Destinos Cruzados - Capítulo 24

 


*CENA 01 | GALPÃO ABANDONADO | INT. | NOITE*


[Dentro do galpão, a atmosfera é tensa. Catalina, com os olhos repletos de ódio e loucura, continua apontando a arma para Isabela e Nathália.]


Catalina (gritando): EU ATRASEI DEMAIS ESSE MOMENTO! AGORA AS DUAS IRÃO CANTAR PARA SUBIR!


Isabela (com a voz trêmula): Catalina, por favor, não precisa ser assim...


Catalina: Cala a boca, SUA IMUNDA!


[Enquanto Catalina fala, Nathália tenta desesperadamente soltar suas mãos, pois Isabela não consegui desatar completamente os nós. Seus olhos estão cheios de angústia, vendo a situação se desenrolar diante dela.]


Isabela (com lágrimas nos olhos): Catalina, por favor... Não faça nada com a Nathália! Me mate, mas deixe ela viver...


Catalina: Deixar essa desgraçada viver? Nunca! Vocês duas vão conhecer o inferno, e é agora!


[Catalina aponta a arma diretamente para o peito de Isabela, com dedo no gatilho, pronta para atirar.]


Catalina (diabólica): Você vai primeiro.  


[Isabela fecha os olhos. Nathália, com um último esforço, consegue soltar uma das mãos e rapidamente empurra Isabela para o lado.]


Nathália (gritando): NÃÃÃO!


[O disparo é ouvido, e o tempo parece parar por um momento. Nathália olha para baixo e percebe que foi atingida no peito, sangrando. Ela cai, quase inconsciente.


Isabela (chorando): Nathália, NÃO!


[Catalina esboça um sorriso satisfeito. Isabela se ajoelha e tenta reanimar Nathália.]


Isabela (aos prantos): Meu amor... Fala comigo!


Nathália (falando com dificuldade): Isa... Meu amor... Eu salvei a sua vida... Saiba que eu te amarei para sempre...


[Nesse momento, seus olhos se fecham. Isabela se desespera.]


Isabela: Não... Não... NÃO! NATHÁLIA, MEU AMOR... FALA COMIGO! FALAAA COMIGOOOO! NATHÁLIAAAAAAA!


[Catalina se aproxima e aponta a arma para a cabeça de Isabela, que só consegue chorar e abraçar o cadáver da amada.]


Catalina (mirando): Adeus, Isabela!


[A CAM foca no olhar de Catalina.]


*CENA 02 | RUA | NOITE*


[Agatha caminha pelas ruas estreitas da favela. Ela escuta vozes em meio a uma discussão e reconhece a voz de Rafael. Ela se esconde atrás de uma parede para ouvir melhor.]


Rafael (nervoso): Levi, por favor, abaixa essa arma.


Levi: Chega, Rafael Bezerra! Sua hora chegou. Você será encontrado amanhã com a boca cheia de formigas. 


[Agatha fica cada vez mais angustiada e percebe que Levi está prestes a atacar Rafael.]


Levi (engatinhando o revólver): Diga ao Diabo que mandei um xêro. 


[Quando está prestes a matá-lo, Agatha se aproxima sorrateiramente por suas costas e acerta um tijolo em sua cabeça, fazendo-o desmaiar.]


Rafael (surpreso): Agatha? É você?


Agatha (firme): Sim, Rafael. Sou eu.


[Agatha pega o revólver de Levi, que havia caído no chão, e aponta para ele.]


Agatha (decidida): Eu não vou deixar ele te machucar. Não mais.


Rafael: Agatha, espera!


[Antes que ele possa interferir, Agatha atira em Levi. Uma poça de sangue de forma no chão. Rafael se horroriza.]


Rafael (trêmulo): Agatha...


Agatha (sorrindo): O que foi? Eu apenas salvei sua vida.


Rafael (emocionado): Agatha, eu sinto muito por tudo que aconteceu entre nós. Se você me der uma segunda chance, eu... Prometo recomeçar.


Agatha: Eu não quero que você recomece. E eu te perdoo, Rafael. Mas precisamos sair daqui. Vamos fugir e recomeçar nossas vidas longe daqui.


Rafael (agarrando a mão dela): Eu prometo que a partir de agora, tudo será diferente. Eu vou cuidar de você e te proteger.


