Sombras do Passado - Capítulo 18
*[⏳] ● CENA 01 ● CASA DE MADELEINE ● INTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*
[Coraline continua impaciente, aguardando uma explicação de Madeleine, que tenta inventar uma desculpa.]
Coraline (preocupada): E então, pai? Que manchas de sangue são essas?
Madeleine (tenso): Bom... Eu estava voltando para casa, quando... Quando encontrei um rapaz que fora atropelado. O motorista fugiu sem prestar socorros, e eu não poderia deixá-lo ali, sem ajuda.
Coraline (desconfiando): E o que o senhor fez?
Madeleine: O levei até o hospital. Fizeram nele alguns curativos, e já está tudo bem.
[Coraline parece não acreditar naquela história.]
Madeleine (tentando mudar de assunto): Traga um copo d'água para mim, filha.
Coraline (saindo): Está bem!
[Quando a filha está longe o suficiente para não lhe ouvir, Madeleine começa a sussurrar.]
Madeleine: Será melhor você não saber dessa história, minha filha. Mário não virá lhe procurar, e você irá pensar que ele o abandonou. |Suspira.| Iremos embora desta cidade o mais rápido possível.
[A câmera foca no rosto decidido de Madeleine.]
*[⏳] ● CENA 02 ● HOSPITAL ● INTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*
[Após focar na frontaria do hospital em que Mário está internado, entre a vida e a morte, a câmera mostra Dinha, com semblante abatido, saindo do quarto onde o sobrinho se encontra. Ela anda até uma janela. Ao olhar para fora, a mulher começa a chorar.]
Dinha (entre soluços): Meu Deus... Salve o meu Mário... Eu lhe imploro!
[Neste momento, Moisés se aproxima por suas costas.]
Moisés (solene): Ma fille, como está Mário?
Dinha (dura): Mal!
Moisés (se aproximando): Ele não irá mourir. A medicina deste país é infame, mas não permitirá que um Durand parta.
Dinha (secando as lágrimas): Eu acho bom que isto aconteça, Moisés, porque a culpa será sua, se ele morrer.
Moisés (sarcástico): Minha? Fui eu quem atirei em Mário?
Dinha (virando-se, com raiva): Foi o senhor quem fez ele sair de casa. Se não fosse tão monstruoso como é, nada disso teria acontecido.
Moisés (caçoando): Você está completamente louca! Pierre folle!
Dinha: CHEGA! Assim que Mário acordar, eu irei lhe revelar tudo! Toda a verdade sobre a origem dele e sobre o seu maldito passado!
Moisés (tenso): Se você fizer isto... |Sussurra.| Eu lhe mato!
Dinha (decidida): Vamos ver se o senhor terá coragem.
[Ao dizer isto, ela volta para o quarto onde o sobrinho está, deixando Moisés tenso.]
*[⏳] ● CENA 03 ● CASA DE RAFAEL ● INTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*
[Rafael, muito abalado com tudo o que passara na noite que sucedera esta manhã, finalmente chega em casa, completamente destruído. Ao entrar, ele estranha ao ouvir um barulho vindo da cozinha.]
Rafael (desconfiando): Eleonor, você está aí?
[Após ninguém responder, ele decide se dirigir até lá. Ao chegar, seu espanto é grande ao ver Eleonor caída ao pé de uma cadeira, chorando. Ao seu lado há uma corda com um laço. Acontece que a jovem, desesperançosa com tudo o que tem lhe acontecido, tentara tirar a sua vida, mas falhou. Ao tentar se enforcar, a corda cedeu, lhe derrubando. O cenário é triste. Rafael se aproxima dela, chocado.]
Rafael (cauteloso): Eleonor? O que você fez?
Eleonor (abatida): Por favor... Me deixe sozinha!
Rafael (compreensivo): Está bem, mas... Galileu, ou até mesmo sua mãe, não gostariam de vê-la assim. Você precisa superar, Eleonor. Não é fazendo uma besteira que tudo irá se resolver.
[Ao dizer isto, ele finalmente sai. A câmera foca no rosto de Eleonor, que começa a chorar de forma dolorosa.]
