Pais e Filhos - Capítulo 9 (Penúltimo)

 


Cena 01 - Quarto de Motel [NOITE/INT]


MAURÍCIO: Eu...? 


LEANDRO: Claro, você!


MAURÍCIO: Eu estava procurando um cronograma de aulas que eu havia feito no começo do ano e acredito que deixei por aqui.


LEANDRO: Hum, estranho.


MAURÍCIO: É só isso mesmo.


LEANDRO: Eu estava morrendo de saudades de você...


Maurício se aproxima de Leandro.


MAURÍCIO: Eu também, meu amor...


Maurício beija Leandro.


MAURÍCIO: Mas agora eu preciso ir.


Maurício pega as suas coisas e se retira.


LEANDRO: O que será que o Maurício estava fazendo? Que coisa estranha...


Cena 02 - Mansão de Lana [DIA]


Após conquistar as provas contra Leandro, Maurício vai até Lana.


LANA: Você por aqui? Prevejo boas notícias.


MAURÍCIO: Primeiramente, quero dizer que não compactuo com isso que você está fazendo com seu próprio pai, por mais sórdido que ele seja...


LANA: Claro, mas não quero saber do que você acha ou deixa de achar. Só eu sei dos molhos que trago comigo. Agora me entregue estes papéis. 


Maurício afasta os papéis.


MAURÍCIO: Me leve até onde está minha mãe.


LANA: Ah, claro...


Lana anota o endereço. Neste momento, a câmera mostra Leandro adentrando ao quarto.


LEANDRO: Que lindo. Posso saber o que está acontecendo aqui?


LANA: Papai, o que você está fazendo aqui?


LEANDRO: Eu te segui, Maurício.


LANA: Então vocês se reencontraram? Que sórdidos.


Leandro saca uma arma.


LEANDRO: O joguinho acabou pra vocês dois. Sou eu quem dito as regras aqui agora!


Lana e Maurício demonstram aflição.


LEANDRO: Me deem este papel imediatamente.


Eduardo, motorista da casa, que vinha a procura de Lana flagra a cena. O homem dá um mata leão em Leandro.


LEANDRO: Me solta, seu desgraçado!


Neste momento, Lana mira a arma em Maurício.


LANA: Acabou a festinha, Maurício... me entregue estes papéis ou serei obrigada a... 


MAURÍCIO: NÃO É JUSTO, EU QUERO SABER ONDE ESTÁ A MINHA MÃE.


LANA: ME ENTREGUE ESTES PAPÉIS.


Maurício, sem opção, acaba entregando os papéis para Lana. Leandro continua imobilizado no chão.


LANA: Agora saiam, minha conversa é com este verme.


Maurício e Eduardo saem do local. Lana continua com a arma apontada para o pai.


LANA (Chorando): Eu esperei tanto por este momento... 


LEANDRO (Acuado): O que você vai fazer, hein?


LANA: O que alguém deveria ter feito há muito tempo com um homem covarde como o senhor. Eu sofri muito por sua causa.


LEANDRO: Do que você está falando? Eu sempre te dei luxo, conforto e nunca te deixei faltar nada.


LANA: Faltou amor, proteção... tudo o que o seu dinheiro não pode comprar. Mas você não deve entender nada disso, não é mesmo? Você se preocupa apenas com o teu status perante a sociedade. Imagina quando a imprensa descobrir sobre o curioso caso do pai que teve um caso com o próprio genro. O que será que vão pensar?


LEANDRO: Você não teria coragem. Sua vida também estaria exposta caso isso que estás falando se consumasse.


LANA: Eu? |Gargalha.| Eu estaria feita. Sugaria até a última gota deste assunto, sairia como a vítima desta história. E EU SOU.


LEANDRO: Eu não entendo o seu ódio contra mim. Lana, se eu construí esse império todo, com certeza foi pensando em você, foi pensando nos filhos que eu poderia vir a ter.


LANA: Inclusive, você me usou em um destes teus planos sórdidos...