Agatha (determinada): E eu também vou cuidar de mim. Chega de ser ingênua. Eu quero ser como você. Eu quero viver como você. 


[Os dois se beijam e se afastam.]


*CENA 03 | GALPÃO ABANDONADO | INT. | NOITE* 


[Isabela continua aos prantos, ajoelhada ao lado do corpo de Nathália. Catalina está prestes a atirar.]


Catalina (com um sorriso sinistro): Será que sapatonas vão para o céu?


Isabela (soluçando): MALDITA! DESGRAÇADA!


[Catalina está prestes a puxar o gatilho quando, de repente, o som de sirenes da polícia invade o local. Ela olha assustada para a entrada, onde os policiais surgem.]


Policial (com voz alta): Solte a arma! Você está cercada!


[Catalina hesita por um momento, mas decide largar a arma. Ela parece frustrada.]


Catalina (gritando): VOCÊS NÃO ENTENDERAM NADA! ELA MERECIA ISSO! AS DUAS MERECEM!


[Os policiais se aproximam com cautela e algemam Catalina.]


Policial: Você terá o direito de permanecer em silêncio. Tudo que disser poderá e será usado contra você no tribunal.


[Catalina é levada pelos policiais enquanto Isabela continua a chorar sobre o corpo de Nathália.]


*CENA 04 | CEMITÉRIO | INT. | TARDE*


[A CAM foca no cemitério. O céu cinzento reflete a tristeza que toma conta de todos. O caixão de Nathália repousa na cova, enquanto Isabela, está dilacerada de dor ao lado, segurando um lenço emaranhado em suas mãos trêmulas.]


[Thiago, nesse momento, se aproxima lentamente de Isabela.]


Thiago (abraçando a amiga): Eu sinto muito, Isabela... 


[Gabriela também se aproxima, com os olhos marejados de lágrimas. Ela segura a mão de Isabela.]


[As lágrimas caem livremente dos olhos de todos ali presentes. O silêncio prevalece, apenas quebrado pelos soluços abafados de Isabela.]


[A CAM se afasta. Alguns dias se passam.]


*CENA 05 | CASA DE ITÁLIA | INT. | TARDE* 


[Policiais batem à porta da casa de Itália. Ela abre e eles entram.]


Policial 1 (com seriedade): Senhora Itália, somos da Polícia e viemos aqui para lhe dar uma triste notícia.


Itália (preocupada): Por que vocês estão aqui? Encontraram a minha filha?


Policial 2 (com pesar): Há muitos dias que sua filha, está desaparecida e, infelizmente, após uma busca exaustiva, não encontramos nenhum sinal dela. Neste ponto, precisamos considerá-la oficialmente como morta.


Itália (desesperada): Não, não pode ser verdade! Minha filha não pode estar morta! Eu sinto que ela ainda está viva, em algum lugar!


Policial 1: Compreendemos o quanto é difícil aceitar essa realidade, mas os fatos e as evidências indicam que não há esperança de encontrá-la com vida.


Itália (com lágrimas nos olhos): Não, não posso acreditar nisso! Vocês não podem desistir dela assim! Ela pode estar em perigo, precisamos continuar procurando!


Policial 2: Senhora Itália, entenda que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. A busca foi intensa, mas infelizmente não obtivemos sucesso.


Itália: Por favor, não desistam dela! Há algo que possamos fazer, mais alguma pista que possam seguir?


Policial 1: Vamos continuar a acompanhar qualquer nova informação que surja, mas até o momento, as chances de encontrá-la com vida são extremamente reduzidas.


Itália (aos prantos): Minha filha... Eu não posso aceitar que ela esteja morta!


Policial 2: Compreendemos sua dor e angústia, Senhora. Continuaremos atentos a quaisquer desenvolvimentos futuros.


[Os policiais saem da casa, deixando Itália em prantos.]


Itália (soluçando): Eu não posso acreditar nisso...

*CENA 06 | CASA DE ANINHA | INT. | NOITE* 


[Aninha está sentada sozinha em seu quarto, com uma expressão pensativa. Ela liga na TV Fogosa, que mostra uma propaganda eleitoral do candidato a prefeito, Pafúncio.]


NA TV FOGOSA (propaganda eleitoral de Pafúncio/voz masculina grave): "Vote em Pafúncio, o único candidato capaz de trazer ordem e tradição de volta à nossa cidade. Chega de feministas e modernidades que destroem nossos valores!"


