De Janeiro a Janeiro - capítulo 11


De Janeiro a Janeiro - Capítulo 011

Uma web novela de: Gabriel William


(CENA 001/FAZENDA COSTA)


ITALYCE - Pai, você ficou maluco? Eu não vou deixar você tirar esse filho de mim!


JOVE - Você me respeite, Italyce! Você acha que eu sou um serzinho qualquer, é?


ITALYCE (desesperada) - NÃO, PAI, PELO AMOR DE DEUS! POR FAVOR, NÃO TIRA ESSE BEBÊ DE MIM, ESSE É O MEU FILHO. EU QUERO CONSTRUIR UMA FAMÍLIA!


JOVE - Ah é, vai construir uma família? Pois fique sonhando, você montou essa família com o Lourenço pra estragar a sua vida. Você cometeu um ato libidinoso com o Lourenço, Italyce! Você não tem noção disso, não? Você acha que é uma coisa qualquer pra mim e sua mãe? Pois eu vou abortar esse filho sim, e vai ser agora!


ITALYCE - Não, não, não...


(Os enfermeiros seguram Italyce, ela grita e tenta se soltar.)


ITALYCE (desesperada) - SOCORROOOOOO! ME SOLTA, PELO AMOR DE DEUS!


JOVE - Podem aplicar a anestesia nela!


(Os enfermeiros aplicam a anestesia, e levam Italyce para dentro da ambulância, ela está em uma maca. Janet acompanha a sua filha, a ambulância sai, todos os vizinhos da fazenda ficam preocupados com ela.)


VIZINHO - Pessoal, vocês estavam escutando os gritos que estavam acontecendo na Fazenda Costa?


VIZINHA - Eu escutei.


VIZINHA 02 - Aquela fazenda tá um caos. A filha do chefe engravidou do empregado da fazenda, como que pode isso?


VIZINHO - Que lamentável, uma jovem dessas engravidar de um empregado. Acho que o chefe da fazenda não deve ter gostado nada disso!


(Um instrumental de tensão toca sobre a cena. A imagem escurece, alguns dias se passam...)


(CENA 002/HOSPITAL)


(Janet está esperando notícias sobre Italyce, ela fica pensando sobre a revelação da gravidez de Italyce.)


JANET - Meu Deus, o que essa menina aprontou? O pai dela não gostou nada disso! Minha nossa senhora, proteja essa menina.


(O enfermeiro se aproxima de Janet, ele está segurando um bloco de notas.)


ENFERMEIRO - Boa tarde, Sra. Janet? Mãe de Italyce Costa?


JANET - Sou eu mesma. E aí, tem notícias sobre o procedimento de Italyce?


ENFERMEIRO - Bom, vim aqui lhe informar que o procedimento foi concluído com sucesso. Eu sei que para ela foi doloroso ter perdido o seu próprio filho, porém foi uma escolha da família.


JANET - Eu sei que foi doloroso, porém é para o bem dela. Ela não sabe como é ser mãe, e o pai dela... Minha nossa, foi terrível quando ele descobriu!


ENFERMEIRO - É algo lamentável. Mas enfim, a partir de amanhã, a sua filha sairá do hospital! Porém ela terá alguns meses de repouso, ok?


JANET - Certo, senhor. Irei para casa, o táxi já está esperando.


ENFERMEIRO - Certo, até logo!


JANET - Até logo!


(Janet sai do hospital. O enfermeiro se preocupa com a saúde mental de Italyce.)


ENFERMEIRO - Eu sei, meu Deus... Eu sei que é doloroso, porém, é a vida!


(CENA 003/MANSÃO DE OLIVER)


(Alane chega na sala, Oliver está sozinho. A empregada questiona o comportamento do rapaz com Samara.)


ALANE - Ei, rapaz. Eu ouvi a conversa que você teve com a Samara ontem, estás pensando que eu não vi? Estás muito enganado, eu vou contar tudo para a Natália.


Oliver se levanta, se aproximando de Alane.


OLIVER - Tem certeza? Você tem capacidade de cometer um ato desses? Você não entende dos meus planos, Alane. É melhor você ir lavar a louça, se não...


ALANE (assustada/de olhos arregalados) - Se não... O quê?


OLIVER - É melhor você nem saber, pois você nem sabe do que eu sou capaz...


(Ele pega uma faca pequena, e começa a assustar Alane. Ela se desespera, e sai. Oliver ri maleficamente.)



OLIVER - HAHAHAHAHA, burrinha. Mais uma anta que vai cair em meus planos, que delícia!


(Oliver sai, ele deixa cair a sua faca pequena. Enquanto isso, Samara desce as escadas, e avista o objeto afiado.)


SAMARA - Misericórdia, o que é isso? Um objeto afiado caído no chão? Quem cometeu um ato apelativo aqui nesta mansão? Só pode ter sido o alecrim dourado... o Oliver!


(Samara olha para o objeto, ela coloca ele na estante da sala, e sai.)


(CENA 004/FAZENDA COSTA)


(Na fazenda, está tudo escuro. Enquanto isso, Julinha está com uma caixa de fósforos na mão, sinal de que ela está pronta para cometer algo perigoso. Ela pega a caixa, e começa a despejar fogo pelo chão.)


JULINHA (despejando o fogo/cantando) - Incêndio no canavial... Um adeus ao doce ao sal... HAHAHAHAHA! Mais uma vitória para Júlia Monteiro. Bom, vou saindo daqui para não me contaminar com essa fumaça radioativa, pois a casa já tem radiação!


