O Homem que Provavelmente Irá de Base – Capítulo 8

O Homem que Provavelmente Irá de Base | 08/19


Cena 1 - Banco Hilldegard | INT. | Tarde 

Israel - Eu sou tudo o que sou graças a você, Jesus. 

~ Israel sente algo negativo.

Israel - Isso não vai ficar bem.

Passa-se 2 dias. Carlos passou a tomar conta do banco, ele estava num testamento feito por Jean. Israel foi lá na intenção de negociar de novo e se depara com Carlos, um cara extremamente lindo, Israel e Carlos se apaixonam em olhares perdidamente num momento que Jean esqueceu o personagem.

Todos olham. Jean Otto se relembra de seus princípios e o empurra.

Jean Otto - Estás louco? Da próxima vez que me tocar terei de ser mais grosso com você.

Israel - Louco digo eu, quem me beijou foi você. Agora terei de pedir 029282x perdão a Jesus por ter cometido isso.

Jean Otto - Calado! Você que me beijou, se aproveitou do meu momento de distração para realizar o ato, mas isso não irá ficar assim.

Jean Otto dá um tapa na cara de Israel. Aracy está passando e vê os dois brigando no banco.


Aracy - Israel? O que é isso? Não estou entendendo. Parem de brigar, agora!

Pug conta para aracy que Israel beijou Jean Otto. Aracy não acredita.

Pug - Eu estou falando a verdade, ele não gosta de você, ele é gay.

Aracy - Eu o conheço, não há possibilidades dele ser gay.

Pug - É só você olhar pra ele, parece que você faz a sonsa.

Tiago entra preocupado.

Tiago - Pessoal, estou ficando preocupado.

Astrid - Por que? 

Tiago - Já faz 9 dias que o Samu não vem trabalhar, não lembro dele ter pedido demissão e ele também não me disse nada.

Astrid - Nem pra mim.

Samu entra.

Tiago - Ah, Samu. Graças a Deus, estávamos falando de você. O que aconteceu contigo?

Samu - Contigo, Contigo, Contigo, Contigo.

Tiago - Deixe de brincadeiras, minha preocupação é real, eu estou falando sério.

Samu - Sério, Sério, Sério, Sério.

Astrid - Samu, que ousadia é essa? 

Samu - Essa? Essa? Essa? Essa?

Tiago - Ah, quer saber? A gente se preocupa para ele vir com brincadeirinhas idiotas? Parei com isso agora. 

 Tiago sai, corre pela avenida de raiva e vai até a antiga casa de Samu. Samu pressentiu onde ele iria, então, foi correndo atrás dele impedi-lo, entretanto, Tiago é mais rápido e chegou primeiro.

Tiago - Dona Maria Moranga????

Maria abre a porta para Tiago.

Maria M. - O que aconteceu?

Tiago - O que houve que o Samu não veio trabalhar esses dias? Eu sei que ele está morando com a Hebe, mas como você o criou desde pequeno, acredito que ainda mantenha um gigante contato com ele.

Maria M. - Pegue em minha mão.

Tiago pega na mão de Maria.

Maria Moranga - Pelo poder de minhas palavras, eu incovo os espíritos das sombras para realizar esse ritual. 

Tiago - Calma, como é?

Maria Moranga - Sua sentença será dar um tapa na cara de todos que lhe falarem palavras terminadas em A ou R. Isso será um castigo bom pra você.

Tiago - Ah, a conversa foi boa, mas eu irei ao banco de volta, obrigado.

Samu entra desesperado.

Maria Moranga - Ah, Samu. Olha ele aí. 

Samu - Aí, Aí, Aí, AÍ

Tiago - Por que o samu está assim?

Maria - Por conta da maldição fé joguei nele, agora os dois estão amaldiçoados.

Samu pega no braço de Tiago e os dois saem correndo pro banco.

Pug - Ah, finalmente os dois voltaram, que demora.

Tiago dá um tapa na cara do pug e pug não entende.

Samu - Demora, Demora, Demora, Demora.

Pug - Como você ousou me bater?

Tiago dá outro tapa.