Aninha (irritada): Que absurdo! Esse filho da puta é um retrocesso ambulante! Nossos valores incluem igualdade e respeito, não machismo!


[Ela se levanta.]


Aninha (decidida): Quer saber? Eu não vou ficar parada apenas reclamando. Agora eu encontrei o meu propósito. Eu vou me candidatar e mostrar que é possível uma liderança progressista e inclusiva! E os machos... Que se fodam!


[Ela pega um caderno e começa a anotar suas ideias e propostas.]


*CENA 07 | TRIBUNAL | INT. | MANHÃ*


[O juiz está sentado em sua cadeira, de frente para Alan, que está visivelmente abatido. Thiago está ao fundo da sala observando a cena com olhos cheios de mágoa.]


Juiz (com seriedade): Após analisar cuidadosamente todas as provas apresentadas neste tribunal, o réu Alan Maximoff é considerado culpado por ser cúmplice no assassinato de Aline Maine, acobertar Petra Valente em outro assassinato, o da doméstica Cidália Bastos, e ser seu cúmplice no sequestro de Marcela Aquino.


[Alan escuta a sentença e lágrimas começam a rolar por seu rosto.]


Juiz: Considerando a gravidade dos crimes cometidos e sua participação ativa nessas ações criminosas, este tribunal decide condenar Alan a 12 anos de reclusão, a serem cumpridos em regime fechado.


[Alan fica visivelmente abalado e olha para Thiago, buscando algum apoio, mas encontra apenas a expressão de desaprovação.]


Juiz: Além da pena de reclusão, Alan fica sujeito ao pagamento de multa e deverá cumprir penas acessórias previstas em lei.


[Thiago abaixa o olhar, demonstrando sua decepção e rancor em relação ao irmão.]


Alan (entre soluços): Eu sinto muito, Thiago... 


Thiago (com voz dura): Eu também. 


[Os policiais se aproximam de Alan para levá-lo sob custódia.]


Alan (chorando): Eu entendo... Eu aceito a punição. Só desejo que um dia você possa me perdoar...


[Alan é conduzido para fora da sala por policiais, enquanto Thiago permanece parado.]


Thiago (sussurrando): Você escolheu esse caminho, meu irmão, e agora terá que enfrentá-lo sozinho.


[A CAM foca em Alan sendo levado pelos policiais.]


*CENA 08 | CASA DE THIAGO | EXT. | MANHÃ*


[A CAM foca em uma rua movimentada, com carros e pedestres apressados, enquanto se aproxima da fachada da casa de Thiago. O portão do jardim se abre devagar e Lorenzo aparece, desorientado e confuso. Ele olha ao redor, tentando entender onde está e por que saiu de casa. Sua expressão mostra a angústia e o sofrimento que ele enfrenta.]


Lorenzo (sussurrando para si mesmo): Por que tudo está tão confuso?


[Lorenzo tropeça na calçada, seus olhos demonstrando tristeza e desespero. Nesse momento, um caminhão se aproxima rapidamente. Ele para e olha na direção em que o veículo vem.]


Lorenzo (com lágrimas nos olhos): Não posso mais suportar... Não posso mais.


[Antes que ele possa se jogar na frente do caminhão, alguém surge correndo desesperadamente em sua direção. É Itália.]


Itália (gritando): NÃO! NÃO FAÇA ISSO, LORENZOOOO!


[Ela corre com todas as suas forças e se joga na frente de Lorenzo, segurando-o firmemente para impedi-lo de tomar aquela decisão trágica.]


Itália (com lágrimas nos olhos): Lorenzo... MEU LORENZO... Não é o fim! Você ainda tem uma razão para viver!


[Lorenzo olha para ela, seus olhos estão turvos de confusão e medo. Mas, nesse momento, ele parece encontrar uma faísca de reconhecimento.]


Lorenzo (sussurrando): Gra- Graziela... Meu Deus... É você?


Itália (chorando): Sim, meu amor... Sou eu. |Desorientada e muito emocionada.| SOU EEEEUUU! EU SOU A GRAZIELA!


[Lorenzo fica atordoado ao ouvir isso.]


Lorenzo: Graziela? Minha Graziela? Mas... Você me abandonou. |Começa a chorar.| Por que você me abandonou?


