Coração Oriental - Capítulo 07

 




Coração Oriental | 07


de Pedro Valente



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CENA 1.


//A perseguição contra Kenji continua. Seguido por um instrumental tenso. 



Hinata: Ah, seu maldito! Canalha! Vai sim, senão eu acabo com seu casamento. Afinal, pra você ter se casado alguma coisa prende você a ela. 


Kenji: Quem é você?


Hinata: Agora não é momento de apresentações, somente de divertimento. |Ela diz de forma sarcástica|. Pega a bola! |Ela grita|.


//Kenji pega uma bola e atira num daruma, se se quebra e Kenji pega a imagem pra ver seu prêmio. 


Kenji: Que palhaçada é essa? Eu e Catucha nos beijando numa imagem imprimida? 


//Kenji olha para as cozinheiras e para Hinata de uma forma louca.


Hinata: Ah, que homem de família exemplar, né? |Diz sarcástica|. 


Mabete: Um exemplo este homem, meninas.


Hinata: |Pulando de alegria|. Mas não paremos por aqui, vamos ver quantos darumas você consegue quebrar, a cada bola errada você perde dez pontos.


//Larissa lhe entrega outra bola. 


Kenji: Eu vou acabar com vocês, vocês acham que me conhecem mas não me conhecem.


//Kenji atira outra bola no daruma, ele erra.


Marta: Ih, perdeu dez pontos! Mas ainda temos vários darumas. 


Kenji: Chega!! Acabou!! |Ele o diz gritando!|.


//Kenji parte para cima dos darumas, ele os joga no chão fazendo com que todos se quebrem. Ele os agarra, não acredita no que vê.


Marina: |Se aproximando de Kenji|. Gostou das fotos? Eu ia revelá-las, mas ia demorar muito e não poderíamos seguir com o jogo hoje. |Ela o diz de forma sarcástica|. 


Kenji: |Olhando para o rosto de Marina|. Marina, por quê? Você nem me conhece. 


Hinata: Ah, ele está repetindo isso a cada 3 minutos! Que canseira! Queres a parte da apresentação? Pois bem. Meninas apresentem-se.


//As cozinheiras, no breu da noite, num lugar iluminado somente pela luz da quadra, que por sinal, extremamente grande, enfileiram-se.


Larissa: Oi gato, eu sou a Larissa! Eu amo animais, trabalho no hotel como cozinheira. Se eu fosse você, eu não iria na cozinha, eu posso colocar algo na sua comida.


Mabete: Maria Elizabete para você. Antigamente, bem lá atrás, trabalhei como dedetizadora, amo acabar com pragas. 


Marta: Eu sou a Marta, astuta demais! Eu não costumo dizer o que eu gosto de fazer para não entregar minhas táticas, quando você ver, eu já fiz.


Marina: Eu sou a Marina, gosto de seduzir crápulas para pisar neles depois. Também sou cozinheira, então tome cuidado, qualquer coisa vermelha na sua comida, pode ser algo inimaginável que eu poderei colocar, afinal, você sabe, né? Estou naqueles dias. 


//Hinata se aproxima de Kenji.


Hinata: Minha história é bem dolorida, mas me diga, você não me reconheceu mesmo?


Kenji: Eu deveria? 


//Hinata dá uma breve risada.


Hinata: Diz-me o nome do hotel.


Kenji: Eu não sei, eu não costumo guardar esse tipo de informação.


Hinata: É Hinata’s Farm. 


Kenji: E daí?


//Hinata olha para as meninas e começa a dar risada. 


Mabete: Ele é lento demais, meninas! Vamos refrescar a memória dele.


Marta: Larissa, pega aquela mesa no chão. Nosso hóspede precisa sentar.


//E assim Larissa o faz. 


Larissa: Sente-se aqui aqui a história vai começar.


//Kenji se senta. Hinata o começa a rodear.


Hinata: Era uma vez, uma garota japonesa sonhadora, ela dançava, mas tinha um defeito…


Kenji: […] 


Hinata: …ela era bastante sonhadora, apaixonada, sabe? Passava por uma vida difícil em sua casa, mas um dia ela foi expulsa e um cara desconhecido a ajudou…


//Kenji levante seu rosto e parece tratar de saber quem é.


