Ecos de Eros - capítulo 16
*CAPÍTULO 16*
*1. Ext. Casarão Sénéchal/Entrada Principal - Noite*
A Sacerdotisa se mostra, e agora está frente a frente com os Sénéchal.
SACERDOTISA [séria] - Olá.
DOLORES [para os seguranças] - Tirem essas pessoas daqui!
Os seguranças fazem menção de expulsá-los, mas os quilombolas apontam suas lanças.
SACERDOTISA - Não há necessidade de recorrermos à violência. Quero apenas conversar.
DOLORES - Não temos nada para conversar com vocês, povinho baderneiro!
SACERDOTISA - Você não. Seu neto, sim.
Todos olham para César, que faz cara de confuso.
CÉSAR - Como é? Mas que ridículo.
SÔNIA [cerrando os dentes] - O que fez, César?
CÉSAR - Não conheço estes crioulos!
SÔNIA [quase gritando] - Não se faça desentendido!
CÉSAR - Não grite comigo. Sou o homem desta residência.
CATARINA - Por favor, César, vamos tentar resolver esta situação [ela se vira para a Sacerdotisa] De quanto precisam?
A mambo curva-se para trás de tanto gargalhar. Todos estão confusos.
SACERDOTISA [com desprezo] - São um bando de imundos mesmo. Acha mesmo que seu papel comprará de volta a vida dos que se foram?
DOLORES - Ora, faça suas macumbas e traga-os de volta.
SACERDOTISA - Não trate o poder da terra com leviandade! Não se deve mexer com o destino desta forma.
DOLORES - Fico curiosa: já mudou de posicionamento? Antes o dinheiro lhe comprava fácil.
Todos olham para a sacerdotisa, curiosos.
DOLORES - Não hesitou em usar seus truques quando o tal papel dançou sobre suas mãos há muito tempo atrás, Nandira.
*SFX: Impacto leve*
Dolores sorri cruelmente.
SACERDOTISA - Agi diante da dor de uma mãe. Isto não cabe mais no presente, assim como este nome.
DOLORES - Então o que veio fazer aqui se não quer papel [desdenha].
SACERDOTISA - Vim pedir respeito pela terra sagrada, pois nela não se mexe. Quem mexe com a terra sagrada, morre!
O tempo começa a fechar, e as nuvens começam a colidir, formando trovões.
Samuel é empurrado diante de todos, caindo de joelhos.
SACERDOTISA - Este é o traidor, este é aquele que envenenou nossa terra. Comandado por este homem [aponta para César] que diz não nos conhecer!
Todos olham para César.
SÔNIA - Meu Deus, meu Deus. Eu sabia, César! Eu avisei!
SACERDOTISA - Ganância! [Kawame a entrega uma faca artesanal] E esta terra maldita que a carregou para dentro de nossa vivência.
SAMUEL [grita] - Por favor, não!
LEÔNCIO - Por favor, não faça isso.
*SFX: Tensão crescente*
A mulher segura a faca com firmeza, e Samuel grita incontrolavelmente. Todos estão aterrorizados com o que está prestes a acontecer. Sônia e Catarina viram o rosto, Denis leva as mãos à cabeça e Alexandre à boca…
A sacerdotisa põe a faca no pescoço de Samuel, e gentilmente a desliza. Os trovões ficam mais violentos. O sangue derrama como uma cachoeira e sem cessar, tomando conta do tronco desnudo de Samuel, que revira os olhos.
É um sangue escuro e forte. A garganta do rapaz se abre quando sua cabeça cai para trás, exibindo explicitamente seu pomo de adão recém perfurado.
A mulher termina, e começa a murmurar palavras indecifráveis.
*SFX: Trovões*
Samuel tosse e o sangue jorra de sua boca. A sacerdotisa levanta as mãos para o alto, e depois olha para a família assustada.