Itália (aos prantos): Eu sei que errei, Lorenzo. Fui fraca e deixei o dinheiro e a aparência guiar minhas escolhas. Abandonei você... Abandonei a nossa família... Nossos filhos... Sem respostas, sem pensar nas consequências. Eu fui uma tola... Mas eu me arrependo amargamente, meu amor... Por favor, Lorenzo, me perdoe...


[Lorenzo sente uma mistura de emoções.]


Lorenzo (com lágrimas nos olhos): Eu... Eu não sei se consigo...


Itália (suplicante): Por favor, Lorenzo, me dê uma chance de consertar os erros do passado. Eu mudei, aprendi o verdadeiro valor das coisas. Você e os nossos filhos são as únicas coisas que realmente importam agora.


[Lorenzo olha para ela, sua mente lutando entre o passado doloroso e a possibilidade de um futuro diferente.]


Lorenzo (com voz trêmula): Eu... Eu não sei se consigo esquecer tudo o que aconteceu.


Itália: Eu entendo, mas quero estar ao seu lado agora, cuidar de você, cuidar dos nossos bebês... Amá-lo como deveria ter feito desde o início... Oh, meu amor... Me perdoe.


[As lágrimas rolam pelo rosto de Lorenzo. Sem falar nada, ele abraça Itália com força, uma emoção intensa e libertadora tomando conta deles.]


Lorenzo: Eu sinto tanto a sua falta, Graziela... Minha Graziela. 


Itália (chorando muito ): E eu sinto muito por ter te perdido por tanto tempo.


[Eles se abraçam, envoltos em um momento de reencontro. A rua movimentada desaparece ao redor deles, e o tempo parece ter dado uma pausa para testemunhar esse encontro.]


[O caminhão que representava a tragédia passa ao fundo, enquanto Lorenzo e Itália permanecem abraçados, unidos pelo amor.]

*CENA 09 | RESTAURANTE | INT. | TARDE*


[Thiago e Marcela estão sentados à mesa em um restaurante elegantemente decorado. Ambos parecem felizes. Thiago toma um gole de vinho e olha fixamente para Marcela, segurando sua mão com ternura.]


Thiago: Marcela, desde que te conheci, minha vida mudou completamente. Você trouxe amor, alegria e luz para cada momento que passamos juntos.


[Marcela sorri, emocionada pelas palavras de Thiago.]


Marcela: Você também mudou minha vida, Thiago. Cada dia ao seu lado é um presente.


[Thiago respira fundo e tira uma pequena caixa de veludo do bolso. Ele abre a caixa, revelando um lindo anel de diamantes.]


Thiago: Marcela Aquino, você aceita se casar comigo? Quero passar o resto da minha vida ao seu lado, compartilhar todas as alegrias e desafios que a vida nos reserva.


[Marcela coloca a mão na boca, emocionada.]


Marcela (com a voz trêmula): Sim, Thiago, sim! Eu aceito ser sua esposa, e prometo amar você todos os dias da minha vida.


[Thiago sorri radiante, desliza o anel no dedo de Marcela e a puxa para um abraço carinhoso.]


Thiago: Você me faz o homem mais feliz do mundo, Marcela. E agora nem a Petra e nem ninguém irá nos atrapalhar.


[Eles se beijam apaixonadamente.]


*CENA 10 | CASA DE THIAGO | INT. | TARDE*


[Marcela e Thiago entram na sala, conversando animadamente, quando de repente, Marcela avista Itália, Lorenzo e Samuel sentados juntos em um sofá.]


Marcela (sussurrando para Thiago): Meu Deus... Essa mulher encontrou meu pai...


[Marcela caminha lentamente em direção ao grupo, com seu coração batendo acelerado.]


Marcela (com voz trêmula): O que é que tá acontecendo aqui? O QUE ESSA MULHER TÁ FAZENDO AQUI?


Itália (com lágrimas nos olhos): Marcela, eu... Eu precisava ver vocês, pedir perdão... Contar tudo o que aconteceu e o quanto me arrependo.


Marcela (com raiva): Você abandonou nossa família, Itália! Nos deixou quando éramos crianças, e agora vem aqui como se nada tivesse acontecido?


Lorenzo (com a voz fraca): Filha, a escute... Ela pode ter tido seus motivos... 


Marcela (interrompendo): Motivos? Não há motivos suficientes para justificar o abandono! Vocês dois perdoaram ela? Vocês esqueceram tudo?


