Alazão de Ferro - capítulo 16
Alazão de Ferro | 16/19
Uma novela de Pedro Valente
Livremente baseada em Cavalo de Aço de Walter Negrão
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Cena 1 - Quentinha com tudo dentro
CLIENTE - Meu filho está passando mal.
Samulena - Meu Deus, acho que vou vomitar.
Marcélio - ITÁLEX MENTIU! ELE NÃO SE ARREPENDEU, MALDITO.
Jeandira cai no chão.
Patrícia - MÃE!!!!
A cena corta pra Itálex.
Itálex - Idiotas! Malditos! Acha mesmo que eu me orgulharia em ter um filho baitola, eu vou acabar é com todos vocês.
A cena volta pro restaurante.
Cliente - Eu não irei nem chamar a vigilância sanitária, aqui já lhe cabe um processo mesmo.
Passados 30 minutos, uma ambulância chega. A cena está ficada na criança, o filho do cliente que está passando extremamente mal.
Cliente - FILHO!!!!!????
Menino - Pai, eu tô passando mal.
Cliente - Você vai ficar bem, amor.
Menino - Pai, eu não quero morrer.
Cliente - Você não irá, deus está à sua frente.
Os enfermeiros pegam uma maca e botam o menino dentro. O pai entra em seguida e a ambulância é levada.
Cliente - Filho, fala comigo.
Menino - Eu não estou bem, não consigo falar muito.
O eletrocardiograma para aos poucos.
Menino - Papai, você disse que Deus estava ao meu lado.
Cliente - FILHO! NÃO!!
O menino abaixa a cabeça lentamente e vai fechando os olhos.
Cena 2 - Presidio
Capitão - Ainda bem que o antigo chefe daqui foi demitido, vamos transformar essa cidade num Portugal em segurança.
O telefone toca
Capitão - E começaremos agora.
O capitão atende o telefone
Capitão (ao telefone) - Alô? Que?? Não acredito. Estamos indo agora.
Soldado - Um crime no restaurante quentinha com tudo dentro. Pega uma viatura, vamos pra lá agora.
Eles chegam rapidamente.
Soldado - O que aconteceu?
Cliente - Eles envenenaram a comida e a bebida, estão todos passando mal.
O soldado entra e percebe uma coloração estranha, um cheiro estranho numa simples sopa.
Capitão - Quem é o dono daqui?
Marcélio se levanta.
Marcélio - Sou eu, mas eu não tenho culpa! Me sabotaram.
Capitão - E você teria como provar isso?
Marcélio - Não. As câmeras da cozinha quebraram de repente.
Capitão - Você está preso! Leve ele soldado.
O soldado leva Marcélio e todos os outros são levados ao hospital.
Cena 3 - Mamma Mia
Itálex - Viu como eu acabo com você fácil? Você acha mesmo que poderia pisar em mim, depois virou facilmente meu tapete.
Itálex tira um champanhe e enche uma taça.
Itálex - Eu tenho meu restaurante interditado, agora você também tem.
Cena 4 - Hospital
Rodrigo e Patrícia são internados juntos.
Rodrigo - Ele não se arrependeu, ele estava mentindo.
Patrícia - Ele falou de uma forma tão séria que não havia como desconfiar.
Rodrigo - Eu odeio pessoas assim.
Patrícia - Mas relaxa, eu acredito no Karma, ele vai resolver tudo.
A cena corta pro quarto de Jeandira e Samulena.
Samulena - Jeandira, nesses últimos tempos eu estive refletindo sobre algo que eu não sei se você concorda comigo.
Jeandira - O que?
Samulena - A gente viveu nessa vida evangélica por muito tempo, mas agora me parece que está gasto sabe? É como se o nosso tempo tivesse acabado.
Jeandira - Eu preciso contar uma coisa que eu nunca contei.
Samulena - O que?
Jeandira fala com lágrima nos olhos.
Jeandira - Não tem um dia que quando eu não vá dormir eu não pense em homens desde quando o pai da Patrícia desapareceu.
Samulena - Eu nunca me esqueci daquelas noites gostosas também.
Jeandira - Afinal, por que mudamos? Qual foi o motivo?
Samulena - A sociedade dessa cidade martelava nas nossas cabeças que tudo aquilo era errado, hoje em dia, você concorda?
Jeandira - Hoje em dia eu penso que cada um deve cuidar da sua vida, porque o que nós demos aquela época era nosso.
Samulena - Pretende voltar?
Jeandira - A parte evangélica faz parte de mim hoje, mas nesse momento parece que eu vivo uma mentira, então, sim, entretanto, não da mesma forma de antes.
Samulena - Sim, com cautela, mas será que ainda estamos na idade?
Jeandira - Se temos prazer ainda estamos, aliás, se não conseguirmos pegar novinhos, a gente mira nos véio da praça q jogam dominó.
Samulena - Aliás, algo que eu queria saber muito. Você que escolheu o nome da sua filha?
Jeandira - Não! Minha mãe se chamava Ednalva e a mãe do meu marido se chamava Crélvia, então decidimos que o nome dela seria Edclélvia.
Samulena - Entendi. Eu acho. Quando sairmos daqui, vamos voltar pra nossa essência e nunca mais a negaremos.
Cena 5 - Mamma Mia
Itálex segue bebendo seu champanhe.
Itálex - Sabe o que eu acho? Acho que eu ainda não causei o suficiente.
Itálex se levanta.
Itálex - Eu estou achando que o Marcel merece morrer, aquela putinha da buc*** quadrada.
Itálex sai do restaurante.
Itálex - Eu vou usar meus dotes de eletricista, pegar minha ferramenta e acabar com ele.
Itálex pega sua caixa de ferramentas, ao pegar vai direto ao hospital. Nesse momento, está na recepção.
Itálex - Olá! Me chamo Brunesso.
Recepcionista - O que deseja?
Itálex - Eu irei dar um jeito na parte elétrica, ela está com problema segundo o telefonema que tive.
Recepcionista - Não estamos sabendo de nada.
Itálex - Moça, eu gastei com ônibus até aqui. Aliás, é melhor eu fazer meu trabalho porque caso aconteça algo nesse hospital, a responsabilidade será sua.
Recepcionista - Pior que já cheguei atrasada ontem e agora meu chef está na minha mira. Tudo bem, entra.
Itálex entra e vai até o disjuntor e corta cinco fios, fazendo com que toda a energia acabe. Após isso ele sai correndo.
Rodrigo - O que é isso?
Patrícia - Ah não!
A cena mostra vários pacientes à beira da morte.
Itálex - Vocês não irão conseguir me pegar hahaha
As luzes e toda a energia volta via gerador.
Chefe do hospital - O que aconteceu?
Recepcionista - Eu não sei, cortaram a luz no disjuntor.
Chef do hospital - Você não sabe de nada?
Recepcionista - Não!
Chef do hospital - Se você tiver algo a ver com isso, você está demitida.
A câmera foca em Itálex correndo.
Itálex - Hahahaieksnabaha eu sou demais.
a imagem congela em itálex rindo igual um demente sem dente.