Vidas Roubadas - Capítulo 12

 


 |🔟➕| Não recomendado para menores de dez anos | APRESENTA: linguagem depreciativa; temas sensíveis e conteúdo violento |🧏 |

» Vidas Roubadas 🧬 | Capítulo 12/25 🔢

• |🏙️| • Cena 1 • |🏙️| • Cativeiro • |🏙️| • Interno/Fim de tarde • 🏙️ •

💰 • Num clima soturno, Vitória acaba despertando. Abrindo os olhos aos poucos, ela nota que está num lugar estranho, deitada, com os pés amarrados e algemada.

Vitória: |Raciocinando.| Meu Deus... Mas o que significa isso...? O QUE É ISSO!? POR QUE EU ESTOU PRESA!?

[Eis então que uma mulher se aproxima dela. O jogo de câmeras revela que se trata de Andréia, ao lado de Clécio.]

Andréia: |Encarando-a.| Bem-vinda, ao inferno, irmãzinha...

Vitória: |Assustada.| ANDRÉIA!?

Andréia: |Sarcástica.| Andréia não... A partir de agora, você pode me chamar de... Vitória Castelo. |Dá uma gargalhada.|

Vitória: |Apavorada.| ENLOUQUECEU, ANDRÉIA!? QUE TIPO DE BRINCADEIRA É ESSA!?

[Friamente, Andréia se aproxima de Vitória e lhe desfere dois tapas, que grita.]

Vitória: |Em lágrimas.| ANDRÉIA!?

[Andréia se afasta para trás.]

Andréia: |Dá outra gargalhada.| Não é brincadeira nenhuma, irmãzinha. A partir de agora, eu assumirei sua identidade.

Vitória: |Confusa.| Por que você está fazendo isso, Andréia!?

Andréia: |Encarando com ódio.| Porque você sempre foi o meu calvário, sua idiota. Tomou tudo o que era meu. Meu pai... a atenção de todos... o canalha do André. E uma coisa em particular que eu farei questão de te esconder...

Vitória: |Se levanta, mas tropeça e cai sentada no sofá.| FALE AGORA! QUE COISA É ESSA!? EU NÃO FIZ NADA DISSO! SEMPRE FOMOS TRATADAS IGUAIS!

Andréia: |Firme.| Ah, não fomos não! É explícita a preferência de todos por você. Infelizmente, apenas a mamãe me deu a atenção devida. Mas ela já se foi. E agora, Vitorinha, vou fazer você pagar por isso!

Vitória: |Lacrimejando.| Vai me manter aqui trancada pra sempre!?

Andréia: |Decidida.| Eu ainda vou decidir o seu destino, irmãzinha. Mas por ora, irei assumir a sua identidade até derrubar a Castelo Móveis e deixar todos na falência. Menos... umas certas pessoas.

Vitória: |Se levanta novamente.| NÃO FAÇA ISSO, ANDRÉIA! AINDA DÁ TEMPO DE VOLTAR ATRÁS! ME SOLTE! VAMOS CONVERSAR! EU TE AMO, MINHA IRMÃ!

Andréia: |Ríspida.| Tarde demais, Vitória. Antes tivesse feito isso antes. Eu até te amava.... Mas agora? Só sinto desprezo por você! Adeus, Vitória!

[Antes que Andréia se retire, Vitória se aproxima dela. Clécio a contém, mas a gêmea má permite a ação.]

Instrumental épico 🎶.

Vitória: |Caindo em lágrimas, mas mantendo a postura.| Pois muito bem... |Soluça.| Se você quer assim, que assim seja. |Enxuga os olhos.| Mas você ainda vai ser castigada, Andréia. |Decidida.| Suas atitudes equivocadas vão ter um fim! 

Andréia: |Sarcástica.| Até lá... você já estará morta! |Séria.| Clécio, não solte-a em hipótese alguma. Se ela precisar ir no banheiro, que se vire para fazer as necessidades. |Se aprox.| Também não quero que essa vagabunda tome banho. Quero ela imunda e podre por fora, assim como já é por dentro. Não facilite para essa... defensora dos fracos e oprimidos. |Vira para trás.| Agora, com licença!

[Andréia se retira com altivez.]

Clécio: Sim, senhora.

[Clécio encara Vitória, que em seguida se deita novamente no sofá.]