Hinata: .. pois é, um dia esse cara que pareceu apaixonar-se por ela quis vir ao Brasil do nada, ela veio, sabe o que ele fez?


Marta: O que, Hinata?


//Ao ouvir esse nome, ele se desespera. O som do nome faz eco por seu ouvido. Ele olha para Hinata com um rosto arregalado. 


Hinata: Atirou ela da escada, sabe de onde? Paraisópolis. 


//Kenji tem um breve flashback do ocorrido. 


{Flashback|Início} 


//Kenji passa por um escadão, lá há algumas pessoas, mas cidadãos de bem, normais vendo a cena.


Kenji: Não posso voltar agora, vida!


Hinata: Mas por quê? Eu não consigo jantar desse jeito.


//Kenji a guia pelo escadão segurando em seus ombros.


Kenji: Por que essa é a sua nova casa. 


Hinata: |Ela faz expressão de desentendida|. Calma, o quê?


//Kenji a empurra do escadão com a maior força que tinha, Hinata capota todo o resto do escadão e o público que via corre para ajudá-la. Kenji corre para seu carro sendo seguido por alguns homens, mas despista todos.


{Flashback|Fim}


//Kenji olha fixamente para Hinata.


Hinata: Éh, foi duro! Mas eu deveria lhe agradecer até, sabe? Se não fosse você talvez não seria rica hoje.


Kenji: Hinata, como… |Ele o diz gaguejando|. Mas você estava aos trapos, na favela… 


Hinata: As pessoas certas me ajudaram! Tudo isso que você vê em volta, eu construí. 


Mabete: Mas todas nós temos uma curiosidade, por que você fez isso? E é melhor que você o diga, ou vamos torturar não só a sua vida, mas a da sua família também.


//Kenji faz uma cara maléfica, ele dá algumas risadas. 


Kenji: Ah, para! |Ele se levanta e dá algumas risadas|. Vocês querem saber mesmo? 


Hinata: Você pode se livrar do seu castigo de hoje se a resposta for justificável, o que todas nós sabemos que não vai ser.


Kenji: Já que a palhaçada aqui está interessante, eu agora faço questão de ficar e colaborar com ela, mas não, não irei contar. 


Larissa: É, então teremos que enviar as imagens pra Crislaine, ela vai adorar saber sobre como você é mulherengo. 


//Kenji fica eufórico.


Kenji: |Gritando| NÃO! Eu conto.


Marta: Estamos esperando.





//É possível ver Crislaine acordando. Ela dá por falta de Kenji. 

Crislaine: Ué? Uma hora dessa e ele está fora? Será que ele foi tomar um ar por conta do mal-estar? Israel, Jean, vocês viram o pai de vocês? |Ela o diz balançando-os|. 

Jean: Não. 

Israel: Não. 

//Ela vai para fora. Catucha percebe o movimento, ela olha da janela.

Crislaine: Essa não é a primeira vez que eu desconfio, eu não sou besta, eu sei que você está me traindo. 

//A câmera focaliza na casa japonesa.

Felps: Não dá mais pessoal, estou com uma grande dor de barriga! Não estou aguentando mais sinceramente. 

Amora: Vai até o mato lá embaixo e pega chá de boldo.

Zangado: Parem de falar, eu quero dormir!

Felps: Está muito escuro, eu estou com uma sensação estranha! Venham comigo por favor! 

Zangado: |Irritado|. Você teve o dia inteiro pra fazer isso, precisa usar logo o tempo da noite em que eu esteja tentando dormir?

Amora: Zangado, vamos! Aproveitamos e pegamos algumas lenhas pra deixar aqui mais quente, assim, todos dormem mais aconchegados.

//Zangado se levanta no ódio, mas se levanta. O Zangado está zangado.

Zangado: Ah, por que eu aceitei vir com vocês?

//Ambos os recreadores saem. 

Zangado: Tá vendo, está frio!

Amora: Relaxe! Se o frio bate em você significa que ele não bate em muita coisa.

Zangado: Vai ter uma hora que eu vou zoar tanto vocês, me aguardem! 

//Felps percebe uma inquietação, ele sente, ele estranha.

Felps: Pessoal, estão sentindo isso. Alguém está se aproximando.

//Crislaine anda na noite, os recreadores se escondem. 

Crislaine: Como eu irei achar você? Ah, vou rastrear seu Iphone! Dá pra fazer isso! 

