Alazão de Ferro - capítulo 06



Alazão de Ferro | 6/20

Uma novela de Pedro Valente

Livremente baseada em Cavalo de Aço de Walter Negrão 



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Cena 1 - Mamma Mia


O vigilante rapidamente começa a passar mal e sai.


Marcélio - Profissional, mas burro.


Marcélio sai e volta para seu restaurante. A imagem mostra Marcélio pagando a um moço pelo trabalho.


Itálex - Isso não fica assim.


Itálex vai à madeireira e se depara com um lugar destruído. Patrocínio segue discutindo com Rodrigo.


Itálex - O que está havendo aqui? 


Rodrigo - Itálex?


Itálex - O que você está fazendo falando com o Patrocínio? 


Patrocínio - Esse vândalo destruiu minha madeireira, mas eu já resolvi.


Rodrigo - Ah, o que você quer dizer? Vai me matar agora?


A polícia chega.


Patrocínio - O chefe da delegacia, meu irmão, veio bater um papo com você.


Chefe - Eu recebi sua reclamação. Rodrigo, você vai ficar um bom tempo preso, eu lhe declaro preso.


Patrocínio - Pode levar.


Rodrigo olha pra todos os lados e sai correndo, entretanto, leva um tiro no ombro ao tentar fugir. 


Patrocínio - Não mata ele, chefe, não ainda.


Ao tomar o tiro, ele se desequilibra e cai rolando um barranco na floresta. Itálex fica perplexo com a cena.


Patrocínio - E você, Itálex?


Itálex (com medo) - Eu preciso que você sancione a Quentinha do Marcel.


Patrocínio - Sancionar? Por quê?


Itálex - Eu infelizmente não tenho provas, mas o Marcel sabotou meu restaurante. 


Patrocínio - E o que eu tenho a ver com isso?


Itálex - Tem a ver, sabe que quase todos os clientes são turistas, ele está afugentando.


Patrocínio - Isso ainda não foi um grande motivo.


Itálex - Então infelizmente serei obrigado a falar sobre um levantamento da sua vida que eu fiz.


Patrocínio enforca Itálex e o joga contra a parede.


Patrocínio - Essa foi a última vez que você usou essa prova contra mim, tá ouvindo? A ÚLTIMA! 


Patrocínio solta Itálex e vai à cidade, extremamente bravo e entra na cadeia onde Rodrigo foi preso. Lá ele tem uma conversa com o irmão.


Patrocínio - Eu quero dar um troco, só um bem de leve nele, mas eu preciso ficar sozinho com ele.


Chefe - O corredor do qual ele está é muito cheio, a cela dele não tem só ele.


Patrocínio - Leva ele pra solitária. 


Chefe - Mas o que você vai fazer?


Patrocínio - Confia em mim. Só preciso que um guarda apareça com algemas quando eu chamá-lo.


O irmão de Patrocínio pede a um guarda que leve Rodrigo pra solitária. Depois do feito, Patrocínio se aproxima e a solitária é novamente fechada.


Rodrigo - Você acha mesmo que isso me desestabilizou?


Patrocínio - E quem disse que eu fiz isso pra desestabilizar você? Isso é pouco pra você! Você terá o mesmo que seus pais tiveram, mas sofrerá muito mais que eles.


Rodrigo - Você acha mesmo? Na escola onde você está estudando, eu já sou formado. Você não é pário pra mim.


Patrocínio - Mas eu tenho uma coisa que você não tem.


Rodrigo - O que?


Patrocínio - Poder.


Patrocínio chama o guarda que traz as algemas. Ele prende as pernas e os braços de Rodrigo, ele tenta de debater mas é segurado por Patrocínio e o guarda.


Rodrigo - O que vai fazer? Vai me matar?


Rodrigo cospe na cara de Patrocínio.


Patrocínio - Eu não vou matar você por enquanto, quero fazer você sofrer e será agora.


Patrocínio rasga as roupas de Rodrigo deixando ele totalmente nu.


Rodrigo - Que p%rra é essa? Você tá maluco? O mais machão de Encerra-Ninguém gosta de ver homens nus?


Patrocínio se aproxima mais de Rodrigo. Nesse momento a câmera se afasta do presídio ao som de gritos estridentes do Rodrigo.


Cena 2 - Hospital | EXT.


Num caixão, Roberta é levada num carro funerário ao cemitério de E-N. As gêmeas vão até o cemitério no carro. Ao chega lá, uma surpresa ocorre.


Julislanny - Quantas pessoa morreram pra centenas de pessoas estarem à frente da porta do cemitério? 


Julisângela - Dessa forma não dá pra fazer o velório. Eu sei que alguns alunos da escola também morreram pelo césio, mas são centenas de pessoas.


Samulena - Deus não quer que vocês espalhem essa doença desse césio pras outras pessoas, ela não vai ser enterrada! MEU DEUS NÃO QUER QUE ELA SEJA ENTERRADA.


Jeandira - Isso mesmo! Eu vi no grupo de whatsapp da igreja que a morta tem chances de passar câncer, trombose, gangrena e pedra nos rins se passar esse vírus cesiano pra outras pessoas.


O carro funerário é atingido por pedras e outros objetos, sendo assim, ele dá a volta e tentam achar outra entrada.


Coveiro (Sussurando) - vem por aqui.


