Preciosa Ametista - Capítulo 04

 



Preciosa Ametista | 04

Original de Pedro Valente

Emoji da minissérie: 💎💜


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CENA 1 - Hospital


Samulice - Eu odeio esse país! As leis fracas daqui botam minha vida totalmente em risco e a da minha filha também.


Ramona - Mãe! Eu estou com muita dor.


Ametista - Que vida que está em risco? A da Ramona ou a sua? E por que sua vida estaria em risco?


A C M foca no rosto de Samulice.


Samulice - Eu não disse nada.


Ametista - Mãe, eu sei quando você tá escondendo alguma coisa. Fala agora.


Samulice - Eu não vou falar, e quero ver quem vai me obrigar.


Doutor - Agora não é hora disso, temos que cuidar da Ramona. Iremos fazer todos os exames e até amanhã o resultado deve estar pronto.


Professor Thiago - E meu rosto?


Doutor - Vou pedir para darem alguns pontos, isso não foi grave ao que me parece.


CENA 2 - UniTinas


A C M mostra a ambulância levando os corpos dos alunos mortos em sacos. É um clima total de caos dentro da universidade, ouve-se ainda muita gritaria é pavor das imagens, entretanto, a diretora Jeanna está dando entrevistas para apaziguar a situação.


Jornalista - Diretora, como você explica todo esse caos?


Jeanna - Ele era um aluno exemplar, não dava trabalho algum, mas eu sentia que isso ia acontecer então estava instalando um consultório psicológico para os alunos de graça.


Um pai de um aluno morto corta a Jeanna 


Pai (Desesperado) - É mentira! Essa faculdade é um caos. Sempre que meu filho chegava ele tinha alguma reclamação, agora ele está morto.


Jeanna - Tudo irá se estabilizar! Teremos 3 dias de luto para os alunos mortos e depois voltarmos com uma equipe de psicólogos para ajudar os alunos e tudo voltar ao normal.


Jornalista - O clima é de tensão, a maior faculdade da Brasil num clima terrível, será que esse será o fim da UniTinas? Aqui, no seu Plantão Global.


Jeanna volta para a universidade e se encontra com o Insp. Júlio. 


Jeanna - Eu quero que você e o Professor Léo façam alguma coisa com os jornalistas que melhore a imagem da UniTinas porque se alguma coisa der errado, vocês perdem os seus empregos.


O Inspetor balança a cabeça, chama o Professor Léo.


Insp. Júlio - Eu gostaria de falar com os Jornalistas que a UniTinas sempre teve ótimos profissionais, isso foi um acontecimento para nos fazer refletir sobre erros e nunca mais cometê-los. Mas a UniTinas promete que nunca mais isso irá ocorrer.


Prof. Léo - A UniTinas voltará a ser a mais segura universidade do Brasil.


Libélula - É mentira! Onde está a câmera?


Marcelo chega desesperado.


Marcelo (Pensativo) - Lorenzo, o que você fez?


Jornalista (apontando) - É a que ele está segurando.


Libélula - Essa faculdade é uma piada! Sabe o assassino que matou todos eles, é NETO da diretora que ela escondeu durante todo esse tempo.


Os jornalistas ficam perplexos. 


Libélula - Não matriculem seus filhos aqui porque o assassino era problemático, nem a mãe dele o quis, nem ele, nem o Marcelo, o irmão dele.


Marcelo se aproxima de libélula.


Marcelo - O que você disse? 


Libélula - Escutou mal? A Jeanna é sua avó. 


Marcelo começa a chorar e vai à sala de Jeanna.


Marcelo - Diretora, olha na minha cara e fala que você é minha avó.


Jeanna - Como você soube disso?


Marcelo - A Dona Libélula está lá embaixo acabando com a imagem da UniTinas falando que o assassino é seu neto.


Jeanna - Maldita! Eu acabo com ela!


Marcelo - Mas isso é verdade?


Jeanna - Não só eu sou sua avó como a cachorra da libélula é sua mãe.


Marcelo cai pra trás.


Jeanna - Vocês foram doados a família Wiederkehr, mas vocês são da família Prattes.


Marcelo se desespera pela notícia e sai correndo.


Jeanna - Marcelo!!! Volta aqui.


Marcelo sai da UniTinas.


Marcelo (Pensativo) - Por isso que o Lorenzo armou todo esse massacre? Pra prejudicar a Jeanna?


Marcelo vai à delegacia onde o irmão está, ele já havia sido preso.


Lorenzo - Marcelo!!!! Irmão!


Marcelo - Lorenzo? Por que você fez aquilo?


Lorenzo - Porque amar dói! Eu me arrependo de não ter matado a Ametista, a Ramona, A Gabrielly, a Libélula, A Jeanna e explodir aquela faculdade.