Alguém bate do outro lado da porta. Se trata de Ágata.


ÁGATA: Está acontecendo alguma coisa aqui? Ouvi gritos.


LANA: Entre, mamãe...


Ágata adentra ao quarto. Lana está com uma arma apontada para Leandro.


ÁGATA: Minha filha, abaixe esta arma. O seu pai fez tudo o que fez com o Maurício, mas...


LANA: Estamos apenas conversando, mamãe... conversando.


LEANDRO: Eu ouvi bem, Lana? Você disse que quando era criança eu te usei em um dos meus planos sórdidos.


LANA: É claro que sabe. Quer que eu refresque a tua memória? Vamos lá! Eu era uma garotinha indefesa e você precisava fechar um contrato muito importante com um homem que colocaria de volta a empresa nos trilhos, isso quando você tinha vários lotes de ações e ainda não havia vendido a maior parte, e este homem fez apenas uma exigência... Você lembra qual era, papai?


Ágata continua no local ouvindo a conversa. Ela demonstra medo do rumo que a conversa está tomando.


Leandro glutineja.


LANA (Chorando): QUE EU ME DEITASSE COM ELE! E VOCÊ ACEITOU TUDO AQUILO SEM PESTANEJAR, SEM ESCRÚPULOS, SEM AMOR... VOCÊ NÃO SABE O QUANTO EU ME SENTI CULPADA POR TUDO O QUE ACONTECEU, O QUE EU OUVIA NA ADOLESCÊNCIA E O QUE EU SENTIA QUANDO MINHAS AMIGAS FALAVAM SOBRE A PRIMEIRA VEZ DELAS.


|Take dos braços peludos do homem pedófilo deslizando sobre o corpo de Lana, ainda criança.|


LANA: O MEDO...


|Take 2 da boca do homem delizando sobre o pescoço da criança que demonstra um olhar de medo.|


LANA: A REPULSA...


|Take 3 do homem sobre o corpo de Lana.|


Ágata observa aquilo com lágrimas nos olhos e sem acreditar no que acabara de ouvir.|


LANA: AQUELAS MÃOS PELUDAS E NOJENTAS EM CIMA DE MIM. EU IMPLOREI POR SOCORRO, VOCÊ VIU TODA A CENA. FOI A PRÓPRIA PESSOA QUE DEVERIA ME PROTEGER, QUEM ME ENTREGOU NAS MÃOS DE UM QUALQUER. TUDO ISSO POR... POR DINHEIRO!


ÁGATA: Eu não acredito...


LANA: Agora, papai... Eu vou acabar com a sua vida.


Lana vai se aproximando de Leandro, que recua em direção à janela.


LEANDRO: Não, você não vai! Sabe o que vocês são? INGRATAS! TUDO O QUE EU FIZ FOI PARA O BEM DAS DUAS E VOCÊS ME DEVOLVEM TODO ESFORÇO QUE TIVE PARA DAR CONFORTO, MOMENTOS DE LAZER E TUDO DO BOM E DO MELHOR DESTA MANEIRA? 


LANA: Eu não acredito que estou ouvindo isso...


ÁGATA: CALE-SE, VOCÊ É MUITO PIOR DO QUE EU PENSEI. NÃO PASSA DE UM ENERGÚMENO. ME PERDOA, MINHA FILHA, POR TER ESCOLHIDO ESTE HOMEM DESGRAÇADO PARA SER O SEU PAI!


LANA: Você não tem culpa de nada, mamãe... Foi tão vítima quanto eu nesse jogo de dinheiro que o papai faz parte.


LEANDRO: VÍTIMAS? VÍTIMA SOU EU. EU QUE TIVE QUE AGUENTAR CALADO POR VÁRIAS DÉCADAS UMA MULHER QUE NÃO ME DESPERTAVA NENHUM SENTIMENTO. NEM AMOROSO E NEM NA CAMA... QUEM GARANTE QUE A LANA É MINHA FILHA, HEIN?


