Alazão de Ferro - capítulo 05

 

ADF CAP 05


Alazão de Ferro | 5/20

Uma novela de Pedro Valente

Livremente baseada em Cavalo de Aço de Walter Negrão 



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Cena 1 - Grande avenida com conexão à madeireira.


Rodrigo se levanta com sangue nos olhos.


Rodrigo - Mas eu sei o que fazer!


Rodrigo pega sua moto e vai para a madeireira junto com as gêmeas, ambas sem entenderem nada.


Rodrigo - A VINGANÇA SERÁ FEITA! SE EU DANÇO, ELE DANÇA!


Rodrigo chega à madeireira e dá de cara com Patrícia.


Patrícia - Você mentiu pra mim, você me enganou.


Rodrigo - Seu pai contou tudo a você, né? 


Patrícia - Contou! E pensar que eu te amei de verdade, você só queria me usar. 


Patrícia entra em choro.


Rodrigo vê a cena e se sensibiliza, contudo, Patrícia lhe dá um tapa forte.


Patrícia - Mais uma vez eu fui enganada! Vocês homens não valem nada.


Rodrigo lhe rouba um beijo e ambos seguem na paixão.


Rodrigo - Criei sem querer um sentimento por você, por isso peço que você saia daqui.


Patrícia não entende.


Rodrigo (Gritando) - Pessoal, vocês estão cansados de trabalharem e serem explorados por um homem que detém todo o poder dessa cidade? 


Os empregados não entendem bem nesse momento.


Rodrigo - Vocês são o povo! Merecem sim ter os direitos de vocês.


Empregado I - Ele tem razão, mas aonde você quer chegar.


Rodrigo - Vamos derrubar esse império e será hoje. Peço que todos vocês sigam meu plano.


Rodrigo grita seu plano.


Patrícia - FICOU MALUCO?


Rodrigo - Paty, você tem uma vida boa em cima de muitas vidas miseráveis que seu pai explora pra te dar essa vida, não é justo.


Empregado II - Trouxe um galão de gasolina.


Rodrigo - Paty, sai.


Patrícia se desespera e pega um carrinho e sai da madeireira.


Rodrigo (Gritando) FOGOOO!!!!!! 


Os empregados jogam gasolina na madeireira e parte da mata, acendem fósforos e jogam, após isso saem correndo pela floresta até chegar na avenida.


A câmera foca em Patrocínio chegando pouco tempo depois e vendo sua casa, sua madeireira e a floresta pegando fogo.


Patrocínio (Desesperado) - O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?


Ele se ajoelha no chão e não acredita no que vê. As gêmeas que estavam escondidas, aparecem.


Julisângela - É o pagamento pelo o que você fez com a minha filha, e foi pouco pra alguém como você.


Julislanny - Você vai pagar ainda mais.


Patrocínio - Então foram vocês? Eu deveria adivinhar que essa ideia só podia vir de vocês.


Rodrigo que também estava escondido, aparece.


Rodrigo - Não foi uma ideia delas, foi uma ideia minha.


Patrocínio se espanta.


Patrocínio - O bom filho à casa torna, não é? 


Rodrigo - Pois é! Entretanto, não se preocupe, isso que você está vendo aqui é só um aperitivo, o prato principal está por vir e será delicioso pra essa cidade.


Patrocínio - Você acha mesmo que pode me peitar! Você está desatualizado, se eu quiser você morre agora, mas não quero fazer isso de maneira fria sem fazer com que você sofra.


Rodrigo - Relaxa! Eu cheguei pra fazer você entender que você não é ninguém, e você vai entende isso, nem q seja à força.


Cena 2 - Igreja de Encerra-Ninguém 


Na cena vê-se as beatas na igreja, o culto está terminando e as irmãs estão glorificando a Deus.


Pastor - Quem mais precisa de oração?


A igreja - Eu e minha casa.


O culto se encerra.


Samulena - Ouviu? O pastor disse que o evangelho é bom para as pessoas.


Jeandira - E isso é óbvio! 


Samulena - Eu tive uma excelente ideia.


Jeandira - Fala qual.


Samulena - Vamos transformar essa cidade numa cidade evangélica. Totalmente cristã.


Jeandira (Feliz) - Ótima ideia! 


As irmãs montam uma bancada de madeira, nela está escrito “VOCÊ DEVE SE CONVERTER AO EVANGELHO”. É causado o maior furor na cidade e aos poucos os habitantes se aproximam.


Samulena (Gritando) - É ISSO MESMO QUE VOCÊS ESTÃO OUVINDO!!! JESUS MORREU POR VOCÊS E O MÍNIMO QUE VOCÊS DEVEM FAZER É LOUVÁ-LO.


O pastor sai.


Pastor - Que loucura é essa?


Samulena - Você havia dito que o evangelho é bom pra todos, e estamos fazendo eles terem acesso a esse bem.


Jeandira - Exatamente.


Pastor - Obrigando eles a se converterem? Não é assim.


Jeandira - Pare, padre! Nós sabemos o que estamos fazendo.


De repente um homem na intenção de desfazer o amontoado de gente naquela cena patética, dá um forte grito.


Homem - OLHA O CÉSIO!!!!!!


todos saem correndo.


Passa-se uma semana e a câmera foca no rosto de Roberta que está fraca acamada, também está calva. Julisângela está um pouco longe em prantos chorando.


Roberta - Mamãe?


Julisângela - Diz, filha!


Roberta - Eu vou morrer?


Julisângela fica sem resposta.


Roberta - Diz mamãe.


Julisângela - Filha, seja forte! Promete que vai visitar a mamãe nos sonhos.


Roberta faz um gesto de sim com a cabeça e vai fechando os olhos aos poucos. Julisângela se desespera.


Julisângela - NÃO!!!!


Cena 4 - Mamma Mia 


Itálex está em seu restaurante, ele está feliz, ele é feliz. Marcélio chega.


Itálex - Veio se vingar? Vai fazer o quê? Jogar uma bomba aqui?


Marcélio - Não! Pelo contrário, vim fazer as pazes com você.


Os clientes começam a passal muito mal e reclamar. Muitos se levantam e vão ao banheiro.


Itálex olha a sua volta.


Itálex - O que você fez?


Marcélio - Eu? Nada.


Os clientes começam a cagar nos bancos. de forma surreal.


Marcélio - Sua vida acaba agora!


Itálex - Maldito! Olha o que você está fazendo.


Marcélio - Você não vai sair por cima. Esse será seu karma.


Itálex - Eu odeio você!


Marcélio - Se você está vivo pra me odiar, agradeça a mim. 


A vigilância sanitária chega. O vigilante fica perplexo com o que vê. 


Vigilante - O que é isso? Terei que fazer meu trabalho sob esse cheiro insuportável? 


O vigilante vê várias pessoas cagando e fezes para todos os lados.


Vigilante - Que loucura é essa?


Itálex fica sem graça. O vigilante vai à cozinha de Itálex e vê o que havia nos pratos. Ele come um pequeno pedaço de um dos pães dele e percebe um gosto estranho.


Vigilante - Calma! Esse é um laxante caseiro. Por que você vende comidas nesse estado? Considere seu restaurante interditado.


O vigilante rapidamente começa a passar mal e sai.


Marcélio - Profissional, mas burro.


Marcélio sai e volta para seu restaurante. A imagem mostra Marcélio pagando a um moço pelo trabalho.


A imagem congela no rosto de Marcélio com um rosto maligno.