De Janeiro a Janeiro - capítulo 23 FINAL
CENA 01 | SALA DE JULGAMENTO
Alane: Oliver, j'ai des preuves indéniables de tes crimes. Tu as abusé de Samara et tu as enlevé et retenu Italyce en captivité.
(Tradução: Oliver, tenho provas incontestáveis dos seus crimes. Você abusou da Samara e sequestrou e manteve uma moça em cativeiro.)
Oliver: C'est absurde! Ce sont des mensonges!
(Tradução: Isso é absurdo! São mentiras!)
Alane: Les preuves parlent d'elles-mêmes, Oliver. Tu ne peux plus nier tes actes odieux.
(Tradução: As provas falam por si mesmas, Oliver. Você não pode mais negar seus atos repugnantes.)
Oliver (surtando): Non! Tout ça est un complot ! Je suis innocent !
(Tradução: Não! Tudo isso é uma conspiração! Eu sou inocente!)
[O juiz avalia as provas.]
Juíz: Monsieur Oliver, les preuves sont accablantes. Vous êtes condamné pour vos crimes horribles.
(Tradução: Senhor Oliver, as provas são esmagadoras. Você está condenado por seus crimes horríveis.)
Natália: Meu coração... não consigo suportar isso...
Alane: Alguém chame uma ambulância! Rápido!)
Natália: Meu filho...
[Natália tem um ataque cardíaco e morre ali mesmo. Oliver cai, aos prantos. O juíz mesmo assim lhe condena a 40 anos de cárcere e ele é levado.]
CENA 02 | PRESÍDIO | INT. | NOITE
[A cela está escura e silenciosa. Ele está sentado em sua cama, observando o guarda que faz a ronda. Oliver olha ao redor e encontra um pedaço de metal afiado que ele escondeu debaixo do colchão. Ele o pega com cuidado.]
[Oliver espera pacientemente no corredor escuro, ouvindo os passos do guarda se aproximando. Ele se esconde nas sombras, pronto para agir.]
[O guarda passa pela cela de Oliver, completamente alheio à presença do prisioneiro astuto. Oliver salta silenciosamente atrás dele e atinge-o na parte de trás da cabeça com o metal afiado. O mesmo cai no chão, sem vida, enquanto Oliver rapidamente pega as chaves que estão penduradas em seu cinto. Com habilidade, ele abre a porta da cela e sai para a liberdade.]
[Oliver corre pelo pátio escuro, aproveitando a confusão e o caos que se seguem à descoberta da fuga. Ele se mistura com os outros prisioneiros, que estão aproveitando a oportunidade para causar distúrbios.]
[Oliver continua correndo, mantendo-se discreto e evitando os olhares dos guardas. Ele sabe que precisa encontrar um ponto de fuga seguro.]
[Oliver chega ao muro do presídio, onde um carro está esperando por ele do outro lado. No topo do muro, Oliver olha para trás uma última vez e salta.]
CENA 03 | BECO ESCURO | NOITE
[A câmera passeia por um beco escuro, em uma periferia qualquer. Nesse instante, Oliver surge correndo desesperado. Ele olha para todos os lados, ofegante, e para, de repente, ao avistar alguém atrás dele. É Samara, que o encara com um sorriso psicótico, segurando uma faca em suas mãos. Ela cerca Oliver.]
Samara (sorrindo): Finalmente te encontrei...
Oliver (assustado): O que você quer, SUA DESGRAÇADA? TUDO O QUE EU ESTOU PASSANDO É POR SUA CULPA. EU VOU TE MATAR!
[Oliver avança para cima da ex-noiva, mas recua ao ser ameaçado com a faca.]
Samara (com um olhar frio): Olha só quem está no controle agora... Achou mesmo que ia fugir da justiça, Oliver? Você pode até ter se safado da prisão, mas de mim... Você não escapa.
[Nesse momento, ela avança para cima de Oliver, determinada a matá-lo.]
Oliver (ofegante): Samara... Por favor, não faça isso.
Samara (sorrindo sinistramente): Cale essa boca imunda. É hora de pagar por tudo.
[Samara se aproxima lentamente de Oliver, segurando a faca com firmeza.]
Oliver (recuando): Por favor, Samara, eu imploro! Não precisa fazer isso!
[Samara ignora os apelos de Oliver.]
Samara: Lembra daquelas noites em que você me machucou? Das palavras cruéis que me disse? Agora é a minha vez de te fazer sentir o mesmo medo e dor!
[Oliver tenta se defender, mas Samara é implacável. Ela o golpeia nas costas, fazendo-o cair no chão e gritar de dor.]
Oliver: PARA! Eu não aguento mais... SUA VADIA! MALDITA!
Samara: CALA A BOCA, DESGRAÇADO!
[Samara, com ódio e impulsão, golpeia Oliver várias vezes até que ele finalmente desfalece. Ela olha para o seu corpo caído no chão, imerso em uma poça de sangue.]
Samara (sussurrando): Você nunca mais vai machucar ninguém, Oliver. Acabou...
[Ela se afasta dali, enquanto a imagem escurece.]
CENA 04 | JARDIM | TARDE
[Italyce e Lourenço caminham pelo jardim, de mãos dadas.]
