Destinos Cruzados - Capítulo 07
*CENA 01 | CASA DE MARCELA | INT. | NOITE*
[Toca um instrumental tenso. Marcela se aproxima de Petra, ainda em choque.]
Marcela (assustada): Petra... O que você tá fazendo aqui?
[Petra sorri.]
Petra (sorrindo): Eu tava conversando com seu pai, ele é um amor.
[Marcela vai até Lorenzo e o abraça.]
Marcela: Pai... Essa mulher te fez algum mal?
Lorenzo (confuso): Claro que não... A moça é um amor.
[Marcela se levanta rapidamente e vai até Petra.]
Marcela: O que você tá fazendo aqui?
Petra (sussurrando/com tom de voz ameaçador): Eu vim te dar um aviso. Se você não pedir demissão e parar de trabalhar na casa do meu noivo, seu querido papai vai pagar caro pelos seus atos.
Marcela (assustada): Petra, pelo amor de Deus... Meu pai não tem nada a ver com isso.
Petra: Não ligo. Só sei que se você ainda pisar naquela casa, teu paizinho fedorento vai conhecer Zumbi dos Palmares pessoalmente.
[Marcela entra em desespero com as ameaças de Petra.]
Marcela: Você não teria coragem...
Petra (ameaçando): Meu amor, você não sabe do que eu sou capaz. Agora eu vou embora e você vai ligar pro Thiago e pedir demissão. E se você ousar contar algo pra ele sobre mim, eu mando botar fogo nessa senzala imunda com você e o velho dentro.
[Marcela fica em choque, mas pensando em Lorenzo, logo concorda. Preta sai, satisfeita.]
Marcela (chorando): Eu sinto muito, Thiago...
[A mulher vai até Lorenzo e o abraça.]
*CENA 02 | CASA DE THIAGO | INT. | NOITE*
[Thiago está sentado no sofá. Seu celular toca. Ele o pega e vê o nome de Marcela na tela. Surpreso, ele atende a chamada.
Thiago: Marcela? Aconteceu alguma coisa?
Marcela (do outro lado da linha/com frieza): Thiago, preciso falar com você. Eu tomei uma decisão e não tem volta.
[A expressão de Thiago muda.]
Thiago (preocupado): Marcela, o que tá acontecendo? Você tá bem?
Marcela (determinada): Eu tô bem, Thiago, mas não posso continuar trabalhando para você. A partir de agora, tô pedindo demissão.
Thiago (atônito): Demissão? Mas por quê? O que aconteceu? Eu pensei que você tava bem, trabalhando aqui.
Marcela: Pois pensou errado, Thiago. Eu tomei uma decisão e é isso. Como peguei o meu pagamento ontem, não voltarei mais aí. Adeus.
[Thiago fica em choque com a frieza nas palavras de Marcela. Ele tenta falar, mas antes que consiga dizer qualquer coisa, o som de chamada encerra abruptamente. Ele olha para o celular, confuso e com tristeza.]
Thiago: Não consigo entender... Por que ela tá agindo assim?
[Thiago fecha os olhos por um momento, tentando controlar suas emoções.]
[No outro lado, Marcela segura o celular, com tristeza no olhar.]
*CENA 3 | CASA DE NATHÁLIA | INT. | NOITE*
[Nathália está deitada ao lado de Catalina, que dorme. De repente, ela vê pelas notificações do celular uma mensagem de Isabela.]
Nathália (desligando o celular/sussurrando): É melhor a gente se afastar, Isa...
[Ela desliga o celular e fecha os olhos.]
*FLASHBACK:*
Isabela (tomando coragem): Eu sei que não é certo, mas...
[Isabela se aproxima de Nathália lentamente, até que seus lábios se encontram em um beijo apaixonado.]
*FIM DO FLASHBACK*.
[A CAM se afasta.]
*CENA 4 | CASA DE PETRA | INT. | NOITE*
[Petra entra em casa, satisfeita, e dá de cara com Ítalia, que enxuga lágrimas.]
Petra (estranhando): Mãe... Você tava chorando? O que aconteceu?
Itália (tentando disfarçar): Nada, minha filha. Tava só lembrando de coisas que me fizeram feliz. Bobagem!
Petra: Hum, sei. Tô indo pro quarto, boa noite!
Itália: Boa noite, filha...
[Itália enxuga as lágrimas e vai para o quarto.]
*CENA 5 | CASA DE NATHÁLIA | INT. | MANHÃ*
[Nathália está dormindo, profundamente. Nesse momento, Catalina entra no quarto, carregando uma bandeja com café da manhã para sua cônjuge.]
Catalina (sentando-se ao lado de Nathália/sussurrando): Acorda, meu amor!
[Nathália permanece dormindo. Catalina a acaricia.]
Catalina: Nathi, acorda...
[Nathália começa a despertar.]
Nathália (ainda com olhos fechados): Me deixa, Isabela.
[Ao ouvir isso, Catalina levanta abruptamente.]
Catalina (gritando): VOCÊ ME CHAMOU DE QUÊ?
[Nathália se assusta com o grito e desperta.]
Nathália (assustada): Catalina? O que houve?
Catalina (enfurecida): Vai se fazer de desentendida agora, Nathália? Eu ouvi você me chamando de Isabela com todas as letras.
