Yemanjá - Capítulo 10 [FINAL]

 


Yemanjá - Capítulo 10


(Cena 01/Colégio Expoente/Diretoria/Interior/Dia)


Cornélios desvia o olhar da golfada de Júlio. Ele se levanta e chama o convidado para se retirarem.


CORNÉLIOS (NERVOSO): É um prazer recebê-lo, camarada! Espero que façamos uma brilhante sociedade…


DETETIVE JÚLIO (CUSPINDO): Eu stay simplesmente radiante, my chef! Good!


CORNÉLIOS (NERVOSO): Correct! Imagino… Deveras… Oxente, meu vei!


DETETIVE JÚLIO (CUSPINDO): You sabe que meu primo Gabriel, marido de Ana, disse que o filho deles vai estudar aqui nesta escola quando eles vierem de Papo Furado pra cá…


CORNÉLIOS: Perdão… Gabriel? Ana?


DETETIVE JÚLIO (CUSPINDO): Yes! My prime! Vai me dizer por acaso que no sabia?


CORNÉLIOS: Não faço ideia de quem sejam… Você deve estar delirando! Tem horas que parece que seu cérebro fica frito… Como se tivesse se transformado em um zumbi…


DETETIVE JÚLIO (GRITANDO/COM RAIVA): Não speak mais nada! Não toque em minhas feridas… Ainda mais porque até hoje tenho medo daquela maldição horrível voltar…


CORNÉLIOS: Tá bom! Não tá mais aqui quem falou! Me chama de corno pra compensar, vai! Aí estaremos kits…


Detetive Júlio fica irado.


CORNÉLIOS: Agora vamos! Temos um incêndio pra apagar…


DETETIVE JÚLIO (INTRIGADO): Incêndio?


CORNÉLIOS: É… Na verdade ele já se apagou… Na verdade parece que nem foi incêndio… Enfim, é uma longa história. Só preciso da sua ajuda para descobrir quem causou isso tudo!


Júlio acende um charuto e o traga com uma expressão de curiosidade. Brevemente, os dois homens saem do espaço.


(Cena 02/Praia/Exterior/Dia)


Um marujo recolhe as correntes da âncora. O motor do barco é ligado. Rato e Dália continuam abraçados.


RATO: Me perdoa…


DÁLIA (SENTIDA): Não… Eu é quem te devo desculpas… Sempre fui uma mãe displicente. Nunca fui aberta com você. Achei que se te desse uma coleção completa dos carrinhos da Polly Pocket você ficaria bem… Como fui tola! Não se cria um filho assim…


RATO: Não! O irresponsável aqui sou eu… Qualé?! Logo mais faço 19 anos e parece que ainda estou no jardim de infância… Tudo bem que com os colegas que tenho lá faz sentido eu me sentir assim…


Rato olha para Marcelina ao fundo. A guria parece estar controlando Rosalba. Renê chega aos suspiros. 


RENÊ (OFEGANTE): O navio já vai partir… Sei que não deveria dizer isso, mas é o dever da escola e o Rato tem o direito pois seu período de reclusão já acabou… 


Dália e Rato demonstram estar atônitos.


RENÊ: Dona Dália, peço novamente desculpas pelo comportamento alterado de minha esposa…


DÁLIA: Tudo bem, nem doeu…


RENÊ: Rato, você vem ou não vem?


Rato reflete e observa seus colegas Mauro e Felipe com olhares eufóricos ao fundo. 


DÁLIA: Faça o que achar melhor, meu filho…


O rapaz se mostra destemido.


(Cena 03/Barco/Interior/Dia)


MAURO: Rapaz, hoje o mar não tá pra peixe, hein?!


FELIPE: Esse mar tá é salgado… Salgado, amargo e rancoroso…


MAURO (RINDO): Qual foi?! Por que cê acha?!


FELIPE: Não sei, provei um golinho e ele deixou minha boca toda vermelha com uma queimadura de 15 graus…


MAURO (RINDO): Isso só pode ser piada! Pena que não trouxe o celular pra fazer figurinha disso…


Mauro se aproxima de Rato.