Samu - Bater? Bater? Bater? Bater?

Tiago - Quando você fala uma palavra terminada em A ou em R acontece isso, por favor, não diga.

Pug sai emburrado.

Cena 2 - Casa da Hebe | INT. | Noite

Tiago e Samu vão à casa de Hebe e Thiago explica a Hebe o porquê de Samu estar tão estranho dessa forma.

Tiago - Então foi isso. Eu não posso ouvir palavras terminadas em A ou em R, e ele não pode ouvir nada senão repete a última palavra.

Hebe - Eu sabia que tinha sido coisa daquela cretina, agora mesmo nós vamos ir lá resolver isso.

Tiago - Não! Ela vai jogar uma maldição em você também.

Hebe - Não vai, ele fez isso porque sabe que me deve algo e queria quitar essa dívida.

Hebe sozinha vai à casa de Moranga. 

Maria M. - O que você está fazendo aqui, gostosa?

Hebe - Você sabe que fez isso só para quitar a dívida comigo.

Maria M - Se eu fiz, qual é o problema?

Hebe - A dívida será quitada honestamente, não quando você achar que deve ser quitada.

Maria M. - Mas seria você que decide isso?

Hebe - É o certo. O lógico. 

Maria M - Você acha que está mandando, que está por cima porque é rica, porque é empoderada. Aliás, coragem sua vir aqui sabendo que eu posso acabar com essa dívida jogando uma maldição em você.

Hebe - Eu não tenho medo de você. Aliás, de todos que eu conheço você é a única que não me põe medo.

Maria Moranga - Pois está muito que bem. Com o poder das minhas palavras eu lhes invoco, espíritos do sexo.

Hebe dá um tapa da cara de Maria Moranga.

Hebe - Não, comigo aqui você não vai. Se tentar, você sai daqui morta.

Maria Moranga fica com raiva.

CENA 2 | Casa do Pai do IT. | INT | Noite

Italiano não vai à imobiliária há dias, seus amigos começam a estranhar.

Italiano (Falando sozinho) - Falta pouco tempo pra sair daqui. Estou com fome, com dele, mas falta pouco tempo.

Julio bate à porta da casa do pai do It

Pai do It - O que houve?

Julio - Queríamos saber se você sabe onde o Italiano está?

Pai do IT. - Não faço ideia, não falo mais com ele.

Celomar - Há algo errado. Eu vou averiguar.

Celomar bate à porta outra vez.

Pai do It. - Falem de uma vez. 

Celomar - Onde foi a última vez que você viu ele? 

Pai do It. - Não é da conta de vocês, se eu soubesse não iria contar.

Pai do It bate a porta.

Celomar - Ele está aqui! Eu sinto. Irei chamar a polícia.



Celomar chama a polícia.

Julio - Você está se antecipando, se ele não tiver aqui nós iremos passar vergonha.

Celomar - Você verá que eu não estou errado.

A polícia chega.

Celomar - Policial, há algo errado ocorrendo aqui e eu gostaria que você averiguasse.

A polícia bate à porta.

Pai do IT - Fala logo.

Policial - Preciso entrar.

Pai do It. - Na minha casa você não entra, tem mandado? Se não tiver, vai voltar pra onde veio.

Policial empurra o pai do It.

Pai do It. - Eu vou processá-lo.

O policial pisa noutra estaca falsa e acaba caindo no porão onde acontece toda a escravidão.

Policial - O que é isso?

Italiano - Ah, eu sabia. Graças a Deus.

Policial - Todas essas pessoas estão quase esqueléticas, ninguém está bem aqui. O que é isso? Que condições são essas?

Pai do It tenta correr, mas Julio e Samu não deixam. O policial sobe e o prende.

Policial - Você está preso, mas pode ficar tranquilo, com esse flagrante não preciso de mandando.

Pai do It. - Vocês estão mortos.

Julio e Celomar - Não temos medo de você.

Cena 3 - Casa de Maria Veneranda | INT. | Manhã 

Maria Veneranda recebe um telefone.