Marcelo - Eu soube dessa notícia há pouco tempo, eu chorei uma cachoeira, não sei o que fazer com tanta informação.


Lorenzo - Marcelo, você tem que prometer uma coisa.


Marcelo - O que?


Lorenzo - Eu vou sair daqui, eu cheguei e liguei pro Italiano, nosso pai.


Marcelo - O Italiano é nosso pai também? 


Lorenzo - Ele vai vir me tirar daqui, mas isso pode demorar um tempo. Eu sei que a Jeanna vai dar um jeito de fazer a faculdade continuar, então eu preciso que você se vingue por mim de toda aquela faculdade, ela não pode continuar de pé.


Marcelo - Mas como?


A C M se afasta dos rostos dos 2 enquanto Lorenzo explica o plano.


Italiano chega.


Italiano - Fica calmo, eu vou tirar você daqui.


Marcelo - Desgraçado! Por que você abandonou a gente?


Italiano - Eu peço que me perdoem, foi uma ideia da Libélula. 


Marcelo dá um soco no rosto de Italiano.


Lorenzo - MARCELO! VAI PRA CASA E SÓ FAZ O QUE EU TE FALEI PRA FAZER.


Marcelo sai, entretanto, sai pensativo.


Marcelo - Quando as aulas voltarem, a imagem da universidade não seguirá boa, vocês não perdem por esperar.


CENA 3 - Casa da Libélula 


Libélula e Júlia entram, Libélula dá graças a Deus que Júlia está bem.


Libélula - Filha, eu rezei tanto por você.


Júlia - Mãe, eu poderia estar morta! Se ele tivesse me visto com certeza teria me matado.


Libélula - Mas pode ficar tranquila, ele não sai tão cedo da cadeia.


Libélula sente algo estranho, mas abraça Júlia.


Libélula - Estou sentindo algo muito estranho, onde está teu pai?


Júlia - Ele não está aqui.


Libélula - Eu sei onde ele está, vamos agora pra lá!


Libélula pega na mão de Júlia e ambas vão pro carro para a delegacia.


Libélula - Cafajeste! Veio ajudar a soltar o cara que podia ter matado nossa filha, né?


Italiano - Libélula?


Lorenzo - Por que vocês vieram?


Libélula - Pra garantir que você mofe nesse lugar.


Lorenzo - Eu não vou mofar, meu pai vai me tirar daqui.


Libélula - Italiano, vamos sair daqui AGORA!


Italiano - Cansei de você, nós não somos mais casados. Eu vou ajudar meu FILHO sim a partir de agora e vou dar uma vida digna pra ele.


Libélula (Sarcástica) - Que bonitinho! Depois de mais de duas décadas resolveu virar homem, né?


Júlia - Pai, não solta ele, ele poderia ter me matado.


Italiano - Ele não mataria a própria irmã.


Lorenzo - Mas ela sim! Conta pra eles o motivo do nosso término, Júlia.


Júlia - Você prometeu que nunca contaria.


Lorenzo - Mas eu não vou contar, você que vai.


Italiano - Do que você está falando? 


Júlia - Um dia numa festa, eu bebi muito, muito mesmo e antes de eu sair pra festa o Lorenzo tinha me dito que ia sair também, mas pra casa da mãe dele.


Italiano - E daí?


Júlia - Eu sou ciumenta, pensei que ele iria sair pra uma festa, mas não o segui.


Lorenzo - Pelo contrário, ela foi pra festa que ela planejava.


Libélula - E então?


Lorenzo - Ela viu um cara parecido comigo, segundo ela igual, o cara estava beijando uma moça e a Júlia se desesperou.


Júlia - Quando eu cheguei em casa, coloquei veneno de rato e laxante num suco de melancia e pedi para o Lorenzo beber.


Lorenzo - Eu bebi aquela merda toda, ninguém sabe como eu consegui sobreviver.


Libélula - Vaso ruim não quebra, né?


Cena 4 - Hospital 


Doutor - A Ramona já está fazendo os exames. Até o que me parece, ela conseguirá sair em poucos dias.


Samulice - Que bom!


Ametista - Que bom nada! Agora que o Professor Thiago já foi fazer os pontos e a Ramona está fazendo os exames, eu quero saber porque você corre perigo de vida. 


Samulice - Tá! Você quer saber? Eu vou te falar.


Gabrielly - Vocês preferem que eu saia daqui?


Ametista - Não Gaby, você já é da família!


Samulice - Eu vou pra bordéis, eu sou puta.


Ametista e Gabrielly estranham.


Samulice - Lembra quando eu disse pra você que seu pai morreu quando você era criança?


Ametista - Ele está vivo?