*[⏳] ● CENA 04 ● CASA DE MADELEINE ● INTERNO ● TARDE ● [⏳]*
[Alguém está batendo incessantemente a porta, quando Coraline corre para abrir, pensando ser Mário.]
Coraline (ansiosa): MÁRIO!
[Entretanto, ao chegar lá, ela se frustra ao dar de cara com Rafael, que lhe aguarda, parecendo abatido.]
Coraline (ansiosa): Rafael!? O que aconteceu?
[Neste momento, Madeleine também se aproxima.]
Madeleine (tenso): O que este rapaz quer, Coraline?
Rafael (direto): Eu não vou demorar. |Olha para Coraline, tentando arrumar coragem para lhe dar uma notícia.| Coraline... Mário foi baleado. O seu estado é muito grave.
[Ao ouvir isto, Coraline empalidece. Com os olhos esbugalhados, ela começa a ficar sem ar.]
Coraline (desesperada): NÃO! |Começa a chorar.| Mário... Não...
[Enquanto ela cai ao chão, soluçando, e Madeleine tenta lhe consolar, Rafael se retira. A câmera se afasta, ao som de um instrumental melancólico.]
*[⏳] ● CENA 05 ● HOSPITAL ● INTERNO ● TARDE ● [⏳]*
[Mais tarde, naquele mesmo dia, após muito insistir, Madeleine finalmente permite que Coraline visite o seu amado. No quarto em que Mário está internado, sem perspectiva de vida, é mostrado a porta se abrindo lentamente. Se trata de Coraline. Os olhos da moça se enchem de lágrimas quando ela vê o rapaz naquele estado. Somente os dois estão presentes, pois Dinha precisara sair.]
Coraline (com a voz embargada, se aproximando): Mário... Meu amor!
[Enquanto mais lágrimas descem pelo seu rosto, a moça senta-se ao seu lado, completamente destruída, e começa a acariciar o seu rosto.]
Coraline (entre soluços): Eu não posso perdê-lo... Não posso! |Se aproxima do rosto pálido do rapaz.| Você me apresentou o amor, Mário... Mesmo com as nossas diferenças... O meu pai, que sempre se impôs... Eu não me privei de te amar.
[Neste momento, um instrumental melancólico permeia a cena.]
Coraline (sussurrando): Eu já não sei o que seria de mim sem você... Você já faz parte de minha vida. Eu... Eu te amo, Mário! E este amor nunca morrerá... Eu juro!
[No mesmo instante, no pico do instrumental, Coraline aproxima os seus lábios da boca de Mário, lentamente. Ela fecha os olhos e lhe dá um apaixonado beijo, enquanto suas lágrimas molham o rosto do rapaz. De repente, para a surpresa de todos, os olhos do neto de Moisés começam a se entreabrir. Ao perceber isto, uma emoção indescritível toma conta de Coraline.]
_🎶 • Ontem Ao Luar • Rubel_
Coraline (não conseguindo conter a felicidade): Mário... MÁRIO! MEU AMOR, VOCÊ DESPERTOU!
[Mesmo com o sinal de que está se recuperando, Mário não consegue falar nada, devido ao seu estado, mas isto não impede que Coraline se encha de esperanças de que o amado irá sobreviver. Enquanto a tela escurece lentamente, ela, chorando de emoção, abraça o jovem.]
*[⏳] ● CENA 06 ● CASA DE MADELEINE ● INTERNO ● NOITE ● [⏳]*
[A câmera foca na fachada da casa de Madeleine. A noite já está caindo quando Coraline chega do hospital. Madeleine, parecendo inquieto, a aguarda ansiosamente.]
Madeleine (aliviado ao ver a filha): Finalmente, Coraline! Já estava quase indo atrás de você. Esqueceu dos perigos que nos cercam?
Coraline (suspirando): O importante é que já estou de volta, meu pai. |Sorri.| E com ótimas notícias... Mário está se recuperando.
[Ao ouvir isto, uma leve expressão de desconforto toma conta do rosto do ex-prefeito.]