Samuel: Marcela, escute o que ela tem a dizer. Foi difícil pra ela também.


Itália (chorando): Eu estava iludida, perdida em uma vida que parecia ser o que eu queria, mas era apenas um vazio... Se eu pudesse voltar no tempo, nunca teria me deixado levar pelo dinheiro e pela falsa felicidade. Eu me arrependo amargamente do que fiz.


[Marcela parece hesitante, lutando com suas emoções.]


Marcela (com a voz embargada): Não é fácil pra mim, Itália. Eu cresci sem você, sem saber o que é ter uma mãe ao meu lado. É difícil aceitar tudo isso agora.


Itália (com desespero): Por favor, me perdoe! Eu só quero a chance de estar com vocês, de tentar ser a mãe que vocês merecem. Eu nunca deixei de amá-los, mesmo que parecesse o contrário.


[Lorenzo e Samuel se levantam e se aproximam de Marcela e Itália.]


Lorenzo: Nós perdoamos, filha. É difícil, mas o perdão traz paz. Ela errou... Mas todos nós erramos em algum momento. O importante é que ela quer recomeçar.


Samuel: Eu também perdoei. Não podemos mudar o passado, mas podemos construir um futuro melhor, como uma família.


[Marcela ainda está indecisa, mas então, ela deixa suas emoções falarem mais alto. Ela abraça Itália, chorando.]


Marcela (chorando): Eu te perdoo, mãe. Eu sofri tanto por sua falta... Tanto...


[Lorenzo e Samuel se juntam ao abraço, formando um círculo de reconciliação familiar.]


Itália (chorando): Muito obrigada! Eu prometo que serei a mãe que vocês merecem.


[A CAM se afasta.]


*CENA 11 | PENHASCO | FIM DE TARDE*


[Isabela está sozinha, parada na beira do penhasco, seu olhar triste está fixo no horizonte. O vIsabela está sozinha, parada na beira do penhasco, seu olhar triste fixo no horizonte. O vento sopra suavemente.]


Isabela (sussurrando): Nathália... Como eu queria poder te abraçar novamente, sentir o calor do seu corpo, ouvir a doçura da sua voz.


[As lágrimas começam a escorrer pelo rosto de Isabela enquanto ela relembra dos momentos felizes que passaram juntas.]


Isabela (em soluços): Eu não tava pronta pra te perder. Nossos sonhos, nossos planos, tudo se desfez num piscar de olhos.


[Ela caminha até a beirada do penhasco, olhando para a imensidão abaixo.]


Isabela (com a voz trêmula): Eu não quero mais viver sem você, Nathália. A dor é insuportável. A vida perdeu o sentido sem a sua presença ao meu lado.


[O pôr do sol fica cada vez mais intenso, pintando o céu com cores vibrantes.]


Isabela (em meio a lágrimas): Eu me sinto tão perdida, tão vazia. Sem você, tudo é sombra, é escuridão. Não vejo mais razão para continuar aqui.


[Ela estende os braços, como se quisesse abraçar o vazio.]


Isabela: Se ao menos pudesse te encontrar em algum lugar, na eternidade... Eu iria até o fim do mundo para estar com você novamente.


[O vento acaricia o rosto de Isabela.]


Isabela (com voz firme): Talvez seja hora de me juntar à você. 


[Ela olha uma última vez para o sol poente e fecha os olhos, sentindo a brisa envolver seu corpo. Em seguida, ela dá um passo à frente.]


Isabela (sussurrando): Eu te amo, Nathália!


[Nesse momento, ela se joga. A tela fica branca. De repente, surge um lugar branco, bonito e sereno. Isabela surge, nesse instante. Ela olha ao redor, confusa, mas encantada. De repente, ela estremece ao ouvir uma voz. 


Voz (distante): Isa...


[Ela se vira e se emociona ao avisar Nathália.]


Isabela (com a voz embargada): Nathália... É você mesmo, meu amor?


Nathália (com os olhos cheios de lágrimas): Sim, meu amor...


[Isabela corre em sua direção. Elas se abraçam, sentindo uma conexão que transcende o tempo e o espaço.]


Isabela: Senti tanto a sua falta...


Nathália: Eu também, minha amada. Mas agora estamos juntas novamente, e é para sempre.