SACERDOTISA [apontando] - O mal que ao nosso povo foi feito, retornará para cada um de vocês. Dobrado!
DOLORES [gritando] - Tirem-os daqui!
Os seguranças erguem suas armas e começam a marchar na direção dos quilombolas, que saem voluntariamente. O corpo de Samuel cai contorcido, e é pisado e abandonado.
DOLORES - Levem este cadáver com vocês, seus imundos!
SACERDOTISA - Ficará aqui, e mesmo que o tirem, seu sangue está impregnado. É a memória da sua prepotência.
O sangue continua a escorrer, e eles saem.
Catarina está desesperada, e Sônia olha para César, inconformada.
SÔNIA - Veja só! Veja só o que conseguiu!
CÉSAR - São consequências, minha mãe. De uma forma ou de outra, esses pretos perderão e nós venceremos.
DOLORES - Deixe de tolice, rapaz! Imaginei que era um homem inteligente, mas está demonstrando total falta de noção [ela passa por ele] Irei chamar Fernando de volta, nem que precise ir buscá-lo até no inferno!
CÉSAR - Como é?
DENIS - Parabéns, seu imbecil!
CÉSAR - Cale essa sua boca. Você fala como se fosse homem, mas não passa de um moleque inútil! Vive como um rato, escondido atrás dos outros, porque sabe que, se dependesse só de você, nem vivo ainda estaria!
DENIS - Vai-te à merda!
SÔNIA - Denis!
Denis se vira e sai.
CÉSAR – Corra, Denis, corra! Como sempre fez. Corra pra longe da verdade, pra longe da própria vergonha!
DENIS – Eu vou sair daqui antes que te esmurre!
SÔNIA - Denis, para onde vai?
ALEXANDRE - Pare com isso, Denis! Precisamos nos unir, não nos separar!
DENIS - Isso é papo!
CATARINA - Denis, por favor, está perigoso lá fora!
Denis ignora e continua.
CÉSAR – Te falta coragem, Denis. Nem pra isso você serve.
Denis sai correndo, ofegante.
*SFX: Instrumental dramático em ascensão.*
César permanece parado, firme.
*2. Ext. Estrada de Terra/Beira do Bosque – Noite*
Denis caminha sozinho, ainda ofegante. O céu está nublado, ainda trovejando, e o vento passeia gelado por ele.
Ele para ao ouvir um ver alguém entre as árvores.
*SFX: Um galho se move.*
Denis se vira. Ali, meio envolta pela sombra das copas, está Dahlía, de pé, os cabelos soltos, o olhar perigoso.
DENIS – É você…
Ela apenas observa.
DENIS – Você fugiu da outra vez.
DAHLÍA – E mesmo assim voltou até aqui.
Silêncio. Denis tenta conter a respiração pesada.
DENIS – Não vim por você.
DAHLÍA – Ah…
DENIS - Perdão, é que realmente estou perdido
DAHLÍA - É só voltar por onde veio.
DENIS - Não é tão simples. Como posso ir embora sem saber seu nome?
DAHLÍA - Não lhe falei?
DENIS - Você correu antes que pudesse.
DAHLÍA - Meu nome é Dahlía.
Denis repete em voz baixa, como quem experimenta o nome na boca.
DENIS – Achei que havia sonhado com você.
DAHLÍA [caminhando até ele] – Pode tocar, e você terá a certeza de que não
Ela para diante dele. Denis hesita. Depois, abaixa o olhar.
DENIS – Eu... precisava respirar.
DAHLÍA – E encontrou ar?
DENIS – Não sei. Mas encontrei você.
Silêncio breve.
DAHLÍA – Há uma clareira ali adiante. Onde o vento não é tão violento.
Ela estende a mão. Denis olha, depois a segura. Seus dedos tremem levemente.
Eles caminham juntos pela trilha discreta, e somem entre as árvores.
*SFX: Instrumental leve, melancólico, com toques de harpa.*
Fade out.
