Vidas Roubadas - Capítulo 04

 

|🔟➕| Não recomendado para menores de dez anos | APRESENTA: linguagem depreciativa; temas sensíveis e conteúdo violento |🧏 |



» Vidas Roubadas 🧬 | Capítulo 04/25 🔢


• |🏙️| • Cena 01 • |🏙️| • Mansão Castelo/Escritório • |🏙️| • Interna/Noite •


💰 • Andréia estava no escritório de sua mansão organizando uma papelada. Detalhe: está usando óculos de leitura.


[Alguém bate na porta.]


Andréia: |Terminando de organizar.| Pode entrar.


[A pessoa que bateu na porta revela ser Débora. Ao entrar, se aproxima da gêmea má.]


Instrumental de tensão 🎶.


Andréia: |Tira os óculos.| Débora? O que você está fazendo aqui?


Débora: |Afrontosa.| Vim aqui perguntar até que ponto pode chegar a sua maldade.


Andréia: |Intrigada.| Do que você tá falando?


Débora: |Direta.| Não bastou ter trocado a sua filha doente pelo neném saudável da Vitória, só para prejudicar a sua irmã!?


Andréia: |Se levanta.| Por acaso você enlouqueceu!?


Débora: |Franca.| Não, não bastou. Agora, decidiu simplesmente querer acabar com a vida do namorado da sua filha só por conta da condição financeira inferior. Até que ponto, a sua maldade chega, Andréia? Hein!?


[Andréia fica sem palavras. Débora segue enfrentando a vilã.]


Andréia: |Brava.| Olhe aqui, sua maluca, eu não vou permitir que você fale assim comigo!


Débora: Eu escutei você conversando com seu mordomo, que aliás, é outro traidor nessa família, né? Como você é cara de pau... Fiz bem em desconfiar do teu péssimo caráter!


Andréia: |Ameaçadora.| Se você abrir a boca para contar essas calúnias, Débora, você vai pagar muito caro!


Débora: Eu não tenho medo de você, Andréia. Se for para defender a estabilidade dessa família que me recebeu de braços abertos e pelo Danilo, eu sou capaz de desmascarar as suas reais intenções. Agora, com licença, preciso ir. Espero que repense suas atitudes, porque se acontecer algo com o filho da Zenilda, EU VOU ABRIR A BOCA!


[Débora olha feio para Andréia e, em seguida, se retira. A vilã fica em choque com a situação ocorrida.


Instrumental de suspense 🎶.


Andréia: |Refletindo.| Tenho que fazer alguma coisa... Não posso correr o risco. 


[Andréia liga para Zaqueu, que está na cozinha. O mordomo atende o telefone.]


Andréia: |Na linha.| Zaqueu?


Zaqueu: |No telefone.| Sim, madame?


Andréia: Venha ao meu escritório. |Sorri maliciosamente.| Preciso de um favorzinho seu...


[Andréia desliga o celular, enquanto mantém um semblante de preocupação. O pico do instrumental é alcançado.]




• |🏙️| • Cena 2 • |🏙️| • Casa de Danilo • |🏙️| • Externa/Manhã •


💰 • No dia seguinte, é possível ver um homem saindo de perto do carro de Débora com uma pequena maleta. A pessoa, em questão, se chama Clécio.


Suspense 🎶.


Clécio: |Monólogo.| Serviço concluído...


⌛ • FLASHBACK • ⌛


[Mais cedo...]


Zaqueu: Aqui está metade do seu pagamento. Caso faça seu trabalho direitinho, ganhará a outra parte.


Clécio: Como quiser, seu Zaqueu...


⌛ • FIM DO FLASHBACK • ⌛


[Clécio se retira. O instrumental de suspense é encerrado.]


[Débora sai de casa e se despede do marido, que está de folga.]


Débora: |Se despedindo.| Tô indo lá, visitar minha mãe.


Danilo: |Sorrindo.| Tá certo, meu amor. Se cuide e mande um beijo pra minha sogrinha.


Débora: |Beija o esposo.| Está certo, meu bem. Até mais vê!


[Débora entra no carro e acena para o marido. A mulher dá partida.]