Lourenço (nervoso, segurando uma caixa de veludo): Italyce, desde que nos conhecemos, eu sabia que você era especial para mim. Passamos por muitas coisas juntos, e meu amor por você só cresce a cada dia.
Italyce (emocionada): Eu também sinto o mesmo, Lourenço. Você é a pessoa mais incrível que já conheci.
[Lourenço ajoelha-se e abre a caixa de veludo, revelando um lindo anel.]
Lourenço: Italyce, você aceita ser minha esposa? Quero passar o resto da minha vida ao seu lado, compartilhando momentos felizes e construindo um futuro juntos.
Italyce (com lágrimas de felicidade nos olhos): Oh, Lourenço! Sim, mil vezes sim! Eu te amo mais do que as palavras podem expressar!
[Lourenço coloca o anel no dedo de Italyce e a abraça.]
Lourenço: Eu prometo fazer você feliz todos os dias da nossa vida juntos. Você é meu amor eterno.
[Os dois se beijam apaixonadamente enquanto o sol se põe no horizonte.]
CENA 05 | ORFANATO (QUARTO DE PEDRO) | NOITE
[O quarto de Pedro é sombrio, com paredes descascadas e uma única janela coberta por uma cortina empoeirada. Pedro, aparentemente perturbado, está sentado na beirada da cama, olhando fixamente para o nada. Seus olhos estão vidrados e sua expressão é de profunda angústia. Ele segura com firmeza uma faca enferrujada em suas mãos trêmulas.]
Pedro (com um sorriso maligno em seu rosto): Lourenço... Leona... Vocês vão pagar por tudo!
[Pedro começa a alucinar. Sua mente mergulha em um mundo distorcido. Ele vê Marcela em pé no canto do quarto. Ela está pálida, com os cabelos desgrenhados e olhos fundos cheios de tristeza.
Marcela (sussurrando): Pedro, meu filho... Não faça isso. Você ainda pode ser feliz.
[A voz de Marcela ecoa no quarto, mas Pedro parece não escutar. Seus olhos brilham com uma mistura de raiva e loucura. Em um surto de fúria, ele se levanta abruptamente da cama e avança em direção à porta do quarto.]
CORTA PARA:
[Pedro corre pelos corredores do orfanato, ainda com a faca em suas mãos trêmulas. Os passos ecoam sinistramente. Uma freira surge em seu caminho, tentando impedi-lo. Ela olha para ele com olhos preocupados e estende as mãos em um gesto de súplica.]
Irmã: Pedro, PARE!
[A fúria dentro de Pedro é incontrolável. Ele ataca a freira com violência, desferindo vários golpes com a faca. O som dos gritos de irmã ecoa pelos corredores vazios do orfanato. Ela cai desacordada no chão, ensanguentada e imóvel. Pedro, imerso em uma escuridão profunda, desaparece misteriosamente nas sombras do orfanato.]
CENA 06 | CAMPO FLORIDO | MANHÃ
[O sol dourado do fim de tarde banha um lindo jardim. No centro há um altar improvisado. Nele, Italyce e Lourenço fazem os votos de amor eterno, sob a bênção do padre. Entre os convidados estão: Janet, Leona e Ágata.]
[Lourenço, emocionado, segura a mão de Italyce.]
Lourenço (emocionado): Hoje é o dia mais especial das nossas vidas.
[Italyce abre um sorriso radiante.]
Italyce: Sim, meu amor, mal posso esperar para começar esta jornada ao seu lado.
Padre: Eu vos declaro marido e mulher. |olha para Lourenço.| Pode beijar a noiva.
[Os dois se beijam, apaixonados. Os convidados vibram. A câmera se afasta lentamente, enquanto o clima muda e um instrumental de tensão permeia a cena. Enquanto os votos são trocados, uma figura aparece ao longe. É Jove. O homem, com olhar maligno, segura um cronômetro de bomba relógio, enquanto um sorriso perturbador domina seu rosto.]
Jove: Ah, como eu amo um bom casamento. Mas, será que esse será 'até que a morte os separe'? Vamos descobrir.
[Nesse momento, o tempo acaba. Uma grande explosão acaba violentamente com o clima harmonioso do casamento. O altar é envolvido em uma nuvem de poeira e destroços, deixando todos em choque. Lourenço e Italyce são arremessados para longe e seus corpos caem sem vida. A tela fica branca.]
[De repente, os dois abrem os olhos. Eles encontram-se em um lugar celestial, cercados por campos verdejantes e rios de águas cristalinas.]
Italyce (radiante): Lourenço... Veja isso.
[Uma imensa felicidade toma conta dos dois.]
Lourenço: Italyce, estamos no paraíso! Não posso acreditar.
Italyce: É maravilhoso, meu amor. Este é o começo da nossa eternidade juntos. Aqui nós seremos eternamente felizes.
[Entretanto, em uma inesperada quebra de atmosferas, o encanto é desfeito quando o cenário perfeito começa a se distorcer. As flores murcham, o céu se tinge de vermelho e uma risada maligna ecoa pelo ar. O paraíso revela-se como uma fachada, desmoronando diante dos olhos dos dois.]
Lourenço (perturbado): O que está acontecendo?
[Do meio das sombras emerge uma figura sombria. É diabo em pessoa.]
Diabo (sorrindo): Bem-vindos ao felizes para sempre!
FIM.