*3. Int. Casarão/Sala de Estar – Noite*
Todos estão de pé, agitados. Dolores está de braços cruzados, indignada. Catarina anda de um lado para o outro. Sônia está sentada, visivelmente abalada. César mantém-se calmo, em pé, ao fundo, e o Monsenhor reza em silêncio.
DOLORES – Isto ultrapassou todos os limites! Mataram um homem no nosso portão!
SÔNIA - Eu avisei, não avisei?
CATARINA – Não é hora de procurar culpados, é hora de resolver!
DOLORES – Exatamente! Por isso vou mandar chamar Fernando. Hoje mesmo. Esta casa está um caos!
CÉSAR – Ah, por favor, vó. Não dramatize.
DOLORES – “Não dramatize”? Estamos sendo ameaçados por feiticeiros e você quer que eu fique calma?
CÉSAR – Foram eles que escolheram o confronto. Nós só queremos ordem. Estabilidade. É isso que estou tentando garantir desde o começo.
SÔNIA – Garantir? César, você contaminou a terra deles!
CÉSAR – Eles não têm escritura! Aquela terra não é deles! E ninguém aqui sabe o que realmente aconteceu. Samuel estava descontente... talvez tenha agido por conta própria.
MONSENHOR – César, por favor, não tente limpar a própria sujeira.
CÉSAR – Eu estou tentando proteger esta família, Monsenhor.
DOLORES – A única coisa que protege é o próprio ego! Fernando jamais teria permitido isso. Jamais!
CÉSAR – E é justamente por isso que não serve mais. O mundo mudou. Precisamos de liderança e atitudes que visem o nosso futuro.
SÔNIA – E você acha mesmo que liderar é provocar guerras?
CÉSAR – Se não tomarmos controle, eles o farão. Já provaram que são capazes de tudo. O que houve hoje foi um aviso.
CATARINA – Um aviso que você causou.
DOLORES – Amanhã mando um telegrama. Fernando volta, e esta palhaçada termina.
CÉSAR – [pausadamente] Se ele voltar... será ainda pior.
Elas o encaram.
CÉSAR – Isso não acabará com Fernando... isso vai incendiar tudo.
Silêncio.
CÉSAR – Pensem bem. Ainda podemos resolver isso com inteligência. Mas se Fernando voltar, o conflito se oficializa.
DOLORES – Eu já tomei minha decisão.
CÉSAR – Então reze para que não piore a guerra com esta decisão.
César sai da sala.
Dolores permanece imóvel, mordendo os lábios. Sônia abaixa a cabeça. Catarina encara o vazio.
*4. Int. Casarão/Quarto de Alexandre – Noite*
O ambiente está mergulhado na escuridão. Alexandre está sentado no chão, encostado à parede, com os joelhos dobrados e os olhos fixos no vazio.
*SFX: trovões distantes*
A porta se abre levemente. É Sônia.
SÔNIA – Posso?
Alexandre não responde. Sônia entra, com cuidado, e fecha a porta atrás de si. Ela o observa por um tempo e depois senta-se.
SÔNIA – Eu também não consigo parar de ver, filho. Aquela cena… Está grudada em mim.
Alexandre engole seco. Tenta parecer firme, mas seus olhos estão marejados.
ALEXANDRE – Ele morreu como um bicho, mãe. E ninguém... ninguém fez nada.
Sônia baixa o olhar.
SÔNIA – Porque ninguém pôde. E talvez... talvez nem soubéssemos o que deveríamos fazer.
Alexandre vira o rosto pra ela, indignado.
ALEXANDRE – Ele foi morto aqui! No nosso portão! Como é que pode? A senhora viu o jeito que ela olhava para nós?
SÔNIA – Vi. E doeu. Mas não podíamos fazer muita coisa.
Silêncio.
ALEXANDRE – O César não sente nada. Agiu como se fosse só mais uma terça-feira. Como é que pode?