💰 • Na pista, Débora segue no volante normalmente. Entretanto, percebe algo de errado e estranha a falta de controle. Ela não dá bola e volta a dirigir.


[Depois, Débora tenta frear, mas não consegue, pois os freios foram cortados.]


Instrumental de ação 🎶.


Débora: |Aflita.| Meu Deus... por que não estou conseguindo frear? Ai, minha nossa senhora, tenho que ir ao mecânico mais próximo.


[Débora volta a dar atenção ao volante e tenta dirigir com cuidado.]


[No entanto, à medida que avança, a esposa de Danilo começa a ter menos controle de seu veículo e entra em desespero.]


Débora: |Nervosa.| Não... meu Deus... Não... ALGUÉM ME AJUDE! SOCORRO!


[Débora se distrai e nota um caminhão vindo em sua direção. Quando tenta desviar, seu carro derrapa numa ladeira.]


[O veículo segue capotando. Débora está de cabeça para baixo e com cinto de segurança. No entanto, é perceptível alguns ferimentos.]


Instrumental de tensão 🎶.


Débora: |Debilitada.| Ai... ai...


[O carro começa a fumaçar, vazar gasolina e a própria entra em pânico.]


Débora: |Apavorada.| Não, não... Não!


[Débora tenta sair com cuidado do carro.]


[A cena corta para o lado externo da cena e o carro explode com a mulher dentro.]


[O veículo está pegando fogo e uma multidão se junta para observar a trágica situação.]


[A câmera se afasta e o pico do instrumental é alcançado. A tela escurece bruscamente.]




• |🏙️| • Cena 3 • |🏙️| • Casa de Danilo/Sala • |🏙️| • Interna/Meio-dia •


💰 • Danilo está na sala, assistindo um serviço de streaming, até que seu telefone toca. Curioso, decide atender, mesmo o número não estando na agenda.


Danilo: |Na linha.| Alô? Sim! É o marido dela.


[Neste momento, Júlio chega da escola e nota a expressão do pai no telefonema.]


Instrumental dramático 🎶.


Júlio: |Curioso.| Pai? Tá tudo bem?


Danilo: |Arrasado.| O quê!? Acidente!? E como ela tá? |Derrama uma lágrima.| Não... Não... Não, não pode ser, NÃO! |Desliga o telefone.|


[Danilo começa a chorar como se não houvesse amanhã. Júlio se aproxima.]


Júlio: |Intrigado.| Meu Deus, pai, o que aconteceu!?


Danilo: |Enxuga as lágrimas.| Filho... |Soluça.| você vai ter que ser muito forte.


Júlio: Cara, pelo amor de Deus, O QUE HOUVE? Aconteceu algo com a mamãe!?


Danilo: Júlio... a sua mãe sofreu um acidente automobilístico... E... |Respira fundo.| Ela morreu!


[O instrumental dramático se intensifica. É dado um zoom no rosto de Júlio; em seguida, o close foca em Danilo.]


[Júlio fica sem reação e se senta no sofá. A sua ficha não está caindo. O rapaz encara o pai e dá um forte abraço nele.]


[Júlio e Danilo choram bastante enquanto estão abraçados. O instrumental fica cada vez mais pesado.]


[A câmera vai se afastando deles aos poucos e a tela escurece lentamente.]




• |🏙️| • Cena 4 • |🏙️| • Mansão Castelo/Sala • |🏙️| • Interna/Noite •


Nando Reis - Sei 🎵.


💰 • São mostrados takes aleatórios da cidade de São Paulo. Carros passam, motos também, pessoas vão e vêm e notícias paralelas nas TVs alheias transitam no plano sequencial. Enfim, anoitece.


[A música-tema de Danilo e Débora para de tocar.]


💰 • O velório de Débora começa. Seu corpo está sendo velado na Mansão Castelo. Todos estão de luto e tristes. A única pessoa que não está chorando é Andréia, que segue séria e apática — uma vez que ela foi a mandante do "acidente".


[Danilo se aproxima de sua sogra, dona Elizabeth, que está perto do caixão.]


Danilo: |Triste.| Ela foi uma grande mulher...


Elizabeth: |Arrasada.| Com certeza, meu filho. E agora, só me resta você... e o Julinho.