ÁGATA: É CLARO QUE É A SUA FILHA. EU FUI TROUXA DE SER TÃO ÍNTEGRA À UM RELACIONAMENTO EM QUE NENHUM SENTIMENTO QUE EU TINHA ERA RECÍPROCO. QUANDO EU TE CONHECI, NÃO TRANSPARECIA O SER NOJENTO QUE VOCÊ É. EU TENHO MEDO DE TER CONTRAÍDO ALGUMA DOENÇA SEXUAL VINDA DE UM RATO COMO VOCÊ QUE SE DEITA FEITO UM ANIMAL COM OUTRO HOMEM ESTANDO CASADO E SENDO PAI DE FAMÍLIA. EU ENTENDO O MAURÍCIO, EU TAMBÉM CAÍ NA SUA LÁBIA. POR QUÊ...? POR QUÊ VOCÊ NÃO SE ASSUMIU ANTES DE COMEÇAR UM RELACIONAMENTO COM UMA MULHER?


LEANDRO: O que iam pensar de mim?


LANA: É CLARO QUE TERIA SIDO MELHOR. VOCÊ CONDENOU EU E MINHA MÃE À UMA VIDA DE SOFRIMENTO POR STATUS, POR DINHEIRO, POR PODER. MAS AGORA... AH, AGORA... TUDO ISSO VAI ACABAR. VOCÊ VAI PAGAR CARO POR TODO O SOFRIMENTO QUE CAUSOU NA VIDA DE TODOS QUE O CERCAM.


LEANDRO: VOCÊ DEVERIA AGRADECER POR TUDO O QUE PUDE PROPORCIONAR, INGRATAS, INGRATAAAAAS!!!


Lana não se controla e dispara contra Leandro. O pai olha para o sangue em seu corpo com expressão de desespero.


LEANDRO: O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?


Ágata se desespera. As dores de Leandro passam a ficarem ainda mais intensas.


LEANDRO (Soando frio/ensaguentado): EU NÃO VOU MORRER... NÃO VOU!!!


ÁGATA: FILHA, NÃO... O SEU PAI É UM VERME, MAS... |É interrompida por Leandro.|


LEANDRO: MAS NADA. O ÚNICO VERME AQUI É VOCÊ, ÁGATA. VOCÊ NÃO SE CUIDA, ESTÁ ACABADA E NÃO ME CHAMA A ATENÇÃO. VOCÊ É O PIVÔ DE TODA ESTA SITUAÇÃO.


ÁGATA: SEU DESGRAÇADO!


Ágata age por impulso e empurra Leandro da janela. Na parte externa da casa, é possível ver Leandro caído no chão da garagem.


LEANDRO (Agonizando): Eu... nã-o vou... morrer...


Leandro dá seu último suspiro. A câmera vai se afastando ao som de um instrumental tenso.





De volta à parte interna da casa, Lana demonstra desespero.

LANA (Desespero): Meu Deus... Eu matei o meu pai...

Lana anda de um lado para o outro. A moça demonstra loucura em seu olhar.

LANA: Acabou... Eu vou ter que fugir.

Ágata interrompe.

ÁGATA: NÃO! VAMOS FICAR AQUI E ENCARAR JUNTAS AS CONSEQUÊNCIAS DE NOSSOS ATOS. |Ágata se aproxima de Lana.|

ÁGATA: Lana, você não pode fugir. Estás fora de si.

LANA (Em surto): NÃO, EU VOU FUGIR E NINGUÉM VAI ME IMPEDIR.

A moça começa a jogar as roupas do armário dentro de sua mala. Ágata tenta segurar a filha, que se debate.

LANA: ME SOLTA, EU VOU SAIR.

A cozinheira da casa aparece.

COZINHEIRA (Desesperada): O que aconteceu aqui? Ouvi tiro. 

Lana, que está com a arma na mão, dispara.

COZINHEIRA (Assustada): Ah...