Samulice - Eu não sei, porque eu dei pra tanto homem no começo do ano q você nasceu que eu nunca soube quem era seu pai.


Gabrielly cai pra trás.


Samulice - Eu gosto de homens, gosto de pau, gosto de ser tratada como cachorra! Sempre quando você saía pra algum lugar eu dava um jeito de levar alguém pra casa pra visitar minha cavernosa.


Ametista - Então por que você nunca me disse? Por que escondeu?


Samulice - Outra coisa que você não sabe.


Gabrielly - Que coisa?


Samulice - Eu sou portadora de HIV porque em muitas vezes que eu escorreguei na banana eu me descuidei, eu não queria influenciar você, então fiz a evangélica.


Ametista (Pensativa) - Então aquele baú com cadeado que você nunca deixou que eu mexesse são…


Samulice - Isso! Remédios para que eu continue viva e o vírus não espalhar.

Cena 5 - Casa do Marcelo.


Marcelo chega em casa e chama seus pais.


Marcelo - PAI! MÃE!


Sr. e Sra. Wiederkehr chegam.


Sr. Wiederkehr - Vamos tirar seu irmão da cadeia, estávamos nos arrumando. Fala logo.


Sra. Wiederkehr - Seu irmão só faz confusão, só se mete em encrencas, mas essa já foi demais, vamos interná-lo.


Marcelo - Não me importa o que vocês vão fazer com ele, eu quero saber se vocês sabiam que eu e o Lorenzo somos filhos da família Prattes.


Ambos ficam em choque.


Marcelo - Vamos! Digam logo.


Sra. Wiederkehr - Sabíamos, a Libélula que doou vocês para nós quando vocês eram pequenos.


Sr. Wiederkehr - Ela teve a chance de herdar a fortuna do pai do Italiano que na época era casada com ela, mas no testamento tinha um porém, que eles não tivessem filhos porque se tivessem a herança seria anulada e doada para uma instituição de caridade.


Marcelo - Mas o que crianças tem a ver com isso? 


Sra. Wiederkehr - Eu nunca conheci um cara que detestasse crianças tanto como ele, ele não suportava bebês, crianças e adolescentes, principalmente adolescentes, tanto que foi pra Portugal que é um país onde há muitas pessoas idosas.


Sr. Wiederkehr - Vamos logo ver se o crime do Lorenzo é afiançável, no carro a gente conversa.


Os três entram no carro a caminho da delegacia, lá encontram Italiano com Lorenzo já solto.


Marcelo - Lorenzo! Meu irmão.


Lorenzo abraça Marcelo.


Lorenzo - Você não acredita quem acabou de passar por aqui.


Italiano - A Libélula e a Júlia. A Júlia falou que quase matou o Lorenzo envenenado.


Lorenzo - Pai! Não era pra falar.


Marcelo - Calma, aquilo que você teve você havia falado que tinha sido um infarto.


Lorenzo - Eu não queria que vocês soubessem.


Sr. Wiederkehr - E como você tirou o Lorenzo?


Italiano - Eu sou amigo do delegado, ele me devia um favor porque eu consegui soltar da cadeia uma pessoa que ele ama.


Marcelo - Lorenzo, eu preciso conversar com você, mas a sós.


Lorenzo e Marcelo vão para um canto.


Marcelo - A faculdade vai voltar em três dias, eu quero que você se comporte como um aluno exemplar porque a partir de agora, quem vai agir sou eu.


Lorenzo - Eu não quero que você se arrisque por mim.


Marcelo - Ninguém vai saber! Eu já pensei em tudo. E você poderá limpar sua barra.


CENA 6 - Hospital.


Doutor - Após retirarmos a bala, conseguimos fechar, mas acredito que tudo isso foi em vão.


Samulice - Por que?


Professor Thiago - Eu ainda não estou entendendo, o que aconteceu? Por que essa cara?


Ametista - O que houve com minha irmã?


Gabrielly - Doutor! Fala de uma vez.


Doutor - Não queria dar essa notícia assim, mas o resultado do primeiro exame saiu há pouco tempo, muito antes do que eu previa, mas por ser esse caso, eu entendo ter saído mais cedo.


Samulice - Que caso?


Doutor - A bala pegou num ponto muito sensível da perna, se tivesse sido em qualquer outro ponto ela poderia reverter essa situação, sendo assim, eu queria falar pra vocês que…


Ametista - Minha irmã vai morrer?


Doutor - Não! 


Samulice - Ufaaa.


Doutor - Ela terá de amputar a perna.


A sala toda fica sem reação.


◇ A imagem congela em Ametista, Gabrielly, Thiago e Samulice sem reação numa imagem roxa e cheia de pedras preciosas ◇