Destinos Cruzados - Capítulo 12

 


*CENA 1 | CASA DE PETRA | INT. | NOITE*


[Alan ainda está tentando entender quais são os planos de Petra.]


Alan (confuso): O que você tá planejando, Petra?


Petra (decidida): Primeiro eu vou tirar a macaca do meu caminho.


Alan (assustado): Petra, você não tá pensando em matar a Marcela... Não é?


[Petra sorri.]


Petra: Fica tranquilo, meu amor! Nós não iremos fazer nada. Outra pessoa irá fazer...


Alan: Petra, você tá passando dos limites. 


Petra (com raiva): Foram eles que passaram dos limites quando me fizeram passar por toda essa humilhação. Se o Thiago pensa que tá livre de mim, está muito enganado. Depois que a pretinha metida à Xica da Silva sair do meu caminho, ele casa comigo nem que seja à força. 


[A CAM foca no rosto de precisão de Petra.]


*CENA 2 | CASA DE AGATHA | INT. | NOITE*


[Rafael está deitado na cama, dormindo profundamente. Um instrumental profundo acompanha a cena.]


Rafael (murmurando em seu sono): Não... Não...


[De repente, ele se encontra no meio de um flashback do seu passado.]


*FLASHBACK (RUA ESCURA | NOITE)*:


[A rua está vazia, exceto por Rafael e dois homens sinistros. Eles estão discutindo de forma brutal, com gestos raivosos preenchendo o ar.]


Homem 1: Chegou a hora de acertar as nossas contas, Rafael.


Homem 2: É melhor você pagar o que nos deve, ou vamos te fazer pagar com sangue!


[Rafael, tomado pela fúria e medo, agarra uma barra de ferro próxima e começa a lutar contra os homens. Ele demonstra habilidades surpreendentes de autodefesa, acertando golpes precisos. Os homens lutam de volta, mas Rafael consegue se desvencilhar de seus ataques. Após uma sequência intensa, Rafael consegue derrubar os dois homens, que permanecem imóveis no chão, ensanguentados.]


Rafael (ofegante): Eu não queria fazer isso, mas não tenho outra escolha.


[Ele pega a barra de ferro e começa a desferir golpes contra as cabeças dos dois, matando-os, enquanto litros de sangue escorrem pelo chão.]


*FIM DO FLASHBACK*. 


[Os olhos de Rafael se abrem lentamente, e ele volta para o presente, ainda deitado na cama.]


Rafael (sussurrando): Eles não podem me pegar...


[Ele se senta na cama, perdido em suas memórias. A CAM se afasta.]

*CENA 3 | CASA DE MARCELA | INT. | MANHÃ*


[Marcela está na cozinha, lavando a louça. De repente, a campainha toca. Ela vai atender e se assusta ao ver Thiago.]


Marcela (surpresa): Thiago? O que você está fazendo aqui? E como você encontrou a minha casa?


Thiago (respirando fundo/nervoso): Marcela, eu... Posso entrar?


[Marcela hesita por um momento, um pouco surpresa, mas o convida para entrar.]


Marcela: Entre!


[Thiago entra na casa e os dois se sentam no sofá, um ao lado do outro.]


Thiago (olhando para Marcela com carinho): Marcela, desde que nos conhecemos, meu coração tem batido mais forte. Você trouxe luz pra minha vida e preencheu todos os meus dias com alegria. Foi graças ao meu amor por você que rompi com a Petra. Eu tô disposto a fazer o que tiver ao meu alcance pra te fazer feliz. 


[Marcela olha para Thiago, intrigada e um pouco emocionada.]


Marcela: O que você tá querendo dizer, Thiago?


Thiago (pegando a mão de Marcela): Eu tô aqui hoje pra te pedir em namoro, Marcela. Quero oficializar o que sinto e compartilhar cada momento da minha vida com você. Eu quero ser o seu companheiro, seu apoio, seu parceiro em todas as situações.


[Marcela fica visivelmente emocionada.]


Marcela: Thiago, eu... Eu também sinto algo por você, algo que cresceu com o tempo e se tornou intenso que eu não consigo mais negar.


[Thiago sorri, emocionado, e segura as mãos de Marcela com mais firmeza.]


Thiago (com ternura): Marcela, eu prometo te fazer feliz. Prometo estar ao seu lado em todos os momentos. Eu quero recomeçar a minha vida com você. Eu, você e a Gabi... Eu te amo. 


[Marcela, agora com lágrimas nos olhos, sorri e se aproxima de Thiago, beijando-o com intensidade.]


Marcela (sussurrando): Eu também te amo, Thiago. E aceito seu pedido. 


[Thiago e Marcela se beijam novamente. A CAM se afasta lentamente.]


*CENA 4 | RUA DE PARAISÓPOLIS | MANHÃ*


[Thiago está indo para o carro, após sair da casa de Marcela. Ela o acompanha.]


Thiago (sorrindo): Se cuida, meu amor! Eu logo volto pra te ver... E eu espero muito que você volte pra minha casa, mas não como empregada, e sim como a minha companheira.


