aliviado ao ver a filha): Finalmente, Coraline! Já estava quase indo atrás de você. Esqueceu dos perigos que nos cercam?

Coraline (suspirando): O importante é que já estou de volta, meu pai. |Sorri.| E com ótimas notícias... Mário está se recuperando.

[Ao ouvir isto, uma leve expressão de desconforto toma conta do rosto do ex-prefeito.]

Madeleine: Fico feliz por ele, minha filha. |Se aproxima da moça.| Mas, por favor, não se anime. Em breve nós partiremos desta cidade. Tudo que vivemos aqui ficará para trás.

Coraline (interrompendo): Não... Eu não vou, pai. Pode desistir. Eu vou viver este amor, não importa o que o senhor faça. |Olha nos olhos de Madeleine.| Eu já estou conformada de que nunca saberei nada sobre o passado que o senhor tanto esconde. Mas Mário... Eu nunca vou desistir dele. |Começa a caminhar para o quarto.| Licença!

[Ela se retira, deixando Madeleine calado, pensando consigo mesmo.]

Madeleine (sussurrando): Ah, minha filha... Infelizmente não será como você deseja. 

[A câmera foca no rosto decidido de Madeleine.]



*[⏳] ● CENA 07 ● RUAS DE SÃO PAULO ● EXTERNO ● NOITE ● [⏳]*

[Após uma breve passagem de vistas panorâmicas da cidade de São Paulo, é mostrado, ao som de um instrumental de suspense, um homem, aparentemente desorientado, caminhando por uma rua deserta, sem rumo. Se trata de Xavier. O delegado, agora completamente entregue à loucura, parece não saber onde está.]

Xavier (sussurrando): Eu devo a minha vida à um assassino... O assassino do meu filho... |Começa a ficar ofegante.| Gervais... Ele vai pagar... Serafín Machado vai pagar...

[Neste momento, a câmera corta para o outro lado da rua, por onde se aproxima um homem que não tem o seu rosto revelado. Em passos apressados, ele logo se aproxima consideravelmente de Xavier, que não o percebe. De repente, o som de arma sendo engatilhada é ouvido. É aí que é revelado ao público que a figura misteriosa é Rafael, com sede de vingança estampada no olhar.]

Rafael (mirando diretamente na cabeça do delegado): OLHE PARA MIM ANTES DE MORRER, SEU DESGRAÇADO!

[Neste instante, Xavier congela. Ao virar-se, ele se assusta ao ver a arma mirada em sua cabeça.]

Xavier (gaguejando): Quem é você?

Rafael (com ódio): Sou um homem que busca justiça. |Aproxima a arma ainda mais de seu alvo.| Você matou um jovem que vivia em busca de direitos iguais para todos... Um jovem que só queria um mundo melhor. 

Xavier (sussurrando): Não... Assassino não... Eu não sei do que você está falando. 

Rafael (o interrompendo): CALE A BOCA, CRETINO! VOCÊ MATOU O AMOR DE MINHA VIDA, E AGORA EU FAREI O MESMO COM VOCÊ!

Xavier (debochando): Amor? Um homem? |Mesmo perturbado, esboça um sorriso irônico.| Você é uma maricona afeminada... Não tem moral alguma para falar comigo com este tom.

Rafael (explosivo): EU MANDEI CALAR A BOCA! 

Xavier (parecendo não ter medo): E por que não atirou ainda? Não tem coragem? |Sussurra.| Fraco... Você não tem coragem!

Rafael (fora de si): MALDITO!

[Tomado de um incontrolável ódio, ele desfere um forte soco no rosto de Xavier, que cai. Ele mira o revólver em sua cabeça, mas, depois de muitas tentativas, não consegue atirar. Com as mãos tremendo, ele o deixa cair.]

Rafael (sussurrando): Eu não sou um assassino como você...

Xavier (percebendo que o rapaz fraquejou): Não tem coragem... Você é fraco, rapaz. Além de desviado, é fraco!

Rafael (furioso): Desgraçado... DESGRAÇADO!