Vitória: |Decepcionada/pensativa.| (Isso... não vai ficar assim. Agora que eu sei quem é você de verdade, Andréia, farei questão de te colocar no devido lugar. Custe o que custar).

[O pico do instrumental é alcançado e a tela escurece lentamente.]



• |🏙️| • Cena 2 • |🏙️| • Salão de Beleza • |🏙️| • Manhã/Interno • 🏙️ •

Because Of You - Kelly Clarkson 🎵.

💰 • Ao som de sua música-tema, Andréia entra num salão de beleza. Demonstrando atitude, ela caminha com postura e se aproxima de uma funcionária. À medida que anda, a tela vai ficando cada vez mais embaçada.

[Após o embaçamento, a tela escurece e uma sequência de takes rápidos são mostrados.]

[No primeiro, ainda no salão de beleza, vemos Andréia cortando seu cabelo e fazendo as unhas.]

[Em outro, numa farmácia, é possível ver a mulher comprando produtos de higiene pessoal, sendo os mesmos que sua irmã usa.]

[No terceiro take, numa praça, Andréia vê fotos de sua irmã e tenta copiar as facetas e a postura dela.]

[Por fim, em seu apartamento particular, a vilã se aproxima do espelho e percebe que está idêntica a Vitória, passando a manhã toda se transformando nela.]

[Enquanto encara seu reflexo, Andréia passa um batom rosa claro, coloca ela em sua bolsa e se retira, fechando a porta do banheiro.]



• |🏙️| • Cena 3 • |🏙️| • Castelo Móveis/Sala • |🏙️| • Tarde/Interna • 🏙️ •

💰 • Mais tarde. Se passando por Vitória, Andréia marca uma reunião com os nomes mais importantes da empresa para fazer um comunicado.

Andréia: Bem... como vocês bem sabem, a Andréia simplesmente deu um pequeno sumiço. Ela me solicitou que eu não contasse, mas... ligou para mim e deu o aval para lhes contar. Andréia viajou, a fim de dar um tempo para si mesma e... eu cuidarei das funções dela no período que se encontrará ausente. |Sorri falsamente.| Serei vice e presidente ao mesmo tempo.

Danilo: E... você não tem ideia para onde ela tenha viajado?

Andréia: Eu sei. Mas não posso contar, ela me pediu para guardar segredo.

Luísa: Bom... se a tia Andréia quis assim, vamos respeitar então, não é?

[Todos concordam com a resposta de Luísa. Andréia esboça um pequeno sorriso malicioso e a cena é finalizada.]



• |🏙️| • Cena 4 • |🏙️| • Castelo Móveis/Escritório • |🏙️| • Tarde/Interna • 🏙️ •

💰 • Danilo está fazendo algumas anotações, até que Cíntia aparece com os relatórios solicitados.

Cíntia: |Entregada.| Aqui estão, doutor Danilo.

Danilo: |Recebendo.| Obrigado, Cíntia. |Vendo.| Nossa... o número de clientes diminuiu drasticamente, e eu nem estou prestando nenhum serviço para a Castelo Móveis, afinal, já resolvemos todos os processos judiciais do ano. Você pode fazer um novo favor para mim?

Cíntia: |Gentil.| Claro, Danilo. Só dizer.

Danilo: Converse com o departamento de divulgação. Precisamos aumentar esses números. Não quero me passar como inútil para a empresa.

Cíntia: |Sorrindo.| Falarei. Agora, com licença.

Danilo: |Grato.| Obrigado. Toda!

[Cíntia se retira com um sorriso no rosto, enquanto Danilo a observa, admirando sua beleza e competência.]



• |🏙️| • Cena 5 • |🏙️| • Casa de Danilo/Sala • |🏙️| • Interna/Noite • 🏙️ •

💰 • Júlio reúne todos em sua casa, pois tem uma coisa importante para dizer a todos.

Instrumental de suspense/tensão 🎶.

Júlio: |Tomando coragem.| Bom, pessoal, eu... reuni vocês aqui, porque tenho algo de extrema importância para falar a vocês.

Danilo: Pode dizer, meu filho. Sou todo ouvidos.

Luísa: Independente do que for, Júlio, estaremos com você.

Andréia: |Se passando por Vitória.| É .. concordo com minha filha.