[Marcela dá um selinho de despedida em Thiago.]


Marcela: Eu te amo! E vou pensar... Por hora, não posso sair daqui. Tem o meu pai, o Samuel...


Thiago: Pois é... Bom, então tchau!


[Marcela dá mais um selinho em Thiago e se despede, mas antes que o homem ente no carro, Leonardo, que a tudo observava, se aproxima.]


Leonardo (irônico): Então foi por isso que tu me abandonou, Marcela?


Marcela (assustada): Léo? Vai embora daqui! Eu não te devo satisfações, ou você esqueceu que a gente não têm mais nada?


Leonardo (aumentando o tom): Agora eu saquei. Tu me largou só porque esse branquelo aí é rico e pode te dar uma vida melhor que a que eu te daria, não é? |Se vira para Thiago| Toma cuidado, essa vadia só quer te usar. 


Marcela: VOCÊ ME CHAMOU DE QUÊ? 


Thiago (firme): Olha aqui, quem você pensa que é pra falar assim com a minha namorada?


Leonardo: Eu sou o homem que essa vagabunda botou chifre. 


Marcela: VAGABUNDA É A TUA MÃE! O ÚNICO INFIEL AQUI É VOCÊ. FOI VOCÊ QUEM ME TRAIU, E O PIOR, COM TRAVESTIS! 


Thiago: É... Meu amor, mas ele ter te traído com uma pessoa trans não se torna pior ou melhor que trair com uma mulher. Você foi corna de qualquer forma. 


[Marcela fecha a cara.]


Marcela: E você também não tem moral nenhuma pra falar isso. Ou você esqueceu que traiu a sua noiva comigo? 


Thiago (envergonhado): É... Isso não vem ao caso.


Leonardo: Pelo visto são dois escrotos.


[Ele se aproxima, afrontoso.]


Leonardo (olhando para Marcela): E eu nunca te traí, sua putinha rodada! 


[Nesse momento, Thiago, tomado de raiva, dá um forte soco no rosto de Leonardo, fazendo-o cair. Marcela se espanta.]


Thiago: Agora repete o que você falou, pra ver se não te quebro inteiro. 


[Leonardo se levanta, cheio de ódio.]


Leonardo: Vocês vão se arrepender por isso, ah vão!


[Sem dizer mais nada, ele se afasta. Marcela o observa indo embora, ainda assustada.]


Thiago: Eu não vou deixar ele te fazer mal nenhum, Marcela. 


[Os dois se abraçam.]

*CENA 5 | CASA DE NATHÁLIA | INT. | NOITE* 


[Nathália está vendo TV. De repente, a campainha toca.]


Nathália (abrindo a porta/surpresa): Isabela? O que você tá fazendo aqui?


Isabela (ofegante): Precisamos conversar, Nathália. 


Nathália (estranhando): Entre, então.


[Isabela entra na casa de Nathália e ela fecha a porta. Elas se encaram.]


Isabela (olhando nos olhos de Nathália): Eu não consigo mais me controlar, Nathália. Eu te amo, profundamente. 


[Nathália fica claramente desconcertada com a declaração, mas tenta se manter firme.]


Nathália: Isabela, eu... Não sei o que dizer. Eu acho que... Acho não, tenho certeza que ainda te amo. Mas eu também amo a minha mulher... Aliás, você teve sorte de não encontrar ela aqui. 


Isabela: Eu sei que ela tá viajando, foi exatamente por isso que eu vim. Nathi, eu... Respeito muito o seu casamento com a Catalina. Mas eu não posso negar meus sentimentos por você. Eu quero que saiba que estou disposta a lutar por nós, caso você também ainda sinta algo.


[Nathália olha para Isabela, com uma mistura de emoções passando por seu rosto. Ela se aproxima lentamente.]


Nathália: Isabela, eu não posso negar que te amo. Mas eu também não posso simplesmente abandonar tudo o que tenho com a Catalina. 


Isabela: Eu entendo, Nathi. E não estou pedindo que você tome uma decisão agora. Tudo o que peço é uma chance. Podemos manter isso em segredo, pelo menos até você ter mais clareza sobre o que quer.


[Nathália olha profundamente nos olhos de Isabela e, finalmente, cede à atração que sente.]


Nathália: Está bem. Vamos explorar esse sentimento, mas devemos manter isso em sigilo até que eu possa entender melhor meus próprios sentimentos. E quanto à Catalina...


Isabela (interrompendo): Não se preocupe com a Catalina, Nathália. Eu prometo que não vou fazer nada que possa machucá-la. Vamos seguir nossos corações e ver onde isso nos leva.


[Nathália e Isabela se aproximam lentamente, se beijando intensamente. Elas se entregam ao desejo e caem na cama de Nathália, em um momento de paixão.]


*CORTA PARA*:


[Uma cena mais tarde, onde Nathália e Isabela estão abraçadas na cama, sem roupas, com suor em suas testas e um sorriso satisfeito em seus rostos.]


Nathália: Isa, isso foi incrível.