//Crislaine rastreia.

Crislaine: Mas que raios você estaria fazendo na quadra da região Osaka, não tivemos nenhuma atração lá. 

//A câmera foca em catucha que também está escondida e ouvindo tudo.

Catucha: Ah não! Meu amor está em perigo, eu preciso salvá-lo.

//Crislaine começa a correr ao local. Catucha segue logo atrás. Os recreadores veem o movimento e não entendem, então, eles saem do esconderijo.

Felps: Pessoal, vocês viram essas duas loucas?

Amora: Para! Talvez elas estejam indo tomar um ar.

Zangado: Não, ele tem razão! Vamos atrás delas! 

Amora: Acham uma boa ideia? Se for algo ruim, iremos nos ferrar também. 

Felps: Mas se for algo grave, podemos ajudar! 

//Ambos vão atrás de Crislaine e Catucha. 

CENA 3.

//No breu da noite, somente com algumas lâmpadas iluminando a quadra, lá está Kenji com Hinata e as cozinheiras. Toca-se um instrumental de terror japonês.

Kenji: Ah, não sei se vocês merecem saber! Querem brincar comigo, pois bem, eu gosto de brincadeiras. 

Hinata: |Estressada|. Kenji, você não me enrola mais do que você já me enrolou no passado. Se eu sair para entregar essas fotos a sua esposa, você perde ela para sempre.

Kenji: Mas vocês não irão fazer isso, sabe por quê?

Hinata: |Curiosa|. Por que? Diz-me um bom motivo.

//Kenji aproxima-se de Hinata. Seu rosto está quase grudado ao rosto de Hinata.

Kenji: Simples! Porque você é fraca! Uma miserável qualquer que teve sorte na vida, mas nunca deixou de ser aquela Hinata pobre, ingênua… é mais fácil eu matar você e essas vadias do que vocês fazerem algo comigo.

//Marta parte para cima de Kenji. 

Marta: Vadias, é? Vadia é isso aqui ó.

//Marta lhe desfere um tapa. Kenji cai.

Kenji: |Rindo|. Vocês nunca irão saber porque eu fiz aquilo com a Hinata. Aliás, eu vou beijar todas as mulheres que eu quiser e SEMPRE irei seguir casado, sabe por quê? Porque ninguém está acima de mim! Eu beijei a Catucha, beijei a Marina e beijaria até você de novo, Hinata. 

//Crislaine ouve tudo.

Crislaine: Como é? |Ela o diz devastada|. 

//Kenji vira seu rosto.

Crislaine: Então se você beijou a vizinha, porque eu descobri que o nome dela é catucha…. se você beijou ela, porque você não se casa com ela?

//Catucha chega.

Catucha: |Gritando|. É mentira! Eu nunca beijei ninguém!

//Os recreadores chegam. 

Crislaine: Você beijou essa cachorra? Depois de tudo o que eu fiz por você? Eu salvei a sua vida. |Ela o diz chorando|.

//Mabete pega uma das imagens.

Mabete: É amiga… |Ela ergue a foto|. Ele beijou mesmo, heim! Só você olhar, ele traiu você na cara dura. Acaba com a raça dele agora, eu se fosse você, faria isso. 

Catucha: Vocês tiraram fotos, minhas? Maldita! 

//Catucha parte para cima de Mabete, ela pega um pequeno canivete em seu bolso. Felps está lá na espreita e percebe a arma, ele corre para tentar ajudá-la.

Felps: NÃO!

//Ele corre rapidamente e consegue impedir Catucha segurando em sua mão. Hinata desconfia.

Hinata: Recreadores, o que estão fazendo aqui?

Amora: Também sentimos a inquietação, vimos as duas vindo pra cá e estranhamos. Viemos para caso vocês precisassem de ajuda como precisaram agora. 

//Catucha se solta.

Catucha: Então foram vocês que tiraram fotos minhas, né? Quiseram ajudar a patroinha medíocre? Recreadores malditos! Sua preta! Seu anão! Vocês me pagam. |Ela o diz com ódio|.

Felps: Suas ameaças não nos causam medo.

Catucha: E você vai ser o primeiro a pagar, só espera.

Crislaine: Kenji, me diz, por quê?

//O rosto de Crislaine está em pedaços, ela chora até seus olhos ficarem irritados.

