• CAFÉ AMARGO | (🌱☕) — CAPÍTULO 12
*CENA 01 | CASARÃO SAMPAIO - INT./NOITE*
[Instrumental sexy 🎶.]
[Maria Esposa se senta na cama, ao lado de Saulo, e faz carinho na cabeça dele.]
M. Esposa: |Sorridente.| Sabe que eu sempre te achei bonito? Atraente...
Saulo: Olha... confesso que eu também.
M. Esposa: Posso te fazer uma pergunta?
Saulo: |Sorrindo.| Deve!
[Maria Esposa tira parte de sua camisola e deixa seus seios à mostra. Um detalhe importante a ser notado é que não dá para ver seus mamilos, pois ela está de costas.]
M. Esposa: |Sexy.| Você gosta dos meus seios?
[O pico do instrumental é alcançado. Saulo observa os peitos de Maria Esposa com admiração. Ela sorri para o rapaz.]
Ragnarok - k a m a i t a c h i (🎵).
Saulo: |Seduzido.| Gosto...
M. Esposa: |Sorridente.| São seus!
[Saulo toca em seus seios. Maria Esposa continua de costas para a câmera. Em seguida, Saulo se levanta e fica completando despido para a moça. Detalhe: só é visível a parte da cintura para cima.]
Saulo: E você, Maria Esposa? Gosta de meu corpo?
M. Esposo: Eu... amo!
[Maria Esposa se levanta e fica frente a frente com Saulo. Ela tira o resto de sua roupa e ambos se encaram estando nus. A câmera mostra seus corpos inteiros, mas não dá para ver praticamente nada, pois está escuro, apenas as silhuetas de ambos são visíveis.]
Saulo: Então me beije...
[Maria Esposa e Saulo começam a se beijar enquanto a música chega em seu refrão. Em seguida, a cena corta para eles fazendo amor, debaixo do lençol, com muita intensidade.]
[A música chega em seu auge e é mostrada Maria Esposa subindo e descendo, entre os lençóis, como se estivesse cavalgando em Saulo.]
[A sequência avança para a pós-relação sexual e mostra o dia amanhecendo e eles dormindo. A música se encerra.]
```(09/01/1919)```
Enfim, amanhece. Saulo acorda e observa Maria Esposa. Em seguida, é a vez dela acordar. Ela se senta, cobrindo seus seios, e inicia um diálogo com Saulo.
M. Esposa: |Sorrindo.| Eu adorei a nossa noite.
Saulo: Eu também adorei. Não só porque fizemos amor, mas também porque foi divertido te usar.
Tensão 🎶.
M. Esposa: |Nervosa.| Como assim!?
Saulo: |Debochado.| Vosmecê é burra? Eu te usei para satisfazer meus desejos.
M. Esposa: Eu não entendo...
Saulo: Eu sei que vossa mãe te mandou aqui pra me seduzir. Sim, eu poderia te dispensar, mas não, decidi que iria ceder aos teus caprichos para te humilhar no dia seguinte.
M. Esposa: |Chorando.| Por que você está fazendo isso comigo?
Saulo: |Cruel.| Porque você e o Nélio são dois ratos. Eu confiei em vosmecês. Guardei vossos segredos. E ainda assim, me apunhalam pelas costas. Vosmecê, Mariposa, não passa de uma marionete de vossa mãe; uma jovem sem alma, sem vontade própria, sem desejos, sem objetivos. E enquanto você fazia amor comigo, eu só pensei na minha Juliete, porque ela sim é uma mulher de verdade, diferente de você, que não passa de um protótipo de prostituta!
[Maria Esposa começa a chorar bastante e sua respiração fica ofegante. Ela olha nos olhos de Saulo.]
M. Esposa: |Dá-lhe uma bofetada.| Seu nojento!
[Maria Esposa se veste e corre do quarto. Saulo demonstra satisfação ao mesmo tempo que sente um pequeno arrependimento.]
[O pico do instrumental toca e a tela escurece.]
Mais tarde, naquele dia, Nélio não encontrou a sua irmã, apenas uma carta de desabafo. Ele lê e se choca.
Nélio: |Apavorado.| Meu Deus do céu... Não, não, NÃO! MÃE! CORRE AQUI!
Tailândia: |Chegando.| O que foi, meu filho!?