MAURO: Tamo mó feliz que você tá volta, mano! Que pena que a professora nova gatinha não tá aqui… Tu ia gamar nela demais!


RATO: Professora nova?


MAURO: É… Eu te passei o insta dela no zap. Cê não viu?


Rato permanece pensativo.


FLASHBACK 🎥


Rato veste um capuz sobre sua cabeça, põe óculos escuros e boné. Em seguida, vai escalando até chegar em cima da cerca. Após isso, ele faz uma varredura. É possível ver Raíssa ultrapassando o portão e andando pelos corredores. 


RATO: Mas quem que é essa doida aí?!


•


Rato observa o movimento no interior da sala.


RATO (PENSAMENTO): Qual foi? A mina maluca que tava no pátio ontem é professora…


O jovem capta bem as feições de Raíssa.


RATO (PENSAMENTO): Tá explicado! Ela não é tiazinha coisa nenhuma. Se veste assim porque é professora…


RAÍSSA: Meus ensinamentos vão de Aristóteles e Platão a seres mitológicos… Alguma pergunta?


•


Rato vê uma foto de Raíssa postada no Instagram da escola. Ele encara o rosto da moça por segundos como se estivesse hipnotizado. Quando percebe sua atitude, fecha o notebook com força.


FIM DO FLASHBACK 🎥


MAURO: E aí, doidão?! Vai ficar parado sem dizer nada?!


Rato se toca e levanta de seu assento desconcertado. 


RATO (ESTRESSADO): Ah, não me enche também, Mauro! Eu acabei de voltar pra essa droga de escola!


Ele vai para outro lado do barco.


MAURO (INTRIGADO): Que escola se a gente tá em pleno cruzeiro?


(Cena 04/Barco/Exterior/Dia)


RENÊ (GRITANDO): Marcelina! Vem!


Marcelina arruma suas malas e pula para a caçamba da embarcação. 


RENÊ: Ficou louca, Marcelina? Que mala gigantesca é essa?


MARCELINA (NERVOSA): Ora, papai! São as minhas necessaires…


Renê sucumbe. Marcelina carrega a bagagem com esforço. Ela tromba com Rato que havia saído para a parte de fora do barco. Ambos ficam de cara fechada, se ignorando. 


RATO (PENSAMENTO): Eu não posso esconder que aquela professorinha mexe comigo… Ah, que ódio! Para com isso infeliz! Você prometeu que ia mudar pra sua mãe! Imagina se ela soubesse que você tá afim da própria professora…


RAÍSSA (GRITANDO): Ei! Para aí! Ei! Espera!


Rato se assusta com os gritos vindos da praia. Renê também percebe os chamados.


RAÍSSA (GRITANDO): Esperem por mim! Oi! Ei!


O barco, que já estava se afastando do porto, para.


RENÊ E RATO (PENSAMENTO/ALEGRE): Raíssa…


A música “Lenda das Sereias, Rainha do Mar (Marisa Monte)” começa a tocar.


(Cena 05/Casa de Rato/Sala/Interior/Dia)


Dália chega apressada. Cida assiste à TV.


DÁLIA: Cida, vim buscar minha pasta pra ir pro escritório... Eu estou tão feliz! O Renato aceitou ir numa excursão da escola, acredita?


CIDA: Excursão, Dona Dalil… Digo, Dália? Pra onde?


Dália treme ao ver o noticiário.


DÁLIA: Cida, isso que tá passando na TV é aqui pra Salvador?


CIDA (NERVOSA): É sim, Donália! Olha, eu tô toda arrupiada! Dizem que vai ser a maior tempestade desde 1962… Vê se pode! O ano em que eu nasci…


DÁLIA: Não pode ser…


Dália revira os olhos e cai no sofá. Cida derruba a xícara de café que tomara.


