|🔟➕| Não recomendado para menores de dez anos | APRESENTA: linguagem depreciativa; temas sensíveis e conteúdo violento |🧏 |
» Vidas Roubadas 🧬 | Capítulo 15/25 🔢
• |🏙️| • Cena 1 • |🏙️| • Mansão Castelo • |🏙️| • Interna/Manhã • 🏙️ •
[Zenilda começa a revelar sobre o caso que tinha com Alberto. Enquanto ela fala, o volume de sua voz vai abaixando. Por fim, a revelação termina.]
Vitória: |Estranhando.| Mas, Zenilda, o que isso tem de mal? Eu adoraria ter sabido disso antes. Você e meu pai passaram a vida toda negando esse sentimento. Aí quando finalmente decidem assumir, ele morre? Oh, meu Deus, que tristeza...
Zenilda: |Respira.| O grande problema, Vitória... é que eu contei para Andréia achando que era você. E... ela me bateu.
[Neste momento, o clima de tensão se intensifica e Vitória, inconformada, levanta.]
Vitória: |Chocada.| O quê!? Ela teve essa cara de pau!?
[Zenilda balança a cabeça positivamente.]
Vitória: |Inconformada.| Que cretina! Mas é agora que eu acabo com ela!
Zenilda: |Preocupada.| O que você vai fazer!?
Vitória: |Firme.| Não se preocupe Zenilda. Só a colocarei no devido lugar.
[Determinada, Vitória se retira. Zenilda fica aflita.]
💰 • Em seu quarto, Andréia se maquia para aproveitar o dia de folga ao ar livre. De repente, Vitória invade seu quarto, pois a porta não estava trancada, e se aproxima da irmã.
[Ligeiramente, Vitória vai em direção a Andréia e esbofeteia ela novamente.]
Andréia: |Com a mão no rosto.| Mas o que é isso!? Virei saco de pancadas agora, é?
Vitória: |Decidida.| Isto é pelo que você fez com a Zenilda. Onde já se viu? Além de usurpar, ainda bate na mulher que foi como uma mãe pra gente?
Andréia: |Irritada.| Olha aqui, Vitória, essa mulherzinha nunca foi como uma mãe pra mim. E outra, como você romantiza uma aberração dessa? Aquela empregadinha poderia acusar o papai de assédio, ou ainda se sair como aproveitadora e oportunista!
Vitória: |Direta.| Pare de falar besteira, imbecil. Nem o papai, nem a Zenilda, seriam capazes disso. |Enojada.| Francamente... a cada dia que passa, eu percebo que você tem menos solução!
Andréia: |Sarcástica.| Se você acha...
Vitória: |Debochada.| Deixa estar. Amanhã eu tenho um presentinho para você. Até mais vê, minha cara irmã!
[Vitória se retira.]
Andréia: |Aumenta o tom.| Já vai tarde! |Olha para a câmera, brava.| Abusada...
[Andréia reajusta a sua maquiagem após o tapa recebido. A cena é finalizada.]
• |🏙️| • Cena 2 • |🏙️| • Hospital • |🏙️| • Interno/Tarde • 🏙️ •
Eurythmics - Sweet Dreams 🎵.
💰 • Takes aleatórios da cidade de São mostrados. Entardece. A câmera se aproxima de um ponto específico. No hospital, Danilo e Júlio visitam Daniela, que ainda está inconsciente.
Instrumental comovente 🎶.
Danilo: |Observando.| Que saudades essa menina nos faz, né, Julinho...?
Júlio: |Cabisbaixo.| Nem me fale... Era mais que uma prima; a via como uma irmã. Também tinha o Marcos... que ainda se encontra desaparecido.
Danilo: Pois é...
Júlio: |Farto.| Por que tudo mundo que eu gosto vai embora de forma nada amigável? Já não basta ter perdido minha mãe...
Danilo: Ah, meu filho... é a vida. Pessoas vão, pessoas vêm, e assim se segue sucessivamente. Mas eu ainda tô aqui. Seus outros familiares. Sua avó materna... Seu namorado...
Júlio: |Ri.| Tem razão. Eu que sou um ingrato.
[Danilo ri da afirmação de Júlio. Ele se aproxima do filho e dá um forte abraço. Em seguida, a câmera focaliza no rosto de Danilo.]
• |🏙️| • Cena 3 • |🏙️| • Castelo Móveis• |🏙️| • Interna/Manhã • 🏙️ •
💰 • No dia seguinte. Andréia é chamada por Vitória para ir até a sua sala. Chegando ela, questiona o que a irmã deseja.
Instrumental de suspense 🎶.