Nélio: LEIA ESTA CARTA!
Tailândia: |Lendo.| “Queridos, depois que eu executei o plano de minha mãe Tailândia, eu fui humilhada e descoberta. Não quero mais participar deste ninho de cobras e, sinceramente, prefiro viver debaixo da ponte do que viver sob chantagem. Assinado: Maria Esposa.” |Leitura finalizada.| Eu não acredito... MARIA ESPOSA ACOVARDOU!
Nélio: Se eu tivesse a mesma coragem que ela...
Tailândia: NÃO FALE, BESTEIRA, NÉLIO! Agora, vamos esperar a sua irmã aparecer e dar uma explicação a nós.
Nélio: Você não está preocupada com ela, mamãe? Como você é cruel...
Tailândia: Não só estou preocupada, como também vou fazer justiça. Um momento!
[Tailândia se retira. Nélio fica pensativo.]
[Após ter ido visitar Calixta, Saulo está organizando alguns papéis em seu escritório.]
[Tailândia invade o local e lhe dá duas bofetadas.]
Instrumental de impacto 🎶.
Saulo: |Furioso.| O QUE É ISSO, TAILÂNDIA!? FICOU LOUCA!?
Tailândia: Isto é para você aprender a nunca mais humilhar a minha filha!
[Nélio aparece em seguida.]
Nélio: Minha mãe, não precisava disso!
Saulo: Não preciso de sua defesa, Nélio. Agora, Tailândia, você é muito hipócrita, não é? Manda a rata da sua filha me seduzir a fim de conquistar minha pessoa e ainda se acha no direito de reclamar?
Tailândia: |Raivosa.| Olha aqui, seu imundo, se minha filha não aparecer, você há de pagar MUITO CARO!
Saulo: |Deboche.| Ela fugiu? Ha! Que sensata. |Sério.| Mas me diz, isto é uma ameaça?
Tailândia: Mais do que isso. Eu ainda hei de retomar o poder desta casa e tirar essa sua máscara de bom moço. Não é uma ameaça, é um alerta. Então se prepare, Saulo da Silva, porque você acaba de iniciar uma guerra. Vamos, Nélio!
Nélio: M-me perdoa, Saulo...
Saulo: AH, VÃO EMBORA DAQUI, VÃO!
[Tailândia e Nélio se retiram.]
Saulo: Bando de acomodados. Moram aqui de favor e ainda se acham no direito de reclamar... |Pensativo.| (Tenho que ficar em alerta mesmo; essa bruxa da Tailândia deve estar planejando mesmo alguma coisa. Só preciso descobrir o que é).
[O pico do instrumental toca e a tela escurece.]
*CENA 02 | PRÉDIO/APARTAMENTO - INT./FIM DE TARDE*
[Tailândia termina o desabafo com seu amante, Prefeito Pompeu.]
Pompeu: De verdade, querida Tailândia, eu lamento muito que seu novo plano não tenha dado certo.
Tailândia: |Esperançosa.| Ah, este não. Mas o nosso próximo ato tem que dar. À propósito, trouxe o que te pedi?
[Pompeu entrega uma caixa para Tailândia.]
Suspense 🎶.
Pompeu: Aqui está, sua parte na lavagem de impostos anual!
Tailândia: |Abre a caixa.| Obrigada, meu amor. Com minhas economias, este dinheiro da caixa e com o que vou prometer da fortuna de Dom Jerônimo ao cartório, eu hei de conseguir alcançar meus objetivos e retomar o meu poder no casarão e na fazenda Sampaio. O que achas? |Sorri.|
Pompeu: Eu acho magnífico. Nós vamos vencer, Tailândia, nós vamos vencer!
[Tailândia dá um selinho em Pompeu. Ela sorri novamente para ele e o mesmo retribui o gesto. O pico do instrumental é alcançado.]
*CENA 03 | CASA DE CALIXTA - INT./NOITE*
[Calixta está cozinhando. Até que batem na porta. Ela decide atender.]
Tensão 🎶.
Calixta: |Chocada.| Ha-Ha-Harmonia!?
Harmonia: |Cínica.| Boa noite, Calixta.
Calixta: |Firme.| O q-q-que você quer aqui!?
Harmonia: |Invade a casa.| Nada demais. Só vim lhe dar um aviso.
Calixta: Q-q-que aviso?