(Cena 06/Cemitério/Exterior/Dia)


Vitória, disfarçada, adentra no ambiente. Ela traz consigo a caixa que havia escondido debaixo da cama. Dentro dela, retira uma caveira. Ela põe as luvas e torna a escavacar a cova de Tobias, enterrando-a em seguida.


VITÓRIA (PENSAMENTO): Morra com a tua fortuna, desgraçado! O que eu queria teu de mais valioso eu já tenho: você nunca mais fuçar essa tua cara com a dos meus filho…


Ela finaliza a cena e escuta latidos de cães.


VITÓRIA (NERVOSA): Ai, minha mãe Iemanjá! Lá vem os zomi! 


Ao se virar, Vitória dá de cara com a carapuça de Tobias, mas dessa vez em carne e osso.


TOBIAS (SORRINDO): Tu falou o quê sobre minha fuça, Vitória-régia?


(Cena 07/Barco/Interior/Dia)


Um instrumental escalofriante toma conta da cena. São mostrados takes de Raíssa subindo na embarcação. Rato fica ainda mais embasbacado com a sua beleza. Raíssa e Renê ficam cara a cara.


RENÊ: O que houve? Por que demorou tanto?!


Raíssa nada diz e apenas sente a energia do momento. Em seguida, uma brisa forte se aproxima. Os personagens sentem pequenos pingos de chuva caindo do céu. A ventania inesperada ultrapassa os seus corpos, deixando Raíssa de corpo mole. Renê a segura, impedindo-a que caia. Rato acompanha a interação com semblante sério. Raíssa fecha os olhos antes de adormecer.


(Cena 08/Praia/Exterior/Noite)


A sonoplastia cessa, assim como a claridade do dia. É notório ambientes noturnos. Logo depois, Janaína se aproxima trazendo folhas de plantas medicinais em uma bacia. Ao redor de uma fogueira se encontram Renê, Rato, Mauro, Felipe, Marcelina e vários outros alunos que estavam há pouco dentro do barco. A câmera mostra Janaína molhando suavemente o corpo da filha de Vitória com uma caneca enquanto Henrique segura a bacia do banho sagrado. É tocado o ponto “Saudação para Iemanjá (Fabiana Cozza)”. Todos se aquecem, abraçados. As labaredas de fogo queimam a lenha. A imagem escurece.


TEMPOS DEPOIS…


É possível observar imagens de pontos turísticos de Salvador - Bahia.


VOZ (NARRAÇÃO): Aqui quem vos fala é quem dá sentido às coisas. Pode me chamar da divindade que quiser, a depender da sua crença ou religião. Estou aqui para mostrar que por esses caminhos tortuosos da vida ou até mesmo por essas fortes ondas que esbravejam emoções em nosso interior, há um porto em que nosso barco possa atracar. Mesmo que você seja uma anomalia deste mundo, uma hora você encontrará sua melhor forma, reforçando a filosofia da metamorfose.


Detetive Júlio retira toda a sua roupa. É possível ver seu corpo em um tom pálido e esverdeado. Suas veias sanguíneas estão bastante expostas. Ao flagrarmos seu rosto, notamos que ele já não é mais um humano vivo em espírito. Ele caminha em direção ao oceano pisando forte na areia da praia e desaparece sob o tilintar das águas.


VOZ (NARRAÇÃO): Apesar do que houver, nunca se sinta insignificante. Lembre-se que para o ecossistema do planeta funcionar, cada peça do quebra-cabeça importa. Se você for um camarão, é equivalente a uma barata do mar.


Vitória bate palma em frente à casa de Gorete.


GORETE: O que tu quer, mulher?!


VITÓRIA: Aqui está a roupa de São João que você me pediu. Está um pouco atrasada, bastante atrasada na verdade, mas dá pra você usar na festa do ano que vem.


Gorete mareja o olhar e abraça a sua vizinha.


GORETE (SORRINDO) Você é uma grande mulher, Vitória! Vou agora mesmo ligar para minha mãezinha Gertrudes lá de Minas Gerais. Vamos fazer uma linda festa em sua homenagem!