Maria Veneranda - Antônio, é você? É a segunda vez que você me liga. O que você quer?

Antônio - Me encontrar pessoalmente com você.

Maria Veneranda - Mas eu não quero.

Maria V. bate o telefone.

Maria Veneranda - Eu jamais iria atender meu marido que me largou pra ficar com minha irmã que já morreu. E eu estou com a cara acabada em ácido e toda queimada, jamais poderei ser motivo de homens se apaixonarem, o que é bom porque eu não quero mais.

Passa-se 5 horas e Maria ouve batidas na porta. Maria abre.

Maria Veneranda - Não acredito que você descobriu onde eu morava?

Antônio - Maria Veneranda? O que houve com seu rosto?

Maria Veneranda - Não temos nada a conversar.

Antônio - Encontraram o corpo de Androlégena queimado.

Maria Veneranda - Fui eu sim, não nego.

Antônio - Por que fez isso?

Maria Veneranda - Não se faça de idiota que você sabe muito bem. Ela roubou você de mim, me maltratou, era o mínimo que eu poderia fazer por ela.

Antônio - Ela não me roubou de você, eu jamais fui apaixonado por você .

Maria Veneranda - Você era sim, mas ela te seduziu, isso eu jamais perdoarei em você.

Antônio - Você não percebe que o mal está voltando pra você? Olha sua cara.

Maria - Isso não é da sua conta, eu sei o motivo das queimaduras e não me importa dizê-los pra você, até porque nada tens a ver com isso.

Maria Veneranda - Eu quero que você saia da minha casa agora.

Antônio - Não irei sair.

Maria Veneranda - Como é que é??

Antônio - Escutou bem. Quero saber todos os motivos de você ter queimado o corpo dela, isso é crime sabia?

Maria Veneranda - Eu não me importo com suas perguntas. Você irá sair daqui.

Antônio e Maria Veneranda começam a brigar.

Maria Veneranda sem querer empurra Antônio da escada.

Maria Veneranda (Preocupada) - Meu Deus! Ele desmaiou.

A CÂM foca no rosto preocupado, queimado e sarcástico de Maria Veneranda.

Cena 4 - Rua 6 | INT. | Manhã 

Israel decide caminhas pela rua, contudo, ao chegar num beco é assediado por um homem mais forte, Jean Otto vê isso e perde a cabeça.

Jean Otto - Israel? O que é aquilo?

Jean Otto corre e bate no assediador.

Jean Otto - Você não irá, jamais fazê-lo outra vez, se tocar um dedo no Israel Valdez eu acabarei com você.

Israel está com medo. O assediador corre.

Jean Otto - Você está bem?

Israel - Estou, mas porque fez isso?

Jean Otto - Não deixaria alguém como você ser assediado, eu gosto de você.

Israel - Você não é nada parecido ao seu irmão, Jean Otto. Isso me assusta, mas é algo muito bom.

Os dois se olham fixamente, a mente nazista de Jean diz para ele parar com aquilo, sentir ódio de si mesmo, mas o coração de Jean não resiste. Jean Otto pega Israel e o prensa contra a parede, eles se beijam, dessa vez por iniciativa de Jean Otto.

Israel - Ah, perdão, eu peguei sua perna.

Jean Otto - Não é minha perna.

Israel fica envergonhado.

Jean Otto - Mas pode pegar.

Israel (igual cadela) - Ain Carloooooooouns.

Jean Otto - Finalmente sei o que é amar de verdade.

Israel - Carlos, seu irmão sabia que você é ...

Jean Otto - É o que?

Israel - Ah, você sabe... você está me beijando, não pode gostar de mulheres.

Jean fica envergonhado e corre.

Israel - Carlos!! Não vá.

Jean chega em sua casa.

Jean Otto - Que ódio! Eu não consigo odiá-lo de todo meu coração e cada dia que passa eu o amo mais, eu me odeio por isso.

● A IMAGEM CONGELA EM JEAN OTTO ARDENDO DE TESÃO NUM JATO DE SANGUE QUE PASSA PELA TELA E DEIXA O PERSONAGEM AVERMELHADO.

v.e