ÁGATA: Vá para a cozinha, Lurdes.

A cozinheira sai do local. Lana consegue se soltar dos braços de Ágata e corre com suas malas.

ÁGATA: LANA, VOCÊ NÃO PODE FUGIR...

Eduardo vem de encontro.

LANA: Eduardo, segure ela.

Lana abre a porta do quarto de seus pais e vai em direção ao cofre. Eduardo segura Ágata.

LANA: Eu preciso lembrar a senha disso aqui.

Lana digita alguns números e dá errado.

ÁGATA: MINHA FILHA, PENSE BEM NO QUE VAIS FAZER.

Lana digita e o cofre abre desta vez.

LANA: Já está decidido, mamãe. Saiba que você é a pessoa que mais amo neste mundo... Mas não posso arriscar a minha liberdade, eu sou muito nova para ser presa.

Neste momento, Lana ensacola as cédulas presentes no cofre. Ela pega um pano e um pouco de álcool que está em cima do gabinete.

LANA: Me desculpe, mamãe. Você pode ser uma ameaça...

ÁGATA: NÃOOOOO. |Se debate.|

Lana pressiona o pano úmido sobre o rosto de Ágata, que vai perdendo as forças lentamente. Eduardo deixa a mulher caída no chão.

EDUARDO: Lana, me desculpe... Mas eu não posso seguir com você. 

LANA: Por qual motivo, Eduardo? Amarelou?

EDUARDO: Se a polícia te pegar, eu vou junto como cúmplice.

LANA: Ah, é? Pois se eu fosse você, eu faria tudo o que estou mandando. |Diz Lana mostrando a arma para o rapaz.|

Na parte externa da casa. Eduardo adentra ao carro. O moço está sendo compelido por Lana.

EDUARDO: Lana... por favor, não faça nada comigo...

LANA: Se você não tivesse me virado as costas no momento em que eu mais precisei de você, nada disso estaria lhe acontecendo. 

Sirenes da polícia são ouvidas. 

LANA (Desesperada): DROGA! ACIONARAM A POLÍCIA. DIRIJA ESTE CARRO O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL.

Eduardo e Lana saem em disparada com o carro que estava na garagem. O corpo de Leandro continua caído no local.

LANA: RÁPIDOOOO!! RÁPIDO!!!

Eles conseguem sair sem serem vistos pela polícia.







Cena 03 - Escola (Dia)

A diretora da escola, Araca, faz um discurso.

ARACA: Bom, como vocês bem sabem, o governo cortou verbas para a nossa escola e ela foi ameaçada de municipalização. Caso isso ocorresse, alunos que estão acima do 7⁰ ano precisariam recorrer à outra escola que talvez pudesse ser muito distante daqui. Nós lutamos muito, com garra e hoje podemos dizer que VENCEMOS. Os alunos desta comunidade não serão privados da educação. Ela é um direito de todos e nossa equipe de profissionais está extremamente contente com o resultado das manifestações dos pais, que se mostraram presentes na vida de seus filhos. Saibam que eles jamais se esqueceram deste ato heroico, a favor de uma nova geração que, quem sabe, dará mais condições ao povo pobre e às famílias carentes que tanto necessitam deste apoio. É com orgulho que eu anuncio que NADA MUDARÁ NA NOSSA ESCOLA. Obtivemos excelentes notas dos alunos e recorremos à tudo que estava ao nosso alcance e o resultado foi favorável. Um dos professores que nos ajudou foi Maurício, de Geografia. Infelizmente ele se desligou de suas funções e não se faz presente, mas não deixa de ser importante nesta conquista. Quero também dar um agradecimento especial ao professor Lúcio, ao professor Márcio e à professora Juliana que se empenharam conosco nessa luta. Hoje podemos dizer que A ESCOLA É NOSSA E QUE OS FILHOS DE VOCÊS JAMAIS SERÃO PRIVADOS DO DIREITO DA EDUCAÇÃO.