(Julinha entra em seu carro, e sai, às escondidas. Enquanto isso, dentro da fazenda, Janet sente um cheiro de fumaça vindo de fora, ela estranha.)


JANET - Misericórdia, que cheiro estranho é esse? Um cheiro tão forte de fumaça. SERÁ QUE ALGO TÁ PEGANDO FOGO? OH MEU DEUS!


(Janet se levanta rapidamente, e vai para o quintal. Ela vê fogo se espalhando, em todos os lados. Ela se desespera, e corre para o quarto, chamando Jove.)


JANET - Jove... JOVE! A FAZENDA TÁ PEGANDO FOGO!


(Jove acorda, e toma um susto com a fala de Janet.)


JOVE - É o quê, mulher? Que conversa é essa, tá com alguma coisa na cabeça?


JANET - EU TÔ FALANDO SÉRIO, JOVE! A FAZENDA TÁ PEGANDO FOGO!


(Surge um clima de tensão entre os dois. A câmera corta para um take, com Jove chegando no quintal, ele vê a situação.)


JOVE - Misericórdia! Janet, pega a mangueira, RÁPIDO!


(Janet corre rapidamente para o banheiro, ela pega a mangueira e corre para entregá-la a Jove.)


JOVE - LIGA A MANGUEIRA, JANET! RÁPIDO!


JANET - Espera, já vou!


(Enquanto Janet vai para o banheiro novamente, e liga a mangueira, Jove apaga o fogo espalhado pelo quintal, os dois têm um alívio enorme. A imagem escurece, mostrando os dois novamente.)


JANET - Olha Jove, eu avisei para instalar câmeras aqui no quintal, na garagem também, pois alguém tá cometendo atos criminosos aqui nessa casa, e devemos fazer justiça.


JOVE - Você acha que é fácil, Janet? Eu ainda estou pagando as dívidas atrasadas, fique calma. Aliás, temos que saber quem é o marginal que está cometendo esses atos, isso não pode acontecer!


(Um clima de tensão gera entre os dois, a câmera escurece. A câmera se aproxima na casa de Marcela.)


(CENA 005/CASA DE MARCELA/MANHÃ)


MARCELA - Meu filho, você e o Lourenço não deveriam ter brigado! Você piorou a situação e o Lourenço ainda mais.


PEDRO - Mamãe, você deve entender que o Lourenço é um marginal. Ele é um garoto rebelde, ele trabalhava pra senhora falando palavras feias. A senhora não escutava?


MARCELA - Eu não, como assim ele falava palavrões aqui dentro de casa?


PEDRO - Pois é, mamãe. A senhora tem que acreditar em mim, o Lourenço não presta! Ele é um garoto horrível, não serve de nada pra família.


MARCELA - Pior que você tá falando a verdade. Porém, meu filho, você tem que entender uma coisa, nada se resolve na violência.


PEDRO - Mas foi ele que me deu um soco, tá doendo demais o meu rosto!


MARCELA - Eu sei, mas isso foi por causa das palavras agressivas que você falou pra ele, por isso que ele ficou desse jeito.


PEDRO - Ele mereceu essas palavras, pra ele aprender a não ser um lixo humano como ele é, igual a Leona!


MARCELA - Ai não, meu filho, você está metendo a Leona nessa confusão. Calma aí.


PEDRO - Meto ela mesmo, pois ela servia pra apoiar esse marginal, cujo o nome dele é Lourenço.


(Pedro sai, e Marcela fica preocupada.)


MARCELA - Ai meu Deus do céu, ai meu Deus do céu. Esse povo só me estressa dentro de casa!


(CENA 006/RUA)


(Passam-se dias e noites, e Lourenço ainda está vivendo em situação de rua. O garoto, se deita em uma sacola de plástico, para dormir. Corta para outro take, com ele comendo comida estragada. E corta para mais um take, com ele sentado, encostado em uma parede, pensando na vida.)


LOURENÇO - O que eu vou fazer na minha vida, meu Deus? Minha mãe me abandonou pra sempre por conta daquele garoto. E ainda fui expulso da fazenda, por ter encontrado o amor da minha vida?! Eu tô lascado, agora tô vivendo em situação de rua... Enfim, vou dormir, quero.


(Passam-se vários dias, e Lourenço pede ajuda nas ruas, um relógio aparece na tela, contando as horas em que Lourenço está vivendo em situação de rua. As pessoas não aceitam o pedido de ajuda do rapaz, o tempo passa rápido, e o rapaz está em uma situação precária.)


(ALGUNS MESES DEPOIS...)


(CENA 007/IGREJA)


(Todos os parentes e amigos de Oliver e Samara estão celebrando o grande e tão esperado casamento dos dois. Samara está andando ao lado de seu pai, Sr. Camargo. Uma música emocionante toca sobre a cena, os dois chegam até o local onde Oliver está.)


NATÁLIA (animada) - Que emoção, minha gente. Esse casamento foi tão esperado por mim, oh meu Deus! Abençoe esses dois!


(Samara finalmente chega no local em que Oliver e o padre estão.)


PADRE - Oliver Camargo, você aceita se casar com Samara Monteiro? Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte vos separe?


OLIVER (cínico) - Eu aceito... Claro que eu aceito!


(Ele dá um sorriso debochado para Samara. A noiva está muito insegura e preocupada.)


PADRE - Samara Monteiro, você aceita se casar com Oliver Camargo? Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte vos separe?


(Um clima de tensão ocorre na cena, Samara está suando frio, nervosa e insegura. Todos olham para ela, e ela olha para Oliver, que continua estando cínico. A IMAGEM CONGELA EM SAMARA, E FOLHAS CAEM SOBRE A TELA.)