Júlio: |Nervoso.| Eu... Eu sou gay. Eu sou homossexual.

[Neste momento, todos fazem expressões de surpresas e a câmera dá close no rosto de cada personagem.]

[Danilo se põe na frente e toma um posicionamento.]

Danilo: Bem... eu não tenho problema com isso. Só me pergunto... por que você demorou tanto a nos revelar? A demora foi tanta que nem sua mãe, nem seu avô, estão mais aqui...

Luísa: Olha, tio Danilo, eu acho que... Júlio não é obrigado a se assumir. Aliás, ninguém é.

Júlio: Eu só quis comunicar porque descobri isso há pouco tempo... E também... porque estou namorando um rapaz.

Vitória (Andréia): Olha, sinceramente, todo mundo já desconfiava. Vocês só fecharam os olhos. Mas quem diria que o Castelo teria um... diferente na família.

Luísa: |Surpreendida.| Mãe, por favor! Que modos são esses? A senhora já foi mais compreensiva.

Vitória (Andréia): |Se recompondo.| Me-me desculpem. Foi só uma brincadeirinha. Podem contar comigo para tudo!

Danilo: |Se aprox.| Meu filho... eu tenho tanto orgulho de você. Se descobrir agora e tomar coragem de se assumir. Você é um homem incrível, trabalhador. Honesto. E eu te amo por suas qualidades e por ser quem você é, e não por quem seu coração deseja.

Júlio: |Emocionado.| Obrigado, pai. Muito obrigado. Eu te amo.

Danilo: |Tocado.| Eu também te amo, meu filho. E quero conhecer esse rapaz, hein?

Júlio: Pode deixar. Vocês vão conhecê-lo em breve! 

[Danilo se aproxima mais de Júlio, e pai e filho se abraçam.]

[Após o fim do gesto, Luísa entra no meio de todos.]

Luísa: |Radiante.| Bom, gente... Abraço coletivo?

[Todos os personagens presentes concordam e dão um abraço coletivo. Andréia, se passando por Vitória, finge concordar e abraçar essa situação toda.]

[A câmera vai se afastando lentamente e a tela escurece.]



• |🏙️| • Cena 6 • |🏙️| • Hospital/Quarto • |🏙️| • Interno/Noite • 🏙️ •

💰 • Na mesma noite, Andréia, se passando por Vitória, vai até o hospital visitar Daniela.

[Num clima frio e de tensão, a megera observa a jovem em coma.]

Andréia: |Revelando sua verdadeira face.| Garota estúpida... Tomara que nunca mais acorde. Moleca insolente. Sua mãe merecia o mesmo destino. Mas eu já estou cuidando dela...

[Neste momento, Carlota aparece e flagra a situação.]

Carlota: |Chocada.| Dona Vitória? A senhora falando assim com sua sobrinha? Espere aí... voc-. Não... Você não é Vitória... Você é Andréia!

Andréia: |Puxa o braço da enfermeira.| Olhe aqui, sua incompetente, se você contar qualquer coisa sobre o que viu para alguém, eu acabo com tua raça!

Carlota: |Se solta.| Vai fazer o quê? Me matar? Causar minha demissão? Ou fazer eu ter o mesmo destino que a Daniela? Porque eu, sinceramente, não duvido que tenha tido dedo seu nisso...

[Furiosa, Andréia esbofeteia Carlota com força.]

Andréia: |Furiosa.| Cale essa boca, infeliz! Ou quer que eu espalhe para todo mundo o que nós fizemos? É melhor você ficar calada e me tratar como Vitória Castelo... Ah, e nem queira saber onde a verdadeira está!

[Andréia se retira e fecha a porta do quarto com tudo.]

[Carlota acaricia seu rosto após a bofetada, tentando aliviar a dor.]

[A enfermeira observa Daniela, se aproxima e ajeita o seu travesseiro. Em seguida, também se retira.]



• |🏙️| • Cena 7 • |🏙️| • Interior de SP • |🏙️| • Interno/Manhã • 🏙️ •

💰 • No dia seguinte. Marcos, ainda com uma aparência diferente, caminha pelas ruas. Ele se senta num banco da praça e reflete.

Paula Fernandes - Cicatriz 🎵.