Harmonia: |Decidida.| Eu quero que você se mantenha longe de minha filha!
Calixta: Vo-vo-você não pode fazer isso!
Harmonia: Ah, posso sim!
Calixta: Eu gosto da Ju-Ju-Ju-Juraciara. E ela go-gosta de mim!
Harmonia: É só uma questão de tempo para ela desapegar de você. Eu não quero que vocês continuem amigas. És uma péssima influência para minha filha.
Calixta: E o q-que você vai fazer se eu não me afastar!?
Harmonia: Eu tomo esta casa de você. Tenho influência! Imagina só... sua pessoa tendo que morar no olho da rua?
Calixta: Vo-você não tem esse direito!
Harmonia: Ah, eu tenho sim! Enfim, afaste-se dela, se não quiser sofrer as devidas consequências. Adeus, Calixta!
[Harmonia se retira fazendo expressão de nojo ao olhar para casa e fecha a porta com tudo.]
Calixta: |Com raiva.| Sua de-de-demônia... Rum!
*CENA 04 | JORNAL - INT./MANHÃ*
[São mostrados takes ao som de Girl On Fire - Alicia Keys 🎵.]
```(10/01/1919)```
Bonfim: |Nervoso.| Juraciara?
Juraciara: |Sorridente.| Oi!
Bonfim: Será que podemos conversar?
Juraciara: Claro! Comece.
Bonfim: Bem... depois daquele beijo, eu não tirei mais você da minha cabeça...
Juraciara: Eu... também não tirei mais. Eu adorei aquele nosso momento!
Instrumental romântico 🎶.
Bonfim: Eu... gostaria de saber se você quer namorar comigo?
Juraciara: Namorar com você?
Bonfim: Olha, se você não qui-
Juraciara: Mas é claro que aceito!
Bonfim: Sério?
Juraciara: Claro, meu bem...
[Juraciara se aproxima dele e começa beijá-lo. O mesmo retribui o gesto. O beijo fica cada vez mais romântico e intenso. O pico do instrumental toca.]
*CENA 05 | DELEGACIA - INT./MANHÃ*
[A delegada está organizando algumas gavetas, até que é abordada pelo policial Cezar.]
P. Altair: Celeste?
D. Blanco: Sim...?
P. Altair: |Bobo.| Eu... queria dizer que não tirei da cabeça aquele nosso jantar.
D. Blanco: |Franca.| Sabe que eu também não?
P. Altair: Sério?
D. Blanco: Claro. O que me incomodou foi aquelas pessoas olhando a gente... só por eu ser mais velha...
P. Altair: |Romântico.| Pois eu não me incomodei em nada. Apenas dei atenção à sua presença.
D. Blanco: |Tímida.| Eu... também gostei muito da sua presença lá.
P. Altair: É...
[Um instrumental romântico se inicia. Altair e Celeste se aproximam um do outro.]
[Ambos fazem seus lábios se tocarem e dão o esperado beijo.]
[Ela pega na no seu cabelo e ele na cintura dela.]
[Em seguida, delegada Blanco corta o clima.]
D. Blanco: |Envergonhada.| M-me desculpe.
P. Altair: |Apaixonado.| Não tem com o que se desculpar, eu amei cada toque do seu lábio.
D. Blanco: É... vamos voltar ao trabalho!?
P. Altair: |Meio decepcionado.| Sim, vamos, vamos...
*CENA 06 | CASA DE JOSIAS - INT./MANHÃ*
```(11/01/1919)```
Num bairro distante, Tailândia visita o testamenteiro que distribuiu a herança dos Sampaio. Trata-se de Josias Lopes
Josias: Tailândia? Quanto tempo?
Tailândia: |Sorridente.| Olá, Josias. Tudo bem, meu amigo? Eu senti saudades e vim te visitar.
Josias: Ah, claro! Entre, por favor!
[Tailândia entra na casa.]
Josias: Aceita um chá?
Tailândia: Mas é claro!
[Josias trás as xícaras.]
Tailândia: Belas xícaras, senhor Josias!
Josias: Obrigado! Pertenciam à minha falecida esposa.
Tailândia: Definitivamente, ela tinha um bom gosto.
Josias: Obrigado. Enfim, com licença, irei pegar a chaleira!
Tailândia: À vontade!
[Josias traz o chá.]