VITÓRIA: Eu que agradeço por sua existência. Não poderia morar próximo de alguém melhor. Viva a todas nós: guerreiras da Terra, do Sol e do mar!


VOZ (NARRAÇÃO): Mas como nem tudo são flores, há sempre um obstáculo ou um lixo que polui a corrente pura das águas e envenena ricas espécimes marinhas.


RATO: Obrigado por estarem comigo esse ano, parças!


Rato, Felipe e Mauro se abraçam. 


FELIPE: A gente que agradece, Ratinho.


MAURO: O terceiro ano já é nosso!


Rato se despede e é interrompido por Marcelina.


MARCELINA (GRITANDO): Rato, queria te dar um presente.


Ela o beija.


RATO: Acho que eu nunca ganhei nada mais doce do que isso.


MARCELINA (GRITANDO): Eu sempre te amei, saiba disso. Tudo o que colocava pra fora em forma de raiva era pra internalizar a paixão ardente dentro de mim… E também porque a velha chata Rosalberta enchia meus miolos…


RATO: Depois que minha mãe Dália revelou que eu sou adotado, nada mais me surpreende. Mas mesmo com tantas decepções, estou pronto para começar algo novo… Vem ser a ratoeira desse rato aqui, amor!


Ele a agarra e junta os lábios com os dela.


MAURO: Se quiser, eu posso ser o seu queijo…


Rato olha intrigado. 


FELIPE (TRISTE): Eu nunca vou deixar de ser BV.


VOZ (NARRAÇÃO): Já aprendemos que um peixe no oceano nunca morre, apenas nada para um novo recife em busca de novas aventuras, mas logo, logo ele regressa como aquela famosa história do peixe-palhaço.


Alguém bate na porta. Vitória vai atender. 


VITÓRIA: Tobias? Tu não tava morto?!


TOBIAS: Eu não estava, e mesmo se estivesse, você sabe muito bem o porquê estou de volta. Você foi na minha cova puxar o meu pé, não é? Sei muito bem as bruxarias que tu é capaz…


VITÓRIA: Isso não é real! Você é só uma alucinação da minha cabeça, só pode ser… Eu fui no cemitério, toquei com minhas próprias mãos os teus restos mortais. Fiz isso porque seu filho Henrique estava desesperado atrás do pai.


TOBIAS: Dane-se! Agora você vai me pagar tudo o que me deve, Vitorinha, de todos esses anos que estão atrasados. Só me ame como nunca amou ninguém. 


VITÓRIA: Mãe D'água, me protege, me guia, me ilumina. Mostra o caminho pra eu me livrar das garras desse homem. 


Tobias agarra Vitória. Ela puxa o pescoço do homem e arranca o seu colar com um pingente de dente de tubarão.


TOBIAS: Você não vai fazer isso, sua desgraçada!


Ela corre em direção ao ex-marido e enfia o artefato na jugular do homem.


TOBIAS (GEMENDO): Te vejo no inferno, sua capeta!


Tobias apaga.


VITÓRIA (CHORANDO): Você nunca mais vai mexer comigo ou com meus filhos. Nem que eu incorpore a minha pombagira, eu vou me certificar que você está longe para sempre.


Vitória suspira de alívio. Bento bate na porta. Ela corre, passa pela entrada e fecha rápido para o menino não entrar. 


BENTO: Tenho algo pra te dizer, mainha.


VITÓRIA: Agora não, vou te levar na casa da tia Gorete.


Bento mostra o boletim para a mãe. 


BENTO (TRISTE): Eu repeti de ano…


VITÓRIA: Dos males o menor, meu filho. Dos males, o menor. Te amo, meu menino.


BENTO: E a Raíssa e o Henrique, mamãe? Será que um dia eles voltam?