Marcos: |Respira.| Ah, mamãe... Que saudades de você. Tão carinhosa. Tão dedicada. Mas infelizmente, tive que passar esse longo período aqui. Para me reerguer, restabelecer e iniciar uma nova vida e identidade. |Olha para o céu.| Também sinto saudades de você... minha Luísa. Eu prometo que vou voltar para você. |Muda a expressão.| E tudo por culpa daquele capanga e da Andréia... mas eu voltarei. Vou fazer justiça e colocar essa bruxa na cadeia...

⌛ • FLASHBACK • ⌛

[Clécio para perto de um posto de gasolina. Percebendo que o veículo parou, Marcos começa a se rebater, para chamar a atenção.]

[Para sua sorte, Clécio foi ao banheiro. De tanto fazer barulho, a atenção de um frentista é chamada, que se aproxima.]

[O funcionário abre o porta-malas e encontra Marcos amarrado. Assustado, o homem desamarra. Marcos agradece e foge.]

[O frentista vai até o telefone chamar a polícia, mas quando ele volta para o local que estava, Clécio já tem ido embora.]

[Vendo que está com sua carteira e com dinheiro, Marcos vai até uma parada de ônibus e pega um, no intuito de sair da capital.]

⌛ • FIM DO FLASHBACK • ⌛

[Marcos se levanta do banco e parte para o lugar que está morando.]



• |🏙️| • Cena 8 • |🏙️| • Mansão Castelo/Quarto • |🏙️| • Interna/Noite • 🏙️ •

 💰 • Mais tarde, Zenilda vai até o quarto de Vitória. Chegando lá, bate na porta. Andréia, que está se passando pela irmã, abre e a deixa entrar.

Vitória (Andréia): |Séria.| Pode falar, Zenilda. 

Zenilda: |Nervosa.| Bem, Vitória... como você bem sabe, eu confio em sua pessoa e, também, tinha uma forte amizade com seu pai...

Vitória (Andréia): |Direta.| Sim, eu sei. E?

Zenilda: |Tomando coragem.| Olha, já deixo registrado que eu não estou cobrando nada. Apenas vim revelar que... tempos antes da morte do Alberto, eu e ele... tínhamos um caso e pretendíamos assumir a nossa relação.

[Chocada, Andréia sai do personagem e faz uma expressão de ódio. Estranhando, Zenilda passa a sentir receio da reação da suposta Vitória. O clima pesa.]



• |🏙️| • Cena 9 • |🏙️| • Cativeiro • |🏙️| • Interno/Manhã • 🏙️ •

💰 • Ainda amarrada e algemada, Vitória começa a gemer de dor, como se os objetos que a prendessem, estivessem machucando ela. Clécio, que está vigiando a irmã de Andréia, se encontra consumindo uma bebida alcoólica e começa a se irritar com a vítima presa.

Clécio: |Farto.| Ai, cale essa boca, sua miserável... Para de encher o saco!

Vitória: |Gemendo.| Por favor... afrouxe as algemas. |Lacrimejando.| Estão me machucando...

Clécio: |Se levanta.| Ai, tá certo! Mas só pra você parar de me infernizar.

[Clécio começa a afrouxar as algemas. Um clima de suspense se inicia.]

[Vitória aproveita a distração e o estado do homem, e dá uma cabeçada nele, que cai no chão.]

[Aproveitando a desorientação de Clécio e de costas, ela pega a chave do bolso dele e tenta abrir as algemas com as próprias mãos, com muita dificuldade.]

[Vitória consegue se soltar e comemora.]

Vitória: |Vitoriosa.| Isso!

[Entretanto, após Vitória roubar a chave da porta, que se encontrava no bolso de Clécio, o capanga de Andréia puxa sua perna e derruba a mulher.]

[O homem tenta enforcar Vitória, ali no chão mesmo, mas ela dá uma joelhada em seus testículos e escapa novamente.]

[A mesma se levanta, com a chave em mãos, mas Clécio não desiste e tenta impedir novamente.]

[Sem escolhas, Vitória pega a garrafa que o homem bebeu e quebra na cabeça dele, caindo desacordado.]

[O clima pesa e a filha de Alberto observa Clécio caído no chão, sentindo aflição e medo.]

🎥 • A IMAGEM CONGELA EM "VITÓRIA" • 📼