Madeleine: Fico feliz por ele, minha filha. |Se aproxima da moça.| Mas, por favor, não se anime. Em breve nós partiremos desta cidade. Tudo que vivemos aqui ficará para trás.
Coraline (interrompendo): Não... Eu não vou, pai. Pode desistir. Eu vou viver este amor, não importa o que o senhor faça. |Olha nos olhos de Madeleine.| Eu já estou conformada de que nunca saberei nada sobre o passado que o senhor tanto esconde. Mas Mário... Eu nunca vou desistir dele. |Começa a caminhar para o quarto.| Licença!
[Ela se retira, deixando Madeleine calado, pensando consigo mesmo.]
Madeleine (sussurrando): Ah, minha filha... Infelizmente não será como você deseja.
[A câmera foca no rosto decidido de Madeleine.]
*[⏳] ● CENA 07 ● RUAS DE SÃO PAULO ● EXTERNO ● NOITE ● [⏳]*
[Após uma breve passagem de vistas panorâmicas da cidade de São Paulo, é mostrado, ao som de um instrumental de suspense, um homem, aparentemente desorientado, caminhando por uma rua deserta, sem rumo. Se trata de Xavier. O delegado, agora completamente entregue à loucura, parece não saber onde está.]
Xavier (sussurrando): Eu devo a minha vida à um assassino... O assassino do meu filho... |Começa a ficar ofegante.| Gervais... Ele vai pagar... Serafín Machado vai pagar...
[Neste momento, a câmera corta para o outro lado da rua, por onde se aproxima um homem que não tem o seu rosto revelado. Em passos apressados, ele logo se aproxima consideravelmente de Xavier, que não o percebe. De repente, o som de arma sendo engatilhada é ouvido. É aí que é revelado ao público que a figura misteriosa é Rafael, com sede de vingança estampada no olhar.]
Rafael (mirando diretamente na cabeça do delegado): OLHE PARA MIM ANTES DE MORRER, SEU DESGRAÇADO!
[Neste instante, Xavier congela. Ao virar-se, ele se assusta ao ver a arma mirada em sua cabeça.]
Xavier (gaguejando): Quem é você?
Rafael (com ódio): Sou um homem que busca justiça. |Aproxima a arma ainda mais de seu alvo.| Você matou um jovem que vivia em busca de direitos iguais para todos... Um jovem que só queria um mundo melhor.
Xavier (sussurrando): Não... Assassino não... Eu não sei do que você está falando.
Rafael (o interrompendo): CALE A BOCA, CRETINO! VOCÊ MATOU O AMOR DE MINHA VIDA, E AGORA EU FAREI O MESMO COM VOCÊ!
Xavier (debochando): Amor? Um homem? |Mesmo perturbado, esboça um sorriso irônico.| Você é uma maricona afeminada... Não tem moral alguma para falar comigo com este tom.
Rafael (explosivo): EU MANDEI CALAR A BOCA!
Xavier (parecendo não ter medo): E por que não atirou ainda? Não tem coragem? |Sussurra.| Fraco... Você não tem coragem!
Rafael (fora de si): MALDITO!
[Tomado de um incontrolável ódio, ele desfere um forte soco no rosto de Xavier, que cai. Ele mira o revólver em sua cabeça, mas, depois de muitas tentativas, não consegue atirar. Com as mãos tremendo, ele o deixa cair.]
Rafael (sussurrando): Eu não sou um assassino como você...
Xavier (percebendo que o rapaz fraquejou): Não tem coragem... Você é fraco, rapaz. Além de desviado, é fraco!
Rafael (furioso): Desgraçado... DESGRAÇADO!
[Neste momento, o rapaz parte para cima de Xavier. Com muito ódio acumulando, ele começa a desferir muitos chutes contra ele, que, imóvel, não consegue se defender. Depois de poucos minutos, o delegado já está com inúmeros hematomas. Sangue jorra por sua boca e seu nariz. Rafael, suado, para, percebendo que o assassino de Galileu já está inconsciente.]