Vitória: |Sentada.| Bom, Andréia... como já bem sabe, você não se comportou nada bem. |Se levanta.| Além do mais, sempre foi uma mulher classista, preconceituosa e cheia de não-me-toque. |Se aprox. de um armário.| Dito isso, irmãzinha, eu anuncio que você deixará a sua função de vice-presidente e... |Mostra um uniforme.| exercerá o trabalho de faxineira. |Esboça um sorriso.| Já adianto: será só por alguns meses! E então? O que acha!?
[A câmera foca no rosto de Vitória; logo após, um close é dado no uniforme e, em seguida, a expressão insatisfeita de Vitória recebe um zoom.]
[O clima nada amigável segue dominando.]
Andréia: |Com medo.| Você não pode fazer isso comigo... É demais pra mim!
Vitória: |Autoritária.| Justamente, querida. Você vai aprender que todo trabalho legalizado é honesto, comum, recebe salário.... mas que também é cansativo e doloroso pra qualquer um. Vamos, veste-se. Vou te dar essa lição de moral que nem nossos pais se atreveram a dar! Caso contrário... eu direi a todos que você me sequestrou e que aquele tal de Clécio ajudou...
[A cena corta para: Andréia vestida de faxineira, enquanto Vitória dá altas risadas.]
Andréia: |Resmungando.| Não sabe o quanto eu te odeio...
Vitória: |Rindo.| Ai, Andréia, não ficou tão ruim. Te ver assim é engraçado, porque tá estampado na tua cara que você tá odiando! |Dá uma gargalhada.| Vai, pegue esse balde e o esfregão e faça teu trabalho! Não se preocupe, eu anunciarei a todos o que você está fazendo agora e inventarei uma desculpa. |Debochando.| Mas que figura desengonçada você ficou, hein? |Ri novamente.|
[Vitória se retira e deixa a irmã sozinha. Um instrumental dramático e tenso tem início. A câmera foca no rosto de Andréia, que está nitidamente insatisfeita.]
💰 • Na sala de reunião, uma discussão importante sobre os negócios da empresa é encerrada. Todos os sócios e os familiares que trabalham na Castelo Móveis estão presentes — exceto Luísa, pois tirou o dia para cuidar da filha pequena. Cintia está presente, a pedido de Danilo, usando o pretexto de que é sua secretária. Após o encerramento da reunião, Vitória anuncia a novidade que envolve Andréia.
Danilo: |Surpreendido.| Faxineira? Você tem certeza que foi a Andréia que sugeriu isso?
Vitória: |Mentindo.| E não foi, homem? Eu também estou chocada! Diz ela que é para dar um exemplo e mostrar que donos de empresa também podem exercer certos trabalhos e passar o que o trabalhador brasileiro passa.
Cíntia: |Chocada.| E que belo exemplo, dona Vitória!
Sérgio: |Forçando.| Olha... eu também não esperava por essa! |Pensativo.| (Tenho certeza que isso tem dedo da chantagem imposta pela Vitória. Essa vaca realmente está disposta a dar o troco na irmã. Coitada da Andréia).
[A câmera foca no rosto de cada personagem e a cena é encerrada.]
• |🏙️| • Cena 4 • |🏙️| • Casa de Carlota • |🏙️| • Interna/Fim de Tarde • 🏙️ •
Hozier - Take Me To Church 🎵.
💰 • Sequências de prédios de São Paulo são visíveis em cenas transitivas. A câmera se aproxima da casa de Carlota. Júlio e Manuel estão na casa deste último, tomando um lanche. Para sorte dos rapazes, Carlota foi liberada cedo do trabalho, pois seu genro tem algo importante para dizer.
Manuel: |Curioso.| E então, amor? Pode falar o que você tem para falar!
Eva: |Preparando o café.| É, Julin, diz logo. Eu tô morta de curiosidade!
Carlota: |Brincando.| Oh, mulher curiosa!
Júlio: |Pega na mão do namorado.| Manuel, amor da minha vida... Já temos dois anos de amizade e pouco mais de um mês de namoro... Pra você pode ser cedo, mas depois de muito tempo enrolando pra essa relação engatar... sinto no meu direito de perguntar...
[Neste momento, Júlio se ajoelha e tira uma caixa do bolso e abre. É um anel de casamento.]
Júlio: |Olhos marejados.| Quer casar comigo?
[Um instrumental romântico é iniciado e todos presentes ficam emocionados.]
Manuel: |Comovido.| Poxa, Júlio... Com um pedido desse, é impossível dizer não. É CLARO QUE EU ACEITO!
Júlio: |Se levanta.| Não sabe o quanto isso me deixa feliz...