CENA 4. 

//Enquanto é madrugada no Brasil, é dia no Japão. Fusa prepara suas malas junto aos seus filhos, contudo, uma presença estranha ronda a floricultura.

Fusa: Hana, pega as malas rápido! Vá! Ponha na estrada da floricultura antes que o avião saia.

Hana: Já estão todas lá, mãe! Não falta mais nada.

Minato: Pessoal, vamos perder o Uber! Se aprontem logo, ele já está chegando.

Ema: Calma, esqueci minha bolsa lá em cima! 

Recepcionista: Gente, eu agradeço a oportunidade que vocês me deram!

Fusa: Amada, só não esquece das regras da floricultura! Em um mês estaremos de volta. 

Hana: EMA, VAMOS! |Ela grita|.

//Ema desce. 

Ema: Pronto! 

Minato: O Uber está há cinco minutos. Preparem-se.

//De repente, um carro chega.

Haruto: Olá! A floricultura…[Ele é interrompido]

Fusa: Amigo, você é o cliente de ontem! Você também é Uber? 

Minato: Mas aqui diz que o Uber está há 4 minutos ainda.

//Haruto pensa bem na situação.

Haruto: Ah, sim, sou Uber! Ah, esses aplicativos estão muito bugados ultimamente. Entrem rápido, pelo o que vejo estão com pressa. 

//Haruto ajuda eles a colocarem as malas no porta-malas rapidamente! Eles adentram, logo após sua saída, o verdadeiro Uber chega. 

Minato: Ué? Recebi a mensagem do Uber, ele disse “cheguei”.






Haruto: |Disfarçando|. Ah, fui eu. O meu aplicativo está com problemas, então se vocês pudessem cancelar essa corrida, irá me ajudar muito. O Uber está com tantos problemas no meu celular que, ao final, ele não está contabilizando, sabe? Prefiro que vocês me paguem e eu entregue a eles depois, fica muito melhor.

//Eles estranham.

Minato: Hum, então tá! 

//Minato cancela.

Haruto: Perfeito!

//Haruto segue o caminho.

Fusa: Moço, eu estou pulando de alegria! Estou indo ao Brasil reencontrar a minha filha.

Haruto: Que legal! Está indo ao Brasil reencontrar a sua filha que não vê há quanto tempo?

Fusa: 24 anos.

Haruto: Não, você não vai! |Ele o diz no pensamento|. Eu só queria revê-los, tinha a curiosidade de saber como estão, mas não, vocês não irão! |Diz em pensamento também|.

//Haruto segue por outros caminhos.

Hana: Moço, você tem certeza que é por aqui? 

Haruto: Eu estou cortando caminho, relaxe!

Ema: Vindo por essas ruas eu não acredito que esteja cortando caminho não, você tem certeza?

Haruto: Claro!

Fusa: É o aeroporto de Osaka, por esses caminhos você vai passar dele! É o caminho inverso.

//Haruto acelera. 

Minato: Ô moço, você tá levando a gente pra onde? |Minato o diz inquieto|.

//Haruto nada responde.

Ema: Ei, responde! Temos de ir ao aeroporto senão vamos perder o voo.

Haruto: Mas quem disse que vocês vão?

Fusa: Pra onde você está nos levando, quem é você? |Ela o diz com medo|.

Ema: Moço! Para de graça! Leve-nos ao caminho certo. |Ela o diz com medo|.

//Haruto chega a um momento onde só há mato, dizendo que ele está saindo de Osaka.

Minato: Ei, você está saindo de Osaka! Volte agora! Vamos perder o voo.

Haruto: Eu já disse! Vocês não irão |Ele grita|. Eu sou uma presença no passado de vocês.

Minato: E quem seria você?

Haruto: Alguém que veio acertar contas com vocês, Minato.

Hana: Como você sabe o nome dele? |Ela o diz surpreendida|. 

Haruto: O papai voltou. |Ele o diz de forma sarcástica|.

//Eles custam acreditar.

Fusa: HARUTO? |Ela exclama|.

Hana: Pai? Mas como é possível?

Minato: É bem possível, mas como seria você depois de todos esses anos? 

//Haruto dá sinais de loucura e acelera mais durante uma avenida meio vazia.

Fusa: Haruto, por favor, vá mais devagar ou você irá matar todos nós! |Ela o diz com medo|.

