Vidas Roubadas - Capítulo 05
» Vidas Roubadas 🧬 | Capítulo 05/25 🔢
• |🏙️| • Cena 1 • |🏙️| • Mansão Castelo/Jardim • |🏙️| • Externa/Tarde •
💰 • No jardim da casa, Luísa conversa com sua suposta mãe, Vitória, enquanto caminham.
Luísa: |Sincera.| Olha, mãe, eu tenho algo para te dizer e espero que você seja compreensiva comigo.
Vitória: |Nervosa.| Meu Deus, filha, agora você me deixou nervosa. Diga o que é.
Luísa: |Respira.| Eu... tenho um noivo!
Vitória: |Feliz.| Sério? Quem é? E por que esse mistério e medo todo!?
Luísa: |Franca.| É porque... eu tenho um caso com o Marcos, filho da Zenilda
Vitória: |Alegre.| Meu Deus, filha, que notícia boa! Por que vocês nunca assumiram o namoro?
Luísa: |Estranhando.| Mas você não fica brava? A gente só não assumiu por medo...
Vitória: Claro que não, minha filha. Eu adoro o Marcos. Há quanto tempo vocês estão juntos?
Luísa: Já faz muitos anos...
⌛ • FLASHBACK • ⌛
[2013. Em versões adolescentes, Luísa e Marcos andam perto do lago.]
Paula Fernandes - Cicatriz 🎵.
Marcos: |Apaixonado.| Sabia que eu te acho perfeitamente linda?
Luísa: |Encantada.| Você também é perfeitamente lindo!
Marcos: Cê acha?
[Luísa balança a cabeça positivamente.]
Marcos: |Direto.| Então prove!
Luísa: |Decidida.| Tudo bem.
[Luísa aproxima seu rosto do rapaz e dá um intenso beijo de língua. O moço começa a retribuir e beija a amada com toda paixão do mundo.]
[O flashback termina e a música para de tocar.]
⌛ • FIM DO FLASHBACK •⌛
Vitória: E eu, tonta, nunca percebi. Mas que coisa, hein? Relaxe, filha, eu não ligo não. Dou maior apoio e torço para que vocês assumam o compromisso de vocês.
Luísa: Sério!?
Vitória: Claro. Sua felicidade é a minha felicidade!
Luísa: |Aliviada.| Obrigada, mãe. Você é incrível!
Vitória: |Comovida.| Oh, filha, vem cá, me dá um abraço!
[Vitória e Luísa se abraçam, enquanto um clima leve e comovente é estabelecido.]
• |🏙️| • Cena 2 • |🏙️| • Escola/Sala dos professores • |🏙️| • Interna/Manhã •
Rita Lee - Amor & Sexo 🎵.
💰 • Takes aleatórios de São Paulo. Dia vai, noite vem, chuva passa, sol raia, tudo isso indicando que uma pequena passagem de tempo aconteceu.
[A câmera se aproxima da escola em que Júlio trabalha e corta para a sala dos professores.]
[A música para de tocar.]
[Manuel se aproxima de Júlio e conversa com o amigo/colega.]
Júlio: |Cabisbaixo.| Hoje faz uma semana que minha mãe morreu...
Manuel: |Acolhedor.| De verdade, Júlio, eu sinto muito. Sabe que pode contar comigo pro que der e vier.
Júlio: |Grato.| Obrigado, Manu. É de amigos assim que eu preciso. Bom, tô indo pra aula. Até mais vê.
Manuel: Vai lá, amigo, boa sorte!
[Júlio e Manuel se abraçam de forma amigável.]
[Entretanto, num breve momento, os dois rapazes se encaram, sorrindo um para o outro.]
[Depois, o clima é cortado e cada um segue seu rumo.]
• |🏙️| • Cena 3 • |🏙️| • Mansão Castelo/Escritório • |🏙️| • Interna/Manhã •
💰 • Em seu escritório, Andréia tem um diálogo importante com Zaqueu.
Instrumental de suspense 🎶.
Andréia: |Inconformada.| Miserável do Marcos ainda não se afastou de minha filha... Esse infeliz pensa que me engana!
Zaqueu: A senhora vai... acionar aquele plano, madame?
Andréia: Terá que ser assim, Zaqueu. Caso contrário, essa situação pode ir longe demais. Enfim, acione o Clécio novamente. Preciso dos serviços dele.
Zaqueu: Fará ele ter o mesmo destino que dona Débora?
Andréia: Claro que não, Zaqueu. Também não sou nenhum monstro. Quero que minha filha não sofra. Sendo assim, quero que o Marcos... apenas desapareça... para sempre!
[Andréia encara Zaqueu e sorri maliciosamente. O mordomo, por sua vez, retribui o gesto. O pico do instrumental é alcançado.]
• |🏙️| • Cena 4 • |🏙️| • Casa de Carlota • |🏙️| • Interna/Meio-dia •
💰 • Carlota chega do hospital e põe-se na mesa. Sendo dona de casa, Eva serve o almoço.
Carlota: |Sentando.| Manuel ainda não chegou?
Eva: |Senta também.| Ele ligou pra mim e disse que vai almoçar na rua com o amigo lá.