Nathália (confusa): Calma, Catalina... Deve ter sido só um sonho, nada demais.
Catalina: Um sonho que você queria que fosse realidade, não é? Ou você pensa que eu não sei que você ainda gosta daquela miserável?
Nathália: Acredita em mim, por favor... Eu tô com você, eu amo você. Já falei que a Isabela é passado.
Catalina (com raiva): Olha aqui, Nathália, se eu souber que você e aquela idiota estão juntas, eu mato ela. Tá me entendendo?
[Nathália se assusta com a reação da esposa.]
Nathália: Por que tudo isso, meu amor? Eu já te disse que meu coração só pertence a você...
Catalina (séria): Você jura pra mim que nunca vai deixar a Isabela atrapalhar o nosso casamento?
[Nathália fica confusa, mas faz o juramento, com receio. As duas se beijam. A CAM se afasta.]
*CENA 6 | CASA DE LEONARDO | INT. | NOITE*
[É mostrado Leonardo se arrumando, em frente ao espelho, com um sorriso malicioso no rosto. De repente, alguém bate à porta.]
Leonardo (se dirigindo até a porta): Merda! Quem pode ser a essa hora?
[Ele abre a porta e dá de cara com Marcela. A mulher entra e o beija, mas logo estranha seu visual.]
Marcela (desconfiada): Léo, que roupas são essas? Pra onde você tá indo assim?
[Leonardo tenta encontrar uma desculpa.]
Marcela (irritada): Anda, Léo, eu quero uma explicação.
Leonardo (nervoso): Calma, neguinha...
Marcela (gritando): Calma é o cacete, fala logo!
[Leonardo suspira e começa a falar.]
Leonardo: Eu... Eu tô indo ver a sua sogra, Marcela. Mamãe tá doente e quer muito me ver.
Marcela (ainda desconfiada): Hum, que morra logo, aquela porca.
Leonardo: Marcela...
Marcela: Ai, Léo, desculpa... Foi só uma brincadeira.
Leonardo: Então é isso, pretinha... Vou pegar um táxi até a rodoviária. Se tudo der certo, em dois dias eu tô de volta.
[Marcela beija Leonardo e se despede. O homem sai de casa, nervoso.]
Leonardo: Pra quê que eu fui inventar essa história, meu Deus? Agora vou ter que me esconder da Marcela por dois dias.
*CENA 7 | CASA DE THIAGO | INT. | NOITE*
[A campainha toca. Cidália abre a porta, Petra entra.]
Petra (sorridente): Boa noite, Cidália. Cadê Thiago?
Cidália: Tá no quarto.
[Petra sobe até lá.]
Petra (entrando): Oi, meu amor... Vim te fazer companhia, como é que você tá?
Thiago (com uma expressão triste no rosto): Oi, Petra... Eu não tô num bom momento, acho melhor você ir.
Petra (irrirada): O que foi agora? É por causa da demissão da Marcela, Thiago?
Thiago (tentando disfarçar): Claro que não, meu amor. Aliás, quem te disse que a Marcela pediu demissão?
Petra (nervosa): É... A Cidália. Encontrei ela lá fora.
Thiago: Hum...
Petra: Bom... Se você não tá com ânimo, acho melhor eu ir embora. Tchau, meu amor!
[Thiago se despede. Petra o beija e sai, com um sorriso malicioso no rosto. Ela tira o celular do bolso e liga pra Alan. A CAM se afasta enquanto os dois conversam.]
[Alguns minutos se passam. É mostrado Petra e Alan só de trajes íntimos no quarto de hóspedes. Os dois se beijam intensamente, enquanto Alan pega nos seios de Petra.]
Alan (interrompendo): Você é louca, Petra. E se alguém pega a gente aqui?
Petra (sorrindo): O Broxago tá enfurnado no quarto, a pirralha catarrenta dorme há horas e a Cidália... Bom, aquela ali tá mais morta do que viva. Então a gente pode fazer o que quiser, gostoso!
[Petra beija Alan novamente. Os dois se enroscam na cama, já completamente nus. A CAM embaçada mostra Petra com as pernas abertas, enquanto Alan faz movimentos suspeitos. Sem noção do perigo, Petra começa a gritar de prazer.]
Petra (gritando): Isso, me faz gozar, gozar muito!
Alan (agora penetrando): Eu faço tudo que você mandar, diabinha delícia!
[Os gritos e gemidos ecoam pelo corredor. Nesse momento, Cidália se aproxima e começa a ouvi-los.]
Cidália (assustada): Minha Nossa Senhora, o que é isso?
[Ela para e percebe que os sons vêm do quarto de hóspedes.]
Cidália (se aproximando/sem acreditar): Meu Deus, é a voz do Alan.
[A doméstica vai até a porta do quarto, tremendo.]
Cidália (abrindo a porta): Deus que me defenda, mas eu tenho que abrir.
[Cidália abre a porta e se desespera com o que vê. Petra e Alan, assustados, interrompem o ato e recuam. Os dois cobrem as partes íntimas e olham para Cidália, em choque.]
Cidália (gritando): MAS QUE DIABOS É ISSO?
(A imagem congela em *CIDÁLIA*.)
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*FIM DO CAPÍTULO*.