Vidas Roubadas - Capítulo 13
|🔟➕| Não recomendado para menores de dez anos | APRESENTA: linguagem depreciativa; temas sensíveis e conteúdo violento |🧏 |
» Vidas Roubadas 🧬 | Capítulo 13/25 🔢
• |🏙️| • Cena 1 • |🏙️| • Cativeiro • |🏙️| • Interno/Noite • 🏙️ •
Instrumental de tensão 🎶.
[No cativeiro, Vitória segue observando Clécio inconsciente, após ter quebrado uma garrafa na cabeça dele.]
[Ela se aproxima, o verifica e fica aliviada ao saber que não está morto.]
Vitória: |Nervosa.| Eu preciso sair daqui... |Respira.| Ah, Andréia... eu ainda vou te pegar. |Decidida.| Você vai pagar pelo que fez comigo...
[Vitória se retira. Chegando lá fora, pede a um moço o celular dele emprestado, a fim de ligar para a polícia.]
[Após o empréstimo, ela agradece e aguarda a polícia. O moço diz que não foi nada e parte dali.]
• |🏙️| • Cena 2 • |🏙️| • Mansão Castelo/Quarto • |🏙️| • Interna/Noite • 🏙️ •
💰 • Após descobrir que Zenilda teve um caso com Alberto, Andréia perde as estribeiras e sai do personagem, demonstrando fúria.
[Ela se aproxima da governanta e esbofeteia a mesma.]
Vitória (Andréia): |Furiosa.| SUA IMBECIL! COMO OUSOU TER TIDO A CORAGEM DE ENCOSTAR A SUA BOCA NUM HOMEM VIÚVO?
Zenilda: |Confusa.| O que é isso, Vitória!? Que reação é essa? |Lacrimeja.| Você já foi mais compreensiva!
[Se dando conta do que fez, Andréia se recompõe e tenta imitar sua irmã de forma mais fiel.]
Vitória (Andréia): |Falsa.| M-me perdoe, Zenilda. Me desculpe. Eu fiquei sem chão, uma raiva se formou dentro de mim. Não sei. Acho que foi ciúmes. |Simula choro.| Me perdoa, minha amiga. |Se aprox.| Eu lamento muito por essa relação não ter ido mais longe, antes da trágica morte do meu pai. |Abraça ela.| Me perdoa...
[Mesmo estranhando, Zenilda cede ao abraço e retribui o gesto da falsa Vitória. Enquanto a governanta se sente acolhida, Andréia faz uma expressão de ódio.]
• |🏙️| • Cena 3 • |🏙️| • Cativeiro • |🏙️| • Externo/Noite • 🏙️ •
💰 • Enfim, a polícia chega ao local do cativeiro. A verdadeira Vitória se aproxima dos policiais e começa a contar o que aconteceu.
Instrumental de suspense 🎶.
Vitória: |Atordoada.| Um homem que está lá dentro me sequestrou, policiais. Vocês precisam prendê-lo!
[Enquanto Vitória fala, o volume de sua baixa. A cena corta para: Clécio sendo algemado e preso. Vitória entra em outra viatura e parte para dar o seu depoimento.]
💰 • Na delegacia, Vitória começa a depor contra Clécio e relata tudo o que aconteceu no cativeiro.
Vitória: |Mentindo.| Eu não sei, seu delegado, eu não sei porque este homem me sequestrou.
Delegado: |Fazendo algumas anotações.| Muito bem... Precisamos que você se retire. Iremos interrogá-lo.
[Clécio, algemado, é conduzido até a sala do delegado e dá seu depoimento.]
[Com medo de acabar morto e esperançoso de que Andréia vá tirá-lo da prisão, o homem mente, alegando que o mesmo foi o único responsável.]
[Clécio é levado para a cela novamente e Vitória retorna.]
Vitória: Antes de ir, delegado, eu gostaria de pedir que esse caso fosse conduzido no mais absoluto sigilo. Não quero atrapalhar minha família e desejo resolver tudo isso numa boa.
Delegado: Certo, dona Vitória Castelo. Acatarei seu pedido.
Vitória: Muito obrigada.
[Vitória e o delegado apertam as mãos. A câmera foca no rosto da presidente da Castelo Móveis.]
Vitória: |Pensativa.| (Eu não vou te entregar por enquanto, Andréia. Irei usar isto ao meu favor. Depois que eu sugar até as suas últimas forças... te entrego para a polícia e obrigo o seu capanga de merda abrir a boca. Você ainda vai se ver comigo, cara irmã).
[Vitória esboça um leve sorriso enquanto encara a câmera. O pico do instrumental é alcançado.]
• |🏙️| • Cena 4 • |🏙️| • Casa de Manuel • |🏙️| • Interna/Meio-dia • 🏙️ •
💰 • Um dia depois. É meio-dia. Carlota e Eva aguardam seu filho, Manuel, aparecer com seu namorado.