Tailândia: |Tomando.| Está muito gostoso!
Josias: |Também tomando.| Obrigado, querida!
[Algum tempinho depois, Tailândia decide já querer ir embora.]
Josias: Mas a senhora nem esperou eu tomar o chá todo...
Tailândia: É que eu tenho outro compromisso, senhor Josias. Enfim! Adorei a conversa, até outra ocasião, querido.
Josias: Até mais vê, dona Tailândia!
[A megera dá um beijo na bochecha de Josias e parte.]
Suspense 🎶.
Josias: Ela mudou. Antigamente era menos simpática.
[Josias termina de tomar o chá. Quando ele olha o fundo da xícara, se assusta com o que vê.]
Josias: |Lendo.| “Você foi envenenado...”
[Josias engole seco. O mesmo põe a mão no peito e começa a passar mal. O homem pede socorro, mas ele já está praticamente sem voz.
Josias: |Se segurando.| So-so-so-co-o-rro... |Agonizando.| A-alguém m-me ajude! |Sem voz.|
[Sem forças, Josias cai no chão.]
[Deitado, Josias se rasteja até a porta. Ao tentar alcançar a maçaneta, seu braço cai bruscamente no chão. Josias está morto.]
[A câmera se afasta e vai em direção à janela. Nela, está Tailândia, que observou a morte do homem. Ela sorri diabolicamente para a situação e o pico do instrumental toca. A tela escurece.]
*CENA 07 | CARTÓRIO - INT./MANHÃ*
```(12/01/1919)```
No dia seguinte. Tailândia vai até o cartório da cidade e conversa com um dos secretários. Ela traz consigo a caixa com o dinheiro da lavagem de impostos, dada por Pompeu.
Eriberto: Pois não, senhora?
Tailândia: Quanto você quer para falsificar a assinatura deste testamento |Mostra o documento.| a fim de emitir um novo onde os bens de Saulo da Silva Sampaio são transmitidos para mim?
[Eriberto olha para o testamento e, em seguida, nos olhos de Tailândia. Um clima de suspense domina o ambiente.]
*CENA 08 | CASARÃO SAMPAIO - INT./MEIO-DIA*
São mostradas paisagens aleatórias ao som de O Fortuna - Carl Off (🎵). Uma semana depois. Também aparecem vários jornais sendo produzidos; na estampa de cada um deles, a notícia dá destaque para a morte de Josias Lopes. Juraciara e Bonfim encaram as folhas de jornal em fileira, enquanto estão de mãos dadas. Em seguida, a câmera se aproxima da Fazenda Sampaio.
```(19/01/1919)```
[Saulo chega em casa após uma manhã cansativa de trabalho, juntamente com Cristevo.]
Suspense 🎶.
Saulo: Quem são esses homens, Tailândia?
Tailândia: Boa tarde para você também, Saulo!
Eriberto: Muito prazer, senhor Saulo. Não sei se o senhor lembra da gente, mas somos os representantes do testamenteiro Josias, que, como você bem sabe, descansa em paz, e viemos aqui para mostrarmos uma descoberta.
Cristevo: |Curioso.| Posso saber que descoberta seria essa?
Tailândia: Foi descoberto que o testamento emitido por Josias Lopes era falso. E a principal motivação era que o Dom Jerônimo, meu eterno marido, não conseguiu modificar o testamento a tempo para incluir você nele.
Saulo: |Nervoso.| Não, não pode ser...
Eriberto: Josias era um grande amigo de Jerônimo e sempre se preocupou com as vontades e desejos dele. No entanto, ele exagerou: pegou tudo o que era de direito de dona Tailândia e transmitiu para você e Cristevo. No testamento original, vocês têm apenas direito a algumas terras, descritas no documento.
Tailândia: Dito isso, Saulo, esta casa é minha, e a fortuna de Dom Jerônimo também. E como primeira ordem... eu exijo que VOCÊ SAIA DESTA CASA AGORA!
[A situação fica cada vez mais calorosa.]
[Zoom no rosto de Saulo.]
[Close em Nélio, que aparece em seguida após escutar a discussão.]
[Zoom na face de Cristevo.]
[A câmera foca também no rosto de Tailândia, que se mantém firme e decidida.]
*•A IMAGEM CONGELA EM SAULO · 📰🌾🗞️•*