SÔNIA – Odeio dizer isto, mas o coração dele... está onde o do seu pai começou a apodrecer. No poder. Prometa-me que não vai se deixar endurecer também.
Alexandre vira o rosto. Não responde. Suas mãos tremem.
SÔNIA – Você é diferente, meu filho. Eu sei que é.
*5. Int. Casa de Adelaide/Sala - Noite*
Adelaide está ouvindo o rádio, até que nota tochas acesas do lado de fora.
Ela se assusta e levanta para ver pela janela. Os quilombolas estão passando pela estrada ao longe.
ADELAIDE [arregalando os olhos] - Oh, Deus! Clarêncio, venha ver, Clarêncio!
Clarêncio vai até ela, preocupado.
ADELAIDE - Clarêncio, veja quantos pretos!
Eles caminham. Clarêncio se aproxima mais, esbarrando nela.
ADELAIDE - Não é para me derrubar, Clarêncio!
Eleanor chega, curiosa.
ELEANOR - O que estão fazendo aí?
CLARÊNCIO - Tem algumas pessoas caminhando lá na estrada.
ADELAIDE - Pessoas, é?
ELEANOR [indo até lá] - Ora, mas… estão vindo da herdade.
ADELAIDE - Então quer dizer que os Sénéchal agora estão convocando um exército de crioulos?
ELEANOR - Por favor, mamãe! [põe as mãos na cabeça, pensativa] Preciso ver o que estavam fazendo lá.
CLARÊNCIO - Como assim, minha filha? Vai até lá perguntar à eles?
ELEANOR - Claro que não, papai. Irei ligar.
ADELAIDE [para Clarêncio] - Meu Deus, como pôde cogitar que nossa filha se dirigiria à este povo?
ELEANOR - Mamãe!
Ela vai até o telefone e “disca” um número.
CORTA PARA:
*6. Int. Casarão Sénéchal/Escritório de César - Noite*
César massageia as têmporas. O telefone toca, o homem funga, se levanta e vai até o aparelho.
CÉSAR [atende] - Olá.
_ELEANOR [em off] - Meu amor! Vi que umas pessoas acabaram de sair daí, da herdade, e eram muitos! Carregavam tochas e lanças._
CÉSAR - Confundiram a data do carnaval.
ELEANOR [em cena] - Ora, por favor, César. Estou preocupada. O que queriam?
CÉSAR - Nada que seja da sua conta.
*SFX: Instrumental Dramático*
_ELEANOR [em off] - César… só fiquei preocupada._
CÉSAR [levando as mãos à cabeça] - Ah, me desculpe. Sinto muito [bate na própria cabeça] Não quis ser grosso.
ELEANOR [em cena] - Bom, não deveria ter ligado. Perdão [ela faz menção de desligar].
_CÉSAR [em off] - Não, não. Me perdoe, meu bem. Foi um dia muito complicado._
ELEANOR [em cena] - Entendo. Deve descansar [voz trêmula] Amanhã nos falamos.
CÉSAR [em cena] - Me perdoe, Eleanor. Venha amanhã aqui e nós conversamos.
_ELEANOR [em off] - Vou, sim._
Ela desliga, e César fica reflexivo.
*7. Int. Casa de Adelaide/Sala - Noite*
ADELAIDE [ansiosa] - Diga logo o que houve!
ELEANOR [deprimida] - Não houve nada, minha mãe. Pelo menos até o momento.
Clarêncio e Adelaide se entreolham.
ELEANOR - Irei dormir. Boa noite.
Ela se vira e sai.
CLARÊNCIO - Aquele crápula a tratou mal mais uma vez. Sinto que arranjar este casamento foi um erro.
ADELAIDE - Ah, nos poupe, Clarêncio! Isto é um investimento, e iremos colher os frutos [ela se vira] Agora vamos ver os pre…
Não há mais tochas.