Os alunos adentram ao pátio. Os pais se deslumbram de felicidade. As crianças correm pelos corredores. A diretora cumprimenta todos os pais. Um pai se aproxima da diretora.

PAI: Foi um prazer lutar por essa causa tão nobre.

Cena 04 - Mansão de Lana e Ágata [DIA]

Ágata demonstra tontura. Ela é acordada por policiais.

POLICIAL: O que aconteceu aqui?

Ágata olha para os lados tentando lembrar do que está acontecendo. Em questão de segundos, a madame se levanta e lembra do que acabara de acontecer.

POLICIAL: Então, a senhora vai explicar ou não?

ÁGATA (Balbuciando): Eu... Eu e minha filha matamos o meu marido...

POLICIAL: Você está presa.

ÁGATA: É... Eu sei.

Ágata é algemada e levada pela polícia. A perua demonstra uma expressão devastada. Os empregados olham aquela cena com pena.

Cena 05 - Carro (Dia)

Eduardo continua sendo coagido a dirigir o carro. 

EDUARDO: Lana, eu não aguento mais. Preciso ir ao banheiro.

LANA: Se você estiver desta maneira, pare no próximo posto de gasolina.

Eduardo se aproxima de um posto de gasolina. Lana aproveita para comprar uma marmita.

Cena 06 - Banheiro/Posto de Segurança (Dia)

Eduardo pega o seu telefone e disca.

EDUARDO: Alô.

Do outro lado da linha, é possível ouvir a voz de Maurício.

MAURÍCIO: Alô, quem é?

EDUARDO: Sou eu, Eduardo. Eu sei onde está a sua mãe e posso te levar até ela. 

MAURÍCIO (Esperançoso): O quê? Onde você está?

EDUARDO: Não posso falar muito. A Lana matou o Leandro e eu posso ser o próximo. Ela está completamente descontrolada, Maurício... Se você quiser encontra a sua mãe, terá que me salvar das mãos da Lana.

Cena 07 - Casa de Jeanice [DIA]

MAURÍCIO (Chocado): O quê...? A Lana matou o Leandro?

Maurício fica em choque.

MAURÍCIO (Decidido/Ao telefone): Pois, me espere. Eu vou ir ao seu encontro.

Cena 08 - Posto de Gasolina [DIA]

EDUARDO: Você teve um relacionamento com a Lana e é próximo dela. Você pode me ajudar! Eu vou te encaminhar a minha localização em tempo real.

Eduardo envia o necessário à Maurício por mensagem.

EDUARDO: Seja o que Deus quiser...

Lana está do lado de fora.

LANA: Vamos...

Eduardo se põe dentro do carro. Lana ordena que Eduardo se retire dali o mais rápido possível.

A câmera mostra que o dia já está escurecendo.

LANA: Ótimo, pare aqui.

Eduardo e Lana descem do carro, em um terreno. Lana abre o porta-malas e pega uma pá.

EDUARDO: O que você vai fazer?

LANA: Cave, você será enterrado aqui.

Eduardo se assusta com as falas de Lana. 

EDUARDO: O quê? Eu não vou morrer, Lana...

LANA: Agradeça por eu ainda não ter te jogado numa vala com esgoto a céu aberto. Existem pessoas que fazem pior com traidores feito você.

Eduardo começa a cavar. Ele demonstra expressão de choro. 

EDUARDO (CHORANDO): Eu não quero morrer... Por favor, Lana... PARE!

LANA: Continue cavando...

Neste momento, são ouvidos barulhos de sirene e um homem correndo em direção ao terreno. A câmera revela que este alguém é Maurício, que está com colete a prova de balas e com as mãos pra cima.

MAURÍCIO: Lana, a polícia está cercando o local. Mas ainda há tempo e eu posso te ajudar a fugir daqui...

A imagem foca na expressão assustada de Lana, que aponta a arma para Maurício, no olhar esperançoso de Eduardo e congela em tom preto e branco no rosto de Maurício.