Ema: Pra onde você está levando a gente? FALA LOGO!

Haruto; Relaxem? Estão com medo? |Ele ri|. A culpa de eu ter o corpo queimado é toda de vocês que não valem nada, vocês acabaram com a minha vida, e por isso, não merecem viver. 

//Haruto acelera mais. Escuta-se um instrumental tenso.

Ema: Você vai matar a gente! Para com isso! Vai ganhar o quê? 

Haruto: Meu corpo estará queimado a vida inteira, sequelas me seguirão até o dia da minha morte, mas minha mágoa vai morrer junto a vocês!

//Minato pega o volante junto a Haruto.

Minato: Você NÃO VAI conseguir! |Ele o diz de raiva|.

Fusa: Parem! Vocês vão acabar nos matando! |Ela o diz falando bem alto|.

//Hana lembra de palavras do seu pai 

Hana: Era com isso que você queria dizer que eu seria uma criança pra sempre mesmo já estando crescida?

//O carro derrapa e capota no mato, onde há uma pequena ribanceira, no segundo baque da porta ao chão, ela abre e lança fusa a uma significativa distância. Fusa capota, ao levantar sua cabeça de forma fraca, vê o carro explodir, contudo, volta a abaixar a cabeça. 

CENA 5.

//Voltando ao lado brasileiro, a confusão continua.

Kenji: |Farto|. EU DESISTO! Crislaine, você não tem toque, não faz nada comigo há tanto tempo. 

Crislaine: ISSO NÃO JUSTIFICA TRAIÇÃO! |Ela grita|.

Catucha: Amor, você não percebeu que ele não te ama mais! Até uma idosa ele preferiu pegar, se enxerga! Você não tem porte para namorar alguém como ele.

Hinata: Mas o que manteve você presa a ele?

Crislaine: Como assim? Presa?

Hinata: Ah, você não sabe…. há muitos anos tive com caso com seu marido, ele nem devia lhe conhecer, contudo, ele cometeu um crime comigo. Até hoje eu quero saber o porquê de você ter me abandonado numa favela.

//Crislaine vira a cabeça junto aos recreadores.

Todos: O que?

//Kenji dá alguns passos para trás.

Kenji: Vocês querem saber? Pois bem! 

//Kenji se aproxima de Crislaine.

Kenji: Eu te usei. 

Crislaine: Ah, como você me usou?

Kenji: Eu não amo você! Enquanto eu estava tendo um caso eu queria matar você igual eu fiz com minhas antigas ficantes, mas eu sofri um acidente…

Crislaine: Eu lembro, eu era a única q tinha…

Kenji: Sim! o sangue dourado. Somos as únicas pessoas do Brasil que tem. Se algo acontecesse comigo, você seria a única pessoa a poder me ajudar, por isso fui obrigado a me casar com você. 

Crislaine: Cafajeste! |Ela começa a chorar|.

Hinata: Maldito! E por que você não me matou?

Kenji: Você era miserável demais! Uma mendiga! De que valeria? Você penar na favela já era um castigo à altura!

Hinata: MAS CASTIGO DO QUÊ?

Kenji: Quer saber mesmo? Eu irei lhe contar! Quando eu era novo, eu amava uma japonesa, mas ela só queria me usar para sexo fácil e usufruir do meu dinheiro, eu estava muito apaixonado. 

Amora: E o que aconteceu?

//Kenji senta.

Kenji: Ela me abandonou, eu tinha apostado todas as minhas fichas nela. 

Hinata: Igual eu com você…

Kenji: Depois que ela me abandonou eu me senti um lixo! Então eu fui num terreiro de quimbanda, eu queria acabar com ela. 

//Todos ficam perplexos.

Kenji: Uma moça vestida de banco me havia dito que com pacto de sangue e o anel que ela me pôs, eu conseguiria dinheiro, conseguiria tudo e pisar em todas as mulheres que eu quisesse, e nada iria me acontecer! 

Hinata: E por que eu?

Kenji: Você é a cara dela! Quase idêntica! Matar você seria fácil demais, eu queria acabar com a sua vida. 

>< A IMAGEM CONGELA NO ROSTO DO KENJI RINDO FAZENDO COM QUE ELA E O RESTANTE DO PANORAMA VIRE ANIME.