[No horizonte, um palco iluminado se forma, e a icônica Marília Mendonça aparece, radiante como sempre. Ela começa a cantar "Ausência" com sua voz inconfundível.]


Marília Mendonça (cantando): _É, uma hora eu ia me tocar... Que você não vai mais voltar, não receber mensagem...Também é mensagem..._


[Isabela e Nathália se emocionam ao som da música, relembrando os momentos felizes que tiveram juntas na Terra.]


Marília Mendonça (cantando): _Sei que o pra sempre virou pó, e na cabeça deu um nó, mas eu tô bem consciente... Mas amei... Amei sozinho mas por dois, me conformei que agora e não depois... Vou ter que seguir em frente..._


Isabela (com lágrimas nos olhos): Eu nunca vou esquecer de você, Nathália.


Nathália (segurando as mãos de Isabela): Nem eu de você, meu amor.


[Elas se abraçam novamente, sentindo a presença amorosa de Marília Mendonça envolvendo-as.]


Marília Mendonça (cantando): _Preocupa não... Que eu não vou bater no seu portão... Preocupa não, que não vai ver mais o meu nome, nenhuma ligação... Preocupa não... Que eu vou tomar vergonha na cara..._


[As duas se olham profundamente, sabendo que o amor que compartilharam na Terra continuará eternamente.]


Marília Mendonça (cantando): _Preocupa não... Pra um bom entendedor, meia ausência basta..._


[A música chega ao fim, e Marília Mendonça se despede com um brilho carinhoso nos olhos.]


Marília Mendonça: O amor é eterno, assim como a música. Vocês se amaram verdadeiramente, e esse amor nunca se apagará.


[As duas se despedem de Marília com gratidão e, de mãos dadas, seguem juntas para continuar sua jornada.]


*CENA 12 | PALCO | NOITE (RIO DE JANEIRO)*


[O palco está iluminado, as luzes brilham intensamente enquanto as drag queens competem no concurso. Leonardo, caracterizado como Maravilhosa, está arrasando com seu talento e carisma, encantando o público e os jurados.]


Apresentador (empolgado): E a grande vencedora do concurso de drag queens, valendo 100 mil reais, é... A INCRÍVEL MARAVILHOSA! Parabéns, Leonardo!


[O público irrompe em aplausos, e Leonardo não consegue conter sua emoção ao receber a coroa e o prêmio em dinheiro. Ele abraça, Samuel, que está entre a plateia.]


Leonardo (emocionado): Obrigado a todes que me apoiaram! Essa vitória é para todos os sonhadores lá fora! E, Samuel, meu amor, você é minha maior inspiração!


[Leonardo salta do palco e se aproxima de Samuel, que o recebe com um beijo apaixonado. Eles se abraçam calorosamente enquanto o público os aplaude ainda mais.]


Samuel (sorrindo) : Você foi absolutamente maravilhoso, Leo! Tô orgulhoso pra caralho de você!


Leonardo: Eu não teria conseguido sem você ao meu lado, gostoso. Vamos comemorar essa vitória juntos... Se é que você me entende.


[Samuel sorri. Os dois saem de mãos dadas do local do concurso e decidem ir para um motel.]


[Algum tempo depois, eles estão despidos em uma cama. Os dois se beijam intensamente, enquanto Samuel faz movimentos de penetração.]


Leonardo (gemendo de prazer): Aaaiiinn, vai... GOSTOSO! Ah, ai... ME MATA! VAI!


[A CAM se afasta, enquanto gemidos e gritos dos dois ecoam pelo ar.]


*CORTA PARA*:


[Mais tarde, os dois estão abraçados, trocando carícias.]


Leonardo: Samu... Há algo que eu quero te dizer... Algo que venho pensando há um tempo.


Samuel (curioso): Diga, meu amor. Pode falar.


Leonardo: Samuel, desde o dia em que você salvou a minha vida pela primeira vez, eu sinto amor por você. Você me mostrou o verdadeiro significado de felicidade. Eu não posso imaginar minha vida sem você. Então, eu queria saber... Samuel, você aceita se casar comigo?


[Samuel fica sem palavras por um momento.]


Samuel: Sim, Léo! Mil vezes sim! Eu te amo.


[Eles se beijam novamente, selando seu compromisso.]


[Vários dias se passam.]


*CENA 13 | CAMPO FLORIDO | TARDE*


[O sol brilha sobre o campo enquanto Leonardo e Samuel estão cercados por familiares e amigos. O Padre está lá para conduzir a cerimônia.]