[Neste momento, o rapaz parte para cima de Xavier. Com muito ódio acumulando, ele começa a desferir muitos chutes contra ele, que, imóvel, não consegue se defender. Depois de poucos minutos, o delegado já está com inúmeros hematomas. Sangue jorra por sua boca e seu nariz. Rafael, suado, para, percebendo que o assassino de Galileu já está inconsciente.]

Rafael (ofegante): Agradeça aos céus por eu não ter coragem de terminar o serviço, filho de uma mãe!

[Ao dizer isto, ele se afasta dali, deixando o homem desacordado. A câmera se afasta. Alguns dias nascem e se põem.]

*[⏳] ● CENA 08 ● PRAÇA ● EXTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*

[A câmera foca na vista panorâmica da praça em que Mário e Coraline costumam se encontrar. Lá, os dois estão sentados, de mãos dadas, enquanto a trilha sonora é preenchida pelo tema do casal. O rapaz, agora recuperado, olha para a amada, sorrindo apaixonado.]

Coraline (sussurrando): Eu tive muito medo de te perder...

Mário (solene): Mas eu estou aqui, meu amor. Prometo que nunca irei te abandonar. |Acaricia o rosto da filha de Fátima.| Obrigado por não ter saído do meu lado, Cora... Eu não teria sobrevivido sem o seu amor.

Coraline: Eu te amo...

Mário: Eu também te amo.

[Apaixonados, os dois dão um intenso beijo. De repente, Mário para, parecendo ansioso com algo.]

Mário: Eu... Eu tenho algo para você. 

Coraline (curiosa): O que seria?

[Neste momento, no pico romântico da música, Mário se ajoelha aos pés de Coraline, e tira uma caixa com uma aliança de seu bolso. A jovem se emociona.]

Mário (ansioso): Coraline, você é a mulher mais linda que já conheci em toda a minha vida. Foi com você que eu descobri o que é o amor. |Uma lágrima de emoção desce pelo seu rosto.| Por isso, hoje eu resolvi arriscar. |Segura a mão direito da moça.| Coraline, você aceita casar comigo e ficar ao meu lado até o fim de nossas vidas?

Coraline (sorrindo, emocionada): Mário, eu... É tudo o que eu mais quero nesta vida!

[Emocionados e felizes, os dois se abraçam, e, em seguida, se beijam. Mário coloca a aliança no dedo de Coraline, firmando o noivado.]

Mário (preocupado): E o seu pai?

Coraline: O meu pai me ama, Mário. Ele não há de se impor à minha felicidade. Mas, caso isto aconteça, eu irei lutar... Por nós!

[Feliz com a decisão do amor de sua vida, Mário sorri. Os dois se abraçam novamente.]

*[⏳] ● CENA 09 ● CASA DE MADELEINE ● INTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*

[Depois do encontro com Mário, Coraline chega em casa. Madeleine, impaciente, a aguarda.]

Madeleine: Finalmente, Coraline! Onde foi tomar um ar? No final da cidade?

Coraline (procurando coragem para falar a verdade): Pai... A verdade é que... Eu estava com Mário. 

[Ao ouvir isto, Madeleine se enfurece com a mentira da filha.]

Madeleine (incrédulo): Eu não acredito... POR QUE VOCÊ MENTIU PARA MIM, CORALINE? 

Coraline (tentando se explicar): PORQUE O SENHOR NÃO PERMITIRIA SE EU FALASSE A VERDADE, PAI! EU PRECISAVA VER ELE!

Madeleine: CHEGA, CORALINE! |Se aproxima da filha.| Nós iremos embora na próxima semana. Pode começar a arrumar suas coisas.

Coraline (desesperada): Não... EU NÃO VOU! 

Madeleine (surpreso com a coragem da filha): Como "não vai", Coraline? Impossível!

Coraline (ansiosa): Eu não posso, pai... Se, ao menos, o senhor falasse o que tanto teme... O porquê de todo esse mistério em relação ao seu passado... |Suspira.| E também porque...

Madeleine (tenso): Ande, Coraline, fale! O que te prende aqui, minha filha?

Coraline (tomando coragem): Mário me pediu em casamento, pai... E eu aceitei!

[A câmera, neste momento, foca no rosto atônito de Madeleine.]