[Júlio e Manuel começam a se beijar ali mesmo. Eva termina de fazer o café e se aproxima dos rapazes. Ela e Carlota batem palmas e comemoram o momento.]
[Entretanto, o clima de comemoração começa a sumir, sendo substituído por um ar tenso, e a câmera focaliza no rosto de Carlota.]
Carlota: |Pensativa.| (Oh, meu Deus... Será que esse noivado é conveniente? Eu não queria ter contato e relações com aquela família. Não consigo nem encarar a dona Vitória sem lembrar do que eu fiz. Ai, meu pai. Diz pra mim o que é melhor. Não quero interferir na felicidade de meu filho).
[A câmera se afasta de todos aos poucos. Por fim, a tela escurece.]
• |🏙️| • Cena 5 • |🏙️| • Castelo Móveis • |🏙️| • Interna/Noite • 🏙️ •
💰 • Enquanto isso, na empresa, Andréia está terminando de fazer passar o pano no chão da sala de Vitória. Ela se aproxima, tomando um café, e observa a irmã trabalhar.
Vitória: |Sorrindo.| Você tem muito o que aprender ainda!
Andréia: |Se esforçando.| Se está tão incomodada, por que não faz você?
Vitória: |Franca.| Porque não tenho desvio de caráter. Aliás, eu sei fazer faxina. Zenilda que me ensinou. Também fiz muito em comunidades, trabalhando para algumas ONGs. Coisa que você nunca fez...
Andréia: |Limpando.| Que seja!
[Impiedosa, Vitória deixa cair sua xícara, com café e tudo, de propósito e suja parte do chão que Andréia tinha limpado. A gêmea mais velha encara sua irmã friamente, enquanto ela tapa a boca com a própria mão, enquanto contém um riso. Um clima tenso é palpável.]
Andréia: |Se aprox.| Você perdeu a noção do perigo...?
Vitória: |Debochando.| Ops... Foi sem querer! Me perdoe, Andréia... Agora você vai ter que limpar isso tudo... Poxa! Bom, eu vou indo pra casa. Te vejo lá, hein? Fui!
[Vitória sai de cena, deixando a porta aberta. Andréia se frustra. De repente, Sérgio surge, revelando que observou toda a situação de longe.]
Sérgio: |Compadecido.| Isso é demais... Como ela tem coragem?
Andréia: |Chorando de raiva.| Essa miserável... Ela ainda vai me pagar por isso. Vai pagar por querer bancar a cobra vingativa. Essa falsa moralista... Diz que está fazendo isso por dignidade, mas tenho certeza que é por prazer!
Sérgio: |Surpreendido.| Realmente, eu não conhecia esse lado dela...
[Sérgio nota o cansaço no semblante de Andréia e se aproxima dela. Em seguida, os dois se abraçam ao som de um instrumental dramático. Ele passa ajudar Andréia, também limpando e removendo a sujeira causada por Vitória. A tela escurece.]
• |🏙️| • Cena 6 • |🏙️| • Rodoviária • |🏙️| • Interna/Manhã • 🏙️ •
Roxette - Spending My Time 🎵.
💰 • Amanhece. Mais um dia se passou. Na rodoviária, André, de mala pronta, se despede de Edna e conta com ela para cuidar de seu restaurante.
Edna: |Apoiadora.| Pode contar comigo, meu amigo. Seu restaurante estará em boas mãos!
André: |Grata.| Muito obrigado, minha amiga. Me deseje sorte, vou precisar...
Edna: |Olhando nos olhos dele.| Boa sorte, querido. Que você se reconcilie com suas filhas e... conquiste o perdão das gêmeas!
[André beija as mãos de Edna e, em seguida, eles se abraçam.]
[O ônibus do viajante chega e ele parte de vez, acenando para a amiga, enquanto está sentado, do lado da janela do transporte.]
[A câmera começa a se afastar de todo ambiente e a tela escurece.]
• |🏙️| • Cena 7 • |🏙️| • Hospital • |🏙️| • Interna/Manhã • 🏙️ •
💰 • Ao som de um instrumental cotidiano, alguns carros, diversos prédios, várias pessoas e ruas de São Paulo são mostrados de forma transitória. A câmera se aproxima do hospital.
[Daniela ainda está em coma. Sem ninguém lhe observando, é possível notar um detalhe bastante inusitado: seus dedos estão se mexendo bem devagar.]
[Um instrumental de suspense tem início. A câmera se aproxima de seu rosto e focaliza exclusivamente em suas pálpebras. O instrumental se intensifica e uma surpresa ocorre: seus olhos se abrem lentamente e um soundtrack explosivo de emoção começa a tocar.]
🎥 • A IMAGEM CONGELA EM "DANIELA" • 📼