[Entre os convidados, estão: Marcela, Itália, Lorenzo, Thiago, Gabriela e Aninha.]


Marcela (emocionada): Quem diria que eu viveria pra ver isso... Só de pensar que um dia eu ofendi o Léo por causa da sexualidade dele... Tenho nojo de mim mesma.


Itália (sorrindo): São tão bonitinhos...


Padre (com um olhar cético para o casal): Bem, bem, parece que temos um dia lindo para um casamento... Diferente.


Leonardo (sorrindo): Sim, Padre. Não acredito em Deus, mas eu tinha que me casar aqui. 


Padre: Muito bem, então, antes de prosseguirmos, preciso perguntar a vocês: estão cientes do que estão fazendo e se aceitam um ao outro?


Samuel (segurando a mão de Leonardo): Sim, Padre, temos plena consciência e aceitamos.


Leonardo: Nós nos amamos verdadeiramente.


Padre (ainda relutante): Bem, tudo bem, então... Sigamos com a cerimônia.


[A cerimônia continua.]


Leonardo: Samuel, você é a luz da minha vida. Prometo amar-te e respeitar-te em todos os dias da nossa existência. |Sussurra.| Nem a fodida da morte irá nos separar. 


Samuel: Leo, você trouxe cor ao meu mundo, trouxe alegria e amor. Prometo ser teu parceiro fiel em todas as alegrias e desafios da vida.


[Quando chega o momento dos votos, o Padre fica visivelmente tocado pela sinceridade e emoção do casal. Ele se esforça para esconder a surpresa e parece ter sido tocado por algo especial.]


Padre: Muito bem, então, com votos tão sinceros, é hora de unir essas almas... Peculiares.


[Leonardo e Samuel se olham com amor e determinação. Ao som da doce melodia tocada por um violonista, eles seguram as mãos e se aproximam.]


Padre: Leonardo, você aceita Samuel como seu legítimo esposo, para amar e respeitar, na saúde e na doença, todos os dias de sua vida?


Leonardo (com voz firme): Sim, eu aceito.


Padre: Samuel, você aceita Leonardo como seu legítimo esposo, para amar e respeitar, na saúde e na doença, todos os dias de sua vida?


Samuel (com um sorriso radiante): Sim, eu aceito.


[Todos os presentes sorriem emocionados.]


Padre: Então, eu os declaro casados! Pode beijar o noivo!


[Leonardo e Samuel se aproximam um do outro com um brilho nos olhos e, num gesto repleto de amor, se beijam apaixonadamente. A plateia irrompe em aplausos e lágrimas de alegria.]


Padre: Que este amor os guie por toda a vida!


[A CAM se afasta.]


*CENA 14 | CASA DE ITÁLIA | INT. | NOITE* 


[Marcela, Thiago, Gabriela, Lorenzo, Itália e Aninha estão animadamente festejando após o casamento de Leonardo e Samuel. Risos e alegria preenchem o ambiente decorado com luzes e flores.]


Marcela (levantando o copo): Um brinde aos noivos! Que sejam felizes para sempre!


Todos (alegremente): Saúde!


[A música toca ao fundo enquanto eles dançam e se divertem. De repente, as luzes piscam, e o clima muda instantaneamente. Uma figura sombria entra na sala, deixando todos em choque. É PETRA. A vilã segura uma arma e sorri diabolicamente.]


Marcela (ofegante): P-Petra? Mas... 


Thiago (aterrorizado): Meu Deus... Não pode ser!


Itália (chocada/emocionada): FILHA!


Petra (com um sorriso diabólico): Atrapalho o momentinho feliz da família? Se sim, sinto muito, mas agora eu cheguei para... Acertar algumas contas.


Thiago (nervoso): O que você quer conosco?


Petra (caminhando lentamente): Ah, Thiago... Não tá na cara? Eu vim me vingar!


Itália (tremendo): Não, por favor, minha filha. Podemos conversar e resolver isso.


Petra (cruel): Já passou da hora de conversas, mamãe. Hoje é o dia da minha vingança. Ninguém sairá daqui vivo. 


[Petra mira o revólver na direção de todos. A CAM foca em seu olhar diabólico.]


(A imagem congela em *PETRA*.)

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*FIM DO CAPÍTULO*.