Rafael (ofegante): Agradeça aos céus por eu não ter coragem de terminar o serviço, filho de uma mãe!
[Ao dizer isto, ele se afasta dali, deixando o homem desacordado. A câmera se afasta. Alguns dias nascem e se põem.]
*[⏳] ● CENA 08 ● PRAÇA ● EXTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*
[A câmera foca na vista panorâmica da praça em que Mário e Coraline costumam se encontrar. Lá, os dois estão sentados, de mãos dadas, enquanto a trilha sonora é preenchida pelo tema do casal. O rapaz, agora recuperado, olha para a amada, sorrindo apaixonado.]
Coraline (sussurrando): Eu tive muito medo de te perder...
Mário (solene): Mas eu estou aqui, meu amor. Prometo que nunca irei te abandonar. |Acaricia o rosto da filha de Fátima.| Obrigado por não ter saído do meu lado, Cora... Eu não teria sobrevivido sem o seu amor.
Coraline: Eu te amo...
Mário: Eu também te amo.
[Apaixonados, os dois dão um intenso beijo. De repente, Mário para, parecendo ansioso com algo.]
Mário: Eu... Eu tenho algo para você.
Coraline (curiosa): O que seria?
[Neste momento, no pico romântico da música, Mário se ajoelha aos pés de Coraline, e tira uma caixa com uma aliança de seu bolso. A jovem se emociona.]
Mário (ansioso): Coraline, você é a mulher mais linda que já conheci em toda a minha vida. Foi com você que eu descobri o que é o amor. |Uma lágrima de emoção desce pelo seu rosto.| Por isso, hoje eu resolvi arriscar. |Segura a mão direito da moça.| Coraline, você aceita casar comigo e ficar ao meu lado até o fim de nossas vidas?
Coraline (sorrindo, emocionada): Mário, eu... É tudo o que eu mais quero nesta vida!
[Emocionados e felizes, os dois se abraçam, e, em seguida, se beijam. Mário coloca a aliança no dedo de Coraline, firmando o noivado.]
Mário (preocupado): E o seu pai?
Coraline: O meu pai me ama, Mário. Ele não há de se impor à minha felicidade. Mas, caso isto aconteça, eu irei lutar... Por nós!
[Feliz com a decisão do amor de sua vida, Mário sorri. Os dois se abraçam novamente.]
*[⏳] ● CENA 09 ● CASA DE MADELEINE ● INTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*
[Depois do encontro com Mário, Coraline chega em casa. Madeleine, impaciente, a aguarda.]
Madeleine: Finalmente, Coraline! Onde foi tomar um ar? No final da cidade?
Coraline (procurando coragem para falar a verdade): Pai... A verdade é que... Eu estava com Mário.
[Ao ouvir isto, Madeleine se enfurece com a mentira da filha.]
Madeleine (incrédulo): Eu não acredito... POR QUE VOCÊ MENTIU PARA MIM, CORALINE?
Coraline (tentando se explicar): PORQUE O SENHOR NÃO PERMITIRIA SE EU FALASSE A VERDADE, PAI! EU PRECISAVA VER ELE!
Madeleine: CHEGA, CORALINE! |Se aproxima da filha.| Nós iremos embora na próxima semana. Pode começar a arrumar suas coisas.
Coraline (desesperada): Não... EU NÃO VOU!
Madeleine (surpreso com a coragem da filha): Como "não vai", Coraline? Impossível!
Coraline (ansiosa): Eu não posso, pai... Se, ao menos, o senhor falasse o que tanto teme... O porquê de todo esse mistério em relação ao seu passado... |Suspira.| E também porque...
Madeleine (tenso): Ande, Coraline, fale! O que te prende aqui, minha filha?
Coraline (tomando coragem): Mário me pediu em casamento, pai... E eu aceitei!
[A câmera, neste momento, foca no rosto atônito de Madeleine.]
