Alazão de Ferro - capítulo 18
Alazão de Ferro | 18/19
Uma novela de Pedro Valente
Livremente baseada em Cavalo de Aço de Walter Negrão
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Cena 1 - Cabaré das Beatas
Conadoleta - Você volta pra visitá-la.
As gêmeas passam em suas casas e já arrumam as malas. Enquanto Jean espera no cabaré.
É visto na cena elas viajando de avião.
Cena 6 - Cabaré das Beatas
Patrícia chega procurando por sua mãe e encontra um bilhete.
Patrícia “filha, não pude controlar-me, meu fogo é maior que tudo nesse mundo, tive que agarrar essa oportunidade, mas irei visitar e falar com você sempre, com amor, Jeandira.
Patrícia - Que? Como assim?
Rodrigo chega.
Rodrigo - Paty, eu descobri quem matou o Patrocínio.
Patrícia - E quem foi? Você vai dizer agora.
Rodrigo - Agora essa é a hora de nós acabarmos com ele.
Patrícia - Por que devemos acabar com ele?
Rodrigo - Por que é uma pessoa que não faz bem a ninguém.
Liliana chega.
Liliana - Pessoal, eu descobri quem matou o Patrocínio.
Rodrigo liga para as ex-beatas.
Rodrigo - Meninas, eu sei quem matou o Patrocínio.
Jeandira (Ao telefone) - Quem???
Rodrigo - Foi o Itálex.
Jeandira (Ao telefone) - Mas como que o Itálex?
Rodrigo - Ele deu um jeito de saber nosso plano, mas não sei como.
Liliana - Eu acho que eu sei.
Patrícia - Como?
Liliana - Eu estava lá na casa dele, eu falei no quarto algo sobre “Tenho que colocar na agenda a viagem ao Rio de Janeiro/Patrocínio no Cristo redentor”. Mas não falei tão alto.
Patrícia - Ele sacou.
Liliana - Mas eu pensava que ele não estava em casa.
Rodrigo - Não falamos exatamente quem iria empurra-lo, talvez isso até nos ajudou.
Liliana - Mas mesmo assim, ele ainda está solto, ele é um mal pra essa sociedade.
Patrícia - Enquanto nós estivermos aqui, corremos perigo.
Jeandira (Ao telefone) - Meninos, não deixem ele acabar com vocês. Ele pode fazer algo com a Liliana.
Patrícia - Não só com ela, mas também com nós.
Rodrigo - Iremos atrás dele.
Patrícia - Rodrigo, pega sua moto e vamos lá tentar encontra-lo.
Rodrigo - Cada um caça num lugar.
Rodrigo vai até seu quartinho e pega sua moto.
Cena 3 - Presidio
Chef - São várias denúncias quanto o Itálex, nós precisamos ir atrás dele, essa cidade precisa de justiça.
Soldado - Chama a maioria de viaturas que a gente conseguir.
Chef (no radinho) - Preciso de 30 viaturas para pegar o Itálex, o dono do Mamma Mia, o restaurante interditado.
Soldado - Vamos?
Chef - Rápido.
A câmera corta pra Itálex que se encontra no Mamma Mia. Ele está vendo as notícias no celular.
Itálex - Eu estou sendo procurado? Que polícia lerda.
Itálex se levanta e vai pro seu quarto, lá ele faz suas malas.
Itálex - Mas eu tenho dinheiro, eu não vou me render tão fácil. Mas antes preciso escrever uma coisinha.
Itálex escreve uma carta e a deixa em cima da mesa.
Itálex - Agora sim, eu irei sair e rápido.
Ao sair, ele se vê encurralado pela polícia.
Itálex - Chegaram rápido!
Chef - Essa cidade não é tão grande assim.
Itálex - Tá certo! Vocês me pegaram. Só irei pegar minha bombinha já que estou preso, senão irei ter uma crise asmática.
Chef - O soldado vai com você.
Itálex - Não! Detesto companhias indesejáveis. Meu restaurante não tem saída pro outro lado, acredito que isso esteja óbvio.
Itálex entra de novo em seu restaurante e vai ao lado de seu escritório.
Itálex - Finalmente irei usar algo que ninguém sabia que existia.
Itálex tira o tapete do chão e entra numa passagem, lá ele entra no túnel que dá para a floresta.
Chef - Já se passou quanto tempo?
Soldado - Uns 10 minutos.
Rodrigo, Patrícia, Liliana e as gêmeas chegam.
Julisângela - Disseram que ele vai ser preso e viemos aqui para ajudá-los.
Liliana - Ele já foi preso?
Chef - Ainda não! Disse que iria entrar para pegar uma bombinha para asma.