[Danilo abraça dona Elizabeth fortemente.]


[Alberto se aproxima de suas netas, Luísa e Daniela.]


Alberto: |Inconformado.| Que tragédia, meu Deus. Eu tinha a Débora como uma nora, uma filha!


Luísa: |Também triste.| Ela terá o descanso eterno, vovô. Sei que está num lugar melhor...


Daniela: |Cabisbaixa.| Pois é, e só nos resta pensar dessa forma...


[Alberto abraça suas netas, enquanto chora. As duas estão inconsoláveis também.]


[Andréia se aproxima de Vitória.]


Andréia: |Dissimulada.| Você sabe que eu e ela não éramos tão próximas, mas... uma coisa dessa... é muito lamentável. Ninguém merece terminar assim...


Vitória: |Tristonha.| Pois é, minha irmã. A Débora foi uma grande amiga minha...


⌛ • FLASHBACK • ⌛


[Há 24 anos. Débora e Vitória estão no shopping, até que a segunda jovem citada sente as dores do parto.]


Vitória: Ai, ai... me ajude, Débora!


Débora: Meu Deus, Vitória... A SUA BOLSA ESTOUROU! Rápido, eu vou te levar ao hospital.


Vitória: Não é melhor eu ir de ambulância!?


Débora: Nada disso! Você vai comigo no carro. Vamos, venha, eu te ajudo.


[Vitória se apoia em Débora e as duas partem para o hospital.]


⌛ • FIM DO FLASHBACK • ⌛


Andréia chega mais perto de Vitória e dá um abraço nela, enquanto ainda finge se lamentar.]


[Luísa se aproxima de Marcos e abraça ele.]


Luísa: |Sussurrando.| Que tristeza, meu amor...


Marcos: |Falando baixo.| Ah... pois é, minha vida.


[Luísa dá um beijo na bochecha do noivo secreto e se aproxima da mãe de Débora, Elizabeth, consolando a pobre senhora.]


[Zaqueu observa toda a situação com um leve e discreto sorriso no rosto.]


[Júlio está sentado na escada, enquanto chora. Marcos se aproxima dele e dá seu apoio.]


Marcos: |Consolando-o.| Ei, 'irmão', eu sinto muito de verdade. Mas nós estamos aqui e te apoiaremos sempre.


Júlio: |Respira.| Obrigado, Marquinhos. Se não fossem vocês, eu não sei o que seria de mim...


[Marcos abraça Júlio. Danilo observa o carinho e o apoio dado pelo filho de Zenilda ao seu filho. Falando na governanta, ela se aproxima do caixão e, depois, dá um abraço no viúvo de Débora.]


[A câmera se afasta de todos e a tela, por fim, fica embaçada.]


• |🏙️| • Cena 5 • |🏙️| • Cemitério  • |🏙️| • Externo/Manhã•

💰 • Todos os personagens citados na cena anterior acompanham o enterro de Débora.

[Cada um joga uma rosa, ou uma flor, diferente em forma de despedida.]

[Andréia joga a dela e tem um pensamento cruel ao jogar.]

Andréia: |Pensativa.| (Tomara que você esteja apodrecendo no inferno. Afinal, quem mandou ter sido intrometida).

[O padre começa a dizer as palavras enquanto um instrumental fúnebre toca no fundo.]

[O caixão termina de ser enterrado e os personagens começam a se retirar um por um.]

[Danilo fica sozinho para se despedir da esposa pela última vez e chora bastante.]

Danilo: |Soluça.| Minha Débora... meu amor... Vai fazer TANTA FALTA!

[Danilo joga uma outra flor e vai embora de vez. A tela escurece novamente.]



• |🏙️| • Cena 6 • |🏙️| • Casa de Carlota/Sala • |🏙️| • Interna/Meio-dia •

💰 • No dia seguinte... Manuel chega em sua casa. Entrando na sala, ele cumprimenta as suas mães: Eva e Carlota — a mesma enfermeira que realizou a troca das filhas de Andréia e Vitória. 

Carlota: |Curiosa.| Filho? Por que esse baixo-astral? 

Manuel: |Cabisbaixo.| Ah, mãe, é que a mãe de um amigo meu, professor, morreu.

