Vidas Roubadas - Capítulo 16
» Vidas Roubadas 🧬 | Capítulo 16/25 🔢
• |🏙️| • Cena 1 • |🏙️| • Mansão Castelo • |🏙️| • Interna/Manhã • 🏙️ •
💰 • Todos os moradores da Mansão Castelo estão tomando café na sala de jantar. Os empregados também estão por perto, em pé. De repente, o telefone de Andréia toca durante a refeição.
Luísa: |Curiosa.| Não vai atender, tia?
Andréia: |Confusa.| C-claro, meu amor.
[Andréia atende o celular.]
Andréia: |Na linha.| Sim? Aham. Sério? Não me diga... |Decepcionada.| Que notícia boa. Está certo. Mais tarde eu vou aí. Ok. Obrigada. |Desliga o telefone.|
Luísa: |Intrigada.| E então?
[Andréia se mantém em silêncio. Também sem falar nada, Zenilda contém sua curiosidade.]
Sérgio: |Curioso.| Vai, Andréia, abre o jogo.
Zaqueu: |Sorrindo.| Até eu estou curioso!
Vitória: |Olhar ameaçador.| Eu acho bom você falar, Andréia...
Andréia: |Respira.| A Daniela acordou. Ou melhor, abriu os olhos.
[Neste momento, um instrumental emocionante tem início e sorrisos estampados nos rostos dos personagens são visíveis.]
Vitória: |Feliz.| QUE FELICIDADE!
Zenilda: |Aliviada.| Graças a Deus...
[Todos entram em clima de comemoração e ficam felizes com a notícia, exceto Andréia, Sérgio e Zaqueu, que fingem felicidade.]
[Entretanto, a emoção é interrompida quando Sérgio se aproxima de Luísa.]
Sérgio: |Chamando.| L-Luísa, antes de irmos para a empresa, ou hospital, podemos conversar? Por favor...
[Um clima de tensão é palpável. Luísa consente e o casal se retira.]
💰 • Para ficarem mais à vontade, Luísa leva seu marido para o escritório de Vitória. Ela tranca a porta e o diálogo é iniciado.
Luísa: |Fria.| Pode falar.
Sérgio: |Sarcástico.| Sabe, Luísa, eu estive pensando e... você não pode se divorciar de mim. Sabe por quê? Porque eu posso tomar a sua filha.
Luísa: |Rindo.| Deixa de ser tolo. Todos sabem que você é só o padrasto da minha Marilu. A gente se conheceu depois do nascimento dela.
Sérgio: Ah, é? Agora, imagine se eu entro num processo, onde alego que você mal cuida da filha e que vive trabalhando... Posso comprar advogados e juízes e convencer deles cederem à... minha vontade!
[Visivelmente abalada, Luísa dá um tapa no rosto de Sérgio. Um instrumental de tensão é iniciado.]
Luísa: |Direta.| Olhe aqui, seu canalha, eu sempre cuidei da minha filha. Você não é ninguém para julgar a forma que cuido dela. Eu trabalho sim, mas quando chego em casa, minha dedicação é concentrada somente na minha filha. |Tom ameaçador.| E se você tiver a ousadia de tentar qualquer coisa contra ela, eu juro que te mato, seu infeliz, EU JURO QUE TE MATO!
Sérgio: |Debochado.| Mostrando as garrinhas, Luísa? Você já foi mais amorosa!
Luísa: |Afrontosa.| Sou com quem merece. Mas bom saber que agora sei com quem estou casada. Assim como minha mãe, sou capaz de tudo para defender quem amo, então pense bem no que vai fazer!
[Irritada, Luísa se retira e fecha a porta com tudo. Sérgio ri de forma debochada. O pico do instrumental é alcançado.]
• |🏙️| • Cena 2 • |🏙️| • Castelo Móveis • |🏙️| • Manhã/Externa • 🏙️ •
💰 • Em um clima de suspense, Cíntia observa o prédio em que trabalha. A câmera se aproxima de seu rosto e um nítido ódio é explícito em sua expressão.