Liliana - NÃO! Ele não foi pegar bomba, nem asmático ele é. Eu sei onde ele foi, ele entrou numa passagem ao lado do escritório dele, ele vai fugir.
Todos entram no restaurante correndo.
Chef - A passagem? Quem tem uma passagem em casa!!! Entrem rápido.
Itálex percebe que todos estão indo atrás deles por escutar passos de várias pessoas e corre mais rápido ainda. Alguns minutos depois ele sai do túnel mas tranca a porta.
Itálex - Agora vocês não irão conseguir sair. Essa porta é ferro puro e está trancada com cadeado. Vocês perderam.
Itálex corre.
Rodrigo - Pessoal, chegamos ao final mas a portinha está trancada.
Chef - Maldito, teremos de voltar.
Soldado - Perdemos ele.
Todos eles voltam.
Cena 4 - Moulin Rouge
As ex-beatas e a irmã de Samulena entram no moulin rouge junto à Jean.
Jean - Essa será a nova casa de vocês.
Samulena - Um bordel?
Jeandira - Uma vida dessas era o que eu queria.
Jean - Mas agora vocês ganharão muito mais, ganharão em euro.
Jeandira - Subiremos para nossos quartos iremos desfazer as malas.
Outras profissionais do sexo que estavam lá começam a sentir inveja. Sente-se o clima no ar que fica pesado.
Kalinda - Mais trouxas que vieram pra roubar nosso lugar.
Jean - Você olha como fala com elas, elas já eram do ramo e se vocês trabalhassem o quanto que elas trabalham não ficariam reclamando.
Kalinda - Vai namorar com elas, é?
Jean - Estou namorando as três.
Kalinda - Você gosta de coroas?
Jean - Não é na sua conta o que eu gosto ou não. Você irá respeitá-las.
Kalinda - Enquanto eu estiver aqui, elas vão comer na minha mão.
As ex-beatas descem.
Conadoleta - Finalmente, essa viagem me cansou.
Kalinda - Nessa idade é normal. A viagem de avião deve ter sido exaustiva, não sei como não se esfarelou durante ela.
Conadoleta - Jean, não sabia que aqui tínhamos uma fazenda dentro de um puteiro.
Kalinda - Por quê?
Conadoleta - Temos uma vaca aqui perdida.
Samulena - Mas relaxa, viemos aqui pra incomodar mesmo! Está certíssima.
Kalinda - Vocês querem me peitar? Vocês não conseguem porque não sabem do que eu sou capaz.
Jean - CHEGA KALINDA!! Eu te aturei por muito tempo, mas essas suas loucuras estão passando dos limites.
Kalinda - Eu sou mais eu.
Jean - Vocês três na condição de minhas namoradas, irão ser as novas donas desse cabaré obtendo cada uma uma porcentagem de 15% cada uma e assim podendo mandar e desmandar aqui.
Kalinda - Calma, o quê?
Jean - É isso mesmo! Você sabe que você já passou dos limites! Já perdemos muitas profissionais por sua causa.
Kalinda - Elas jamais te amarão como eu te amo, essa oportunidade deveria ser minha.
Jean - Nunca será.
Cena 5 - Avenida
Num grande restaurante no meio da avenida, Itálex sente fome e entra para almoçar.
Itálex - Garçom, me serve um vinho do mais caro e uma maniçoba.
Garçom - Você que deveria trazer.
Itálex - Como é?
Garçom - Odeio meu trabalho.
O garçom vai fazer o seu prato.
Itálex - Que falta de educação desses empregados de hoje, que espelunca, se eu não estivesse com tanta fome…
Depois de uns minutos o garçom traz sua comida.
Itálex - Vinho e maniçoba, que delícia.
Itálex come.
Itálex - Agora farei minha vida noutro país! Que delícia! Irei aos Estados Unidos ou a Portugal e refarei minha vida longe desses todos.
Os policiais, Rodrigo, as Gêmeas e Liliana chegam.
Itálex - COMO ME ACHARAM?
Liliana - Coloquei um chip localizador no bolso de uma das suas camisas que estão na sua mala, você não iria conseguir fugir.
Itálex - Claramente tinha que ser a filhinha fancha, a desgraça da família. Já que não posso fugir agora, quero ao menos comer o resto de comida que me falta.
Itálex come.
Chef - Agora vamos.
Itálex é algemado e todos voltam para E-N.
Dono do Restaurante - Garçom, achei a maniçoba que você trouxe meio estranha, como você a preparou?
Garçom - Da mesma forma que se preparam todas.
Dono - Você demorou mais de 10 dias pra cozer?
Garçom - Cozer?
A imagem congela no garçom confuso sobre o fato de cozer ou não uma maniçoba.