Alazão de Ferro - capítulo 11


 ADF CAP 11


Alazão de Ferro | 11/20

Uma novela de Pedro Valente

Livremente baseada em Cavalo de Aço de Walter Negrão 



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Cena 1 - Hospital de E-N.


Patrícia - O que?


Doutor - Sabe aquele teste que eu te dei?


Rodrigo - Sabemos sim, o que tem?


Doutor - É um teste de gravidez!


Patrícia não entende.


Doutor - Você está grávida.


Patrícia e Rodrigo ficam chocados.


Rodrigo - SE NÓS FORMOS IRMÃOS??????


Patrícia - Meu Deus! Agora estamos à mercê de um teste de DNA.


Rodrigo - E se nós formos irmãos? O que acontece?


Patrícia - Iremos cuidar dele, mas separados, você sabe que não é certo.


Rodrigo - Eu não sei o que pensar mais, tudo está muito louco pra mim.


Cena 2 - Jornal das Gêmeas


Vê-se na cena que passou-se um dia. Vários cidadãos estão à frente do jornal para fazerem o cadastro a fim de participarem das eleições para decidir o novo prefeito de Encerra-Ninguém.


Julislanny (Gritando) - PRÓXIMO!


Jeandira se aproxima.


Julislanny - Jeandira??????? 


Julisângela - O que você está fazendo aqui?


Julislanny - Estou sendo a frente dos fiéis e de todos os conservadores dessa cidade.


Julisângela - E quais seriam seus planos pra essa cidade?


Jeandira (gritando) - A EXTINÇÃO DO IMORALISMO, DA HOMOSSEXUALIDADE, DA FALTA DE CARÁTER! Iremos fazer essa cidade um exemplo para o exterior e para o restante do Brasil.


Julislanny - Certo! Você tem, fora isso tudo, alguma coisa relevante?


Jeandira - Como assim? A moral e os bons costumes é algo extremamente relevante. Quer mais o quê? 


Julislanny - Ah, não sei. Educação por exemplo, saúde, qualidade de vida, entre outras coisas.


Jeandira - Saúde vem do médico dos médicos. Educação vem de casa. Qualidade de vida vem de quem aceitar Jesus como o senhor e salvador. Vamos transformas E-N numa potência evangélica.


Julisângela - July, você pode negar a tentativa de candidatura? 


Julislanny - A ideia é transformar E-N numa cidade democrática, não iremos conseguir dessa forma, mas relaxa, ela não irá ser eleita.


Jeandira - Vocês que pensam! Eu tenho o apoio dos fiéis, eles são um número significativo.


Julislanny - Melhor eu fazer logo.


Jeandira - O melhor de tudo será quando eu trouxer a cura gay pra cá! Iremos, assim, superpovoar E-N para conseguirmos mais mãos-de-obra a longo prazo.


As gêmeas não acreditam no que ouvem.


Julislanny - Cadastro feito, próximo.


Julisângela - Qual seu nome?


Marcélio - Marcel do Xeréu. 


Julisângela dá um pequeno sorriso.


Marcélio - Eu irei, como plano, trazer a pena de morte. Irei contra todo o comunismo hipócrita desses cidadãos.


Julisângela (Para a outra gêmea) - Às vezes eu fico me perguntando se o Patrocínio no poder mudou mesmo a mente desse povo maluco.


Julislanny - Próximo!


Julislanny - Seu nome? 


Itálex - Itálex Cutálex


Julislanny - planos?


Itálex - Trazer mais amor comunidade LGBT porque sem amor, tipo, quem não vive sem amor, né? E eu aprendi muito a amar porque sem amor não somos nada, somos seres secos igual o Israel da atual novela das 21h30, Quem Foi?. Porque assim, deixa eu explicar pra você, a vida tem de ser vivida, se nós que não somos nada não amomos, quem somos eu? Tipo, perto de Deus…


Julislanny não entende nada.