*[⏳] ● CENA 10 ● CASA DE RAFAEL ● INTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*
[Na sala, Rafael está sentado em uma cadeira, com semblante abatido, olhando uma fotografia de Galileu. Ao seu lado estão vários caixotes contendo pertences e objetos desnecessários, todos para serem descartados. De repente, alguém começa a bater na porta. Ao abrir, o rapaz dá de cara com Mário. Emocionado em rever o amigo, ele lhe dá um forte abraço.]
Rafael (feliz): Oh, meu amigo... Como é bom te rever... Vivo e bem!
Mário: Que saudades de você, Rafael... Como estão as coisas?
Rafael: Bom... Levando! Sem Galileu nada faz sentido.
Mário (olhando para dentro): E Eleonor?
Rafael: Sumiu! Na última vez que a vi... Bom, ela tentou se matar.
Mário (surpreso): Meu Deus... Eu prometi ao Galileu que cuidaria dela. |Senta-se em uma cadeira.| Me avise quando ela voltar, meu amigo.
Rafael: Claro!
Mário: Vim buscar as minhas coisas, amigo. Voltei para a casa do meu avô. Só espero não ser obrigado a ir embora novamente.
Rafael: Está certo, Mário. Só não se esqueça que sempre será bem-vindo aqui.
[Mário sorri. Rafael levanta-se para ir até a cozinha e pede que o amigo o espere. Curioso com os objetos que serão descartados, o neto de Moisés começa a olhar alguns deles. Ele encontra um jornal de semanas atrás e começa a folheá-lo, despretensiosamente. De repente, ao som de um instrumental de tensão, uma manchete lhe chama atenção. A câmera foca no rosto pálido do rapaz.]
Mário (surpreso): Meu Deus... |Começa a ler.| Há exatos dez anos, morria o assassino Serafín Machado...
[O instrumental se intensifica. A tensão aumenta, conforme Mário se aprofunda na leitora. Uma foto do ex-presidiário está estampada no jornal.]
Mário (incrédulo): Não é possível... Então é esse o segredo do pai de Coraline... Ele é um assassino!
[A câmera foca no olhar atônito de Mário, enquanto o instrumental atinge o seu ápice.]
*[⏳] ● CENA 11 ● CASA DE MADELEINE ● INTERNO ● MANHÃ ● [⏳]*
[Madeleine e Coraline continuam a discutir. Os ânimos estão à flor da pele.]
Madeleine (explosivo): EU NÃO PERMITO QUE VOCÊ SE CASE COM AQUELE MOLEQUE, CORALINE! NÃO PERMITO!
Coraline: O SENHOR NÃO PODE TRAÇAR O MEU DESTINO! EU AMO O MÁRIO, E É COM ELE QUE EU QUERO FICAR!
Madeleine: NÃO IRÁ, CORALINE! NÃO IRÁ! NÓS VAMOS EMBORA DESTA CIDADE! TUDO O QUE VIVEMOS AQUI FICARÁ PARA TRÁS!
Coraline: CHEGA, PAI! CHEGA! O SENHOR VAI ME CONTAR O QUE TANTO LHE CORRÓI, DE UMA VEZ POR TODAS!
[Tenso, Madeleine se cala.]
Coraline: VAMOS, PAI! ESTOU ESPERANDO A VERDADE! O QUE O SENHOR TANTO ESCONDE?
[Neste momento, antes de qualquer ação de Madeleine, a porta é aberta violentamente, revelando Mário, que carrega o jornal em suas mãos.]
Mário: AQUI ESTÁ A VERDADE, CORALINE!
Madeleine (assustado com a invasão): O QUE ESTE MOLEQUE ESTÁ FAZENDO AQUI?
Coraline (surpresa): Mário!?
[No mesmo instante, Mário lhe entrega o jornal. No exato momento, os olhos da filha de Fátima se esbugalham.]
Mário: Está vendo, meu amor? É isto que ele sempre escondeu de você... |Olha para Madeleine.| O SEU PAI É UM ASSASSINO!
[Ao ouvir isto, Madeleine estremece. Um soundtrack de tensão invade a cena, enquanto Coraline, completamente atordoada, o encara, sem acreditar.]
*A IMAGEM CONGELA EM MADELEINE.*