Eva: |Curiosa.| E você não foi ao enterro?

Manuel: Não, eu... só fiquei sabendo após o sepultamento.

Carlota: Ah, sim... eu sinto muito pelo seu amigo.

Eva: Meus pêsames à família.

Manuel: Obrigado, gente. Bem, vou tomar um banho. Comim licença.

[Manuel se retira e vai para o banheiro.]

Carlota: Tadinho do nosso filho, né? Deve ter sentido a tristeza...

Eva: Pois é, querida... Mas, vamos fazer de tudo para animá-lo. Ele merece. Vou preparar uma deliciosa torta de frango. Deve ficar pronta quando você tiver perto de chegar do hospital.

[Carlota se aproxima da esposa.]

Carlota: |Apaixonada.| Faz muito bem, Eva. Você é uma querida, sabia? A melhor mulher que eu poderia ter escolhido como minha esposa.

Eva: |Sorrindo.| Ai... eu te amo! 

Carlota: |Encantada.| Eu também te amo!

[As duas mulheres se aproximam uma da outra e dão um singelo selinho. Elas se encaram, enquanto sorriem.]



• |🏙️| • Cena 7 • |🏙️| • Mansão Castelo/Quarto • |🏙️| • Interna/Tarde •

💰 • Andréia decide ir até o quarto de Marcos. Ao abrir a porta, a mulher entra e pede para ter uma conversa franca com o paz. 

Instrumental de tensão 🎶.

Marcos: |Curioso.| Mas afinal, senhora Andréia, o que quer tanto falar comigo?

Andréia: |Direta.| Bom, Marquinhos, eu vim aqui pedir encarecidamente que se afaste da minha sobrinha. Eu sei que vocês tem um caso e não é de hoje. É notável a relação e aproximação de anos. No entanto, você não é homem para a Luísa.

Marcos: Perdoe-me a franqueza, mas... quem é a senhora para me pedir algo assim? Não é a mãe dela, é só a tia.

Andréia: Eu não quero que os empregados se misturem com os patrões. Quero estabilidade nessa casa e que todos cumpram seus devidos lugares. Caso contrário, eu terei que tomar medidas drásticas. E mais.... se Luísa ou qualquer pessoa souber dessa nossa conversa... |Ri discretamente.| terei que fazer com que você tenha o mesmo destino da Débora!

[Nesse momento, o instrumental de tensão fica cada vez mais forte.]

Marcos: |Nervoso.| A-a-a senhora... influenciou na morte da dona Débora!?

Andréia: |Franca.| Talvez sim, talvez não... |Mentindo.| Mas... posso provocar a morte da minha... própria sobrinha. Então tome cuidado, seu Marcos. Afaste-se dela! Caso contrário, vai se dar muito mal. |Irônica.| Licença... querido!

[Andréia se retira e fecha a porta com tudo. Marcos fica receoso e pensativo.]

Marcos: |Com medo.| Tenho que fazer alguma coisa... Preciso tirar a Luísa daqui... Essa mulher é perigosa. |Põe a mão no peito.|

[Marcos também sai do quarto, fecha a porta e a cena é finalizada.]



• |🏙️| • Cena 8 • |🏙️| • Mansão Castelo/Jardim  • |🏙️| • Externa/Tarde •

💰 • No jardim da casa, Luísa conversa com sua suposta mãe, Vitória, enquanto caminham.

Luísa: |Sincera.| Olha, mãe, eu tenho algo para te dizer e espero que você seja compreensiva comigo.

Vitória: |Nervosa.| Meu Deus, filha, agora você me deixou nervosa. Diga o que é.

Luísa: |Respira.| Eu... tenho um noivo!

Vitória: |Feliz.| Sério? Quem é? E por que esse mistério e medo todo!?

Luísa: |Franca.| É porque... eu tenho um caso com o Marcos, filho da Zenilda 

[Neste momento, a expressão de Vitória muda e um clima levemente tenso penetra no ambiente.]

[A câmera dá close no rosto de Luísa e, em seguida, é dado um zoom na face de Vitória.]

🎥 • A IMAGEM CONGELA EM "VITÓRIA" • 📼