Isabela (acariciando o rosto de Nathália): Sim, meu amor. Foi mágico. Mas precisamos ter cuidado, lembra? Ninguém pode descobrir sobre nós.


Nathália: Eu sei, Isabela. É um segredo que precisamos manter por enquanto. Ainda temos muitas coisas para resolver, principalmente em relação à Catalina.


Isabela: Sim. Não podemos ignorar a realidade do nosso triângulo amoroso. Precisamos encontrar uma maneira de lidar com isso, mesmo que seja difícil.


Nathália (suspirando): Eu me preocupo com a Catalina. Ela é minha esposa e não quero que ela se machuque. 


Isabela: Compreendo perfeitamente, Nathi. Não quero ser a causa de sofrimento para ninguém. Mas acredito que todos merecem ser felizes, inclusive nós.


[As duas se beijam novamente. A CAM se afasta.]


*CENA 6 | RUA DE PARAISÓPOLIS | NOITE*


[Na favela, a movimentação é intensa. De repente, um carro para de frente a um bar, onde traficantes se "divertem". Trata-se de Petra. A vilã desce desconfiada, olhando para os lados. Nesse momento, Tonya se aproxima rapidamente.]


Tonya: Ei, ei, ei... o que a madame tá fazendo aqui com esse carrão? 


Petra (sarcástica): Tá falando comigo?


Tonya (irônica): Tá vendo outra perua com carro de luxo aqui?


Petra (sorrindo): Me dê licença, mulata, eu preciso encontrar uma pessoa. 


Tonya: Vai deixar o carro aqui? Sinto muito, mas vai ser a última vez que tu vai ver ele. |Aponta para o bar.| Aquilo ali é tudo bandido, traficante. Eles tão de olho. 


Petra: Eu não tenho medo de bandido. |Mostra uma arma em sua bolsa.| Eu ando acompanhada.


[Tonya sorri.]


Tonya: E tu acha que esse brinquedinho faz milagre, é? Chega a ser engraçado.


Petra (irritada): Dá licença, garota! Eu preciso falar com um matador, só me resta encontrar.


Tonya (assustada): MATADOR!?


*CENA 7 | CASA DE ALAN | INT. | NOITE*


[Aninha está deitada na cama, com uma expressão de prazer no rosto. Ela fecha os olhos, respira profundamente e começa a acariciar suas partes íntimas, lentamente.]


Aninha (sussurrando/gemendo): Ah, ain... Wagner...


[Ela aumenta o ritmo dos movimentos. Sua respiração fica mais pesada e seus gemidos ecoam pelo quarto.]


Aninha (com prazer): Isso, Wagner... Goza... Goza muito!


[Nesse momento, a porta do quarto se abre e Alan entra, surpreendido ao ver a cena diante de seus olhos.]


Alan (incrédulo): ANINHA?!


[Aninha, assustada, abre os olhos e vê Alan parado à porta, olhando para ela em choque.]


Alan: QUEM É WAGNER, ANINHA? VOCÊ TÁ ME TRAINDO COM ESSE SUJEITO, É ISSO?


[Aninha se veste rapidamente e se aproxima de Alan, com uma expressão irônica no rosto.]


Aninha (sorrindo): Meu amor... Não seja patético! Eu sei muito bem que você me trai com a biscate da Petra, e nem por isso eu saio fazendo escândalos. Então trate de abaixar o tom. E mesmo não devendo explicações pra você, eu vou falar! Wagner é um ator pornô de filmes adultos que eu sempre costumo ver. Sabe por quê eu busco esses conteúdos? |Se aproxima do ouvido de Alan e sussurra.| Porque você é um broxa! Não serve pra nada! Eu só continuo casada com você por status. Agora vamos dormir, não tenho ânimo pra surtos de um idiota como você à essa hora da noite. 


[Aninha se deita novamente.]


Aninha: Boa noite!


[Alan chora de ódio e sai do quarto.]


Alan (entrando na sala): ORDINÁRIAAAA!


*CENA 8 | CASA DE TONYA | INT. | NOITE*


[Tonya e Petra estão na sala da casa da primeira citada, pois ambas acharam mais adequado e seguro conversarem ali.]


Tonya (assustada): Então você quer dar cabo da Marcela?


Petra (sorrindo): Exatamente! Você conhece a miserável?


Tonya: Conheço... Oh se conheço... Essa vadia é uma pedra no meu sapato.


[Petra faz uma expressão de felicidade.]


Petra: Então você é a pessoa adequada pra fazer o serviço. 


Tonya: E o que você quer que eu faça? Não posso simplesmente matar aquela vagabunda!


Petra: Tonya, minha querida, eu confio em você para resolver esse problema. Mate Marcela, e eu lhe recompensarei generosamente. Você terá tudo o que deseja.


Tonya: Eu não sei se consigo fazer isso. Nunca matei ninguém... 


Petra (com convicção): Tonya, pense na recompensa que eu vou te dar... Uma oferta dessas você não encontra todo dia. E então, aceita?


[Tonya encara Petra, um pouco confusa, sem dizer nada.]


(A imagem congela *TONYA*.)

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*FIM DO CAPÍTULO*.