Eva: Que demora é essa do nosso filho...?
Carlota: É verdade, a essa hora, ele já teria chegado.
[Neste momento, um instrumental cotidiano entra em cena e Manuel aparece com seu namorado, Júlio.]
Eva: Olá! Muito prazer, Júlio! Sou a mãe do Manuel: Eva!
Júlio: |Aperta a mão dela.| Olá, muito prazer!
Carlota: |Se aprox.| Vem cá... eu não te conheço de algum lugar não?
Júlio: Olha, a senhora também me parece ser bastante familiar.
Carlota: Sou enfermeira no Hospital Santamarino.
Júlio: |Sorrindo.| Então provavelmente é de lá. De todo modo, muito prazer senhora, sou o Júlio! |Aperta a mão dela.|
Carlota: |Retribui o gesto.| Muito prazer, Carlota, também mãe do Manuel!
Eva: Vocês já almoçaram?
Manuel: Já sim, mãe.
Eva: |Brincando.| Então sentem-se no sofá, porque temos milhões de recomendações para fazer ao nosso genro!
[Um clima descontraído é estabelecido e todos riem da fala de Eva.]
• |🏙️| • Cena 5 • |🏙️| • Mansão Castelo • |🏙️| • Interna/Tarde • 🏙️ •
💰 • Após chegarem cedo do trabalho, Luísa e Sérgio entram em seu quarto e se põem a conversar.
[Dentro do cômodo, ele enche a esposa de beijinhos, deixando-a levemente incomodada.]
Luísa: |Desconfortável.| Sérgio, espera! Precisamos conversar. |Respira.| Olha, nossa relação não está tendo um bom rendimento. A gente não é mais próximo, você sempre tá na cola da minha tia e... eu não tô feliz. Não completamente...
[O clima começa a tensionar. A câmera foca nos rostos dos dois personagens presentes.]
[Sérgio se aproxima e entende aonde Luísa quer chegar.]
Sérgio: |Aumentando o tom.| Cê tá dizendo que quer se separar!?
Luísa: Por favor, fale baixo, a Marilu tá dormindo. |Foca.| Bem, acho que cada um deve seguir o seu caminho... E outra, você também mal interage com minha filha, mesmo não sendo tua obrigação. Apenas queria... te sentir completo na minha vida. Enfim! Claro que você pode morar aqui enquanto não acha um novo lugar, ou até fixamente, pois tem amizade com todos. E-
Sérgio: |Interrompe.| Eu não vou e não quero me separar de você. Tampouco irei te dar o divórcio. Você casou comigo, jurou e vai continuar como está. O amor acabou? Ótimo. A gente reconstrói. Agora preciso tomar um banho. Licença!
[Frustado, Sérgio se retira e parte para o banheiro do quarto. Luísa senta na cama e se sente insuficiente em tudo. Ela, então, olha para o berço da filha e abre um pequeno sorriso.]
• |🏙️| • Cena 6 • |🏙️| • Cativeiro • |🏙️| • Interna/Fim de tarde • 🏙️ •
💰 • Andréia, vestida como Vitória, vai até o cativeiro visitar a sua irmã. Quando se aproxima, nota um movimento policial investigativo.
Instrumental de suspense 🎶.
Andréia: |Observando.| Droga... Aquela maldita deve ter escapado! Ou então... o Clécio só deve ter sido achado, junto com Vitória, e foi preso. Eu tenho que agir. Tenho que agilizar. Se não, a Vitória vai acabar me destruindo antes de eu destruir ela e o restante da família!
[Transtornada, Andréia entra de volta no seu carro e dá partida.]
• |🏙️| • Cena 7 • |🏙️| • Castelo Móveis • |🏙️| • Interna/Fim de tarde • 🏙️ •
💰 • Após uma longa tarde de trabalho, Cíntia, secretária de Danilo, passa na sala dele para se despedir.
Cíntia: |Entrega algumas folhas.| Aqui está a última papelada. Até amanhã, doutor Danilo. |Sorri.|
Danilo: |Interrompendo.| Cíntia, espera!
[Um instrumento de romance tem início e Cíntia para.]
Cíntia: |Se vira.| Pois não?
Danilo: |Nervoso.| Você gostaria de... sair comigo? Claro, só para conversarmos. Queria te conhecer melhor e... você está em posse total de recusar!
Cíntia: |Esboça um sorriso.| É claro, doutor Danilo. Será um prazer! Manda no WhatsApp o dia e a hora, certo?
Danilo: |Sem graça.| Certo... Obrigado! Não me leve a mal, tá?
Cíntia: |Alegre.| Imagina! Até amanhã, tchau.
