O Homem que Provavelmente Irá de Base – Capítulo 13

 



O Homem Que Provavelmente Irá de Base 13/16


Emoji da Novela: 🔫

Novela de Janete Clair

Adaptado por Pedro Valente

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Cena 1 - Rua 37 | Noite

Celomar - Eu não estou acreditando, eu estou me sentindo muito aventureiro igual a Dora que vai ser inventada nuns 20 anos.

Julio - Nós precisamos que você dê cabo de um cara que está na cadeia, senão todos nós vamos morrer.

Carlos Jean - Você não vai, primo, me fala quem é e nem precisa me pagar nada.

Julio - O nome dele é Pai do Italiano de Jesus Aragão.

Carlos Jean - Beleza, deixa que daqui eu assumo.

Carlos Jean se despede do primo e seus amigos. Logo após liga para seu comparsa que está preso, por coincidência, na mesma cela do pai do Italiano.

Carlos Jean (Ao telefone) - Alô? É da cadeia de encerra-bodes? Eu quero falar com o preso Figueira.

Policial (Ao telefone) - Quem gostaria?

Figueira (Ao telefone) - Jean Gabriel Thiago, irmão dele.

O policial chama Figueira e ele estranha o nome, mas se toca.

Figueira (Ao telefone) - Alô, Jean?

O policial vê tudo.

Carlos Jean (Ao telefone) - Alô, Figueira sou eu, o Carlos, eu preciso de um favor seu.

Figueira finge.

Figueira (Ao telefone) - Sim, fala pra mãe que eu também amo muito ela.

Carlos Jean (Ao telefone) - Você vai dar cabo num cara chamado Pai do Italiano, você o conhece.

Figueira (Ao telefone) - Sim, ele está morando na minha casa agora, tá de aluguel.

Carlos Jean (Ao telefone) - Ele está na sua cela? Que ótimo! Fica até mais fácil. Mas dá um jeito de ninguém perceber que foi você.

Figueira (Ao telefone) - Tá certo! Espero uma visita sua, valeu? Tchau.

Ambos desligam.

Carlos Jean - É hoje que você morre.

A CÂM vai para a cadeia.

Pai do Italiano - Eu odeio vocês, eu não sou da raça de vocês.

Preso 1 - Você é pior. Você não vai ficar muito tempo aqui.

Pai do Italiano - Não mesmo, eu irei ter uma linda noite em Paris com alguma mulher barata que eu conseguir.

O pai do Italiano leva um soco.

Preso 2 - Mas antes você vai ter que respeitar a gente porque aqui não vai ter alguém pra salvar você.

Figueira volta.

Figueira - Eu vim aqui para dizer a vocês que hoje terá festa nessa cela.

Preso 1 - Festa? Como assim?

Figueira - Vou falar com o carcereiro, ele vai nos fornecer suco e alguns sanduíches. Alguém grita o carcereiro?

O carcereiro ouve gritos e chega.

Carcereiro - Fala figueira, o que manda hoje?

Figueira - Aquele favor que você me devia. Você vai me trazer cinco sucos e 20 sanduíches. 

Carcereiro - Só isso? Pensava que seria algo mais sério.

Figueira - Faz o que eu tô mandando, cara de piru.

Passam-se 2h e tudo chega.

Figueira - É hoje! Vamos brindar com copos descartáveis.

Pai do Italiano - E o que vamos brindar?

Figueira - A vida! Enquanto teremos muito tempo de vida, muitos não passarão dessa noite.

Figueira pega um copo e enquanto os presos conversam, ele tira uma cápsula e joga dentro do copo simulando açúcar, ele põe o suco e mexe, quebra levemente o copo para localizá-lo. Logo após ele pega outros sachês e vai adoçando os outros sucos. Ao terminar, o brinde começa.

Figueira - Vamos brindar a vida? Haha
 
Figueira dá a cada um um suco.

Pai do Italiano - Vocês acham que eu nasci ontem, né? Qual a armadilha?

Preso 1 - Que armadilha?

Pai do Italiano - Um copo que eu não sei de onde veio, suco que não pus, açúcar que não vi você colocar, copo dado a mim pelo Figueira, vocês estão achando que eu nasci ontem, né?

Figueira - Se você não quiser então jogamos fora e você simplesmente fica de fora.

Pai do Italiano (sarcástico) - Não, não quero ficar de fora dessa maravilhosa festa, eu quero ver você beber do meu copo.

Preso 1 - Figueira, bebe logo pra gente poder comer tudo.

Figueira - Não irei beber, ele está me afrontando e eu não vou cair na afronta dele.

Pai do Italiano - Então é isso, eu vou ter que pegar outro copo e beber outro suco.

Figueira - Não vai, você vai beber do copo que eu te dei e do suco que eu te dei.

Pai do Italiano - Suponhamos que eu tome, passe mal e morra, a essa altura todos saberemos que terá sido você.

Pai do Italiano - É, parece que você perdeu. Essa postura de quem acha que manda não serve pra mim.

Figueira - Ah, é? Pois então, pois bem.

Figueira joga o suco fora.

Figueira (Sarcástico) - Você vai pegar outro suco e vai participar da festa.

O dia amanhece.

A CÂM vai para a cela de Israel.

Carcereiro - Vamos todos pro refeitório, a café da manhã vai começar, seus vagabundos.

Todos os presos da ala 32 descem.

Pai do Italiano - Eu nem estava com vontade de tomar café da manhã, mas irei.

Israel - Meu Deus! Eu estou sentindo que nada vai dar certo hoje pra mim.