Carlota: |Começa a se alimentar.| O que perdeu a mãe?
Eva: |Come também.| Sim, sim. Ai, sabe, Carlota, queria tanto voltar a trabalhar. Gostava tanto de ser chefe de cozinha. Mas as coisas foram ficando tão corridas, que meu tempo foi suprimido.
Carlota: Pois é, e as coisas lá no hospital estão cada vez mais difíceis. Também não tenho ficado tão bem.
Eva: Ué, por quê?
Carlota: Pensamentos, culpa, remorso...
Eva: Mas você não fez nada de errado. Desde que te conheci, você já resolveu todas as suas pendências pessoais. Ou tem algo que eu ainda precise saber?
Carlota: Relaxa, não tem não. Eu que sou atordoada.
Eva: |Desconfiada.| Hum, está certo. Sabe que não gosto de mentira e omissão, né?
Carlota: |Mentindo.| Não se preocupe, Evinha, não há nada que você precise saber.
[Carlota pega na mão da esposa enquanto encara a mesma.]
• |🏙️| • Cena 5 • |🏙️| • Cemitério • |🏙️| • Externa/Tarde •
Nando Reis - Sei🎵.
💰 • Danilo visita novamente o túmulo da esposa e conversa com ele.
Danilo: |Triste.| Hoje faz uma semana da sua morte e infelizmente não superei nenhum pouco. |Respira.| Ah, Débora, por que isso tinha que acontecer com você? Tanta gente má no mundo solta por aí... e tu aí, enterrada... |Enxuga as lágrimas.| Que saudades!
[Danilo coloca um novo arranjo de flores em cima do túmulo e parte.]
• |🏙️| • Cena 6 • |🏙️| • Floricultura • |🏙️| • Interna/Tarde •
💰 • Na floricultura, Marcos procura emprego, sem sucesso.
Marcos: |Decepcionado.| Poxa, vocês não estão mesmo aceitando currículo?
Funcionário: |Franco.| Não, eu sinto muito, de verdade.
Marcos: Você... pode me recomendar a outra floricultura ou alguma empresa de jardinagem?
Funcionário: Olha, posso sim, desde que eu receba algo em troca...
Marcos: Ah, claro! Espere aí...
[Marcos tira um dinheirinho da carteira e entrega ao funcionário.]
Marcos: |Entrega o dinheiro.| Por favor, não se aproveite de mim! Já tem gente ruim demais no mundo e eu tô confiando em você.
Funcionário: |Sorrindo.| Está certo. Me dá seu currículo. |Pega ele.|
Marcos: |Grato.| Valeu!
[Quando Marcos se retira, o funcionário dá um sorriso malicioso e amassa o currículo, jogando ele na cesta de lixo.]
💰 • Perto de um estacionamento, Marcos começa a pesquisar o Uber mais próximo dele. De repente, é surpreendido por alguém que coloca um pano com álcool em sua boca.
Instrumental de tensão 🎶.
Marcos: |Voz abafada.| O que é isso!? Pare! Me solte!
Clécio: |Agarrando-o.| Só tô cumprindo ordens, mané. Dona Andréia mandou dizer que isso é pela sua teimosia!
[Marcos arregala os olhos devido à revelação. No entanto, o rapaz desfalece aos poucos e desmaia.]
[Forte, Clécio leva o corpo dele até o porta malas de seu carro e o fecha. Para sua sorte, ninguém testemunhou.]
[Clécio dá partida. O pico do instrumental é alcançado.]
• |🏙️| • Cena 7 • |🏙️| • Mansão Castelo/Escritório • |🏙️| • Interna/Tarde •
💰 • Alberto está em seu escritório, cuidando de uma papelada, até que batem na porta. Curioso, ele manda entrar.
[Quem acaba entrando é o Doutor Navarro, amigo de longa data de Alberto.]
Alberto: |Abraça ele.| Navarro! Quanto tempo, meu amigo?
Navarro: |Retribui o gesto.| Como vai, amigo?
[Navarro senta na cadeira e conversa com seu amigo.]
Alberto: |Feliz.| Como é bom te ver, meu amigo. Mais de meses sem contato físico.
Navarro: |Também alegre.| Pois é, estive viajando muito.
Alberto: Ah! Queria ter essa disposição e tempo.
Navarro: Vai ter, se Deus quiser. À propósito, perdoe-me a imprudência, mas... o testamento continua o mesmo?
Alberto: Continua! Olha, sei que você tentou me convence de colocar as gêmeas numa posição igualitária, mas não posso deixar de ser justo: Vitória está muito mais bem preparada para assumir a presidência do que a Andréia.
Navarro: Poxa... e você não teme que isso fortaleça uma rivalidade entre as duas?
Alberto: Até que sim, mas deixo claro no testamento que é sobre nível de frutos colhidos e não preferência. Além disso, Andréia estará numa posição excelente: vai ser vice!
Navarro: |Brincando.| Bom, ao menos um mimo, não é?
Alberto: Exato. |Respira.| Só espero que minha vontade seja compreendida...
[Navarro balança a cabeça positivamente e Alberto o encara. A cena é finalizada.]