Danilo: |Sorrindo para ela.| T-tchau!
[Cíntia se retira. Danilo reflete consigo mesmo e, em seguida, olha para um porta-retrato da esposa falecida.]
Danilo: |Observando.| É, Débora... Acho que finalmente estou recomeçando minha vida. Mas você sempre será meu primeiro amor...
[A cena fecha no olhar esperançoso de Danilo.]
• |🏙️| • Cena 8 • |🏙️| • Apartamento • |🏙️| • Interno/Noite • 🏙️ •
💰 • Num apartamento particular só seu, Vitória consegue acesso e entra nele. Chegando na sala, se senta e descansa após perambular pelas ruas, enquanto refletia, depois de ter se livrado de Clécio.
Vitória: |Limpando o suor da testa com o pulso.| É, Andréia... Agora que eu descobri a sua verdadeira face, vou ter que fazer de tudo para impedir que continue cometendo loucuras. E é por isso que... pelo meu bem, pelo bem da minha família e pelo restinho de consideração sobrante que eu tenho por você, irei fazer de tudo para te parar... Nem que para isso eu tenha que utilizar os seus mesmos métodos baixos!
[A câmera foca no rosto decidido de Vitória, enquanto um instrumental de tensão tem início. A cena corta para o lado externo, mostrando takes aleatórios da cidade. Logo, amanhece.]
• |🏙️| • Cena 9 • |🏙️| • Restaurante • |🏙️| • Interna/Manhã • 🏙️ •
💰 • Amanhece. A câmera se aproxima do interior de Pernambuco. Lá, é possível ver um certo movimento num humilde estabelecimento gastronômico. O local é administrado por um homem negro, na casa dos cinqueta anos.
[A câmera começa a focalizar em seu rosto. Quando o público menos se dá conta, é revelado que este homem é ninguém menos que... André: o pai de Luísa e Daniela, numa aparência mais envelhecida.]
André: |Mexendo no computador.| Tudo certo... |Respira.| Ai... |Pensamento.| (Preciso tomar coragem, meu Deus... Preciso acertar as contas com meu passado. Chega de se esconder)!
[André se levanta e chega perto de uma colega de confiança, uma mulher de meia idade chamada Edna.]
[Um leve soundtrack de suspense tem início.]
André: |Chama sua atenção.| Edna, eu já tomei uma decisão.
Edna: |Curiosa.| Sim...?
André: |Suspira.| Eu vou ficar... cara a cara com a família Castelo!
[A câmera focaliza na expressão surpresa de Edna e, em seguida, no olhar decidido de André.]
• |🏙️| • Cena 10 • |🏙️| • Mansão Castelo • |🏙️| • Interna/Manhã • 🏙️ •
💰 • A câmera se aproxima da fachada da Mansão Castelo. A cena corta para a área interna, indo diretamente para Andréia. Ainda se passando por Vitória, ela sai de seu quarto e caminha em direção à escada.
Vitória (Andréia): |Num monólogo interno.| (Vou ter que montar um novo esquema para desviar mais dinheiro sem levantar suspeitas. Só assim vou conseguir afundar a empresa e viajar para bem longe).
[Vitória (Andréia) desce as escadas e encontra Luísa no sofá com sua filha nos braços.]
Luísa: |Segurando Marilu.| Bom dia, mãe. Dormiu bem?
Vitória (Andréia): |Ainda pensativa, mas emocionada.| (Minha filha me chamando de mãe, mesmo sem saber que sou Andréia. E ainda está segurando minha netinha. Isso me comove... Bom! Preciso garantir a segurança financeira delas depois de minha fuga). |Se recompondo.| Olá, filha! Dorme bem sim.
Luísa: |Sorrindo.| Que bom, mãe. Olha quem está ali sentada na mesa com o tio Danilo.
[Um instrumental de suspense tem início e Vitória (Andréia) se aproxima da sala de jantar. Chegando lá, seus olhos arregalam e ela toma um enorme susto.]
Vitória (Andréia): Você!?
[Neste momento, o jogo de câmeras revela que Vitória, se passando por Andréia, está na cadeira principal da mesa, tomando café com Danilo, enquanto sorri de forma sarcástica.]
[Zaqueu e Zenilda também estão presentes na cena, de pé.]
Andréia (Vitória): |Se levanta, radiante.| VITÓRIA, MINHA IRMÃ! Eu voltei da viagem!
[Zoom na expressão apavorada de Andréia.]
[Close fechado na expressão diabólica de Vitória.]
Andréia (Vitória): |Estende os braços.| Não vai me dar um abraço!?
[O instrumental se intensificada cada vez mais. Andréia permanece assustada e Vitória continua sorrindo, jogando o jogo da irmã.]
🎥 • A IMAGEM CONGELA EM "ANDRÉIA" • 📼