O coveiro mostra uma pequena entrada do lado oposto do cemitério onde não havia ninguém. O carro percebe o chamado e vai.


Julislanny - Muito obrigado, de verdade. 


Coveiro - Eu estava sabendo que ia ter essa rebelião, essa gente é muito desinformada, eu já me preparei pra receber vocês.


O coveiro ajuda as gêmeas a levarem o caixão lacrado escondidos de todos. Eles chegam na sala de velório.


A câmera volta para as beatas.


Jeandira - Pessoal, eu tô sentindo que algo de estranho está acontecendo.


Samulena - O que?


Jeandira - Foi muito fácil, eu conheço as gêmeas, elas não são assim.


Samulena - Elas estavam abaladas.


Jeandira - Não, não! Eu vou entrar nesse cemitério.  


Os convidados pro velório de Roberta são direcionados à entrada pequena para que não haja confusão. Jeandira vai pra dentro pra ver se há algo de errado até que chega nas salas dos velórios e encontra uma sala com porta encostada, ela percebe que se tratava do velório de Roberta. Ela abre a porta com tudo.


Jeandira - Cachorra! Eu vou me infectar porque vocês todos já devem estar infectados. 


Jeandira chama pelo celular Samulena dando alerta para todos entrarem. Os desinformados entram correndo à salas de velórios.  A câmera mostra centenas de pessoas atacando o caixão da menina, o quebrando, a machucando sua pele. Os guardas do cemitério agem para contê-los e chamam mais guardas.


A câmera foca no rosto das gêmeas chorando. Uma delas recebe a mensagem de que Rodrigo foi preso.


Cena 4 - Praça 


Patrícia - Que? Rodrigo foi preso?


Patrícia vai à delegacia. 


Patrícia - Tio, eu preciso que você me diga onde está o Rodrigo.


Chef - infelizmente não posso deixar você entrar.


Patrícia - Tio, você sabe que você é meu tio preferido, como não vai me deixar entrar?


Chef - Porque seu pai está aqui.


Patrícia - Meu pai não tinha ficado com ele na madeireira, o que ele está fazendo aqui agora?


Patrocínio aparece na recepção da delegacia abotoando os botões de suas calças. 


Patrícia - Pai? O que você estava fazendo aqui?


Patrocínio - Vim ver como Rodrigo estava e aproveitei pra usar o banheiro.


Patrícia - E o Rodrigo? 


Patrocínio - Ele cometeu um crime, agora vai ficar aqui.


Patrícia - Eu quero vê-lo.


Patrícia dá um passo mas é impedida pelo pai.


Patrocínio - Eu acredito que é melhor não. É melhor que seja amanhã, hoje ele passou por tanta coisa.


Patrícia - Você está sendo cínico, pai.


Patrocínio - E agora eu proíbo você de vir visitá-lo por conta disso.


Patrícia - Eu já sou maior de idade, você não manda em mim.


Chef - Pessoal, calma.


Patrícia - É isso mesmo tio, eu já tenho liberdade, já passei dos 18.


Patrocínio - Enquanto você estiver na minha casa, usando meu cartão pra comprar suas coisas, comer da comida que eu compro, você obedece às minhas ordens. 


Patrocínio puxa Patrícia pelos cabelos até o carro, ambos vão para um hotel luxuoso de E-N.


Cena 5 - Casa do Itálex.


Na cena, chegando em casa, é mostrado ele com um ingrediente preto, e fazendo um bolo, passa-se duas horas e a imagem mostra o bolo pronto, ele usa uma sacola pra pô-lo dentro e leva para o Quentinha.


Marcélio - De novo você aqui? 


Itálex simula choro.


Itálex - Eu cansei, você destruiu minha vida, eu não aguento mais.


Marcélio - Você pediu assim.


Itálex - Não importa, eu só quero paz pra reconstruir meu império.


Marcélio - E o que você sugere?


Itálex - Podemos ir ao teu escritório?


Ambos vão.


Marcélio - E aí? Pode começar.


Itálex - Eu trouxe um acordo fazendo com que cessemos essa guerra.


Marcélio lê o acordo.


Marcélio - De acordo.


Itálex - Eu sei o que você fez por mim há quase 40 anos e eu sei que eu errei. Eu sei q o que eu fiz não tem perdão, mas trouxe um pedido de desculpas que eu lembro que você gosta.


Marcélio desconfia.


Marcélio - O que? 


Itálex tira um bolo. Nele, vê-se demarcado um espaço extremamente escuro e um pequeno espaço um pouco mais claro.


Marcélio - É esse bolo? Até que lembra! Chocolate com cobertura, meu preferido.


Itálex - Eu sei.


Marcélio - Mas parece tão estranho, como irei saber se não colocou laxante caseiro aqui?


Itálex olha pra parte mais clara do bolo, corta um pedaço e come, a seguir, corta da parte escura e dá pro Marcélio.


Itálex - Pra que você me perdoe eu gostaria de ver você comendo e tendo aquela sensação de prazer que eu lembro que você tinha.


Marcélio come o pedaço, após, Itálex muda de face na mesma hora pra uma expressão maligna.


Itálex - Isso, coma meu cocô.


Marcélio esbugalha os olhos. 


A IMAGEM CONGELA EM MARCÉLIO AO SOM DO FUNK DO PICA-PAU.