• |🏙️| • Cena 8 • |🏙️| • Praça/Parque • |🏙️| • Externa/Tarde •
💰 • Numa praça localizado num parque, Vitória e Daniela passeiam juntas — sem desconfiarem que são mãe e filha, e não tia e sobrinha.
Daniela: |Andando.| Sabe, tia, acho que eu tava precisando mesmo andar por essas áreas.
Vitória: |Caminhando.| Eu imaginei. Você estava em espaços muitos limitados. Sei que você gosta de pintar, mas precisa sair para lugares diferentes também.
Daniela: Agradeço o carinho e a preocupação. Sabe, você é incrível, tia Vitória. É mais minha mãe que a Andréia...
Vitória: |Rindo.| Não fale isso na frente da Andréia em hipótese alguma! Ela me mata e te mata também. |Se recompondo.| Mas poxa, não fale assim de sua mãe. Ela te ama, do jeito dela, mas ama!
Daniela: Não sei, tia, não sei. A real é que eu nunca senti amor vindo dela...
⌛ • FLASHBACK • ⌛
[Há 15 anos. Daniela (criança) se aproxima da mãe e lhe mostra um desenho.]
Daniela: |Feliz.| Olha, mamãe, o desenho que eu fiz na escola! Todo mundo elogiou.
Andréia: |Pega o desenho.| Uhum, é lindo, agora me dê licença que eu estou fazendo umas anotações super importantes!
Daniela: |Chateada.| Ah... tá certo, mamãe.
[Daniela se retira. Quando a criança sai, Andréia rasga o desenho, amassa e, depois, joga na cesta do lixo.]
[Daniela observa tudo da porta, sem sua suposta mãe perceber, e uma lágrima cai do seu olho.]
⌛ • FIM DO FLASHBACK • ⌛
Instrumental emocionante 🎶.
Vitória: |Pega na mão da verdadeira filha.| Pois então aprenda a amar. Se ela continuar com esse gênio forte, pode deixar que falo com ela!
Daniela: |Abraça ela.| Obrigada, tia, obrigada. Se não fosse por pessoas como você, Zenilda, Luísa, Marcos e até mesmo o Júlio, eu estaria perdida.
Vitória: |Abraçada com ela.| Oh, meu amor... Eu te amo, tá?
Daniela: |Se sentindo amada.| Também te amo...
Gotye - Somebody That I Used To Know (feat. Kimbra) 🎵.
[A câmera vai se afastando delas. A cena corta para: takes aleatórios de São Paulo sendo mostrados, enquanto a música segue tocando.]
• |🏙️| • Cena 9 • |🏙️| • Mansão Castelo/Quarto • |🏙️| • Interna/Noite •
💰 • Zenilda está no quarto de Alberto arrumando as coisas dele, até que o mesmo chega.
Instrumental romântico 🎶.
Zenilda: Olha, seu Alberto, já terminei de organizar tudinho.
Alberto: |Sorrindo.| Obrigado, Zenilda. Como sempre, muito competente.
Zenilda: E o senhor sempre muito gentil.
Alberto: |Se aprox.| Por favor, Zenilda, não me chame de senhor, vai...
Zenilda: Por quê? O se-, digo, você é o patrão, devo lhe tratar com respeito, mesmo te conhecendo há muitos e muitos anos.
Alberto: |Apaixonado.| Sei, querida, mas... na condição que me encontro, eu não posso permitir que a mulher que conseguiu que eu me apaixonasse por ela, depois de anos de luta, me chame de senhor.
Zenilda: |Encantada.| O senhor está falando sério...?
Alberto: |Se aprox. mais.| Muito sério...
[Alberto e Zenilda se aproximam cada vez mais um do outro e, finalmente, se beijam.]
[A trilha romântica segue o ritmo do ato e, por fim, o beijo é finalizado.]
[Tímida, Zenilda se retira, mas sorri para Alberto. Ele retribui o gesto.]
• |🏙️| • Cena 10 • |🏙️| • Penhasco • |🏙️| • Externa/Noite •
💰 • No alto de um penhasco, Clécio se encontra com o carro ligado; em seguida, o homem sai do veículo.
Instrumental de suspense 🎶.
Clécio: |Sério.| Lamento, Marcos. Só estou fazendo meu trabalho...
[Clécio começa a empurrar o carro para o precipício.]
[O veículo chega ao fim do alto e começa a cair.]
[Chegando lá em baixo, o automóvel atinge o chão e, em seguida, explode.]
[Nesse momento, um instrumental pesado toma conta do fundo da cena ]
[Clécio observa o carro pegando fogo e mexe no celular.]
Clécio: |Digitando no teclado.| "Dona Andréia, serviço concluído!" |Envia a mensagem.|
[Clécio tira uma foto da tragédia e manda via mensagem para Andréia.]
Clécio: |Pensativo.| (Trabalho concluído)...
[Clécio vai embora. A câmera se aproxima da parte inferior do penhasco e focaliza no veículo em chamas. O pico do instrumental é alcançado.]
🎥 • A IMAGEM CONGELA NO "CARRO PEGANDO FOGO" • 📼