*[⏳] ● CENA 10 ● CASA DE RAFAEL ● INTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*

[Na sala, Rafael está sentado em uma cadeira, com semblante abatido, olhando uma fotografia de Galileu. Ao seu lado estão vários caixotes contendo pertences e objetos desnecessários, todos para serem descartados. De repente, alguém começa a bater na porta. Ao abrir, o rapaz dá de cara com Mário. Emocionado em rever o amigo, ele lhe dá um forte abraço.]

Rafael (feliz): Oh, meu amigo... Como é bom te rever... Vivo e bem!

Mário: Que saudades de você, Rafael... Como estão as coisas?

Rafael: Bom... Levando! Sem Galileu nada faz sentido. 

Mário (olhando para dentro): E Eleonor?

Rafael: Sumiu! Na última vez que a vi... Bom, ela tentou se matar. 

Mário (surpreso): Meu Deus... Eu prometi ao Galileu que cuidaria dela. |Senta-se em uma cadeira.| Me avise quando ela voltar, meu amigo. 

Rafael: Claro! 

Mário: Vim buscar as minhas coisas, amigo. Voltei para a casa do meu avô. Só espero não ser obrigado a ir embora novamente. 

Rafael: Está certo, Mário. Só não se esqueça que sempre será bem-vindo aqui.

[Mário sorri. Rafael levanta-se para ir até a cozinha e pede que o amigo o espere. Curioso com os objetos que serão descartados, o neto de Moisés começa a olhar alguns deles. Ele encontra um jornal de semanas atrás e começa a folheá-lo, despretensiosamente. De repente, ao som de um instrumental de tensão, uma manchete lhe chama atenção. A câmera foca no rosto pálido do rapaz.]

Mário (surpreso): Meu Deus... |Começa a ler.| Há exatos dez anos, morria o assassino Serafín Machado...

[O instrumental se intensifica. A tensão aumenta, conforme Mário se aprofunda na leitora. Uma foto do ex-presidiário está estampada no jornal.]

Mário (incrédulo): Não é possível... Então é esse o segredo do pai de Coraline... Ele é um assassino!

[A câmera foca no olhar atônito de Mário, enquanto o instrumental atinge o seu ápice.]

*[⏳] ● CENA 11 ● CASA DE MADELEINE ● INTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*

[Madeleine e Coraline continuam a discutir. Os ânimos estão à flor da pele.]

Madeleine (explosivo): EU NÃO PERMITO QUE VOCÊ SE CASE COM AQUELE MOLEQUE, CORALINE! NÃO PERMITO!

Coraline: O SENHOR NÃO PODE TRAÇAR O MEU DESTINO! EU AMO O MÁRIO, E É COM ELE QUE EU QUERO FICAR!

Madeleine: NÃO IRÁ, CORALINE! NÃO IRÁ! NÓS VAMOS EMBORA DESTA CIDADE! TUDO O QUE VIVEMOS AQUI FICARÁ PARA TRÁS!

Coraline: CHEGA, PAI! CHEGA! O SENHOR VAI ME CONTAR O QUE TANTO LHE CORRÓI, DE UMA VEZ POR TODAS! 

[Tenso, Madeleine se cala.]

Coraline: VAMOS, PAI! ESTOU ESPERANDO A VERDADE! O QUE O SENHOR TANTO ESCONDE?

[Neste momento, antes de qualquer ação de Madeleine, a porta é aberta violentamente, revelando Mário, que carrega o jornal em suas mãos.]

Mário: AQUI ESTÁ A VERDADE, CORALINE!

Madeleine (assustado com a invasão): O QUE ESTE MOLEQUE ESTÁ FAZENDO AQUI?

Coraline (surpresa): Mário!?

[No mesmo instante, Mário lhe entrega o jornal. No exato momento, os olhos da filha de Fátima se esbugalham.]

Mário: Está vendo, meu amor? É isto que ele sempre escondeu de você... |Olha para Madeleine.| O SEU PAI É UM ASSASSINO!

*[Ao ouvir isto, Madeleine estremece. Um soundtrack de tensão invade a cena, enquanto Coraline, completamente atordoada, o encara, sem acreditar.]*