VITÓRIA: Eles estão velejando na maré deles, filho. O que importa é a chama do nosso coração nunca apagar. Além disso, eles estão sempre juntos à Mãe dele, seja de carne ou de alma…


A câmera corta a cena para uma ilha paradisíaca. Raíssa e Renê se beijam ao toque dos raios solares. Janaína e Henrique se aproximam. Ambas as mulheres se abraçam.


RENÊ: A Vitória está linda!


HENRIQUE: Essa é a minha mãe.


RAÍSSA (SORRINDO): Não acho que vou conseguir segurar as pontas por aqui. Cuidar do seu casebre é algo de muita responsabilidade.


VITÓRIA: Eu sei que você vai conseguir cuidar disso. Não é nada perto de sua grandiosidade. Além disso, não há segredo: é só não permitir que a onda leve embora o fogo que te dá a vida.


Raíssa consente, ainda atribulada.


RAÍSSA: Pelo menos diga que vai cuidar dos meus irmãos. Vou morrer de saudade.


VITÓRIA: Eles sempre estarão contigo. Bom, agora é preciso ir, a nossa missão é urgente. A humanidade depende de nós se ainda quiser usurpar os quatro elementos terrestres.


RAÍSSA: Odò Ìyá, minha mãe!


Elas se despedem. É possível ver Vitória caminhando ao lado de Henrique. Logo, em seguida seu corpo se transforma novamente no de Janaína. Raíssa e Renê se juntam e observam a cena de forma sucinta. Janaína e Henrique, de mãos dadas, se dirigem ao mar. Lentamente eles são submersos pelas ondas.


JANAÍNA (CANTANDO): Kíní Jé, Kíní Jé, Olódò… Iemanjá ó! Ki a Sòró Pèléé… Ìyá Odò, Ìyá Odò! Kíní Jé, Kiní Jé, Olódò… Iemanjá ó… Ki a Sòró Pèléé… Ìyá Odò, Ìyá Odò! Kíní Jé, Kíní Jé, Olódò… Iemanjá ó! Ki a Sòró Pèléé… Ìyá Odò, Ìyá Odò!

Agô, Iemanjá…


Janaína mergulha nas ondas e desaparece para sempre. Henrique observa o local como se estivesse a procurando. Após uns segundos, como uma miragem, vemos o local onde ambos estavam dando lugar a uma barco à vela, que se movimenta atribuladamente e em seu interior carrega uma tocha com uma chama vivida e imponente.


RAÍSSA: Lá se vai meu irmão, Henrique. 


RENÊ: E aqui agora estamos nós. Sabe que eu nunca me preparei pra morar numa ilha deserta.


RAÍSSA: Eu também não. Mas não me preocupo já que sei que tenho tudo aqui.


Raíssa e Renê se entrelaçam como uma dança das estrelas. Seus corpos se tornam apenas um enquanto a câmera se afasta.


VOZ (NARRAÇÃO): A lição que fica é que mais vale um pingo d'água do que viver eternamente na seca. A humanidade só poderá prosperar no dia em que entender que, assim como os astronautas dizem que a Terra é azul, o ser humano é feito de água em sua essência, e em seu sangue corre o sangue da Rainha do Mar: Yemanjá.


A imagem escurece e reacende mostrando uma mulher arrumando malas no aeroporto.


ROSALBA (GRITANDO/TELEFONE): VÁ SE FERRAR, CORNÉLIOS! A PARTIR DE AGORA EU NÃO QUERO SABER DE MACHO NENHUM. EU VOU FOCAR APENAS EM MIM. CHEGA DE FICAR OBCECADA E TRESLOUCADA ATRÁS DESSES VAGABUNDOS. IREI ESCREVER UMA NOVA HISTÓRIA E ELA COMEÇA EM MINAS GERAIS.


Rosalba desliga o celular e segura firme um documento de compra de um imóvel em suas mãos. Logo depois, ela para em uma lanchonete do aeroporto e compra doces para a viagem. Em seguida, é possível vê-la abrindo o pacote já no interior da aeronave e ela dá uma bela mordida em um pedaço de rocambole.