ADELAIDE - Onde foram?
Clarêncio balança a cabeça, inconformado.
CLARÊNCIO - Não pode falar assim, Adelaide. Não pode falar assim…
Ele sai. Adelaide faz uma careta confusa e dá de ombros.
*8. Ext. Clareira - Noite*
*SFX: Instrumental de Amor*
Dahlía puxa Denis até um canto iluminado pela Lua.
DAHLÍA - Sempre venho aqui. Veja o que fiz [ela vai até um balanço] Gostou?
DENIS [irônico] - É um belo balanço, se me permite a sinceridade.
DAHLÍA - Seu mentiroso.
DENIS - Acha que minto, é?
DAHLÍA - Sei que mente, e mente muito bem. Olhe só para esta sua cara cínica.
DENIS [rindo] - Eu, cínico.
DAHLÍA - Um galanteador. É isto que é.
Ele se aproxima com agilidade e se ajoelha diante dela.
DENIS - Deixe-me mostrar que sou mais que um galanteador; sou um apaixonado. Um louco apaixonado por uma garota que vi poucas vezes, e que tem os olhos de mar, os cabelos de seda e a pele de porcelana.
DAHLÍA - Acho que se me apresentar essa garota é capaz de até me apaixonar.
DENIS - E ainda não se apaixonou?
DAHLÍA - Já a vi?
DENIS - Todos os dias diante do espelho.
*SFX: Instrumental de Amor se intensifica*
DAHLÍA - Você é perigoso, garoto. Quem se deixar levar por sua lábia entra num redemoinho.
DENIS - E quem se deixar perder nos seus olhos, logo não consegue mais sair.
Ela sorri.
DAHLÍA - Não me contou do que está fugindo.
DENIS [levemente incomodado] - Não estou fugindo.
DAHLÍA - E o que faz aqui à essa hora?
DENIS - Já disse que vim tomar um ar.
Dahlía olha no fundo dos olhos dele.
Denis chega mais perto.
DENIS - Você não parece real.
DAHLÍA - Eu sou real. Estou bem na sua frente, não estou?
DENIS - Quem me garante que isto não é uma ilusão?
DAHLÍA [se aproximando] - Confia em seus sentidos?
DENIS - Frequentemente.
DAHLÍA - Então sabe que o que vê não é ilusão.
Denis se aproxima mais, quase a beijando. Quando chega perto da boca de Dahlía, ela foge, rindo.
A garota corre pelo mato. Denis funga, rindo, e vai atrás dela.
Eles correm como duas tolas crianças.
DENIS - Não escapará por muito tempo.
As nuvens se dissipam mais, e a Lua brilha forte.
DAHLÍA - Está muito devagar.
CORTA PARA:
*9. Ext. Campo - Noite*
Ela passa por debaixo de uma cerca, e Denis pula, agarrando-a.
Eles riem.
DENIS [encarando-a] - Posso lhe roubar um beijo?
DAHLÍA - Que ladrão educado.
*SFX: O instrumental silencia. Apenas sons dos grilos.*
Eles se encaram em silêncio, Denis aperta a cintura dela.
Seus rostos se aproximam. Close em seus lábios, que se tocam delicadamente.
*SFX: Mahler: Symphony No. 5: IV Adagietto. Sehr Langsam toca*
Os dois começam a se beijar. A respiração de Denis é ofegante.
A intensidade aumenta. O rapaz passa as mãos sobre os seios dela.
Eles caem aos poucos acima da relva úmida e se possuem…
CORTA PARA:
*10. Int. Casarão de Fátima/Quarto - Noite*
*SFX: Mahler: Symphony No. 5: IV Adagietto. Sehr Langsam continua*
A câmera sobrevoa agilmente o casarão e o invade pela janela, indo em direção à Fátima, que se contorce na cama.
A lente vai até seus olhos, que se abrem diante da mesma com rapidez.
Fátima acordou.