Julislanny - Basta! PRÓXIMO!


Julisângela - Nome? 


Rodrigo - Rodrigo.


Julisângela - Planos?


Rodrigo - Trazer mais educação para essa sociedade que se encontra num mar de desinformação. Aumentar a infraestrutura precária dessa cidade que vê-se aquém de outras cidades mais próximas, vide que para fazer cursos é necessário ir à E-C para cursar. Não há shoppings nem nada, não há transporte público, estamos atrasados tecnologicamente entre outras coisas.


Julisângela - Ah, finalmente alguém com planos de verdade. Assina aqui é seu cadastro será feito. 


Rodrigo assina.


Chega um homem estranho, um novato à vista.


Julislanny - Próximo!!!


Walter - Olá! Gostaria de me cadastrar. 


Julisângela - Quem é você?


Walter - Meu nome é Walter.


Julisângela - Planos?


Walter - Trazer educação, saúde, democracia, tecnologia e democracia para todos poderem ser que são.


Julisângela - Legal! Seu RG?


Walter - Me mudei ontem do Rio de Janeiro e preciso buscar, se puder fazer o cadastro, eu agradeceria, quando eu for lá eu trago. 


Julisângela - Correto.


Cena 3 - Mamma Mia


Itálex - Filha, você precisa me ajudar.


Liliana - Ajudar em quê?


Itálex - Você é famosa.


Liliana - E?


Itálex - Vai me ajudar a promover minha candidatura, você fez o maior sucesso naquele show.


Liliana - Pai, eu não estou de acordo com suas ideologias. 


Itálex - Você vai fazer isso com seu próprio pai?


Liliana - Pai, vamos com calma e sem chantagens emocionais. Você sabe que nós nos reencontramos agora.


Itálex - Agora estou entendendo, você está indo contra seu próprio pai, pra isso que você veio, né?


Liliana - Você não vai me chantagear.


Itálex - Eu sabia, saia do meu restaurante.


Liliana estranha e sai, ao sair encontra Marcélio.


Marcélio - Liliana, está bem?


Liliana - Estou, só não entendi que meu pai me expulsou do restaurante. Ele quis que eu apoiasse a candidatura dele, eu neguei.


Marcélio - Ele é assim mesmo, imagine o que eu sofri nas mãos dele. Mas fique tranquila, eu resolvo.


Liliana - O que você vai fazer?


Marcélio entra no restaurante de Itálex.


Itálex - Você aqui?


Marcélio - Você tá expulsando sua filha porque não quer que ela fique fora da sua candidatura de merda?


Itálex - Olha como você fala comigo, você não vale nada.


Marcélio - Você que não vale nada, seu lixo, a cada dia as pessoas gostam menos de você, um dia você perderá todos a sua volta.


Marcélio dá as costas e sai.


Marcélio - Vamos Liliana.


Liliana e Marcélio se vão.


Liliana - Sabe o que eu estava pensando?


Marcélio - O que?


Liliana - Em morar aqui.


Marcélio - Mas por quê?


Liliana - Não estamos tão longe de São Paulo, e muitos shows meus acontecem por aqui em volta. 


Cena 4 - Praça 


Vê-se Walter dando comida para os moradores de rua, infestado de gente ao seu redor.


Walter - Pessoal, todos daqui terão casas, saneamento básico porque é louco que a pessoa que antes governava não dava atenção pra essas pessoas.


Jeandira e Samulena aparecem.


Jeandira - Mas do que adianta essas pessoas terem casa se não fazem de Jesus a própria casa?


Walter - Amiga, eu acredito em Deus, mas fé não enche barriga, eles precisam sim de Deus, mas também de condições de vida.


Todos começam a bater palma.


Samulena - um dia vocês verão que um homem sem Deus não é nada.


Jeandira - Se eu for eleita, o novo hino de E-N será Sete Trombetas da Lauriete.


Todos vaiam.