O Pai do It pega o primeiro copo, Israel em seguida pega outro e os dois sentam um ao lado do outro. Na mesa, há uma pequena guerra de comida e alguns presos roubam copos pra jogar para outros lados da mesa, nisso, o pai do It comete um engano.

Pai do Italiano - Você está com o meu copo.

Israel - Não estou com seu copo, esse é meu copo.

Pai do Italiano - O cara jogou pro outro lado da mesa e o cara do outro lado jogou de volta pra cá, eu vi, devolve.

Israel - Esse é o copo que está do outro lado do seu, esse é o meu.

O pai do Italiano levanta com marra.

Pai do Italiano - Você está querendo bancar o esperto pra cima de mim?

Os presos amigos de Israel levantam.

Preso 1 - Quem é você pra falar assim com o Israel? Por acaso quer bater nele?

Pai do Italiano - É covarde, seu protegido não é macho o suficiente para me enfrentar, né? Eu sabia.

Preso 1 - Você vai sentir agora e continuar bebendo seu suquinho que o Israel disse que é. 

Pai do Italiano - E se não? Frutinha?

O preso dá um soco na cara do pai de Italiano, nisso ele cai no chão e a gangue do Israel e o pai do Italiano começam a brigar.

Israel - Pelo amor de Deus, parem, vocês vão matá-lo.

A CÂM se distancia da cadeia ao som de gritos do pai do Italiano.

CENA 2 - Casa de Julio | INT. | Tarde

Julio ouve batidas.

Carlos Jean - Não foi ao stand hoje?

Julio - O stand está fechado, não podemos trabalhar sob ameaça. 

Carlos Jean - Acabou.

Julio - Acabou?

Italiano - Como Acabou?

Celomar - Não estou entendendo.

Celomar - Carlos, você não está querendo dizer que?...

Carlos Jean - Sim, ele morreu.

Italiano sente uma dor no coração.

Italiano - Meu pai morreu?

Carlos Jean - Ele te maltratava e queria matar você.

Italiano - Eu não estou com pena, mas claro que eu não iria me sentir de todo bem, ele que me fez.

Celomar - E iria desfazê-lo.

Italiano - Eu sei, eu já falei que não estou com pena.

Cena 3 - Prisão de Encerra-Bodes | INT. | Tarde.

Carcereiro - Israel Valdez, você está livre.

Israel Valdez - Minha pena tem anos ainda, como posso estar livre?

Jean Otto aparece.

Jean Otto - Porque eu paguei sua fiança.

Israel Valdez - Eu odeio você, eu vou ficar aqui mesmo em liberdade.

Carcereiro - Você não pode. Aqui não é hotel, é lugar de quem cometeu crimes e não tem ou não podem pagar fiança.

Jean Otto - Isso me aborrece, mas eu amo você. E sim, você vai ficar em liberdade ainda que nunca mais fale comigo.

Israel sai correndo e Jean Otto corre atrás.

Jean Otto - Mas Israel, ao menos vamos conversar.

Israel - Qual parte do eu não quero sua ajuda você não entendeu, eu quero você longe de mim.

Israel tropeça e cai numa escada todo destrambelhado, desmaiando.

Jean Otto - Israel?????

Jean Otto - Calma, eu irei ajudá-lo. 

Jean pega ele e leva em seu carro, chegando em sua casa, lá pega um kit de primeiros socorros.

Cena 4 - Casa de Tiago | INT. | Tarde

Tiago - Eu não me conformo só com isso, eu quero mais, e quero agora, mas antes, eu quero a cabeça do pug por tudo o que ele me fez passar na hora da invocação.

Tiago vai até a casa de pug.

Tiago - Pug, aparece, eu quero falar com você.

Mãe do Pug - O que você quer com meu filho?

Tiago - Não é da sua conta, velha trapuda, eu quero falar com ele.

Mãe do Pug - O que ele não te deu, eu irei te dar e agora.

A mãe de pug dá um tapa na cara de Tiago.

Tiago - Sua anêmica, chimpanzéia, maldita. Saiba que quem vai pagar será ele.

Tiago, desconfiando que pug está na casa da Hebe, vai até lá.

Hebe - O que você está fazendo aqui?

Tiago já chega quebrando tudo.

Tiago - Me fala bruxa, cadê o pug?

Maria Moranga aparece.

Maria Moranga - Eu tentei não fazer nada, mas você me deixa sem alternativa.

Tiago - Ah, chegou a outra bruxa.

Maria Moranga - Nessa maldição, sob o poder de Maria Moranga, toda a população de encerra-bodes está contra você, e ninguém jamais poderá mudar isso.

Ao lançar o poder sobre Tiago, ele se desvia e a maldição acerta em Hebe e ela cai.

Samu - Mãe? Você está bem?

Ouve-se gritos de "morre hebe" fora da porta.

Maria Moranga (arrependida) - O que eu fiz?

Tiago algema Maria Moranga, as algemas impedem que ela use seus poderes e joga a chave pela janela.

Samu - Mãe, você tinha algemas em casa?

Hebe - Sim, eu usava pra sanar meus desejos sexuais.

Maria Moranga - Maldito, quando eu pegar você eu não vou pegar leve.

Os vizinhos de encerra-bodes arrombam a porta de hebe.

Pug desce.

Pug - Você não me quer, Tiago?

Tiago - Eu acabo com você.

Tiago pega uma faca.

Tiago - Você não vai me escapar hoje.

Pug tira uma arma.

Pug - E agora? O que você vai fazer Tiago?

●A IMAGEM CONGELA EM PUG SEGURANDO UMA ARMA NUM JATO DE SANGUE QUE PASSA PELA TELA E DEIXA O PERSONAGEM AVERMELHADOS●