Cíntia: |Com ódio.| Essa empresa... Aquela casa do Danilo... O convívio familiar... Tudo aquilo era pra ser meu! |Olhar esperançoso.| Mas você, Danilinho, vai me pagar pelo me que fez. Pode anotar...
[Cíntia esboça um sorriso malicioso e adentra no local em seguida. A tela escurece.]
• |🏙️| • Cena 3 • |🏙️| • Castelo Móveis • |🏙️| • Tarde/Interna • 🏙️ •
💰 • Na sua sala, Andréia mantém um intrigante diálogo com Júlio e Manuel.
Júlio: |Entrando.| Olha, quando o papai disse que você tinha virado faxineira, eu não acreditei, tia...
Manuel: |Tímido.| Boa tarde, dona Andréia...
Andréia: |Sorrindo.| Boa tarde, querido. Pois é, Julinho, agora sou faxineira. É até bom para evitar o sedentarismo. Enfim, sentem-se.
[Os dois rapazes se sentam.]
Andréia: |Dissimulada.| Bom, meninos... eu sei que vocês têm o emprego de vocês, mas... eu queria fazer uma proposta. Primeiramente, admiro a coragem e a determinação dos dois e gosto muito de vocês. Dito isso, caso se casem imediatamente, eu posso fornecer uma viagem à Europa por uns tempos, para vocês se curtirem, aproveitarem a juventude. Enfim! O que acham?
Júlio: |Franco.| Olha, tia, nós... já estamos noivados. Mas... por que essa bondade toda? Achei que nem gostasse tanto de mim.
Andréia: Eu sempre te amei, Julinho. Eu sou só um pouco sarcástica e, às vezes, fria demais. É o meu jeitinho. E que bom que já estão noivos. Agora, bastam dizer se aceitam ou não.
Manuel: |Respira.| Olha... se o Júlio aceitar, eu topo.
Júlio: |Sorri.| Tudo bem, tia. Eu aceito. Muito obrigado pela oportunidade. Não conhecia esse seu lado incrível!
Andréia: |Falsa.| Ah, eu que agradeço, lindos! Enfim, fico feliz que tenham aceitado.
[Por fim, os rapazes agradecem novamente e saem da cena, se despedindo de Andréia.]
[Após ficar sozinha, a mulher ri incontrolavelmente.]
Andréia: |Se divertindo.| Tolinhos! |Respira.| Agora sim, manterei um afastamento entre minha família e a sapatona daquela enfermeira de quinta. Você é uma gênia, Andréia Castelo!
[A expressão de Andréia muda, ficando mais séria. Ela se levanta e retoma seu trabalho de faxineira, carregando o balde e o esfregão para fora da sala.]
• |🏙️| • Cena 4 • |🏙️| • Hospital • |🏙️| • Tarde/Interno • 🏙️ •
💰 • No hospital, após o fim do expediente, todos os Castelo partem para visitar Daniela. Zenilda também se faz presente.
[Todos observam Daniela, de olhos abertos, alegremente e esperançosos.]
Vitória: Então quer dizer que ela não despertou totalmente, não é, doutor?
Médico: Exatamente. Com estímulos, Daniela vai recuperar as coordenações motoras e tudo mais, e voltará à normalidade aos poucos.
Danilo: Isso me deixa feliz e esperançoso.
Júlio: Ei, Dani, trate de se recuperar rápido, mocinha!
Luísa: Estamos torcendo por você, maninha.
Zenilda: Você ainda vai pintar muito pra gente e abrir sua galeria de arte!
[Andréia se mantém em silêncio, fingindo alegria na expressão.]
Vitória: E onde está a Carlota?
Médico: Liberei cedo e a dispensamos da função. Nesta noite, uma equipe médica ficará responsável em observar a senhorita Daniela. A partir de amanhã, a enfermeira voltará às funções normais, isso se nenhum outro paciente precisar dela.
Vitória: Ah, sim...
[A câmera focaliza no rosto de Vitória, que observa o silêncio de Andréia.]
Vitória: |Pensativa.| (Infeliz... não demonstra o mínimo
de amor pela filha. Mãe desnaturada).
[A câmera, agora, nos rostos de todos os personagens presentes. Por fim, a cena é finalizada.]
